Monthly Archives: março 2009

Quinta da Aveleda

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A Quinta de Aveleda é uma marca de vinhos portugueses com mais de três séculos de existência e evidencia um modo especial de contemplar e conduzir o negócio do vinho. Inspirada num legado geracional, essa quinta, enquanto empresa de sucesso, se projeta para o futuro correspondendo permanentemente às exigências dos mercados nacional e internacional.

 

Os traços elegantes e harmoniosos de sua nova imagem são sinônimos de frescura, modernidade e da forma agradável e afetiva como a Aveleda se tem feito presente junto dos consumidores. Exportando cinquenta por cento de sua produção e através da marca que a representa, a Aveleda é a embaixadora do jeito de ser do português, marcado pela sedução e pela saudade.

 

Nesse contexto, importa destacar que a degustação foi conduzida pelo experiente enólogo José Carlos Santanita (Wine Academy de Portugal), que através de observações técnicas inteligentes e de comentários apropriados não deixou nenhuma dúvida sem resposta e que de forma clara e  precisa analisou os vinhos degustados (a seguir descritos e avaliados), produzidos em duas regiões mas unidos pela mesma marca. Os vinhos da Quinta de Aveleda são importados pela Interfood.

 

Os vinhos degustados:

Quinta da Aveleda Vinho Verde
Origem: Portugal – Região: Minho – safra: 2007 – álcool: 11,5% – uvas: Loureiro (60%), Trajadura (30%) e Alvarinho (10%) – preço: R$ 32,00 (vendido por desconto por R$ 24,00)
Cor palha claro límpido e brilhante. Aromas com leves sugestões florais e cítricas.  Na boca revela bom frescor, boa acidez a lhe conferir tipicidade, corpo leve e alguma complexidade, com notas minerais e frutadas. Vinho festivo, de relação preço-qualidade bastante favorável ao consumidor e que deve crescer à mesa.
Avaliação: 85/100 pts.

 

Follies – Fonte das Quatro Irmãs
Origem: Portugal – região: Minho Sub-região: Monção – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Alvarinho – preço: R$ 72,00 (vendido com desconto por R$ 48,00)
Cor palha esverdeado. Aromas com predomínio de notas florais, algum mineral e uma leve nota de frutas tropicais. Boca acídula, de boa densidade e de acidez delicada, com boa cremosidade, frescor e discreto toque vegetal. É um vinho encorpado que termina suave e sem amargor. 
Avaliação: 86/100 pts.

 

Charamba
Origem: Portugal – região: Douro – safra: 2006 – álcool: 13% – uvas: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Barroca e Tinta Roriz – preço: R$ 31,00 (vendido com desconto por R$ 23,00)
Cor rubi violáceo de média profundidade sem halo de evolução. Aromas com predomínio de notas tostadas, amêndoas, cacau e fruta vermelhas com alguma doçura (compotas). Boca macia, de taninos vivos sem incomodar, boa acidez, corpo magrinho e alguma complexidade gustativa. Ligeiro, termina suave e sem arestas. Vinho de perfil moderno detentor de interessante relação preço-qualidade.
Avaliação: 85/100 pts.

 

Follies – Fonte N. Sra. da Vandoma Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon
Origem: Portugal – região: Bairrada – safra: 2004 – álcool: 14% – uvas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon – preço: R$ 83,50 (vendido com desconto por R$ 56,00)
Cor rubi violáceo intenso e com alguma profundidade. Aromas intensos com notas de pimentão, tabaco, caixa de charutos, terra úmida e uma nota mentolada típica dos vinhos da Bairrada. Boca de taninos firmes, leve sobra de acidez e de álcool a indicar um ligeiro desequilíbrio. Encorpado, apresentou adstringência um pouco acima do normal, leve amargor e predomínio de notas herbáceas encobrindo a fruta.  Teve um bom desempenho na taça, sendo o olfato o seu ponto alto, porque prometia algo interessante mas deitou tudo por terra ao apresentar rusticidade ao final da prova de boca.  Deve melhorar com mais um ano de adega.
Avaliação: 84/100 pts.

 

Follies – Casa da Aguieira Touriga Nacional
Origem: Portugal – região: Bairrada – safra: 2005 – álcool: 14% – uva: Touriga Nacional – preço: R$ 104,00 (vendido com desconto por R$ 71,00)
Rubi violáceo  intenso e profundo. Nariz complexo com notas mentoladas, pimenta, frutas vermelhas frescas (framboesa) secundadas por um toque de violetas. Boca volumosa e equilibrada:   tripé taninos, acidez e álcool  está em plena harmonia e forma um conjunto redondo e elegante que terá como grande aliado o fator tempo que contribuirá para uma ótima evolução na garrafa, eis que apresenta complexidade para tanto. De perfil moderno,  considerado  o melhor vinho da noite confirmando o prognóstico de que a Touriga Nacional é uma das principais castas de Portugal porque produz vinhos aromáticos, complexos e de potencial de envelhecimento extremamente elevado, perfil no qual este FOLLIES se encaixa sem fazer muito esforço.
Avaliação: 88/100 pts.

Esvaziando a Adega – 7ª. Edição

 

 

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A reunião foi realizada no sábado, 27 de março de 2009, na Vittoria Pastas e Risottos (11 3721-1124), restaurante de concepção arquitetônica rústica encravado no complexo gastronômico denominado “Vila do Jardineiro” (Av. Eliseu de Almeida, 1077 – Butantã – São Paulo SP), com a presença dos confrades Clóvis Pavan, HK,  Alexandre Furniel, José Luiz e Lucas Garaldi.  Merecem menção especial o atendimento e a recepção de primeiro nível que a Risoteria Vittoria nos dispensou, com o serviço do vinho realizado com extrema competência, eis que os vinhos foram servidos ligeiramente resfriados e ao final foi servido almoço: anchova com risoto ao molho de champagne, uma das especialidades da casa .

Sem mais delongas, vamos à classificação geral dos vinhos brancos que tivemos o prazer de degustar e avaliar.

 
O Pódio:

 
1º. Lugar – Paulo Laureano Premium 2006 – 13% álcool – Vinho Regional Alentejano – Importado por Adega Alentejana 
Nota 89/100 pts.   Preço – R$ 23,80

2º. Lugar – Esporão Reserva 2005 – 14% álcool – Roupeiro, Arinto e Antão Vaz – Importado por Qualimpor  
Nota 88,5/100 pts.   Preço – R$ 87,50 (safra 2007)

 

3º. Lugar – Coroa D’ouro Reserva 2005 – 13% álcool – DOC DOURO – produzido por Manoel D. Poças Jr. e importado por Wal-Mart Brasil Ltda.  Preço – R$ 25,90
Nota 88/100 pts.  

 

 

Os demais:

 
4º. Lugar – Dão Grão Vasco 2005 – 13% de álcool – Importado por World Wine La Pastina
Nota 87,5/100 pts.

 

5º. Lugar – Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2003 – 14% álcool – Vinho regional Trás-os-Montes (atual Vinho Regional Terras Durienses). Produzido por Real Companhia Velha e importado por Barrinhas – Comércio e Importação de Bebidas e Cereais Ltda.
Nota 86/100 pts.

 

 

6º. Lugar – Dão Cabriz Colheita Seleccionada 2007 – 12,5% álcool – Malvasia Fina, Encruzado, Cerceal Branco e Bical. Produzido por Dão Sul Sociedade Vitivinícola e Importado por Expand.
Nota 85,5/100 pts.  

 

 

 

7º. Lugar- Evel Douro 2007 – 13,5% álcool – DOC DOURO – Moscatel Galego, Viosinho, Arinto e Fernão Pires (A. V). Produzido por Real Companhia Velha e importado por Barrinhas – Comércio e Importação de Bebidas e Cereais Ltda.
Nota 85/100 pts. 

 

 

 

 

8º. Lugar – Porca de Murça 2004 – 12,5% – DOC DOURO – Produzido por Real Companhia Velha e importado por Makro S/A
Nota 84/100 pts.

 

 

 

 

9º. Lugar – Villa Romanu VRA 2006 – 13,5% álcool – Antão Vaz, Arinto e Verdelho – Produzido por Herdade do Perdigão e importado por Interfood.
Nota 83/100 pts. 

 

 

 

10º. Lugar – Periquita 2005 – 12,5% – Vinho Regional Terras do Sado – produzido por José Maria da Fonseca
Nota 82/100 pts.  

Champagne

Poderoso

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Syrah X Shiraz

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Na França a Syrah é conhecida por produzir vinhos estruturados, de taninos musculosos e muito perfumados e aptos ao envelhecimento. Destaca-se no Vale do Ródano (Rhône) e também é bastante plantada no sul do país onde é misturada com a Grenache, Carignan, Cinsaut e Mourvèdre. Na Austrália é denominada Shiraz e se destaca nos Vales de Barossa, McLaren e Hunter Valley, produzindo vinhos maduros, intensos e alcoólicos. É a principal uva tinta do país. Lá, sua parceira ideal é a cabernet sauvignon.

 

Fora desses países a escolha do nome é um indicador do estilo seguido pelo produtor: se for Syrah a opção é pela elegância do Velho Mundo e se Shiraz  pela potência do Novo Mundo.

 

Pois bem. Ambos os vinhos escolhidos para esse confronto são do Novo Mundo e muito fáceis de ser adquiridos no mercado: o primeiro é o chileno In Situ Winemakers Selection  Syrah 2005, 14,5% de álcool, produzido no Vale de Aconcágua por Viña San Esteban, que é uma empresa familiar orientada a produzir vinhos finos.  Já foi importado pela Best Wine, pela Terroir e atualmente está na Vínea Store. Essa garrafa foi comprada em março de 2009 numa promoção da Terroir por R$ 27,00 (seu preço normal era R$ 81,00). O preço atual da linha Winemakers Selection na Vínea está por R$ 67,00 (disponíveis cabernet sauvignon e carménère). O segundo é o australiano Hope Estate Hunter Valley Shiraz 2005, 13,5% de álcool,  importado  pela KMM – custa R$ 75,00.  Ambos são medalhados: o chileno ganhou medalha de prata em 2005 no “Concours Mondial – Bruxelles” e o australiano foi o “Best Shiraz of Show” no “Brisbane Wine Festival” de 2006.

 

Sobre os vinhos. O “In Situ” tem cor rubi violáceo intenso, profundo e sem nenhum halo de evolução. No olfato predominam notas vegetais que cederam espaço para canela,  framboesa e um leve tostado. Depois de algum tempo apareceu fruta em compota. Na boca, é um vinho de entrada macia, suave, doce (álcool elevado), taninos jovens com longa estrada pela frente (ótima qualidade), bom equilíbrio do tripé álcool, acidez e taninos. Termina sem adstringência e tem retrogosto com notas frutadas. 

 

Agora o australiano: a vinícola Hope Estate, com cerca de 100 hectares de vinhedos, localiza-se nas proximidades do povoado de Broke, em Lower Hunter Valley. Foi criada em 1994 pelo farmacêutico Michael Hope, que abandonou sua profissão para dedicar-se inteiramente aos vinhos. A empresa também possui vinhedos nos Estados de Victoria e Austrália Ocidental. O vinho: rubi violáceo intenso com halo médio de evolução. Nariz típico da casta com muita fruta madura, alcaçuz e um leve toque de especiarias (cravo e pimenta), com baixa intensidade. Decaiu rapidamente para notas vegetais. Na boca se mostrou alcoólico e com desequilíbrio no tripé álcool (elevado), acidez (baixa) e taninos (amargos). Mesmo assim não desagradou totalmente porque ainda mostrou alguma persistência gustativa e concentração de sabor.  Tudo leva a crer que o seu auge já passou, mas ainda está potável. O contra-rótulo sinaliza que pode ser guardado por 5/10 anos, mas acreditamos que essa garrafa estava com algum problema de conservação, porque o vinho se apresentou muito evoluído para a safra (2005).

 

Avaliações:
In Situ Winemakers Selection 2007  -  87/100 +
Hope  Hunter  Valley  Shiraz     2005   -  84/100

Crios Rosé of Malbec 2007

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Susana Balbo e Pedro Marchevsky, são dois nomes importantes relacionados com o vinho argentino. Foram grandes responsáveis pela alta qualidade dos vinhos da Bodega Catena Zapata, ela como enóloga, ele como responsável por toda a atividade de campo. Em 2001 o atentado às torres gêmeas nos Estados Unidos, mudou completamente o rumo que o casal iria tomar ao deixarem a vinícola de Nicolás Catena. Realmente o destino era o país norte-americano, mas diante do acontecido decidiram ficar na Argentina, porém, produzindo por conta própria, inclusive aperfeiçoando um vinho com o qual já trabalhavam algum tempo chamado Anúbis, que ainda continua a ser produzido e que pode ser comprado com facilidade aqui na Capital Paulista. Assim, adquiriram uma propriedade, nascendo a já famosa vinícola Domínio del Plata no distrito mendocino de Agrelo. Após três anos de atividade a empresa alcança a produção de 55.000 caixas de vinho destinadas quase que integralmente ao mercado externo. Uma de suas linhas que tem muita popularidade aqui no Brasil é a linha Crios, que têm vinhos de Torrontés, Chardonnay, Malbec, Syrah-Bonarda, Cabernet Sauvignon e o delicioso Rosé de Malbec, abaixo comentado.

 

Sobre o vinho. O “Crios Rosé of Malbec” tem cor vermelha profunda e intensa. No nariz predominam os aromas frutados (framboesa, cereja e morango) com ótima intensidade. Depois de algum tempo esses aromas cederam espaço para um toque picante e um leve defumado. Na boca, o frescor é a sua “pedra de toque” e subscreveu integralmente as sensações olfativas com sua elevada concentração de sabor que provavelmente decorre da qualidade das uvas que utiliza na sua elaboração: “oriundas de vinhedos antigos” conforme nos informa o contra-rótulo repleto de informações úteis ao consumidor. O álcool, elevado (13,8%), não destoa dos demais elementos. Vinho encorpado, que termina longo, sem arestas e que tem retrogosto frutado. Tem estilo que o habilita acompanhar refeições (Paella) e aperitivos, nesta ordem. É um rosé exemplar, “guloso” que tem muito boa relação custo-benefício e que se destaca nas degustações de que participa, porque é mais rico que os vinhos do gênero. Seguramente o melhor rosé argentino da atualidade. Degustado pela segunda vez (a primeira foi em 22.04.2008) apresentou boa evolução na garrafa e agora está pronto para ser consumido.

 

Preço: R$ 38,90
Importado por RJU – Comércio e Beneficiamento de Frutas e Verduras Ltda (Cantu – tel 0300.210.1010).
Avaliação: 88/100 pts.

Adega Chilena

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Para os consumidores brasileiros os vinhos chilenos são muito consumidos, apreciados e admirados porque possuem uma multiplicidade de aromas, estilos e sabores por preços justos. Devido às exigências do mundo globalizado, a indústria vinícola chilena está em constante evolução focada principalmente no terroir, na busca de novos vales para o cultivo de novas cepas, na elaboração de novos assemblages, na procura por novos mercados, enfim inúmeras são as variáveis que movem a diversidade da produção chilena que acredita e aposta na diferenciação como forma de identidade.

Espumante Tarapacá Brut 2007 Vale de CasablancaR$ 34,00 – Empório Mercantil – tel. 011 3815 5393. Produzido pelo método charmat, este brut oferece notas de leveduras e pão tostado sobre aromas de frutas brancas maduras. Na boca é cremoso, denso e a sua firme acidez se destaca dando-lhe frescor e estrutura. Frutado e bem balanceado, apresenta bom potencial de evolução na garrafa.

Brancos

Cono Sur Bicicleta Riesling 2007Vale de Bío-BíoR$ 23,80 – Wine Premium – tel. 011 3040 3434 – Produzido no distante Vale de Bío-Bío, mostrou que a cepa tem plenas condições de evoluir nessa região de clima ameno. No olfato despontam aromas cítricos e minerais (pedra de isqueiro, querosene). Na boca é rico, de ótima acidez e corpo pleno com total subscrição do olfato. Vinho de grande tipicidade que termina longo e que também apresenta algum potencial de evolução na garrafa.

Emiliana Sauvignon Blanc 2008Vale CentralR$ 23,00 – Magna Import – tel. 011 2113 0999 – A safra 2008 foi ótima para esta cepa. Vinho de expressivos aromas de maracujá e grama cortada, na boca revela boa concentração de sabor sustentada pela acidez fresca que equilibra o conjunto. De boa tipicidade, é imbatível na sua faixa de preço. Para ser bebido ao longo de 2009.

Marques de Casa Concha Chardonnay 2006Vale do MaipoR$ 78,00 – Expand – tel. 011 3847 4747 – Com 90/100 pts. da Wine Spectator, este rico chardonnay de Pirque, região mais fresca do Vale do Maipo, exibe aromas florais, cítricos e uma nota de mel. Na boca, o uso judicioso da madeira cede espaço para frutas tropicais maduras como abacaxi e papaia. A acidez delicada se destaca e dá harmonia ao conjunto no qual o caráter frutado e mineral se impõe ao final.

 

Rosé

Cousiño-Macul Rosé de Cabernet Sauvignon 2007 – Vale do MaipoR$ 28,90 – Santar – tel. 011 3227 7355 – De cor salmão brilhante, apresenta nariz intenso com frutas vermelhas com destaque para morangos. Na boca, corpo ligeiro sustentado por uma correta acidez frutal a lhe conferir equilíbrio. De corpo leve, não é exageradamente adocicado como alguns rosés que estão no mercado e não apresenta amargor final. Bom para ser tomado à beira da piscina como acompanhamento de pescados em geral.

 

Tintos

Sucre Cabernet  Sauvignon 2007 – Vale do MauleR$ 23,83 – Wine Company – tel. 0800 725 8020 – Moderno cabernet sauvignon do Vale do Maule que se destaca por seus aromas de frutas vermelhas e pela maciez de seus taninos, tipicidade e equilíbrio gustativo. Fácil de beber, Sucre é marca própria da Wine Company, cuja produção é supervisionada pela dinâmica e exigente Ângela Mochi e se constitui numa opção certa para o dia-a-dia.

Veo Grande Carménère 2006Vale de ColcháguaR$ 26 – Empório Mercantil – tel. 011 3815 5393 – Surpreendente carménère que às cegas se mostrou superior a vinhos bem mais caros, mostra toda tipicidade da casta nos aromas de café torrado, terra úmida e frutas vermelhas, tudo isso repetido na boca macia, redonda, frutada e de taninos de ótima textura. Termina longo e com muita harmonia, sem o amargor vegetal de alguns exemplares dessa casta.

Valvieso Cabernet Franc Single Vineyard 2004 – Vale de CuricóR$ 67,50 – Baccos – tel. 011 3825 2302 – Poucos se atrevem a produzir vinhos com a cabernet franc, porém, é uma casta que costuma premiar aqueles que se atrevem a fazê-lo com vinhos de personalidade, que necessitam de tempo na garrafa e uma boa decantação antes de bebê-lo. Este Valdivieso é um exemplar clássico que esbanja tipicidade com suas notas vegetais e animais, com algum espaço para cerejas e ameixas. Madeira bem colocada. Na boca revela taninos finos, boa acidez, corpo médio para longo, persistência média e retrogosto com alcaçuz. Pronto para beber.

Ventisquero Grey Merlot 2005 – Vale do MaipoR$ 97,53 – Estação do Vinho – tel. 011 3045 2461 – Mesmo com o avanço da carménère, o Chile ainda produz bons merlots. Este Grey é um deles. No olfato profusão de frutas vermelhas acompanhadas de madeira fina confirmadas na boca, onde os taninos aveludados dão o tom. Muito macio e concentrado, com destaque para geléia de frutas vermelhas, bombom de cerejas e um toque especiado. De acidez firme e sólida, é um vinho guloso que se move facilmente no palato e que termina longo, suave e sem arestas. Medalha de prata no Guia de Vinhos do Chile 2008 com nota 90/100 pts.

Maycas de Limarí  Syrah 2005 – Vale de LimaríR$ 89,00 – Enoteca Fasano – tel. 011 3074 3959 – Produzir vinhos no Vale de Limarí é a nova aposta da gigantesca Concha y Toro. Fresco e compacto, este syrah tem pouca influência da madeira e nele sobrassaem as notas de especiarias típicas da casta escoltadas por frutas vermelhas maduras, tudo na medida certa e sem os habituais exageros. Já está no ponto de consumo, contudo, continuará evoluindo na garrafa por longo período. Obteve 91/100 pts. no Guia Descorchados 2008

Odfjell Orzada Carignan 2004Vale do Maule – R$ 65,00 – Empório Mercantil – tel. 011 3815 5393 – A carignan é uma uva de origem espanhola (cariñena, também denominada mazuelo em Rioja) bastante cultivada no Priorato e no sul da França. Praticamente extinta no Vale do Maule, aos poucos está sendo resgatada porque produz vinhos de muita força e personalidade. De parreiras velhíssimas plantadas em solo granítico, encanta por sua complexidade de aromas florais com destaque para as violetas. Na boca, taninos viris e uma acidez salivante que lhe dá vida. Um tinto especial e de vocação gastronômica.

Don Maximiano Founders Reserve 2005 – Vale de AconcáguaUS$ 125,90 – Vinci Vinhos – tel. 011 2797 0000 – Dos vinhos ícones chilenos, o emblemático Don Maximiano é um dos mais consistentes. Aromas complexos, com notas tostadas, tom floral e algum mentolado, que é típico desse vinho. Boca estruturada, taninos suaves e envolventes, com notas mentoladas, alta concentração de sabores adocicados e fruta madura. Se já dá prazer agora (WS 90/100), sua maior característica é o que pode oferecer ao degustador no futuro. Um vinho para ocasiões especiais.

 

Vinhos de Sobremesa

Viu Manent Noble Semillón Botrytis Seléction 2007 – Vale de Colchágua R$ 60,50 (garrafa de 500 ml) – Casa Lisboa – tel. 011 2097-4888 – Produzido no Vale de Colchágua com uvas semillón de parreiras velhas parcialmente atacadas pela Botrytis Cinerea, este Late Harvest encanta por sua complexidade aromática com destaque para toques florais e frutados, como flor de laranjeira, maracujá e abacaxi maduros. Na boca é denso e a sua untuosidade se destaca. Ainda no palato tem invejável equilíbrio gustativo, acidez delicada, corpo pleno e além do tradicional toque crocante da botrytis, muito frescor e deliciosas notas amendoadas complementam a paleta de sabores deste guloso vinho de sobremesa.

Carmen Moscatel Late Harvest 2007 – Vale de LimaríUS$ 29,50 (garrafa de 500 ml) – Mistral – tel. 011 3372 3400 – De bonita cor amarelo com reflexos dourados, este moscatel do Vale de Limarí tem um nariz atraente com notas florais, abricot, mel e especiarias. Na boca é mineral e a sua doçura encontra contraponto na deliciosa acidez e seu sabor cremoso lembra doce de laranja em calda, mel e frutas cristalizadas. Termina com um sutil amargor que não incomoda.

A relação acima está publicada de forma resumida na Revista Divino – edição 04 – meses de março e abril de 2009

Esvaziando a Adega 6ª. edição: Sauvignon Blanc

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A reunião foi realizada no sábado, 28 de fevereiro de 2009, na Vittoria Pastas e Risottos (11 3721-1124), restaurante de concepção arquitetônica rústica encravado no complexo gastronômico denominado “Vila do Jardineiro” (Av. Eliseu de Almeida, 1077 – Butantã – São Paulo SP), com a presença dos confrades Clóvis Pavan, Jeriel da Costa, Alexandre Furniel, José Luiz e Lucas Garaldi. Merecem menção especial o atendimento e a recepção de primeiro nível que a Risoteria Vittoria nos dispensou, com o serviço do vinho realizado com extrema competência, eis que os vinhos foram servidos ligeiramente resfriados num dia que a temperatura facilmente ultrapassou os trinta graus e ao final foi servido almoço. Um dos pratos foi anchova com risoto ao molho de champagne, uma das especialidades da casa .

Sem mais delongas, vamos aos comentários sobre cada um dos sauvignons que tivemos o prazer de degustar e avaliar. Ao final, será apresentada a classificação geral.

1. Matua Valley 2006, Hawkes Bay, 12,5% de álcool, Vinhos do Mundo, comprado no Rei do Whiskys e dos Vinhos por R$ 54,00 em 2007.
Cor palha verdeal, nariz com uma discreta nota vegetal que depois cedeu para floral, boca plena, corpo bom, médio frescor, mineral, sem muita complexidade, termina curto. Foi o sauvignon neozelandês que ficou na “lanterna”.

2. Jean Jean Sauvignon 2005, Vin de Pays DOC, Saint Felix de Lodez, 12,5% de álcool, importado pelo Carrefour, preço R$ 24,00 em 2008
O único representante francês da degustação se apresentou bouchonée (rolha contaminada por TCA) e foi desclassificado.

3. Nimbus 2006, Vale de Casablanca, 13,5% de álcool, importado pela Casa Flora, preço R$ 61,84 (safra 2008)
Cor palha, aromas frutados com destaque para maçã verde, goiaba branca e uma pontinha de maracujá. Às cegas foi facilmente identificado como de origem chilena o que foi confirmado na boca com a subscrição das sensações olfativas. Obteve medalha de ouro no “4º. Annual Wines of Chile Awards” e aqui confirmou a premiação chilena.

Emiliana 2007: detentor da melhor relação preço-qualidade

Emiliana 2007: detentor da melhor relação preço-qualidade

4. Sanctuary 2005, Malborough, 13% de álcool, importado pela Premium de Belo Horizonte, preço R$ 58,00 (safra 2008)
Cor palha claro brilhante, muito complexo e persistente no nariz, com destacadas notas frutadas (maracujá e lima-da-pérsia), vegetais (arruda) e minerais. Boca no mesmo diapasão, ótima acidez, intenso com notas de maracujá e boa mineralidade. Sem arestas termina suave e sem nenhum amargor. Foi o campeão da degustação e mostrou que os sauvignons neozelandeses além de saborosos conseguem manter o frescor por muito tempo, desmentindo a afirmação de que os vinhos dessa casta devem ser bebidos o mais rápido possível ou no máximo um ano depois da safra.

5. Santa Rita Reserva 2004, Vale de casablanca, 13,5% de álcool, importado pela LVMH, preço R$ 54,00 (safra 2008 – portal Estação do Vinho)
Cor palha claro brilhante. Sua cor sugeria um vinho bem mais novo. Nariz intenso, com destaque para notas vegetais e maracujá. Boca untuosa, ótimo frescor para a idade, equilibrado, macio, longo e profundo. Importante destacar que o vinho estava na parte inferior da adega climatizada e a garrafa estava “perdida” no meio de outras de champagne, o que provavelmente colaborou para sua evolução eis que é o local mais frio da adega. Se esse já é bom (também se destacou por sua tipicidade), vale à pena experimentar a linha Floresta (mais cara), com uvas do Vale de Leyda.

6. Aspire Matariki 2004, Malborough, 13% de álcool, Expand, preço R$ 65,00 (safra 2006).
Foi a amostra mais evoluída do painel, porque sua cor era dourada com brilho e intensidade. O olfato começou fechado e depois abriu para fortes notas cítricas com destaque para lima-da-pérsia e limão siciliano secundadas por notas minerais. Na boca se mostrou encorpado, untuoso, intenso e muito fino. Arrebatou com justiça a segunda colocação porque tem excelente tipicidade.

7. AltoSur 2007, Finca Sophenia, Tupungato, Mendoza, Expand, preço R$ 32,99.
O único representante argentino apresentou cor palha claro brilhante. No olfato não se destacou e apresentou leve aroma floral e notas de guaraná em pó, o que não lhe confere tipicidade. Boca simples, sem complexidade, bom frescor e discreto amargor.

O menu especialmente preparado para a degustação

O menu especialmente preparado para a degustação

8. Villard Reserve Expresión 2005, Vale de Casablanca, Decanter, preço R$ 67,10 (safra 2007).
Este tradicional sauvignon chileno que anos atrás arrebatou a primeira colocação numa degustação promovida pela revista GULA, apresentou boa evolução na cor, porém, não se destacou no olfato porque seu perfil era unidimensional (começou e terminou herbáceo e pouco intenso) e na boca deu sinais de cansaço, com pouco frescor e delicadas notas vegetais sem amargor.

9. Emiliana 2007, Vale Central, Magna Import, preço atual R$ 23,00 (safra 2008)
Cor palha claro brilhante, vinho de expressivos aromas de maracujá e grama cortada, na boca revela boa concentração de sabor sustentada pela acidez fresca que equilibra o conjunto. De boa tipicidade, é imbatível na sua faixa de preço e não se intimidou diante de adversários de maior peso e mostrou que o CHILE ainda produz bons sauvignons fora das regiões costeiras. Foi o vinho que apresentou melhor relação “preço-qualidade” da degustação.


Agora o pódio:

1º. Sanctuary 2005 (Premium – BH)  Nota: 90/100 pts.
2º. Aspire 2004 (Expand)
   Nota: 89,5/100 pts.
3º. Santa Rita Reserva 2004 (LVMH/Grand Cru)
Nota: 89/100 pts.
4º. Nimbus 2006 (Sta. Carolina – Casa Flora)
  Nota: 88,5/100 pts.
5º. Emiliana 2007 (Magna Import)
  Nota: 88/100 pts.
6º. Matua Valley 2006 (Vinhos do Mundo – RS)
   Nota: 86/100 pts.
7º. Villard 2005 (Decanter)
Nota: 85/100 pts.
8º. Altosur 2007 – Finca Sophenia (Expand)
 Nota: 84/100 pts.
Jean Jean Sauvignon 2005 (Carrefour)  
Desclassificado