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Vinho do mês de setembro de 2009: Palo Alto Reserva 2007

palo-alto-banner3Durante muito tempo o chileno Vale do Maule (sua capital é Talca e fica a pouco mais de 250 km de Santiago), foi um gigante adormecido, contudo, agora foi despertado para impressionar apresentando contrastes entre o antigo e o novo. Esta região tradicional tem vinhedos antigos de séculos atrás e suas parreiras velhas, de troncos grossos e baixa produção mais uma vez estão produzindo vinhos que chamam a atenção de todos. Os “descobridores de terroir” estão a descobrir, no Maule, áreas idôneas para elaboração de vinhos finos, balanceados e de viva acidez natural. A exploração continua a revelar áreas novas com solos denominados “pizarra” que representam opções interessantes para o vinho chileno.  

 

Principais cepas cultivadas (ha) no Vale do Maule e utilizadas no Palo Alto:

 

Cabernet Sauvignon  -  9.551

País – 8.571

Merlot – 2.982

Sauvignon Blanc – 1.807

Carménère – 1.720

Chardonnay – 1.624

Syrah – 791

Carignan – 445

Superfície total de vinhedos – 31.483

 

O Vale do Maule corresponde geograficamente à parte mais ao sul do Vale Central (Maipo, Rapel, Cachapoal, Colchágua, Curicó e Maule) e está dividido na zona do Pacífico, Inter-Andes e região Andina. Seu clima é mediterranêo sub-úmido com variações nos respectivos setores. Há vários mesoclimas. Na zona do Pacífico, mais próxima da cordilheira da costa, as temperaturas são maiores e as chuvas menores, portanto a estação seca é prolongada. O contrário se sucede quando se ruma  à região Andina. Acrescente-se a isso, o Maule apresenta uma múltipla variedade de solos que permitem compreender a grande diversidade de sabores e de estilos de vinhos que estão se desenvolvendo nessa região.

 

Agora vamos a uma das principais atividades dos enoblogs, que o comentário do vinho do mês de setembro, Palo Alto 2007, produzido pela Concha y Toro e que desta vez foi escolhido pelo Alexandre, do blog Diário de Bacco http://www.diariodebaco.com.br. Para outubro de 2009, o vinho é o nacional Miolo Seleção 2008, escolhido pelo Laércio, do avaliadordevinhos.blogspot.com, vinho de larga distribuição nas principais redes de supermercados e lojas afins.

 

No portal paloaltowines.com consta a seguinte informação: “Palo Alto é uma proposta inovadora de produzir uma simplificada série de três vinhos: um branco, um rosé e um tinto. Uma linha que já teve aplausos da crítica especializada e reconhecimento internacional. Palo Alto é o melhor vinho de seu segmento”. Seu preço sugerido pela Expand é da ordem de R$ 32,00, mas é facilmente encontrado nas grandes redes supermercadistas, só que por valores um pouco acima. Após pesquisar paguei R$ 29,90 (08/09) no DIA da Av. Prof. Fco. Morato 2990 – SP/SP.

 

 

Voltando ao vinho. O enólogo é Hector Urzúa, que já trabalhou no Chateau La Tour de By, Margaux, Lafite, Mouton Rothschild, nas regiões de Côtes du Rhône, Côte Rôtie e no Vale do Loire.  Hector gosta de fazer brancos e rosés, mas é especializado em tintos. Em 2006 lhe pediram para fazer um Cabernet Sauvignon no Maule e se aventurou com um assemblage: assim nasceu Palo Alto, blend de Cabernet Sauvignon (60%), Carménère (25%) e Syrah (15%), que já recebeu diversos prêmios, a saber: “Melhor tinto preço-qualidade” 91/100 pts. e medalha de ouro no 6th Annual Wines of Chile Awards e 89/100 pts. da Wine Spectator “Best Value Red Wine”.

 

Degustação do Palo Alto Reserva 2007

Rubi violáceo intenso, profundo  com reflexos arroxeados nas bordas. No olfato bastante frutado com destaque para  cassis, groselha, morango e carvalho. No palato é denso, rugoso, com taninos presentes e sem rusticidade. Balanceado, sua correta concentração de sabor evoca frutas vermelhas maduras, um pouco de ameixas e uma leve pitada de condimentos. Generoso no álcool (13,5%), não se mostrou enjoativo. Leve acento mineral e madeira (sete meses em barris de carvalho americano e francês) presente sem tripudiar sobre a fruta. Intenso e profundo tem estilo elegante, termina suave sem aspereza e no retrogosto algo herbáceo. No exame de fundo de copo surgiu uma nota de compota: goiabada, bem característica de alguns terroirs chilenos. Vinho bem feito detentor de relação preço-qualidade favorável ao consumidor.

Nota: 87/100 pts.

 

 

Esvaziando a Adega 14. edição: malbec

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A reunião foi realizada  no sábado, 29 de agosto  de 2009,  no Bistrô Crêpe de Paris, dentro da Villa San Pietro, sito à Rua Augusta 2542, tel 3063 1675, com a presença dos confrades Alexandre Furniel (anfitrião), Clóvis Pavan e Lucas Garaldi. Ausentes justificadamente: Paulo Guerra, José Luiz Garaldi e Romeu Mattos Leite.  Pierre Murcia, proprietário do Restaurante foi convidado e também participou.

 

O serviço do vinho foi executado satisfatoriamente pelo garçon Cleyton.

O  Menu Alexandre –  R$ 59,00 – valor um pouco acima do esperado porque ainda houve a cobrança de couvert  -  foi composto das seguintes opções:

Entradas

Terrine de Pato com pimenta verde e torradas

Salada Niçoise: atum, tomate, batata, ovo, azeitona verde, pimentão e anchova.

Petite Crêpe Nice: queijo gorgonzola, geléia de pimenta e hortelã. 

 

Prato principal

Filet de Saint Pierre grelhado no azeite de oliva com suculento Risoto de Alho Poró

Cassoulet com arroz

Bife de Chorizo Bonsmara, Batata Chips  caseira e Alecrim

Sobremesas

 

Fromages (pratos de queijos): Emental, Brie, Gorgonzola e queijo de cabra.

Crêpe Piaf: chocolate com avelã, rodelas de banana ou morango com nuvem de canela e sorvete de creme.

Mousse de chocolate meio amargo da vovó Juliette]

Crème  Brûlée na maior tradição francesa.

A degustação teve por tema Malbecs Argentinos da safra 2002, considerada excelente e somente igualada pela recente safra de 2006, cujos vinhos mais qualificados começam agora a chegar ao nosso mercado. Propositadamente foram incluídos vinhos de safra diferentes, porém, de um mesmo produtor e o resultado foi bastante interessante, porque alguns vinhos da safra 2002 ainda não estavam prontos  e outros, galardoados com altas notas da crítica nacional e internacional tiveram desempenho normal.

 

Agora a relação dos vinhos degustados, malbecs de Mendoza, na ordem de preferências dos degustadores:

 

 

 

 

Balbi Vineyard Malbec Barrel Reserve -  1998

Obra Prima de Familia Cassone Malbec Reserve -  2002

Balbi Reserve Malbec 2000

Nieto Senetiner Reserva Malbec 2002

Terrazas de Los Andes Reserva Malbc 2002 – obteve 91/100 pts. WS, 53º lugar Top 100/2004 e 89/100 pts. Estadão

Trivento Golden Reserve 2002 – 90/100 WS

Balbi Malbec 2002

Salentein Malbec 2002

Descrição dos vinhos e pontuação.

  

Balbi Vineyard Malbec Barrel Reserve – álcool: 13% – safra: 1998 – importador: Allied Domecq Brasil Ltda. -  preço: não disponível (vinho adquirido na SBAV em meados do ano 2000) - Vermelho rubi límpido com reflexos granada brilhantes e intensos.  Muita complexidade olfativa com notas animais (couro), herbáceo, ameixas, chocolate e um leve toque terroso, com boa sustentação. Boca finíssima, taninos sedosos  conferindo-lhe elegância e ainda com alguma sobrevida pela frente, acidez perfeita, corpo pleno, largo no meio de boca com ótima concentração de sabor com notas achocolatadas próprias da casta e madeira bem integrada (oito meses em barricas francesas e americanas). Vinho  longo, profundo, produzido numa das piores safras de que se tem notícia na Argentina (1998) e nos demais países da América do Sul.  Um malbec exemplar, prova de que não podemos nos guiar cegamente pelas tabelas de safras que servem de orientação geral, mas que não representam com fidelidade as variações climáticas de um determinado terroir.  Apenas para ilustrar, o Cabernet Sauvignon dessa mesma linha e  safra, obteve a primeira colocação na degustação realizada na SBAV-SP em 08/11/2005, conduzida por quem escreve essas linhas. Nota: 91,5/100 pts.

  

 

 

Obra Prima de Familia Cassone Reserva Malbec – álcool: 14% – safra: 2002 – uvas: malbec (80%), cabernet sauvignon (10%) e merlot (10%) -  importador: Fabrizio Fasano – preço: R$ 58  (na época da aquisição) - Rubi violáceo intenso  com discreto halo de evolução. Nariz complexo com notas tostadas, caramelo, chocolate e licor de cacau. Boca a subscrever integralmente o olfato com taninos muito macios, maduros, corpo bom, boa acidez, madeira presente sem encobrir a fruta (ameixa), final longo e intenso com levíssimo amargor que não empana o conjunto. Retrogosto com chocolate. Está se aproximando de seu auge, mas poderá ser guardado por um/dois anos ou mais. Nota: 90/100 + 

 

Balbi  Reserve Malbec – álcool: 13% – safra: 2000 – importador: Allied Domecq Brasil Ltda. -  preço: R$ 9,90 (promoção Carrefour em dez. 2007) -  Cor muita parecida com a do 1998, porém, com menos intensidade. Olfato com notas de evolução, couro, terroso e uma leve sugestão de licor de jabuticaba. Boa  complexidade. Boca de taninos doces, macios e finos.  Boa concentração de sabor com frutas negras e leve nota caramelada. Equilibrado no álcool, acidez e taninos, termina longo, intenso e sem aspereza. Outro vinho produzido numa safra ruim (2000) que contrariou todas expectativas e arrebatou, com justiça, a terceira colocação. Já está pronto e portanto não irá evoluir, no máximo vai ficar com está nos próximos dozes meses. Nota:  89/100

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No pódio, apenas um vinho da excelente safra 2002: Obra Prima Reserva Malbec. O campeão foi da safra 1998 e o terceiro lugar, da safra 2000, que também não foi das melhores na Argentina. Como explicar esse fato?

No pódio, apenas um vinho da ótima safra 2002, que teve sua excelência reconhecida por vários críticos: Obra Prima Reserva Malbec. O campeão foi da safra 1998 e o terceiro lugar, da safra 2000, que também não foi das melhores na Argentina. Como explicar esse fato?

 

Nieto Senetiner Reserva Malbec – álcool: 14% – safra: 2002 – importador: Sonae Distribuição Brasil  S.A. preço: R$   n/d    -     (safra 2007 – R$ 36,94 – Casa Flora) -  Rubi violáceo de boa intensidade e discreto halo de evolução. Nariz elegante com notas de café, caramelo, feno, algum vegetal com média sustentação.  Boca macia, taninos no ponto, acidez média/boa, corpo adequado, boa concentração de sabor com fruta madura.  Termina suave e sem arestas.  Não vai evoluir.  Muito boa relação preço-qualidade.  Nota: 88/100 pts.

 

 

Terrazas de Los Andes Reserva Malbec – álcool: 13,5% – safra: 2002 – importador: LVMH  – preço: R$    n/d  (safra 2007 – R$ 77 – Carrefour) - Rubi violáceo intenso e profundo com leve halo de evolução. Nariz fino, complexo com notas balsâmicas, aniz, chocolate e leve geléia de ameixas.  Boca que subscreve o nariz com taninos presentes, doces e finos.  Largo e denso no meio de boca, apresentou madeira por sobre a fruta (compota),  acidez correta e final com adstringência, a denunciar que ainda não está pronto.  Merece mais algum tempo na garrafa. Vinho em evolução,  que obteve 91/100 pts. da WS.  Nota: 87/100 pts. +

 

 

 

 

 

 

 

Trivento Golden Reserve Malbec – álcool: 14% – safra: 2002 – importador: Expand – preço: R$ 78,00 - Rubi intenso com reflexos violáceos com levíssima evolução. Fechado no nariz com discretas notas de uva-passa, geléia de amoras e baunilha.  Boca tânica (boa qualidade), média concentração de sabor, madeira evidente (doze meses em barricas francesas), fruta discreta, corpo volumoso  e final longo com alguma adstringência. A linha “Golden Reserve” é feita sob a supervisão de Enrique Tirado, famoso enólogo do Don Melchor e já recebeu 90/100 pts. da Wine Spectator. Dos vinhos degustados este é que apresenta condições de evoluir nos próximos anos. Nota: 86/100 pts.++

 

Balbi  Malbec  – álcool: 12,5% – safra: 2002 – importador: Allied Domecq Brasil Ltda. -  preço: R$ 18,00 (Makro – época da aquisição) - Rubi violáceo concentrado com halo de evolução.  Bem menos complexo do que os seus dois “irmãos”, apresentou leve sugestão animal e de estrebaria.  Boca curta, simples, franca, taninos de qualidade média,  final adstringente. Deve melhorar com comida, principalmente churrasco. Considerando que é um vinho que custa no máximo R$ 20,00, apresentou bom desempenho e suportou bem a passagem do tempo. Nota: 84/100 pts.

 

Salentein Malbec 2002 – álcool: 14,5% -  safra: 2002 – importador: Zahil – preço: R$ 73,00  (safra 2006) - Rubi violáceo de média intensidade, límpido e brilhante. Nariz fechado com leva nota herbácea: baixa complexidade  e intensidade.  Boca que subscreve o nariz, curta, taninos adstringentes, secantes e com algum amargor. Perfil unidimensional com madeira tripudiando sobre a fruta. Termina simples e rústico com uma forte nota de madeira velha. Esperava-se mais desse vinho.  Nota: 82/100 pts.

Degustação de Vinhos do Abruzzo da Tradebanc no By Abruzzo – SP

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No dia 28 de agosto, o Sommelier Alexandre Furniel (Restaurante Konstanz e imp. Tradebanc),  realizou nas dependências da Agência Regional do Abruzzo (Itália) em SP, cujo escopo é a divulgação do turismo,  gastronomia e vinicultura dessa região, uma degustação de vinhos da importadora Paulistana Tradebanc Wine & Foods (televendas 0800 770 0949).

 

O escritório da By Abruzzo está localizado na Rua Estados Unidos 325, Jd. América, telefone 3628 5916.

 

Sobre a região: Abruzzo é uma região política da Itália de 1.3 milhões de habitantes e sua Capital é L’Aquila. Faz divisa ao norte com Marche,  a oeste com Lazio, ao sul com Molise e com o Mar Adriático; ocupa um território de 10.798 km2 e está dividido em quatro Proviíncias: L’Aquila, Chieti, Pescara e leste Teramo.

 

As condições climáticas de que se beneficia são perfeitas para as videiras que se expressam através de uvas de ótima qualidade, das quais resultam excelentes vinhos premiados nacional e internacionalmente.

 

A variedade de vinhos vai do tinto ao rosé e ao branco, constituindo uma rica paleta de opções. Estes vinhos são frutos de uma terra que soube conjugar tradição e modernidade, oferecendo uma qualidade ímpar que conquistou toda a europa, os EUA, Canadá, Japão, Austrália e América Latina.

 

São quatro os vinhos mais destacados da região: Montepulciano d’Abruzzo DOC, Trebbiano d’Abruzzo DOC, Controguerra DOC e Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane DOCG. A qualidade é garantida pelo respeito às especificações disciplinares de produção, além do trabalho realizado pelos respectivos Consórcios de Tutela que trabalham diuturnamente para salvaguardar e valorizar essas denominações.

 

Nessa primeira de uma série de degustações foram degustados os seguintes vinhos:

 

Sírio – Montepulciano d’Abruzzo DOC 2008

Incanto Marramiero – Montepulciano d’Abruzzo DOC 2005

Montori – Montepulciano d’Abruzzo DOC 2004  

 

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Cabe salientar que a organziação do evento foi impecável e que tudo transcorreu na mais absoluta normalidade, com o serviço do vinho muito elogiado pelos participantes de mais essa degustação promovida pelo sempre atento Alexandre, com apoio da “By Abruzzo – The Italian Griffe”, na pessoa do dinâmico gerente Alceu Costa e da importadora de vinhos Tradebanc Wine & Foods, que além dos vinhos supramencionados comercializa rótulos dos produtores Masciarelli (Marina Cvetic),  Mezzacorona,  Feudo Arancio e Rotari – Nosio S. p. A.

 

Abaixo a relação dos vinhos degustados:

 

Sirio – Montepulciano d’Abruzzo DOC – Azienda San Lorenzo

Origem: Itália – região: Pescara/Abruzzo – safra: 2008 – álcool: 13% – uva: Montepulciano d’Abruzzo – preço: R$ 29,00 – Rubi com reflexos violáceos. No olfato baixa expressão aromática com frutas vermelhas e uma leve nota terrosa. Na boca se mostrou franco e simples, com taninos de média qualidade, acidez elevada, corpo médio, frutado discreto e final adstringente com notas vegetais. 

Nota: 84/100 pts.

 

 

Incanto Marramiero – Montepulciano d’Abruzzo DOC

Origem: Itália – região: Rosciano/Pescara/Abruzzo – safra: 2005 – álcool: 14% – uva: Montepulciano d’Abruzzo – preço: R$ 99,00 – Rubi violáceo com leve halo de evolução. No olfato ótima complexidade/intensidade com notas de frutas passificadas secundada por aniz, ameixa, figo e especiaria. Na boca subscreveu as sensações olfativas porque mostrou riqueza de sabores,  taninos presentes de qualidade muito boa, corpo pleno, sugestões de chocolate e acidez se destacando e conferindo equilíbrio ao conjunto. Rugoso, termina longo, com boa intensidade e concentração de sabor. Está caminhando para o auge e assim deve permanecer nos próximos seis/doze meses.  Ótima escolha para quem deseja conhecer um vinho mais elaborado dessa região.

Nota: 88/100 pts. +

 

 

Montori – Montepulciano d’Abruzzo DOCG

Origem: Itália – região: Teramo/Abruzzo – safra: 2004 – álcool: 13,5% – uvas: Montepulciano d’Abruzzo (95%) e sangiovese (5%) – preço: R$ 109,00 - Rubi violáceo com halo granada. No olfato menos intensidade do que o anterior mas boa complexidade com notas de tabaco, especiarias e uma leve sugestão de caça. Boca no mesmo diapasão –  estruturada e de taninos muito macios, acidez “gastronômica” e álcool generoso sem incomodar. Único exemplar da degustação com passagem por madeira – dezoito meses –  que se mostrou equilibrada, portanto, sem os habituais excessos. Termina com um discretíssimo amargor que não incomoda. Para ser bebido já como acompanhamento de carnes de caça, assados e  queijos maduros.

Nota: 87/100 pts.

Bodega Ruca Malén na Vinheria Percussi

  A Ruca Malén, sediada em Agrelo/Luján de Cuyo/Mendoza é uma bodega cujos rótulos homenageiam as tradições mapuches e que graças a seu árduo trabalho conseguiu um lugar de destaque no competitivo mercado local. Fundada em 1998 pelos experientes empresários … Read more »

Finca Don Diego: vinhos orgânicos de Catamarca – Argentina

Degustados com outros vinhos chilenos e até um brasileiro, os dois exemplares de Catamarca tiveram bom desempenho

Degustados com outros vinhos chilenos e até um brasileiro, os dois exemplares de Catamarca tiveram bom desempenho. Esses e outros vinhos da SPGOURMET serão degustados na noite de 1º de setembro de 2009, na SBAV-SP, sito à Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2.586, Jd.Paulistano, Capital, SP. Informações com Nelson pelo telefone 011 3814 7905.

 

A Provincia de Catamarca está localizada no noroeste da Argentina e possui cerca de 300.000 habitantes. Faz divisa ao norte com Salta, ao nordeste com Tucumán, ao leste com Santiago del Estero, ao sudoeste com La Rioja, ao sul com Córdoba e ao oeste com Chile. A capital é San Fernando do Vale de Catamarca (1.121 km de Buenos Aires), que tem vôos diretos para a capital Argentina. Sua gastronomia é rica e pode ser provada na capital provincial e nos diferentes povoados. Há a possibilidade de organizar visitas a estabelecimentos para o aprendizado do processo de elaboração de doces, queijos de cabra, óleos e principalmente vinhos, porque é uma provincia historicamente produtora de vinhos de mesa, eis que conta com 2.200 hectares de vinhedos. Hoje em dia, todas as esperanças estão postas no Vale de Fiambalá, onde se trabalha seriamente no cultivo de diversas castas nobres com destaque para Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A Malbec e a Bonarda também são cultivadas mas de acordo com a crítica especializada os melhores resultados são alcançados com a Syrah e a Cabernet Sauvignon, as quais produzem vinhos frutados e sedutores. Com as brancas Torrontés Riojano, Moscatel e Chardonnay, também são alcançados bons resultados.

 

A diversidade de microclimas que caracteriza o território catamarquenho permite o desenvolvimento de uma ampla gama de atividades ligadas à agricultura. A zona vitícola está conformada por duas regiões. Uma voltada para Santa Maria, limite sul do Vale de Calchaquíes. A outra é reconhecida por seu sucesso na produção de vinhos finos e está localizada em Tinogasta, Vale de Fiambalá, responsável por 80% da produção. Há vinhedos plantados a 1.700 metros de altitude, no leste, de solo arenoso argiloso-pedregoso a cerca de 200 km da fronteira com o Chile, com o cultivo de 400 ha de uvas nobres. A  Província de Catamarca integra a região semi-árida da Argentina e suas temperaturas médias anuais são de 20°C no leste e centro, embora se registrem marcas de até 45º C no verão. O clima continental temperado de extraordinária sanidade para as uvas e a amplitude térmica de cerca de 18ºC, concorrem positivamente para o cultivo de castas nobres, como salientado no início deste texto. Os vinhos são produzidos com a Indicação de Procedência (IP) Catamarca, Denominação de Origem (DO) Vale de Fiambalá.  

 

Importante registrar que Catamarca incorporou-se recentemente como membro ativo ao diretório da Corporação Vitivinícola Argentina (COVIAR), que estuda estratégias para impulsionar a vitivinicultura da Argentina.

 

Por fim, cabe esclarecer que a região conta com diversos lugares históricos, paisagens imponentes e artesanato variado. Catamarca, com 25.000 ha de oliveiras é também a principal região produtora de azeite de oliva e azeitonas de toda Argentina.

 

 

Nesse contexto, verificamos a existência da Finca Don Diego, estabelecida na Ruta nº 60 – Vale de Fiambalá (1.505 metros de altitude) – turismo@fincadondiego.com, de propriedade da família Centurión, que produz vinhos bastante conhecidos no mercado interno argentino e exportados com êxito para diversos países.

 

 

A linha de produtos disponíveis no Brasil são: Don Diego Celsius, Don Diego Cabernet Sauvignon Roble e Don Diego Syrah Reserva. Todos são orgânicos e já obtiveram as seguintes premiações: dupla medalha de prata “Vinadino”, Argentina 2005. Menção honrosa na Vinitaly, Verona, Itália 2003 e 2004. 1º. Prêmio duplo ouro, Catamarca, Argentina 2003, medalha de bronze Prodexpo, Moscou, Rússia, 2003 e Wine of Year WAWWJ, Argentina 2002.

 

 

Por fim, ressalto que a representação desses vinhos no Brasil está à cargo da Importadora Boutique SPGOURMET – Vinhos e Champagnes, com sede nesta capital sito à Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 302 – Vila Nova Conceição, telefone 3375 9576, www.saopaulogourmet.com.br, na pessoa dos sócios diretores Georges Plaskocinski e Hugo Belloc, dois franceses que moram no Brasil há alguns anos. Amantes da boa comida e bebidas, decidiram montar uma importadora “boutique” para oferecer produtos excepcionais e compartilhar nosso gosto da boa mesa. A SPGOURMET ainda comercializa os champagnes franceses Angel Dust – Grand Cru Blanc de Blanc (100% chardonnay) e os vinhos argentinos Naiara (malbec tradicional e reserva), que são blend de blends de uvas de Medrano, Vistalba  e Perdriel,  sub-regiões de Mendoza.

 

A seguir a relação dos vinhos degustados na noite de 20.08.2009 – por este redator e pelos experientes degustadores José Luiz do Amaral Garaldi, José Luiz G. Pagliari e Lucas Garaldi, aos quais externo o meu sincero agradecimento e também à competente sommeliére Luciene, do Restaurante “Ráscal”, da Rua Leopoldo de Couto Magalhães 831, Itaim-Bibi, Capital – SP.

 

 

DON DIEGO CABERNET SAUVIGNON ROBLE – ORGÂNICO

Origem: Argentina – região: Fiambalá/Catamarca – safra: 2007 – álcool: 14,5% – preço: R$ 48,00 – Apresentou boa tipicidade da casta no noroeste da Argentina e de certa forma surpreendeu os degustadores por isso. Cor rubi intenso e profundo com brilho e intensidade. Boa expressão aromática com notas mentoladas e de especiarias (cravo). Pronto para o copo, na boca se destacou por conta de seu frescor, taninos firmes e de grande personalidade. Denso, rugoso e largo no meio de boca com acidez correta e sem a super concentração de alguns vinhos modernos, porque o álcool apesar de elevado está integrado. A madeira está bem colocada (seis meses em barricas francesas e americanas) e lhe dá boa complexidade. Correta concentração de sabor sem aspereza ou amargor, apenas um leve travo herbáceo característico da casta no Novo Mundo. Deve crescer à mesa, principalmente com chivito asado ou queijos de ovelha.  Interessante relação preço-qualidade. Obteve **** Austral Spectator 2009. À conferir.

Nota: 87,5/100 pts.  

 

 

DON DIEGO SYRAH RESERVA – ORGÂNICO NÃO FILTRADO

Origem: Argentina – região: Fiambalá/Catamarca – safra: 2007 – álcool: 14,5% – preço: R$ 54,00 – Com produção reduzida (apenas 7.200 garrafas), este syrah de Catamarca tem cor idêntica à do vinho anterior. No olfato sugestões tostadas secundadas por marmelada e toques de resina. Depois de algum tempo um toque selvagem (a lembrar estrebaria) que se repetiu no palato picante, estruturado, de taninos potentes e de boa qualidade.  Acidez mediana e álcool elevado sem perturbar o conjunto. Sabor concentrado, profundo e intenso com fruta madura e uma nota tostada (madeira). Termina com uma pontinha de adstringência que não incomoda e com uma nota de especiarias. Para preservar aromas e sabores não foi filtrado. Apresenta condições de evolução na garrafa. Por força de sua estrutura sólida deve compatibilizar com empanadas picantes. À exemplo da amostra anterior o seu preço também não se afigura exagerado. Obteve **** Austral Spectator 2009 e foi mencionado no Guia Descorchados 2009: entre os 10 syrah argentinos. Amadureceu um ano em barricas americanas e francesas.

Nota: 86/100 pts.

 

 

 

NAIARA MALBEC RESERVA

Origem: Argentina – região: Mendoza – safra: 2006 – álcool: 13,8% – preço: R$ 64,00 –

Rubi violáceo intenso, profundo e sem halo de evolução. Nariz vegetal e picante lembrando Cabernet Sauvignon. Depois de algum tempo um leve toque de ameixas. Na boca a sua entrada é forte e revela um vinho bastante estruturado e ainda um pouco tânico, com álcool em evidência e acidez baixa. A madeira está presente e dá algum espaço para a fruta. No palato, apresenta mais intensidade de sabor do que no olfato. Termina com alguma adstringência e por ter sido produzido numa safra considerada das melhores da Argentina nos últimos anos (2006), poderá apresentar boa evolução na garrafa nos próximos meses/anos.

Nota: 85/100 pts.

 

 

Aula de Técnicas de Degustação no Lareira

O Sommelier Alexandre Furniel, idealizador da mini-feira de vinhos “In Vino Veritas” (degustações – 01.07.2009) e sommelier do Restaurante Konstanz, ministrará uma aula de técnicas de degustação na próxima quinta-feira, dia 27 de agosto de 2009, no Lareira – Instituto Monsenhor Benedicto Mário Calazans, sito à Rua Áurea 324, Vila Mariana, SP, Capital.

Degustação + aula + tábua de frios. Reservas pelo telefone 11 96173905

Investimento: R$ 60,00

Gimenez Mendez – Vinhos Premium do Uruguai

 

O Uruguai é um país que se localiza na parte sul do continente americano e têm cerca de 3,3 milhões de habitantes distribuídos em dezenove departamentos. Seu consumo “per capita” é da ordem de trinta e três litros (8º mundial) e cerca de 95% de sua produção de uvas é destinada à produção de vinhos. Apenas 5% da produção é de uvas de mesa. Metade de sua produção anual é para o consumo interno e a outra metade destina-se à exportação para o Brasil, EUA e Europa. A produção está nas mãos de “duzentas e setenta e oito famílias produtoras”. Destaca-se no plantio da cepa “tannat” que tem sua origem no sudoeste francês, mas também obtém sucesso no plantio das castas tintas cabernet sauvignon e franc, merlot, petit verdot, pinot noir, tempranillo e syrah e das brancas sauvignon blanc, sauvignon gris, viognier, torrontés, ugni blanc, gewürztraminer e chardonnay. Nesse contexto, verificamos a existência da vinícola “Gimenez Mendez”, uma empresa familiar cujo escopo está focado na  qualidade e que acredita que o Uruguai tem um terroir  privilegiado para elaboração de vinhos finos. Sua produção é diversificada e origina-se de quatro vinhedos, distribuídos entre as regiões de Montevideo, Las Brujas, Los Cerrilos e Canelón Grande. A produção é exportada para o Reino Unido, Alemanha, Suiça, EUA, Brasil, Barbados e México.

 

 

 

As linhas de produtos disponíveis no Brasil são: Las Brujas Sauvignon Blanc 2009, Gimenez Mendez Pinot Noir 2008, Puzzle Multivarietal 2008, Gimenez Mendez Tannat Alta Reserva 2008, Gimenez Mendez Tannat Premium 2006, LYM Tannat-Tannat 2006, Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006 e o vinho de sobremesa Gimenez Mendez Licor de Tannat 2007. Diversas castas são cultivadas, todavia, a principal é a Tannat com seis vinhos. Na linha de produtos destacam-se: Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006, top de linha, com edição limitada (apenas 2500 garrafas numeradas). Esse tinto é produzido somente em anos de safras consideradas excepcionais e, sem dúvida, é um dos mais consistentes tannats do Uruguai na atualidade. Outros vinhos importantes: Alta Reserva, Premium, LYM e o Gimenez Mendez Licor de Tannat.

 

A linha de vinhos à venda no Brasil contempla um sauvignon blanc, um pinot, vários tannats inclusive um vinho de sobremesa

A linha de vinhos à venda no Brasil contempla um sauvignon blanc, um pinot, vários tannats e um vinho de sobremesa

Igualmente, cabe salientar que o primeiro vinho degustado,  Las Brujas Sauvignon Blanc 2009 agradou por seu frescor, equilíbrio gustativo e tipicidade. Bastante elogiado, o Pinot Noir também mostrou boa tipicidade da casta no Novo Mundo e boa sustentação aromática na taça sinalizando que para um vinho de primeira safra a Gimenez Mendez está no caminho certo. Não menos elogiado, o multivarietal Puzzle com cerca de 30% de Tannat, 10% de Cabernet Sauvignon e mais treze uvas, cativou por seu perfil elegante, bem próximo do Velho Mundo com boa complexidade gustativa, frescor e alguma finura. Outro vinho que apresenta uma correta equação preço-qualidade é o Gimenez Mendez Tannat Alta Reserva 2008, que oportunamente será objeto de um “post” especial neste blog.

 

 

Outro aspecto a ser destacado é que os vinhos, todos de rotulagem caprichada, apresentaram bom desempenho à mesa (os taninos da tannat costumam ser poderosos), notadamente com o ótimo churrasco uruguaio do Restaurante Paulistano “El Tranvia”.

 

 

Por fim, a representação desses vinhos no Brasil está à cargo da Hannover, com matriz em Porto Alegre e representação em São Paulo, mais precisamente na zona oeste, região do Butantã, sito à Rua Hugo Carotini 359, cep 05532-020 (telefone 2638 0881), bairro Previdência. A equipe é formada por José Manuel Afonso (Gerente de Vendas – celular 9134 9200) e Sandra Alves de Moraes (faturamento e controle). 

 

 

A seguir a relação dos vinhos degustados em 20.08.09  por este redator e por  Niels Bosner, Renata Braune entre outros - um verdadeiro festival de tannats cisplatinos, muitos deles com diversos prêmios internacionais – no Restaurante “El Tranvia”, sito à Rua Conselheiro Brotero 903, Santa Cecília, por ocasião da visita do jovem enólogo Mauro Gimenez Mendez e do Gerente Comercial Sebastian Gonzatto a São Paulo:

 

 

LAS BRUJAS SAUVIGNON BLANC  2009

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2009 – álcool: 12,5% – preço: R$ 29,90 – apresentou boa tipicidade da casta no Uruguai. Cor: palha esverdeado. Boa expressão aromática com notas de maracujá, maçã verde e melão. Na boca se destacou por conta de seu frescor, acidez delicada, correta concentração de sabor com leveza. Termina suave e sem amargor. Bom para ser bebido sozinho ou como acompanhamento de aperitivos e saladas. Mantido esse preço, sua relação preço-qualidade faz desse vinho uma boa opção aos inúmeros sauvignons chilenos, sul-africanos e até mesmo uruguaios, eis que a casta se adaptou bem ao terroir cisplatino.

Nota: 87/100 pts. 

 

 

 

GIMENEZ MENDEZ PINOT NOIR  ALTA RESERVA 2008

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2008 – álcool: 12,5% – preço: R$ 45,00 – Resultado de intenso controle microbiológico é cuidadosamente filtrado o que torna a sua cor e aroma bem próximos dos esperados da variedade. Descrição: cor rubi com halo granada. No olfato sugestões tostadas secundadas por frutas vermelhas. Cresceu na taça e apresentou aromas animais com uma leve notinha de couro. Boca de acidez delicada e gastronômica, taninos finos e de pouca expressão, fruta presente e bom equilíbrio gustativo. Tem boa fruta e termina sem aspereza ou amargor. A sua evolução na taça é um indicador da necessidade de decantação, recomendação que foi ratificada pelo enólogo Mauro Gimenez Mendez. Surpreendeu os presentes por conta de sua elegância, portanto, se constitui numa boa novidade do Uruguai. Interessante relação preço-qualidade. 

Nota: 86/100 pts.

 

 

 

PUZZLE MULTIVARIETAL 2008

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2008 – álcool: 13% – uvas: Tannat (35%), Cabernet Sauvignon (10%), Chenin, Cabernet Franc, Marselan, Chardonnay, Pinot Noir, Petit Verdot, Sauvignon Blanc, Arinarnoa, Viognier, Merlot, Syrah, Alicante Bouchet e Pinot Meunier – preço: R$ 69,00 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. No olfato inicialmente apresentou álcool elevado que cedeu espaço para toques vegetais, fruta bem dosada e um aroma suave com leve sugestão de compota e uma nota mentolada no fundo.  Na boca é um vinho fácil que tem boa complexidade, taninos macios, pouca madeira (somente a tannat e arinarnoa passam por barrica), que se apresenta bem integrada porque dá amparo à fruta. A Acidez está correta e o frescor é bom. O corpo adequado lhe dá boa sustentação e personalidade. Um vinho de corte de uvas brancas e tintas, bem vinificado e de final frutado, bem agradável. À conferir.

Nota: 87/100 pts.

 

 

GIMENEZ MENDEZ TANNAT ALTA RESERVA 2006

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2006 – álcool: 13% – preço: R$ 54,00 – Atraente cor rubi intensa, profunda, brilhante com reflexos violáceos. Mauro Gimenez Mendez explicou que sua cor é resultado de uma microoxigenação suave feita em menor tempo, o que contribui para sua boa intensidade. Nariz muito dócil com framboesa a revelar boa tipicidade da casta. Um toque herbáceo acompanhado de aromas de baunilha completam sua paleta aromática. Boca frutada, intensa, rugosa, de taninos prontos, integrados e polidos com equilíbrio no álcool e na acidez. Vinho de nítida personalidade uruguaia que chamou atenção por seu equilíbrio gustativo e suavidade demonstrada no palato. Termina como começou: sem arestas. Foi apontado pelos presentes, de forma quase unânime,  como  vinho  paradigmático que demonstra que a tannat, ao ser bem vinificada, é capaz de produzir vinhos sedosos, sem aspereza e até com alguma elegância.  Um dos vinhos mais comentados da degustação.  

Nota: 87,5/100 pts.

 

 

GIMENEZ MENDEZ TANNAT PREMIUM 2006 

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2006 – álcool: 13,5% – preço: R$ 62,00 – Quase retinto. Nariz com as tradicionais notas vegetais da casta ladeadas por ameixas, geléia de framboesa e um forte toque adocicado (álcool elevado). As notas de barrica são notadas com facilidade. Boca tânica (boa qualidade), densa, com a madeira possibilitando a expressão da fruta, num perfil elegante mais próximo do Velho do que do Novo Mundo. O álcool está controlado e o conjunto consegue manter algum equilíbrio que deverá ter seu ápice com sua evolução na garrafa nos próximos anos. Sessenta e cinco por cento do mosto amadurece em barrica americana e o restante em barrica francesa.

Nota: 86/100 pts. ++

 

 

 

L Y M   TANNAT-TANNAT   BLEND DE BLEND  PREMIUM  2006

Origem: Uruguai – região: Las Brujas e Montevídeo – safra: 2006 – álcool: 14% – preço: R$ 116,00 – Cor idêntica à do exemplar anterior. Nariz alcoólico, com notas vegetais da casta ladeadas por geléia de ameixas num perfil unidimensional. Boca forte, estruturada, taninos presentes com ligeira adstringência (não sentida nos exemplares anteriores), média acidez com as notas de barrica percebidas com facilidade e encobrindo um pouco a fruta, distinguindo-se do vinho anterior eis que aqui o estilo está mais próximo do Novo do que do Velho Mundo. O álcool também se sobressai e há um ligeiro descompasso entre a acidez e os taninos, nada que não seja resolvido com sua permanência na garrafa nos próximos anos, porque tem atributos para tanto. L Y M significa Luiz e Mário Gimenez Mendez, Las Brujas e Montevídeo.

Nota: 85,5/100 pts. +

 

 

 

Licor de tannat: especialidade uruguaia que harmoniza com chocolates e até creme de papaia

Licor de tannat: especialidade uruguaia que harmoniza com chocolates e até creme de papaia

 GIMENEZ MENDEZ LICOR DE TANNAT

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2007 – álcool: 16,5% – preço: R$ 109,00 –

Segundo Mauro Gimenez Mendez este vinho teve a fermentação interrompida pela adição de álcool (de cereais), procedimento semelhante ao utilizado no vinho do Porto que utiliza álcool vínico diluído (normalmente francês). As uvas utilizadas são oriundas de plantas de produção reduzida e sem filtragem.  Descrição: cor rubi violáceo intenso e profundo. Apresentou complexidade olfativa com sugestões lácteas, chocolate branco, caramelo, algum balsâmico e uma notinha de framboesa.  Na boca sua entrada é forte, com taninos em profusão denotando ligeiro descompasso entre a acidez, álcool e a doçura, porém, sem empanar o conjunto de sabor concentrado, longo e profundo. Deve ser bebido resfriado e harmonizou bem com: a) sorvete de chocolate. b) creme de papaia.

Nota: 86,5/100 pts.

 

 

 

 

 

 

 

Luiz A. Gimenez Tannat: vinho topo de gama da Gimenez Mendez

Luis A. Gimenez Tannat: vinho topo de gama da Gimenez Mendez

LUIS A. GIMENEZ TANNAT SUPER PREMIUM 2006

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2006 – álcool: 15% – preço: R$ 176,00 – Retinto e profundo na cor, apresenta uma paleta aromática digna de um grande vinho com ênfase na fruta bem ao estilo Novo Mundo. O álcool elevado não incomoda e inicialmente uma forte nota de geléia de framboesa domina o conjunto. Depois um toque de madeira fina e muita fruta em compota (amoras e ameixas) com um leve toque balsâmico. Na boca percebe-se  novamente o estilo novomundista de sabor concentrado, quase licoroso com bastante álcool que tem contraponto no corpo e na acidez. Ainda no palato notas doces de barrica encobrindo um pouco a fruta. Vinho de produção diminuta (apenas 2.500 garrafas), extração elevada, taninos finos, secantes e bem característicos da casta porque lhe conferem estrutura e virilidade. Termina com uma ponta de adstringência que não incomoda. Imponente, rico, longo e consistente tem tudo para apresentar boa evolução na garrafa nos próximos anos. Vinho de longa guarda.

Nota: 88,5/100 pts. ++

Catena Alta Cabernet Sauvignon, Don Maximiano Founder’s Reserve, etc.

Vértice Rosé, Catena Alta CS 2004, La Cumbre Shirz 2005 e Don Maximiano 2006

Vértice Rosé, Catena Alta CS 2004, La Cumbre Shiraz 2005, Don Maximiano 2006 e Champagne Taittinger Brut

 

Participei de uma degustação na noite de 14 de agosto dos seguintes vinhos:

 

Espumante Vértice Douro Reserva Rosé Brut

Champagne Taittinger Brut  

Catena Alta cabernet Sauvignon 2004

La Cumbre Shiraz 2005

Don Maximiano Founder’s Reserve 2006

 

 

Espumante Vértice – Região: Douro/Portugal – álcool: 12% – importador: Adega Alentejana – Preço: R$ 66,00 (Adega Speciale Makro)

Cor: salmão intenso e brilhante

Olfato: média intensidade com destaque para cerejas, frutas secas, panificação e algum defumado.

Boca: mineral, firme e estruturada com alguma secura provocada por vestígio de taninos. Bom equilíbrio gustativo, maduro e longo no final. Deve crescer à mesa

Nota: 87/100 pts.

 

Apenas por curiosidade, transcrevo seu contra-rótulo: “Com castas tradicionais da Região Demarcada do Douro, vindimadas nas encostas frescas e elevadas do planalto de Alijo, o método clássico champanhes gerou este espumante de cor rosa, equilibrado e consistente, com aromas de cereja e framboesa. É um aperitivo de excelência e acompanha com distinção os pratos apimentados. Vértice foi criado para celebrar os bons momentos da vida e a secular reputação da região vinícola onde nasceu”.

 

Catena Alta Cabernet Sauvignon 2004 – Região: Mendoza – álcool: 14% – importador: Mistral – Preço: US$ 65,90 (2005)

Cor: rubi intenso e profundo com discreto halo de evolução

Olfato: fino e elegante com uma forte nota de baunilha secundada por café torrado, chocolate e licor de cacau.

Boca: volumosa e tânica (taninos em evolução), acidez balanceada e um forte travo mineral no palato a lhe conferir elegância. Merece mais um ou dois anos na garrafa antes de ser aberto. Recebeu 93/00 pts. de Robert Parker. Quinze meses em barricas de carvalho francês, oitenta por cento novas.

Nota: 88/100 pts.+

 

Errazuriz “La Cumbre” Shiraz 2005 – Região: Aconcágua – álcool: 15% – importador: Vinci – preço: US$ 125,90

Cor: retinto e profundo.

Olfato: típico da casta com especiarias em profusão, tostado e um leve toque picante. Boa complexidade, mas esperava mais.

Boca: macia, densa, taninos potentes e mastigáveis, álcool elevado integrado com os demais elementos, boa acidez e madeira um pouco saliente a denotar mais algum tempo na garrafa para encontrar equilíbrio e deixar a fruta se expressar livremente. A opção do enólogo é pela potência. Recebeu 90/100 pts. da WS. O mosto passa dezoito meses em barricas novas de carvalho francês.

Nota: 89/100 pts.

 

  

Don Maximiano Founders Reserve 2006 – Região: Aconcágua – álcool: 14,5% – importador: Vinci – preço: US$ 125,90 (2005)

Cor: rubi violáceo intenso e profundo com reflexos púrpura.

Olfato: paleta aromática complexa e elegante com frutas negras, especiarias, trufas, chocolate, cassis e amoras.  Antes disso tudo apareceu uma nota forte de baunilha que denunciou a sua juventude.

Boca: subscrição total do olfato. Taninos vivos e muito macios, frutas negras, especiarias e madeira de boa qualidade. Paladar volumoso, denso e elegante: tudo no lugar certo sem os habituais exageros. Bem estruturado e de prolongado final, no qual a cabernet sauvignon lhe aporta frescor, a cabernet franc estrutura e a petit verdot lhe dá cor, é um vinho hedonista cujo tempo na garrafa aprimorará essas qualidades. Recebeu 94/100 pts. de Robert Parker em 30.06.2009

Nota: 91/100 pts.

 

 

Champagne Taittinger Brut Resérve – Região: Reims – álcool: 12% – importador: Expand – preços: R$ 228,00 – adquirido em 10/2008

Cor: palha claro com borbulhas em profusão finas e consistentes.

Olfato: típico com leveduras, brioches, pão torrado, caramelo e frutas secas.

Boca: macia, redonda, ótimo frescor, boa potência e muita complexidade gustativa com refinamento. Final longo quase interminável e sem nenhum amargor.

Nota: 90/100 pts.

A Diversidade da La Cave Jado

        O portfólio de produtos da La Cave Jado conta com vinte e oito rótulos cuidadosamente escolhidos, de quinze produtores de nove regiões francesas. Dos seis vinhos degustados apenas um não obteve três taças. Os demais se … Read more »

Pascual Toso: tradição, autenticidade e inovação

A família Llorente, atual proprietária desta antiga bodega detentora de vinhedos próprios no Maipú, em Barrancas, nos últimos anos empreendeu mudança drástica no estilo dos vinhos, agora com perfil internacional e de espírito vanguardista. A vinícola foi fundada pelo imigrante piemontês Pascual Toso em 1880 em San José de Guaymallén e atualmente conta com a importante assessoria do enólogo californiano Paul Hobbs, conhecido internacionalmente e contratado em 2001 para acompanhar a Bodegas y Viñedos Pascual Toso em seu novo estágio. Paul trabalha em conjunto com o competente enólogo argentino Rolando Luppino, no desenvolvimento dos vinhos Premium e Super Premium. O troféu de melhor produtor argentino premiado pelo IWSC (Londres) em 2007, reflete a qualidade atingida. Novamente em Londres, agora em 2009, a vinícola repetiu o feito e foi o produtor argentino mais premiado.

 

A Interfood, importadora oficial dos vinhos Pascual Toso reuniu parte expressiva da mídia especializada no excelente Restaurante Dalva e Dito, estabelecido na Rua Padre João Manuel nº 1.115, Jardim Paulista, São Paulo, para degustação dos vinhos Pascual Toso.  Foram degustados o Espumante Extra Toso Chardonnay, Toso Reserva Malbec 2007, Pascual Toso Alta Reserva Malbec 2007, Pascual Toso Alta Reserva Syrah 2007, Pascual Toso Finca Pedregal 2006 e o Ultrapremium Magdalena Toso 2006.

Também é importante mencionar a presença de Bruno Airaghi, Gerente de Marketing da Interfood, Fernanda Fonseca e Verônica Makhoul, da ProPop Comunicação e Julián Orti, Diretor de Exportações da Pascual Toso.

  

Paul Hobbs: enólogo reconhecido internacionalmente

A degustação foi conduzida pelo próprio Paul Hobbs, que explicou detalhes técnicos da produção dos vinhos. Registre-se, nesse passo, o perfeito serviço do vinho, sob a batuta da eficiente Jô Almeida Barros,  uma das profissionais mais competentes tanto no serviço dos vinhos do Dalva e Dito como na avaliação dos vinhos que degusta. Igualmente, destaco que todos os vinhos foram servidos rigorosamente na temperatura de serviço e que houve compatibilização enogastronômica, tudo meticulosamente estudado e preparado pela brigada do Dalva e Dito.  

 
 
 
Dalva e Dito: na coinha Alex Atala que dispensa apresentação e no serviço do vinho Jô Almeida Barros: seriedade, dedicação e competência

Dalva e Dito: na cozinha Alex Atala que dispensa apresentação e no serviço do vinho Jô Almeida Barros: seriedade, dedicação e competência

 

Eis o menu:

Canjiquinha com cogumelos

 Confit de pato com farofa de banana passa

Lombo de cordeiro com pupunha ao forno

Doces da fazenda

 

 

 

A seguir a relação dos vinhos degustados por ocasião da visita do citado enólogo a São Paulo, em 5 de agosto de 2009 e agradecimentos especiais ao staff da Interfood: Bruno, Nádia, Roberta e Vicente.

 

  

O espumante Extra Toso harmonizou bem com a salada de lagostim

O espumante Extra Toso harmonizou bem com a salada de lagostim

  

ESPUMANTE EXTRA TOSO CHARDONNAY – origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: n/c – álcool: 12,5% – uva: Chardonnay (100%) – preço estimado: R$ 45,25 – palha claro com borbulhas de média intensidade. Boa complexidade aromática, com as tradicionais notas de leveduras, pão fresco, leve tostado e uma pontinha de avelã que confirma boa tipicidade. Boca que subscreve o olfato com adequada concentração de sabor, sugestão de frutas secas e um leve amargor que não destoa do conjunto e nem o desequilibra. Apresentou boa harmonização com a salada de lagostim, por conta de sua boa acidez e de sua estrutura. Importante destacar que a vinícola foi a pioneira na adoção do método champenoise na Argentina. Nota: 86,5/100 pts. 

 

 

 

PASCUAL TOSO RESERVA MALBEC 2007 -  origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: 2007 – álcool: 13% – uva: Malbec (100%) – preço estimado: R$ 57,50 - esbanjou tipicidade da casta, inclusive na cor intensa com reflexos violáceos brilhantes (a malbec é uma casta tintureira). No nariz, o ataque inicial evidencia o floral da malbec argentina com destaque para violetas, leve toque lácteo (barrica) e de geléia de amora. Boca no mesmo diapasão, rica, plena, de taninos aveludados com a barrica muito bem integrada (doze meses em barricas francesas) possibilitando a expressão da fruta em compota (ameixas), secundada por uma deliciosa nota de chocolate e tendo por contraponto sua acidez gastronômica. À exemplo do espumante, apresentou boa harmonia com a canjiquinha com cogumelos. Longo, balanceado e intenso, termina suave e sem arestas. Típico best buy, tem na sua relação preço-qualidade um grande apelo e tudo para às cegas surpreender. Pronto para beber, apresenta algum potencial de guarda.

Nota: 89/100 pts.

 

  

PASCUAL TOSO ALTA  RESERVA SYRAH

Origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: 2006 – álcool: 14% – uva: Syrah (100%) – preço estimado: R$ 90,75 – rubi violáceo intenso e profundo. Apresentou aromas frutados com destaque para groselha e framboesa. Especiarias como cravo, canela e pimenta sobre um fundo mentolado próprio da variedade lhe dão complexidade aromática. Na boca a sua entrada revela um vinho estruturado, forte, denso, rugoso, de taninos firmes e ao mesmo tempo gentis que inundam o palato onde a fruta um pouco encoberta pela madeira dá o ar de sua graça e promete se integrar, apenas uma questão de tempo. Sua acidez salivante chamou a atenção e lhe confere um perfil muito próximo do Velho Mundo, porque apresentou compatibilização ideal com o confit de pato com farofa de banana passa. Por fim, destaque-se que este guloso syrah é uma prova de que o pedregoso solo de Barrancas, no Maipú é o terroir ideal para a casta na Argentina. Vinho surpreendente. Beber ou guardar.

Nota: 89/100 pts.+

 

 

 

PASCUAL TOSO ALTA  RESERVA MALBEC – origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: 2006 – álcool: 13,7% – uva: Malbec (100%) – preço estimado: R$ 90,75 – cor parecida com a dos vinhos anteriores. Nariz elegante com toques de baunilha, geléia de amora, leve chocolate e um discreto defumado. Na boca, a passagem por um ano em barricas francesas de primeiro uso mostrou boa integração e algum espaço para a fruta (ameixas/amoras). Taninos doces, firmes, integrados e polidos. Equilíbrio no  álcool, taninos e acidez. Largo e agradável no meio de boca, termina com leve adstrigência: reivindica mais algum tempo na garrafa para perfeita integração do conjunto, por isso, tem potencial de evolução. O vinho anterior se comportou melhor com o confit de pato.

Nota: 88,5/100 pts. +

 

 

        

Magdalena Toso Ultrapremium: topo de gama

Magdalena Toso Ultrapremium: topo de gama

MAGDALENA TOSO ULTRAPREMIUM

Origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: 2006 – álcool: 14% – uvas: Malbec (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) – preço estimado: R$ 298,00 – Cor idêntica à do vinho anterior com um pouco mais de concentração. Nariz complexo com notas tostadas (barrica), leve chocolate, algum defumado e uma ponta de ameixas. Boca densa, rugosa, taninos em evolução, madeira por sobre a fruta. À exemplo dos Grand Cru Classé bordaleses, passa dezoito meses em barricas francesas de primeiro uso. Razoavelmente equilibrado, aqui temos a repetição do blend anterior, porém, com menor participação da cabernet sauvignon. Longo e profundo, termina secante com uma ponta de adstringência. Quem sabe, mais alguns anos na adega para ver se as coisas melhoram? Acredito que sim. Sua safra é apontada com uma das melhores da Argentina nos últimos anos e a maneira meticulosa de sua produção concorrem positivamente para isso. Recebeu 92/100 pts. de Robert Parker, 90/100 pts. no Stephen Tanzer’s International Wine Cellar/Jan 2009 e medalha de ouro no Wine International Challenge  2009. Beber ou guardar? Resposta: guardar.

Nota: 88/100 pts. ++

 

      

Lombo de cordeiro com pupunha ao forno: na harmonização se destacaram o Syrah Alta Reserva e o Finca Pedregal

Lombo de cordeiro com pupunha ao forno: na harmonização se destacaram o Syrah Alta Reserva e o Finca Pedregal

PASCUAL TOSO FINCA PEDREGAL   origem: Argentina – região: Barrancas e Maipú/Mendoza – safra: 2006 – álcool: 14% – uvas: Malbec (70%) e Cabernet Sauvignon (30%) – preço estimado: R$ 148,08 – Rubi violáceo intenso, profundo, límpido, brilhante e de reflexos púrpura. Nariz complexo e voluptuoso com fruta vermelha em profusão e uma pontinha de licor de cassis (cabernet sauvignon). Largo e denso no meio de boca, taninos sedosos de ótima qualidade, álcool e acidez integrados, tudo rigorosamente no sítio certo neste típico blend argentino, no qual a malbec se une a sua parceira por excelência que é a cabernet sauvignon e produz vinhos privilegiados que servem como paradigmas. Fruta e madeira em excepcional comunhão (dezoito meses em barrica: 30% em carvalho americano a cabernet sauvignon e 70% em carvalho francês a malbec). Este Pedregal também se destacou na compatibilização com o lombo de cordeiro com pupunha ao forno. Indispensável possuir ao menos uma garrafa na adega. Um belo vinho, para beber já ou nos próximos quatro ou cinco anos.

 Nota: 90/100 pts. ++