Monthly Archives: abril 2009

Pomerol: Château Nenin e Château La Pointe

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Hugh Johnson esclarece que os vinhos da comuna de Pomerol são famosos por  “seu estilo cheio, rico, untuoso dominados pela Merlot. Entre os châteaux de primeira linha estão La Conseillante, Leglise Clinet, Levangile, Lafleur, Lafleur-Petrus, Pétrus, Lê Pin, Trotanoy, Vieux-Ch-Certan.  No solo predomina somente argila, cascalho e areia. Não há calcário”. Agnaldo Záckia Albert afirma que a comuna fica próxima a Saint-Émilion e que também possui sua própria classificação: Premier Cru ou Grand Cru Classé.

 

Pois bem. Os dois vinhos a seguir descritos ostentam nos respectivos rótulos a classificação “Appelation Pomerol Contrôlée” e nada mais. Ei-los: Chateau Nenin 1997 (13% álcool) e Château La Pointe 2000 (12,5% álcool). Como sobredito a Merlot participa majoritariamente na composição dos dois vinhos.

 

O primeiro é o Château Nenin 1997.

Desde 1997 este Château está sob a direção da família Dellon, proprietária do Chateau Léoville-las-Cases, de Saint Julién, no Médoc. Desde então, por força de pesados investimentos, vem produzindo vinhos mais concentrados, ideais para serem guardados por longos períodos, o que corrobora a alegada recuperação de sua qualidade e prestígio. Para essa safra Robert Parker lhe deu 87-89 pts.

 

Degustação.

Rubi violáceo profundo com halo de evolução. Amplo no olfato, apresentou um verdadeiro buquê de aromas nos quais sugestões de ameixas, cerejas e pimenta são os destaques. Toques florais e um leve defumado. Na boca um vinho que tem nervo e taninos em profusão. Cheio, rico e concentrado. Pronto para ser degustado, a firmeza de sua estrutura lhe permite envelhecer por mais algum tempo, eis que se a safra de 1997 não foi das melhores, também não foi das piores, talvez uma safra mediana que ainda possibilite alguma evolução na garrafa.

 

Avaliação: 90/100 pts.+ Preço: R$ 520 (safra 2005) – Grand Cru e US$ 189,00 (safra 1998) – Mistral

 

 

O segundo é o Château La Pointe 2000.

Pouco se sabe com exatidão sobre sua história. É uma propriedade de 21 hectares que no começo do século XIX pertenceu à respeitada família Chaperon, de Libourne, sudoeste do Pomerol. Na atualidade está sob controle do Château La Serre, conhecido Grand Cru Classé de Saint-Émilion.  A safra 2000 recebeu 91/100 pts. da Wine Spectator e é apontada como espetacular para Bordeaux (vinhos ricos, notáveis e longevos). Por fim, esse château é reconhecido por produzir vinhos que se destacam por sua linda cor, aromas elegantes e sutileza no palato.

 

Degustação

Rubi escuro intenso e profundo com discreto halo de evolução. Nariz espetacular com fruta madura (ameixas, amoras e cerejas), tabaco, caixa de charutos, defumado, cedro e notas mentoladas. Boca a subscrever o nariz, com taninos polidos de excelente textura, corpo ligeiro, acidez delicada, perfeito entrosamento da fruta com a madeira. Um vinho de muita classe, elegância e que esbanja tipicidade. Termina tão suave quanto começou. Mostrou-se jovem. Vai evoluir lentamente na garrafa nos próximos anos. Recomenda-se decantar.

 

Avaliação: 91/100 pts.++     Preço: R$ 380,00 (Casa do Vinho de Belo Horizonte)

 

 

 

 

 

 

Lançamentos da Bodega Trapiche

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“A Trapiche é uma grande vinícola argentina que ultimamente está causando furor com seus novos malbec Single Vineyard. Decididos a plasmar seu reconhecimento histórico com a cepa emblemática da argentina, Daniel Pi e sua equipe elaboram novos vinhos que, sem dúvida, estão entre os melhores expoentes do país” .  O trecho retro foi extraído do Guia Descorchados 2008 e dá noção da importância dessa vinícola no contexto sul americano, porque sempre está inovando lançando produtos modernos e com isso fortalecendo a sua presença com produtos de qualidade do Novo Mundo nos diversos mercados consumidores.  Todavia, essa vinícola sofreu mudanças substanciais à partir de 2002 com o ingresso do enólogo Daniel Pi.
 
Seu projeto de destaque é uma família de malbecs de vinhedo único “Single Vineyard”. O enólogo trabalha junto com vários viticultores e seleciona lotes de vinhos de vinhedos específicos após uma degustação às cegas. A base vinícola argentina é dominada por pequenos vinhedos — existem 30 mil em Mendoza (principal região produtora do país), mas apenas 900 vinícolas e algumas delas normalmente compram uvas de um pequeno número viticultores.

 

A vinícola estreou seus vinhos de vinhedo único em 2005, com a safra 2003, que foram,  de longe,  os melhores vinhos que a Trapiche já produziu. Todos os anos,  Daniel Pi meticulosamente planeja escolher apenas três vinhedos para preparar o corte do programa de vinhedo único. A recompensa é o engarrafamento com o nome de cada viticultor no rótulo. A idéia é que os viticultores concorram entre si pela honra, melhorando a qualidade, e todos – o viticultor, a vinícola e o consumidor — saem ganhando. E, como era de se  esperar, os resultados já estão a aparecer.

 

Recentemente Robert Parker atribuiu 94/100 pts. ao Trapiche Malbec Single Vineyard Federico Villafañe da espetacular safra de 2006. Esse vinho e o Finca Las Palmas Chardonnay 2007  também se destacaram recentemente na terceira edição (2009) do concurso “Argentina Wine Awards” (512 vinhos de 128 produtores) . Em 2008 o Federico Villafañe 2006 obteve medalha de ouro na quinta edição do respeitado concurso mendocino “Malbec al Mundo”. Neste concurso,  ficaram com prata o Single Vineyard Adriana Venturín e o  Finca Las Palmas Malbec ambos de 2006. Da linha Single Vineyard 2006 ainda há mais um rótulo:  Cristina y Bibiana Coletto.

 

Por fim, cabe destacar que seus vinhos são exportados para a Noruega, Dinamarca, Índia, Angola, Ilhas Maurício, Curaçao e principalmente para o Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. Atualmente, a Trapiche é representada pela Interfood, com sede em São Paulo, Capital, que faz ampla distribuição nos principais supermercados, lojas especializadas e varejo em geral.

 
A degustação, ocorrida na SBAV-SP  foi precedida de uma palestra do  simpático e dinâmico Daniel Pi (principal enólogo da Peñaflor), que conduziu a apresentação comentando detalhadamente cada vinho degustado  através de observações técnicas pertinentes, comentários apropriados e principalmente muito bom humor.

 

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Sobre a degustação:  os vinhos agradaram, mas houve duas grandes surpresas – o espumante Trapiche Extra Brut que  mostrou tipicidade e ótimo frescor e o tinto Trapiche Federico Villafañe Single Vineyard Malbec 2006,  que pode ser apontado seguramente como um dos melhores malbecs produzidos na Argentina porque  se destacou por sua extrema maciez, tipicidade e equilíbrio gustativo.  Por fim, Daniel Pi esclareceu que apesar da gama de malbecs, o Trapiche Iscay, que agora chega na esperada safra 2006, continua a ser o principal vinho da casa . 

 

Abaixo as avaliações dos vinhos degustados:

 

Espumante Trapiche Extra Brut 
Origem: Argentina – safra: n/c – álcool: 13% – região: Coquimbito, Maipú, Mendoza – uvas: Chardonnay (70%), Semillón (20%) e Malbec (10%) – preço: R$ 50,00 
Coloração palha brilhante. Perlage ligeira e de pouca duração. Nariz típico com sugestões de leveduras, fermento e pão torrado. Boca que se destaca por seu frescor intenso, ótima acidez, boa potência com fruta madura. Corpo adequado e discreto amargor. Vinho festivo que apresenta interessante binômio custo/benefício.
Avaliação: 86/100 pts.

 

Fincas Las Palmas Chardonnay 2007
Origem: Argentina – safra: 2007 – álcool: 14% – uva: chardonnay (100%)  - região: Valle de Uco, Mendoza – preço: R$ 72,30 
Cor amarelo palha na transição para o dourado. Ao nariz mostrou boa complexidade, com  notas de baunilha, coco, ligeiro amanteigado e muita fruta madura (pêssego e abacaxi). Na boca, mostrou-se curto, de baixa persistência, frescor um pouco abaixo da média, porém, apresentou uma boa concentração de sabor,  ligeira untuosidade  e apesar da leve sobra de madeira ainda há  algum espaço para fruta madura (abacaxi). Termina adocicado e com notas de mel no retrogosto. Estilo “New World” com muitos apreciadores.
Avaliação: 85/100 pts.

 

Finca Las Palmas Malbec 2006
Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14% – uva: malbec (100%) – região: Altamira, Valle de Uco, Mendoza – preço: R$ 72,30 
Cor rubi violáceo intenso com alguma profundidade. No nariz, o ataque inicial é interessante, com notas florais (violetas), madeira e geléia de frutas vermelhas. Na boca, as sensações aromáticas foram confirmadas em parte porque o vinho se mostrou ainda muito jovem, com taninos duros e secantes. Apresentou ótima evolução na taça sinal de que requer decantação de no mínimo trinta minutos.  Sugestões de frutas negras ainda encobertas pela madeira de boa qualidade e alguma sobra de álcool, são alguns indicadores de que o vinho ainda tem algum desequilíbrio que certamente poderá ser resolvido com mais alguns anos na garrafa. Apesar de tudo, mostrou ótima tipicidade e excelente perspectiva de evolução na adega porque foi produzido na safra de 2006, uma das melhores da Argentina nos últimos anos.
Avaliação: 85/100 pts

 

Trapiche Malbec Single Vineyard Federico Villafañe 2006
Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14,5% – uva: malbec (100%) – região: La Consulta, San Carlos, Mendoza – preço: R$ 215,00 
Retinto na cor, este portentoso malbec mostrou uma paleta aromática complexa, com aromas finos, elegantes e delicados com notas de barrica, violetas, geléia de frutas vermelhas, chocolate e café. Boca a subscrever integralmente o olfato, extremamente macia, untuosa, intensa, de taninos aveludados, ótima acidez e grande estrutura. Madeira (dezoito meses em barricas francesas) e fruta em perfeita harmonia. Longo e profundo seu retrogosto é quase interminável. Finaliza sem nenhuma aresta e convida o degustador para o próximo gole. Vinho emblemático e de perfil moderno.  Já está pronto, mas possui estrutura para ser guardado por uma década, preferencialmente na adega climatizada.
Avaliação: 90/100 pts.

 

 

Trapiche Manos Malbec 2004

Origem: Argentina – safra: 2004 – álcool: 14,5% – uva: malbec (100%) – região: Finca Altamira, San Carlos, Mendoza – preço: R$ 446,50 
Cor rubi violáceo quase retinto com discreto halo de evolução. Nariz fechado que lentamente abriu e mostrou todo seu potencial e complexidade: sugestões de violetas, ameixas, amoras, especiarias e alguma madeira sobrando (dezoito meses em barricas francesas e mais vinte e quatro meses na adega).  Boca de taninos em profusão, mastigáveis, potentes e ainda jovens. Estruturado, largo no meio de boca, profundo e de acidez adequada. Precisa de tempo para se mostrar, mas tem longa vida pela frente. Um malbec de raça. O seu único senão é o  preço…
Avaliação: 88/100  pts.

 

Trapiche Chardonnay Tardio 2005
Origem: Argentina – safra: 2005 – álcool: 13% – uva: chardonnay (100%) – região: Santa Rosa, Mendoza – preço: R$ 60,00 
Cor amarelo com reflexos dourados. Olfativamente mostrou bastante intensidade e complexidade, com destacadas notas de fruta madura (abacaxi e pêssego), mel, frutas cristalizadas e algum tostado. Na boca é um pouco pesado e mostrou leve descompasso entre álcool, frescor e doçura, todavia, seu sabor concentrado com notas de abacaxi em calda e frutas cristalizadas o habilita a acompanhar sobremesas como quindim, pudim de leite condensado e tiramisú. Termina com sobra de açúcar mas não chega a ser enjoativo. Necessita de um pouco mais de acidez para contrapor o açúcar residual.
Avaliação: 85/100 pts.

Três vinhos

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Joseph Drouhin Chablis 2006, Pio Cesare Barbaresco Il Bricco 2003 e Neblus 2002

Neste fim de semana prolongado tive a oportunidade de experimentar três vinhos exemplares. Dois do Velho Mundo e um do Novo Mundo. Resultado: nenhuma decepção e um deles se revelou um verdadeiro canhão no jargão dos enófilos…

 

O primeiro vinho é um Chablis 2006: Joseph Drouhin
Hugh Johnson anota em seu “Guia de Vinhos”, edição 2008 que: “Joseph Drouhin é um produtor merecidamente prestigioso” De fato, essa afirmação é verdadeira, ainda mais se provarmos um de seus vinhos de entrada o “Joseph Drouhin Chablis 2006”.  De cor amarelo palha com reflexos ligeiramente esverdeados, no olfato sua paleta aromática se destaca pelas sugestões frutadas, nas quais se destacam pêssegos, abacaxi e uma pontinha de maçã verde. A boca limpa e frutada subscreve integralmente o olfato com elegante mineralidade e frescor num corpo médio que termina sem amargor e no qual a acidez delicada se destaca e o álcool (12,5%) não desequilibra o conjunto. Faltou um pouquinho mais de concentração de sabor, todavia, é um vinho que esbanja tipicidade e que tem na consistência de sua qualidade a sua maior virtude.
Avaliação: 88/100 pts.      
Preço: US$ 67,90
Importadora Mistral

 

 
O segundo é um Barbaresco: Pio Cesare Il Bricco DOCG 2003
A região do Piemonte fica no noroeste italiano e se notabiliza por produzir três dos vinhos mais representativos do que esse país pode produzir de melhor: Barolo, Barbaresco e Barbera, nesta ordem de importância. O primeiro é bastante conhecido pelo epíteto “Vinho dos Reis e Rei dos Vinhos”, o segundo é conhecido como “Príncipe” ou “Primo” ou até “Irmão do Barolo”, porque apesar de ser tão nobre quanto o primeiro, tem menos estrutura, menos longevidade, os taninos são  mais suaves, a fruta é mais intensa, fatores que recebem influência do vinicultor e do terroir. Por isso, os melhores exemplares são tão concentrados, estruturados e potentes como os Barolos  e alguns Barbarescos conseguem superar em qualidade Barolos mais baratos. Os Barberas serão abordados noutra oportunidade. O vinho escolhido foi um Barbaresco que se não é o melhor, certamente figura dentre os melhores da safra 2003.

Pio Cesare é um produtor tradicional de Barolos e Barbarescos de Alba, no Piemonte, região que produz, em profusão, vinhos que são verdadeiros expoentes da enologia italiana. O Barbaresco Il Bricco DOCG 2003 não foge desse padrão, ao contrário, é um dos melhores Barbarescos italianos. Para tanto basta conferir as elevadas pontuações que já recebeu de Robert Parker (90/100 pts.) e 92/100 pts. da Wine Spectator, conforme informa o portal de seu importador oficial no Brasil, Decanter.

 

 

Degustação
Cor rubi granada de média concentração com reflexos alaranjados com discreto halo de evolução. Nariz complexo com notas lácteas, madeira de excelente qualidade, sugestões de chocolate, especiarias (cravo), frutas secas, musgo e um toque floral a lembrar violetas. Boca de entrada bem estruturada, taninos finíssimos (ainda muito jovens), robustos e ligeiramente adocicados. Álcool generoso (14%) absolutamente integrado com os demais elementos (álcool, taninos e acidez). Quanto a esse último elemento cabe um comentário adicional: neste importante quesito levou nota máxima porque ao lado dos taninos poderosos e do álcool elevado a sua acidez salivante contribuiu para o seu perfeito equilíbrio gustativo, porque consegue ser ao mesmo tempo austero, aveludado e guloso. Vinho gastronômico por excelência, cresceu ainda mais acompanhado de pernil de cordeiro assado. Untuoso e de longa vida (5/15 anos a depender da conservação), uma garrafa só não basta: é melhor reunir os amigos e comprar no mínimo duas garrafas para ser degustado/bebido à vontade, acompanhado de ótima comida, porque se trata de um vinho sublime, sem arestas, de características excepcionais, quase perfeito, para grandes comemorações, porque seu preço não permite que seja degustado a toda hora….

Avaliação: 93/100++
Preço: R$ 341,55
Importadora Decanter

 

 

 

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O terceiro é um chileno: Neblus Casablanca 2002
No começo dos anos 90 a chilena Viña Casablanca teve um papel importante no surgimento do vale homônimo. Quando pouquíssimos brancos nasciam nesta zona, ela mostrou alguns sauvignons e chardonnays como nunca antes haviam sido produzidos no Chile.  Hoje a dimensão adquirida por alguns projetos parecer ter eclipsado essa vinícola que atualmente possui um portfólio enxuto, com brancos e tintos de perfil atual  produzidos no frio Vale de Casablanca. É uma fonte confiável de qualidade e seus brancos nascidos no clássico vinhedo Santa Isabel de Casablanca, se destacam por seu frescor e caráter. Todavia, aqui não vamos falar de brancos, mas sim de um tinto que já tive duas oportunidades de provar: a primeira delas em fevereiro de 2007 na própria vinícola e a segunda na ABS-SP na noite de 06.08.08. Trata-se do Neblus Valle de Casablanca 2002, assemblage de Cabernet Sauvignon (70%), Carménère (20%) e Merlot (10%). Um vinho tinto de clima frio, eis que as uvas são originárias do Vale de Casablanca, importante vale chileno que se destaca no cultivo das brancas e da Pinot Noir.

 

Degustação. Na taça o Neblus 2002 apresentou cor rubi violáceo intenso e profundo sem halo de evolução. Exibiu aromas de frutas negras, toques defumados, caça, uma leve nota mentolada secundada por toques tostados. Boca no mesmo diapasão, estruturada e de taninos ainda vivos, rugosos e de boa textura. A fruta ainda está presente (ameixas e amoras) e dá para perceber que a madeira está bem entrosada com a fruta e com o álcool (13,5%). Intenso, profundo, equilibrado e de boa acidez, é um vinho que mostra o potencial dessa região para tintos de clima frio, os quais privilegiam a elegância em detrimento da potência.  Aliás, é um dos raros exemplares que alia potência à elegância com bastante equilíbrio. Para ser bebido até 2012.

Avaliação: 90/100 pts. 
Preço: R$ 179,00
Importador Casa Flora

Esvaziando a Adega – 8ª. Edição – Pinots da América do Sul

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A reunião foi realizada no sábado, 18 de abril de 2009, na Vittoria Pastas e Risottos (11 3721-1124), restaurante de concepção arquitetônica rústica encravado no complexo gastronômico denominado “Vila do Jardineiro” (Av. Eliseu de Almeida, 1077 – Butantã – São Paulo SP – tel 3721 1124), com a presença dos confrades Clóvis Pavan, Jeriel da Costa, Alexandre Furniel, Romeu Mattos Leite, José Luiz e Lucas Garaldi. 

 

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Merecem menção especial o atendimento, recepção de primeiro nível proporcionada pela Risoteria Vittoria na pessoa de um de seus proprietários Alexandre Milton Mora e o impecável serviço do vinho desempenhado pelos competentes garçons José E. Pereira e Antonio Araújo Martins, eis que tudo transcorreu com serenidade, sem os habituais atropelos, confusões, a demonstrar serviço superior ao de algumas casas já habituadas em receber confrarias porque os vinhos foram servidos rigorosamente na ordem pré-estabelecida, na temperatura de serviço e sem necessidade de orientações constantes.

 

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É bom destacar que antes do almoço, portanto, durante toda a degustação havia ciabata fresquinha (feita no próprio restaurante) à vontade acompanhada de manteiga, patê de ricota, requeijão e mostarda com reposição constante. Ao final da degustação nos foi servido Almoço: entrada – Salada Juliana com queijo de cabra, tomate, parmesão e palmito. Prato principal: Filet Lenés aberto e recheado com espinafre, catupiry e amêndoas. Acompanhamento: risoto de tomate seco e rúcula.  Sobremesas (à escolher): pudim de leite condensado, crépe de maracujá e creme de papaia fartamente regado a licor de cassis de boa procedência.

 

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Por fim, forçoso concluir que a Risotteria Vitória é o lugar ideal para reunião de confrarias de vinhos, porque além de preço especiais (é só combinar com o Alexandre) para esse tipo de evento, não há cobrança de rolha, prática comum de diversos estabelecimentos e tanto o serviço do vinho como a comida são dignos de reconhecimento.  Ou então vale à pena conhecer esse restaurante que tem tudo para se firmar como referência gastronômica na região (bairro do Caxingui – Butantã).

 

 

Agora vamos à classificação geral dos pinots que tivemos o prazer de degustar e avaliar, todavia, sem olvidar do Jerez “La Guita” Manzanilla da região de Sanlúcar de Barrameda, produzido por Hijos de Rainera de Barrameda trazido pelo Garaldi e o espumante Salton Evidence do Clóvis Pavan servidos antes do “início dos trabalhos”.

 

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O Pódio:

 

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1º. Lugar – Santa Helena Selección Del Directório Pinot Noir 2003 – Vale de Casablanca – 14,5% álcool – Rubi violáceo intenso e profundo, fora dos padrões de cor apresentados normalmente pela casta. Nariz intenso, com madeira nobre, especiarias e frutas vermelhas (morangos e cerejas) e leve mentol. Intenso e profundo na boca, taninos no ponto, ótima acidez, termina com uma nota de fruta em compota (goiabada) e tem retrogosto frutado. Ótima relação preço-qualidade. Muito boa tipicidade gustativa.  Vinho prontíssimo e na sua melhor forma.
Nota: 89/100 – Importador: Interfood  – Preço – R$ 48,90 (safra 2006)

 
2º. Lugar – Viña Mar Reserva Pinot Noir 2005 – Vale de Casablanca – 14,5% álcool
Rubi violáceo claro com halo granada. Nariz frutado com morangos, cerejas e framboesa em evidência com um discretíssimo toque de evolução. Boca macia, taninos polidos, fluído e de acidez muito boa. Termina suave e com boa persistência. Beber já.
Nota 88/100 pts. – Importador: Épice – Preço – R$ 39,50 (safra 2007 disponível no Empório Mercantil)

 

 

3º. Lugar – Cono Sur Pinot Noir  2006Vale Central – 14% de álcool
Rubi violáceo intenso com pequeno halo de evolução. Nariz discretamente mentolado. Boca com leve rugosidade, presença de frutas vermelhas como framboesa e um toque de ameixas, taninos ainda presentes, baixa acidez e alguma aspereza no fim de boca indicando que mais algum tempo de garrafa ainda lhe fará bem.
Nota 86/100 pts.  Importador: Enoteca Fasano – Preço – R$ 29 (na época da aquisição)

 
Os demais:

 

4º. Lugar – Trivento Pinot Noir 2007Mendoza- 13,5% álcool  
Rubi violáceo intenso e profundo com reflexos púrpuras. Nariz com predomínio de notas vegetais sobre um fundo discretamente frutado. Boca densa, corpo bom, taninos secantes, acidez baixa, álcool generoso e final com sobra madeira. Destacou-se por sua tipicidade. No mínimo um ano de vida na garrafa pela frente.
Nota 85,5/100          Importador: Expand – Preço: R$ 31,84 (Pão de Açúcar)

 

5º. Lugar – Reserva Miolo 2006Vale dos Vinhedos/RS – 13,5% álcool
Rubi violáceo com halo de evolução e reflexos granadas. Nariz com boa tipicidade, notas de frutas vermelhas e leve eucalipto. Taninos de qualidade muito boa, acidez mediana ed iscreto amargor ao final que não chega a  incomodar. Boa tipicidade.
Nota 85/100 pts.  R$ 35,00 (descontinuado – seu substituto atual é o Fortaleza do Seival)

 

 

6º. Lugar – Bodega del Fin Del Mundo Pinot Noir 2005Neuquén (Patagônia) -13,5% álcool –
Rubi violáceo intenso com halo de evolução. Nariz fechado com uma discreta nota terrosa, frutas vermelhas e um toque picante. Boca macia, porém, um pouco curta dando alguns sinais de cansaço. Acidez delicada, taninos no ponto sem perspectiva de evolução: vinho mais do que pronto. Procura ser elegante mas o seu apogeu já passou, mas  ainda pode ser bebido nos próximos seis meses. Um dos mais evoluídos do painel.
Nota 85/100 pts.      Importador: Reloco/RJ -  Preço: R$ 54,00

 

 

7º. Lugar – Cremaschi Furlotti Pinot Noir Reserva 2006Vale del Maulle - 13,5% álcool – Rubi violáceo claro com reflexos granada. Fechado no nariz, depois abriu para frutas vermelhas (amoras e cerejas) e sugestões mentoladas. Boca macia, taninos finos, acidez delicada, boa acidez e final frutado. Ainda agüenta um ano na garrafa.
Nota 85/100 pts.   Importador: Carrefour – Preço – R$ 23,80

 

 

8º. Lugar – De Los Man Reservado Pinot Noir  2004Vale del Rapel – 12,9% álcool
Rubi granada com nítido halo de evolução ainda brilhante. Nariz de pouca expressão a indicar um vinho sem frescor, com discretas sugestões de aniz e  alguma fruta preta. Boca rigorosamente no ponto, taninos esmaecidos, acidez discreta e corpo magrinho. Termina sem aspereza e sem amargor. Beber já.
Nota 84/100 pts.    Importador: Mr. Man Ltda. – Preço – R$ 19,90 (Sams Club)

 
9º. Lugar – Alamos Pinot Noir  2007Mendoza – 14% álcool -     Amostra bouchonée.  Importado por Mistral.  Preço – US$ 16,50

Degustação de Supertoscanos

      Desta vez, sob a minha coordenação, reunimo-nos no Cosi Restaurante, estabelecido na Rua Barão de Tatuí, 302, Santa Cecília, Capital,  sob o comando do Chef  Renato Carioni.     Abaixo as próprias palavras do Chef Renato H. Carioni … Read more »

Haywood Vintners Select Califórnia Chardonnay 2002

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Existe muito preconceito contra o vinho branco. Além disso para muita gente esse tipo de vinho tem que ser bebido logo porque não agüenta muito tempo na garrafa. São crenças arraigadas erroneamente na cabeça de algumas pessoas eis que podemos assegurar que alguns vinhos brancos fogem desse paradigma porque são dotados da capacidade de envelhecer na garrafa e, porque não, de evoluir, principalmente se foi produzido numa boa safra. Alguns chardonnays bem feitos do Novo Mundo (com passagem por madeira ou não) adquirem essa qualidade. Outro fator importante para que isso aconteça é a sua conservação: guardado na adega climatizada ou em outro local apropriado irá evoluir bem desde que possua atributos para tanto.

 

Também é bom destacar que a expressiva maioria dos vinhos brancos que estão no comércio deverão ser consumidos em um ou dois anos a contar da safra indicada no rótulo, então, não adianta guardá-los (mesmo que na adega climatizada) porque esses vinhos não irão melhorar, no máximo e com muita sorte, ficarão na mesma.

 

Muito bem. O vinho escolhido para essa resenha foge dessa característica: Haywood Vintners Select California Chardonnay 2002. Segundo o portal de seu importador Impexco (Rio de Janeiro) “Peter Haywood fundou a Haywood Winery em 1980, produzindo naquela época o tradicional vinho Zinfandel originário dos renomados vinhedos de “Los Chemizal” localizados aos pé das montanhas de Sonoma.  Desde então, a empresa passou a investir em novas áreas de plantio de novas variedades de uvas visando a produção de uma linha exclusivamente composta por vinhos varietais tipicamente americanos. A Haywood é hoje em dia uma das maiores vinícolas da Califórnia na produção de vinhos varietais simples”.

 

Adquirido em novembro de 2005 e apontado como Best Buy pela Wine Enthusiast, o Haywood Vintners Select California Chardonnay não informa no rótulo de onde provém as uvas utilizadas na sua produção, apenas ostenta o epíteto “Califórnia Chardonnay”, portanto, produzido com uvas de qualquer região da Califórnia. 

 

Degustação
O Haywood chardonnay apresentou cor amarelo palha com reflexos levemente dourados com discreto halo de evolução. No olfato notas de baunilha sem encobrir a fruta limpa e de fácil percepção, com maçã verde, pêra, abacaxi e mel. Boca a subscrever o olfato com médio frescor, álcool (13%) na medida, alguma untuosidade, corpo adequado, sugestões cítricas secundadas por notas tostadas, boa fruta e ao final um leve amargor.

 

O que chamou atenção neste vinho foi o seu equilíbrio gustativo porque não se trata de um “suco de madeira”, mas sim, de um chardonnay que manteve suas características frutadas apesar de seus sete anos na garrafa.  Por fim, cabe esclarecer que a safra 2002 foi ótima para a cepa na Califórnia e certamente que este fator também concorreu para o seu correto amadurecimento na garrafa. Por fim uma curiosidade: no portal do importador consta “amadurecimento 6 meses em tanques de aço inox” e no portal do produtor não consta nenhuma informação sobre esse vinho.

 

Avaliação: 87/100 pts.  Preço: R$ 53,33 em 14.11.2005  (www.impexco.com.br)  Nos EUA: US$ 15

Duelo Francês

 

 

 

 

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Recentemente tive a oportunidade de provar dois vinhos franceses inesquecíveis: o primeiro o Chateau Lynch-Bages Grand Cru Classé Pauillac 2004 (13% álcool) e o segundo o Château Brane-Cantenac Grand Cru Classé Margaux 2003 (13% álcool) e no contra-rótulo uma informação importante e não muito comum: a indicação das uvas, 65% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e  5% Cabernet Franc.  Ambos são vinho originários do Médoc francês.

 
O primeiro é um “Cinquième Cru” e o segundo um “Deuxième Cru Grand Cru Classé de Bordeauxclassificação de 1855”.

 
Sobre essa região, Agnaldo Záckia Albert com a clareza de sempre explica que “No dialeto local, Médoc significa “terra do meio”, por estar situada entre o oceano Atlântico e o estuário girondino e é uma faixa de terra que se estende do norte da cidade de Bordeaux até quase a foz do rio, espremida pela floresta de Landes ao sul e pelas áreas pantanosas da costa. O próprio Médoc já foi pantanoso até ter sido drenado de acordo com as técnicas holandesas trazidas por mercadores, no século XVII. Só a partir de então começo a produção de vinho – felizmente”. Ao discorrer sobre Pauillac Agnaldo esclarece que “Uma das mais nobres áreas vinícolas da França, Pauillac, concentra três dos cinco grandes de Médoc e Graves: Château Lafite e Mouton-Rothschild, mais ao norte, e Latour, na fronteira com Saint-Julien. Mais do que muitos grandes representantes, para muitos, o Pauillac concentra os Médocs arquetípicos. Complexos, vigorosos e concentrados, expressão máxima da Cabernet Sauvignon, os vinhos de Pauillac atingem preços estratosféricos, estando alguns deuxièmes crus e até inferiores no mesmo patamar de qualidade atualmente que seus superiores na classificação de 1855.” Sobre Margaux assinala que: “Rivaliza com Pauillac como sendo a região de maior prestígio do Médoc. Em seus 1300 hectares de vinhedos, onde a uva Cabernet Sauvignon predomina, produzem-se vinhos de grande elegância. O mais famoso é o Château Margaux, “premier cru classé” que é uma verdadeira lenda. Elegância e delicadeza são as marcas registradas dos bons vinhos daqui. Outros produtores: Ch. Brane-Cantenac (2ème cru), etc..”

 
Degustação

 
Château Lynch-Bages  Pauillac 2004 – 5ème cru
Cor rubi violáceo intenso e profundo sem halo de evolução. Nariz medianamente intenso com predomínio de frutas negras, especiarias (noz moscada), madeira de ótima qualidade e um leve toque defumado e de licor de cassis. Boca densa, extremamente macia, de taninos numerosos e aveludados (presentes), alguma mineralidade, ótima acidez, longo e persistente. Termina como começou: sedoso e sem arestas. Se hoje já agrada, tem longa vinda pela frente com excelentes perspectivas de evolução na garrafa.
Avaliação: 91/100 pts.++      Preço: R$ 482,90 (Mistral)      RP89  e  WS93
 

 

Château Brane-Cantenac Margaux 2003 – 2ème cru
Cor rubi violáceo intenso, profundo, quase retinto. Nariz intenso e muito aromático com notas de licor de cassis, chocolate, abundância de frutas negras como ameixas, amoras e groselhas e com um discreto toque floral (violetas).
Boca densa, profunda, de taninos vigorosos, doces e finíssimos contrabalançados por excelente acidez. Vinho firme, estruturado, excelente equilíbrio no tripé álcool, taninos e acidez. Um autêntico Margaux potente e ao mesmo tempo elegante e que começa a mostrar porque tem longa vida pela frente: porque é um autêntico vinho de guarda.
Avaliação: 92/100 pts.++        Preço: R$ 350,00  (World Wine)  RP90-93 e WS90

Vinhos – Promoções Páscoa 2009

2009 - vinhos nos supermercados

vinhos nos supermercados

 

 

Vinhos – Promoções de Páscoa

 
Um dos objetivos deste blog é comentar as promoções dos supermercados e de algumas importadoras. Assim seguem comentários de encartes de alguns supermercados que considero os principais da zona oeste (Butantã/Morumbi) de São Paulo: Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, St. Marché e Violeta (Butantã). O Wal – Mart não foi incluído porque a loja Morumbi ainda não foi inaugurada e a mais próxima da região fica em Osasco. Também destaco que os encartes são válidos para todas as lojas da Capital e que as safras não estão mencionadas em face da ausência dessa informação nos encartes, então vale o bom senso:  são vinhos para consumo rápido assim dar preferência para as safras mais recentes.
Por fim, esclareço que a relação abaixo não é exaustiva, mas sim exemplificativa, porque dependendo da região e da loja visitada outras promoções poderão ser verificadas.

 
Carrefour – Catálogo de 2 a 9 de abril
É possível visualizá-lo no portal www.carrefour.com.br
Argentina – Latitud 33 (Cabernet Sauvignon e Malbec). Produzido pela Chandon Argentina, é um vinho confiável, frutado e de boa tipicidade. Seu preço normal está acima dos R$ 25,00 e nesta promoção por R$ 19,90.

 
Encarte/Revista “Mega Páscoa do Carrefour”
Válida de 1º. a 12 de abril,  a lista começa pela Argentina e termina na Europa.

 

Argentina
Terrazas
(varietais – branco e tintos) por R$ 29,90. O preço ainda está elevado, porém, normalmente não custam menos do que R$ 35,00.

 
Chile
Ventisquero Tantehue
. É um Cabernet Sauvignon chileno muito fácil de beber, honesto, de boa tipicidade. Por R$ 14,90 é uma opção segura nessa faixa de preço.
Varietais Emiliana – dessa linha destaco o Merlot por R$ 17,90: nariz com notas de eucalipto e boca muito macia, redonda e bastante frutado. Termina sem amagor e na sua faixa de preço é um Merlot imbatível, ótima opção para quem está a se iniciar no mundo do vinho. Os demais à venda no Carrefour (Cabernet, Carménère e Syrah) também não decepcionam. Lembro que a Emiliana é uma vinícola do grupo Concha y Toro, assim como a Cono Sur, cujos vinhos estão por R$ 22,90. Aqui as opções que se destacam são três varietais: Riesling, Cabernet Sauvignon e Carménère.

 

Brasil
Salton Classic
– aqui o destaque também fica por conta do Merlot por R$ 11,90. Os demais tintos dessa linha também fazem parte da promoção.
Aurora Colheita Tardia – vinho de sobremesa nacional de relação preço-qualidade imbatível na sua faixa de preço (R$ 14,90). Bem feito, tem doçura sustentada por acidez na medida certa.

 

Europa
Dos vinhos europeus o destaque fica por conta de quatro vinhos portugueses (coincidentemente):
Alandra (tinto ou branco). Uma garrafa está por R$ 16,90 e três por R$ 11,27 cada. O Alandra é o vinho mais simples da moderna Herdade do Esporão, estabelecida no Alentejo. A safra não está estampada no rótulo, porém, no contra-rótulo consta indicação do lote e do ano.
Porta da Ravessa. A revista do Carrefour não especifica se é tinto, branco ou rosé, o que faz presumir que seja o que estiver disponível na loja. Todos são Alentejanos confiáveis, mas considero o rosé uma escolha interessante pelo preço solicitado (R$ 17,90).
Flor de Crasto – Estabelecida na região do Douro, a Quinta do Crasto se destaca internacionalmente pela qualidade de seus produtos, modernos, confiáveis e de preços razoáveis. Por R$ 26,90, este Flor de Crasto não decepciona.
Quinta de Cabriz por R$ 26,90. Antigamente os vinhos do Dão eram rústicos, rascantes e amargos, todavia, os produtores dessa região se modernizaram e agora produzem vinhos modernos e de relação preço-qualidade bastante vantajosa para o consumidor. Este Quinta do Cabriz se destaca pela maciez de seus taninos.

 

 

Extra: no tablóide válido até 12 de abril, o destaque fica por conta de dois vinhos: o português (Alentejo) Montado, por R$ 18,90 e o chileno Santa Alícia por R$ 14,90.

 
Pão de Açúcar: no tablóide válido até 8 de abril novamente o destaque fica por conta do Montado por R$ 19,90 que cai para R$ 18,90 para os portadores do cartão Mais.

 

St. Marché: no tablóide válido até 19 de abril há várias ofertas interessantes.
Quinta do Crasto (branco) 2007. Lançamento, seu preço gira entre R$ 60/65. Nesta faixa preço é uma excelente opção. Oportunamente será avaliado neste blog. Preço: R$ 49,00.
Terrazas (varietais – branco e tintos) por R$ 29,90. O preço ainda está elevado, porém, normalmente não custam menos do que R$ 35,00.
Rupestro – italiano da Úmbria é um corte predominante das uvas Sangiovese e Montepulciano. Preço: R$ 28,90. Seu preço normal está acima dos R$ 35,00.
Esporão Reserva (tinto). Consistentemente um dos melhores vinhos do Alentejo. Seu preço normal está na faixa dos R$ 100. No St. Marché está por R$ 79,90.
Cousiño-Macul
(cabernet e sauvignon blanc). Vinícola chilena bastante conhecida dos brasileiros, recentemente modernizou sua linha de vinhos e o Don Luis Cabernet Sauvignon 2007 recebeu 87 pts. de Robert Parker. O Sauvignon Blanc, produzido no Vale Central, também é uma opção certa porque tem frescor e tipicidade compatíveis com a faixa de preço: ambos por R$ 23,95
Ventisquero Clásico
(Cabernet, Merlot  e Chardonnay). Vinhos que preservam o caráter varietal e que valorizam os sabores frutados – preço R$ 24,50.

 

 

Supermercado Violeta – duas lojas no Butantã – telefones 3722 5640 e 3721 2967
Etchart Privado Malbec 2007 – por R$ 10,90 – lâmina com validade até 14.04.2009
É uma das vinícolas mais antigas e tradicionais da região de Salta (Argentina). Tem um extenso leque de rótulos. O estilo da casa pode ser definido como de vinhos fluídos, modernos e com o caráter da região.