Monthly Archives: setembro 2009

Degustação promovida por “Wines of Argentina” em São Paulo – 2009

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No último dia 22 de setembro, a representação supramencionada que tem por função apresentar ao setor especializado o que está acontecendo com o vinho argentino na atualidade, realizou nas dependências da Churrascaria Red Angus (Capital/São Paulo), a 12ª. degustação de vinhos argentinos em São Paulo. De há muito já se tornou tradição, no segundo semestre, a realização dessa feira, em conjunto com vinícolas interessadas em vender seus vinhos no Brasil ou que estão buscando novos importadores. É bom ressaltar que a taxa de crescimento das exportações Argentinas para o Brasil cresceu expressivamente nos últimos anos e o Brasil é um dos mais importantes mercados mundiais da Argentina, cuja produção de vinhos remonta ao século XVI e atualmente o país platino ocupa a 5ª. colocação entre os produtores mundiais.

 

Expositores em São Paulo: Benvenuto de La Serna, Domaine Jean Bousquet, Família Schoroeder, Finca de la Juanita, Finca Flichman, Finca Las Moras, Finca Quara, La Chamiza, Nieto Senetiner, Pampas del Sur, Pascual Toso, Séptima, trapiche, Valentin Bianchi, Xumek e Zuccardi.

O local escolhido se mostrou um pouco acanhado porque houve uma demanda elevada de participantes. Mesmo assim, o serviço da churrascaria mostrou alguma eficiência com pronta reposição de copos e do serviço de buffet, porém, faltou espaço para circular entre os expositores e a iluminação era deficiente. O serviço de vallet também estava bastante confuso e parecia não estar preparado para o número de presentes. Enfim, esperamos que em 2010 um local mais confortável seja escolhido, à exemplo dos eventos anteriores.  

Abaixo a relação dos vinhos degustados:

 

 

Premium de Belo Horizonte

 

Serviço do vinho executado pela competente Jussara Durães

 

 

Bevenuto de La Serna Mil Piedras Viognier 2009 - Boa complexidade, muito frutado com ótimo frescor na boca e leve toque mineral. Destacou-se pela tipicidade. 88/100

Bevenuto de La Serna Mil Piedras Sangiovese 2006 – nariz com leve toque tostado (não passa por madeira), boca balanceada com equilíbrio entre taninos e acidez com leve prevalência dessa última, final macio revelando boa tipicidade da casta na Argentina.  87/100

Bevenuto de La Serna Mil Piedras Malbec 2006 – nariz com ameixas, boca plana e macia, sem defeitos. Vinho correto. 86/100

Bevenuto de La Serna Blend Malbec (60%)/Merlot (40%) 2005 – frutas negras no olfato. Boca densa com alguma maciez. A madeira está bem presente, termina com alguma rusticidade, mas seu sabor é agradável. 86/100

Bevenuto de La Serna Rosé de Malbec Brut Nature – de cor salmão brilhante e atraente este rosé se mostrou equilibrado, guloso, com bastante fruta e sem defeitos graves, tal como açúcar residual ou amargor. 86,5/100

 

 

 

 

Interfood

 

Bruno Airaghi recebia gentilmente os convidados e o serviço do vinho executado pelo sempre atencioso Vicente entre outros.

 

Trapiche Single Vineyard 2006 Federico Villafañe (94/100 pts. RP) – iniciou com uma leve sobra de álcool que cedeu lugar para geléia de frutas vermelhas, tostado, boca densa, taninos maciços, algum mineral. Termina, aveludado, longo e intenso. 92/100 ++

Trapiche Single Vineyard 2006 Adriana Venturín – nariz fino, boca rica, sedosa e elegante. A expressão máxima da malbec na Argentina. Vale o que custa. 93/100 ++

Trapiche Single Vineyard 2006 Cristina y Bibiana Coletto – o mais argentino dos três. Nariz com especiarias e ameixas. Boca rugosa, taninos potentes, fruta madura e álcool elevado. Ainda assim um vinho de classe, que precisa de tempo para amadurecer na garrafa. 90/100 +

Trapiche Medalla Cabernet Sauvignon 2005 – nariz herbáceo revelando tipicidade no Novo Mundo e boca macia, taninos presentes de ótima qualidade, equilíbrio de seus componentes com a harmonia dando o tom. Destaca-se também na relação preço-qualidade. 91/100 +

Trapiche Broquel Pinot Noir 2008 – nariz frutado com cerejas e morangos. Ótimo frescor contrabalanceado por taninos macios e acidez vibrante. Os argentinos estão aprendendo a fazer bons pinots. 87/100

Finca Las Palmas Malbec 2006 – um malbec sutil, elegante e de bom preço. 88/100

Trapiche Iscay 2006 – fica difícil escrever daquilo que gostamos porque acabamos por perder a isenção. O Iscay é um ícone argentino, muito consistente e que varia pouco a cada safra. Este, da excelente safra de 2006, a melhor desde 2002, é um vinho com tudo no lugar certo: o álcool elevado (14,5%) se fundiu à fruta e à acidez gastronômica. Os taninos estão presentes mas são aveludados. A concentração de sabor é uma feliz união da fruta da merlot com a força da malbec, resultando num vinho solidamente estruturado de longa guarda, que mantém a fruta por vários anos. Termina muito suave, é aquilo que os lusitanos chamam de “pomada”.  92/100 ++

Trapiche Manos 2004 – outro malbec de classe. No nariz um toque de evolução a lembrar vinho fortificado. Taninos musculosos e um pouco duros. Estilo potente com fruta madura em profusão. Vinho que precisa de alguns anos na garrafa para afinamento. Sua sólida estrutura é uma boa garantia.  89/100

Séptima Noche Pinot Noir 2008 – uma das grandes surpresas do evento.  Cor característica da casta, rubi esmaecido. Fruta opulenta no nariz. Boca equilibrada, taninos delicadamente finos contrabalaçados por acidez salivante. A fruta sentida no olfato se repetiu no palato. Feito do lado de cá da cordilheira, tem plenos atributos para rivalizar com alguns de Casablanca. À conferir. 89/100

Pascual Toso Sauvignon Blanc 2009 – vegetal e floral no nariz. Boca fina com o frescor se destacando. Muito frutado na boca. Termina sem amargor e mostrou a tão rara tipicidade da casta no país platino. 88/100

 

 

Ravin

 

O serviço do vinho estava sob a responsabilidade da Diretora de Marketing da importadora.

 

Santa Julia Reserva Malbec  2007 – aromas próprios da casta com ameixas e chocolate. Boca equilibrada, taninos macios e boa concentração de fruta. Também se destaca na relação preço-qualidade. 88/100

Santa Julia Reserva Cabernet Sauvignon 2007 – aromas herbáceos, taninos de boa qualidade, toque de pimentão característico da casta com boa intensidade. Finaliza suave e com leve adstringência. 86/100

Santa Julia Magna 2007 – blend das castas malbec, cabernet sauvignon e bonarda é um vinho gostoso que se destacou por conta de sua suavidade e elegância. 88/100 +

Série A Syrah 2007 – nariz com especiarias confirmadas no palato. 87/100

Série A Bonarda 2007 – muito frutado no nariz e concentrado no palato, taninos macios, corpo médio, vinho fácil de beber e de tipicidade surpreendente. Provavelmente o melhor dessa série. 88,5/100

Q Malbec 2006 – denso, rugoso, a madeira está presente sem se sobrepor totalmente à fruta. Encorpado, longo e intenso no palato, é um vinho de raça que vai muito bem com  Asado de Tira. 89/100 +

 

 

 

 

 

 

 

Fincas de La Juanita/Mendoza  -  sem importador

 

Vinhos sem madeira para expressar o máximo de fruta de cada casta. Os proprietários da vinícola, muito receptivos serviam os vinhos sem parcimônia e não se cansavam de dar explicações. Segundo eles, os vinhos deverão ser comercializados entre R$ 20/30. A nossa torcida é para que encontrem um bom importador porque há espaço no mercado, principalmente para seu delicioso bonarda, uma ótima opção para o dia-a-dia. O único vinho que decepcionou foi o chardonnay, cepa muito bem adaptada ao terroir mendocino e que tropeçou no quesito tipicidade. Os demais são corretos, macios e procuram mostrar alguma tipicidade e por isso a vinícola está no caminho certo.

 

 

 

Juana de Sol Chardonnay 2009 – nariz alcoólico e de baixa tipicidade. A boca repetiu o nariz com pouca fruta e baixo frescor. 82/100

Juana de Sol Bonarda 2008 – muito frutado no nariz com boa complexidade repetida no palato. Fácil de beber, taninos macios e boa acidez. Um bonarda típico, que valoriza a fruta e que confirma o crescimento dessa casta na Argentina. 87/100

Juana de Sol Syrah – no olfato mostrou alguma tipicidade com especiarias. Boca picante com cravo e condimentos, taninos leves e média concentração de sabor. 86/100

Juana de Sol Malbec – um malbec correto com frutas negras no nariz e maciez no palato. Poderia ser um pouco mais complexo. 85/100

Juana de Sol Cabernet Sauvignon – levemente herbáceo no nariz e plano no palato ficou a dever complexidade gustativa. Franco e simples seus taninos são de boa qualidade. 85/100

 

 

 

 

 

 

 

Duelo de espumantes no Le Tire-Bouchon

  Desta vez quem se ausentou (justificadamente) foi o Glauber substituído por Salvador. A coordenação coube ao Sérgio. A reunião ocorreu na noite de 17 de setembro de 2009, no Le Tire-Bouchon, estabelecido na Rua Barão de Tatuí, 285, Santa Cecília, tel … Read more »

Wine Experience: Joseph Phelps e outros vinhos Californianos na SBAV-SP, próxima terça, dia 29.09.2009

 

 

A vinícola Joseph Phelps emplacou em 2005 o primeiro vinho da lista Top 100 da WS com seu Insignia - 96/100 pts.

 

 

 

Fundada em março de 2007, a Wine Experience veio suprir uma enorme lacuna existente no mercado de vinhos finos, uma vez que importantes produtores californianos não tinham representação.

 

Sob a orientação de um partner americano, que ajudou a fazer o rastreamento na Califórnia, regiões como Napa Valley, Sonoma County e Santa Helena, tiveram vinícolas identificadas e rótulos inéditos para o mercado brasileiros foram encontrados.

 

O resultado foi imediato e de acordo com o plano de negócios desenvolvido, a Wine Experience conseguiu cem por cento da representação de rótulos consagrados internacionalmente como: Joseph Phelps, Flora Springs, Viader e De Loach.  Algumas descobertas foram consideradas magníficas: Lucchesi, Alexander Valley, Avalon, Bueheler, Forestville, FoxBrook, Monticello, Naggiar, Nevada City, Pilot Peak e Solune.

 

Inicialmente o mercado brasileiro dispõe de 24 rótulos das seguintes cepas: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Zinfandel.

 

Na noite de 29.09.09 serão degustados os seguintes vinhos:

 

Lucchesi Pinot Grigio 2007

Flora Springs Chardonnay 2007

Alexander Valley Dry Rosé of Sangiovese 2007

De Loach Pinot Noir 2007

Naggiar Syrah 2003

Buehler Cabernet Sauvignon 2006

Joseph Phelps Cabernet Sauvignon 2005

 

Venha participar dessa rara e imperdível degustação, com rótulos de elevada qualidade praticamente desconhecidos  dos consumidores dos ótimos vinhos Californianos, tão difíceis de chegar nessas bandas.

 

 

Preços:

Sócios: R$ 40,00

Não Sócios: R$ 70,00

Jantar: R$ 30,00

Reservas com Nelson pelo telefone 3814-7905

ou pelo e-mail: vinho@sbav-sp.com.br

Vagas: 40

Local: SBAV-SP.

Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2586

Jd. Paulistano

Almoço na Importadora RAVIN

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O almoço foi realizado na semana de sete de setembro, na sede da Importadora paulistana RAVIN, sito à Rua Gandavo 526, Vila Mariana, tel 011 5574 5789, com a presença do sempre espirituoso Rogério D’Ávila (Diretor Comercial), Alberto Porto Alegre (Diretor de Operações e Finanças), Viviane Borges (Diretora de Marketing), Elaine Silva (Consultora de Vinhos) e como convidados quem escreve essas linhas, Ana Amitrano (Gerente Comercial da Bodega Família Zuccardi), Martín Cuccioletta (Gerente Comercial da Divisão de Azeites de Oliva) e Miguel Zuccardi (Divisão de Azeites de Oliva Varietais).  Merece menção especial a recepção de primeiro nível dispensada pela Importadora Ravin, com almoço preparado com extrema competência pela Chef Regina Barreiro escoltado pelo delicioso vinho  Zuccardi Série A Chardonnay/Viognier 2008 e como acompanhamento das sobremesas o correto Zuccardi Malamado 2005 – Malbec à moda do Porto:

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Entrada
Salada Waldorf

Prato principal                                                                               
Bacalhau Espiritual, arroz e batata sauté

Sobremesas
Espuma de côco e sorvete de chocolate

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Sobre a RAVIN:

 

Do sonho de dois grandes amigos surgiu a RAVIN, resultado do espírito empreendedor e do sentimento de affectio societatis existente entre Rogério D’Ávila e Alberto Porto Alegre. O primeiro foi executivo da área de vendas e marketing de uma importante cia. de cervejas e durante os últimos oito anos foi Diretor-Executivo Comercial de uma grande importadora. Alberto foi Diretor Comercial de grandes corporações, sobretudo no mercado de bebidas e em sua última atuação no mercado, foi Diretor-Geral de uma importadora de vinhos de médio porte.

 

Tudo começou no ano 2000 quando juntos fizeram um curso de MBA. A idéia saiu efetivamente do papel no fim de 2008, quando ambos se reuniram e contrataram profissionais experientes do mundo do vinho, fecharam parcerias honestas com grandes produtores reconhecidos internacionalmente e criaram, em fevereiro de 2009, a importadora RAVIN. O objetivo da RAVIN é trazer para seus clientes a melhor experiência do mundo do vinho, melhor experiência com a qualidade e renome de seus produtores, melhor experiência no atendimento de seus clientes e finalmente melhor experiência ao proporcionar aromas e sabores inesquecíveis do Brasil.  Os valores da RAVIN: senso de urgência, comprometimento, simplicidade, integração e gestão de pessoas.

 

A RAVIN conta com logística moderna e eficiente, eis que segundo exemplo de Alberto Porto Alegre, os vinhos da Bodega Argentina FAMÍLIA ZUCCARDI, antes seguiam de Mendoza por via rodoviária para o Porto de Buenos Aires para depois seguir para o Porto de Vitória (ES) e finalmente São Paulo, o que demandava no mínimo quarenta e cinco dias. Atualmente os vinhos seguem outro itinerário: seguem diretamente de Mendoza por transporte rodoviário via oeste catarinense com destino direto para o depósito central na Vila Mariana, com redução substancial de prazo: se tudo correr bem sem nenhum contratempo climático ou alfandegário os vinhos chegam em sete, no máximo quinze dias.

 

Atualmente a RAVIN comercializa os seguintes vinhos da Bodega FAMÍLIA ZUCCARDI:

 

Zuccardi Zeta 2005
Q Chardonnay 2007
Q Tempranillo 2005
Q Cabernet Sauvignon 2006
Q Malbec 2006
Série A Chardonnay/Viognier 2008
Séria A Malbec 2008
Série A Syrah 2007
Série A Bonarda 2007
Santa Júlia Magna 2007 (50% malbec, 30% cabernet sauvignon e bonarda 20%)
Santa Júlia Reserva Chardonnay 2008
Santa Júlia Reserva Malbec 2007
Santa Júlia Reserva Cabernet Sauvignon 2007
Santa Júlia Sauvignon Blanc 2008
Santa Júlia Malbec 2008
Santa Júlia Tempranillo 2008
Santa Júlia Cabernet Sauvignon 2008
Santa Júlia Extra Brut 2007
Santa Júlia Selection Tempranillo/Malbec 2008
Malamado Malbec 2008

Outros produtores importantes estão no seu portfólio, a saber:

 

Espumantes Pol Clement (França)
Jean-Baptiste Audy (Bordeaux/França)
Grnd Theatre/Tresch/Univitis (França)
Medici Ermete – Emilia-Romagna (Itália)
Sacchetto – Veneto (Itália)
Tenuta San Guido – Toscana (Itália)
Zaccagnini – Abruzzo (Itália)
A Mano – PUGLIA (Itália)
Calatrasi – Sicilia (Itália)
Morgante – Sicilia (Itália)
Agrícola Punica – Tenuta San  Guido – Sardenha (Itália)
Vega Sauco (Espanha)
Quinta de La Rosa (Portugal)
Évora Monte da Colheita – BOAS QUINTAS (Portugal)
Botticelli (Brasil)
Marco Luigi (Brasil)

 

A RAVIN não se limita à comercialização de vinhos. Também importa azeites e em breve contará com toda linha de azeites da FAMÍLIA ZUCCARDI. Atualmente conta com a linha de azeites espanhóis PONS.

Abaixo alguns produtos:

 

 

Azeite de Oliva Extravirgem ‘NUESTRO ORO’ PONS
Azeite de Oliva Extravirgem PONS
Azeite de Oliva “Reserva de Familia” PONS
Azeite de Oliva Extravirgem Saborizados PONS
Azeites Especiais “MAS PORTELL” – condimento para pizza
Vinagre Agridoce PONS Chardonnay e Cabernet Sauvignon

Casa de Bebidas – uma nova opção de compra de vinhos em Buenos Aires

Buenos Aires, Septiembre 2009     

Tengo el agrado de dirigirme a  usted para comunicarles que ya está on  line el site de información de bebidas  www.casadebebidas.com

Amamos las bebidas y no queremos perder un minuto del vertiginoso movimiento de creación que tienen los distintos productores, descubrimos que hay mucho por aprender y degustar día a día.

Por ello queremos mostrar a los consumidores la gran variedad de productos existentes.

Apuntamos a la interacción y sugerimos al consumidor que comenten las bebidas  para que dicho comentario pueda servir de guía a otros consumidores.

Además tenemos una Agenda de actividades y la posibilidad de llevar un  libro de  notas de cata.

Te ayudamos a descubrir el maridaje ideal recomendando recetas de chefs profesionales y el  asesoramiento en el maridaje realizado por Sommeliers

Permitimos que el lector incluyas sus conocimientos en Sabias que?

 Es importante para nosotros ser un   nexo entre el lector y el productor

Además contamos con expertos de la Escuela Argentina de Sommeliers para responder cualquier consulta profesional

Disfruten de nuestra casa.

 

Agradecemos la difusión de esta gacetilla, los invitamos a conocer www.casadebebidas.com

 

Judith Cuccioletta

Directora

Info@casadebebidas.com

 

 

                       Buenos Aires Argentina   www.casadebebidas.com   info@casadebebidas.com

Sancerre Rouge Domaine Raimbault 2006

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Há certas situações de difícil decisão. Às vezes, num almoço de domingo com amigos que tem gostos parecidos, cada qual procura levar aquele vinho que não é apenas de seu agrado: o confrade se esforça para levar um vinho que seja do agrado dos demais. E foi justamente o que ocorreu no último domingo. Waldir Gandolfi, Diretor de Cursos da SBAV-SP, levou uma garrafa do champagne Nicolas Feuillatte Millésime 1998 Chardonnay Blanc de Blancs. O champagne estava no auge de sua evolução, com ligeiras notas oxidativas compensadas por sua rica acidez, ótima concentração de sabor e excepcional frescor. Paulo Guerra, sócio da SBAV desde 1998 e ex-presidente do Conselho Fiscal não fez por menos. Levou uma garrafa do espetacular Barolo Valfieri 2002, um vinho de grande tipicidade que causou muita curiosidade de quem escreve essas linhas, eis que produzido com uvas da safra de 2002 tida como uma das piores da década na Europa. Todavia, prevaleceu a verdade da taça: o vinho simplesmente é a exceção que confirma a regra, aromático no olfato com licor de cacau e tostado, carnudo no palato com taninos “mastigáveis” de primeira linha sustentados por ótima acidez, não seria nenhum exagero apontá-lo como o melhor Barolo degustado dessa malfadada safra. Porém, o objetivo deste post é destacar um vinho praticamente esquecido por essas  bandas: Sancerre Rouge. E quem nos apresenta esse vinho é a importadora La Cave Jado. Produzido por Domaine Rimbault, já obteve as seguintes premiações: Concurso de Mâcon: Medalha de Ouro, Concurso de Sancerre: Medalha de Prata, Concurso Agrícola de Paris: Medalha de Bronze, Concurso de Angers : Medalha de Bronze e citado no Guide Dussert Gerber.

 

 

 

 

Sobre Sancerre.

O vale do Loire produz vinhos originais e de diversos estilos: brancos, tintos, rosés e espumantes secos, meio-secos e doces. Os brancos na maioria são de Chenin Blanc (Pinot de la Loire) em Anjou-Saumur e Touraine, Melon de Bourgogne em Pays Nantais e Sauvignon Blanc no Loire Central e Touraine. A  Cabernet Franc é a cepa tinta cultivada principalmente em Touraine e Anjou-Saumur. Sancerre é a capital da Sauvignon Blanc, consoante demonstram os famosos vinhos Pouilly-Fumé e o homônimo Sancerre. Todavia, essas regiões não produzem somente vinhos brancos: a Pinot Noir é uma das castas tintas importantes dessa apelação. Normalmente o Sancerre Rouge é um tinto leve, fragrante e consumido localmente e até nos bistrôs parisienses. Tanto a Sauvignon Blanc como a Pinot Noir são duas cepas eminentemente nobres capazes de traduzir o que há de melhor nesse terroir, eis que são a pura expressão do solo na qual são cultivadas – os brancos são  jovialmente frescos  e frutados e os tintos são ligeiros, perfumados, envolventes cujos  aromas lembram cerejas e morangos (Pinot Noir) e são melhores quando bebidos de 2 a 5 anos a contar da respectiva safra. O degustado era 2006, safra considerada “desafiadora” pelo britânico Hugh Johnson. Para ele “Os brancos secos se saíram bem, tintos igualmente atraentes. Nenhuma maravilha para os brancos doces”. In Guia de Vinhos 2008.

 

 

Sobre o produtor: Roger & Didier Raimbault

O Domaine de Roger e Didier Raimbault  situa-se em Verdigny no coração de Sancerre. A família Raimbault cultiva a vinha há uma dezena de gerações. Os seus vinhedos de 17,5 hectares se estendem sobre as colinas acidentadas  de Verdigny e Sury en Vaux. Essas colinas de 200 a 400 metros de altura, com até 40% de declive, oferecem exposições e terroirs diversos que dão a complexidade e a autenticidade aos vinhos ali produzidos.

 

 

Degustação – Sancerre Roger & Didier Raimbault 2006 – 100% Pinot Noir – 13% álcool

Rubi de média intensidade/profundidade com reflexos violáceos. No olfato bastante frutado com destaque para cerejas e morangos. No palato a sua entrada é bem suave, com taninos delicadamente presentes e acidez balanceada. A sua correta concentração de sabor evoca fruta vermelha madura copiosa. Apesar do álcool elevado (13%), não se mostrou nem um pouco enjoativo. Termina sem arestas. Como nos demais vinhos da La Cave Jado, este também ostenta alguma relação preço-qualidade e boa tipicidade, principalmente se confrontado com alguns borgonhas genéricos e pinots do Novo Mundo carentes dessa característica. À conferir.

Nota: 87,5/100 pts.    Preço: R$ 88,00       Importador: www.cavejado.com.br  tel 2478 2001 

Riscal 1860 Tempranillo 2002

Riscal 1860 Tempranillo: Vino de La Tierra de Castilla y Léon

Riscal 1860 Tempranillo: Vino de La Tierra de Castilla y Léon

 

A Espanha possui uma forte tradição histórica na produção de vinhos e atualmente é o país com maior área plantada com vinhedos no mundo. Seu modelo de classificação segue o modelo adotado pela União Européia, com quatro classificações principais: DOC (Denominación de Origen Calificada), DO (Denominación de Origen), Vino de la Tierra e Vino de Mesa. Para os DOC e para os DO, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são muito importantes porque contam com proteção legal. Esses termos referem-se a vinhos de qualidade superior, que estagiaram em madeira e que foram submetidos a envelhecimento nas caves antes de irem para o mercado. Esse tempo varia de seis meses a cinco anos. As principais uvas cultivadas são a Tempranillo, Garnacha, Cariñena e Graciano.

 

Nesse contexto, BODEGA HEREDEROS DE MARQUÉS DE RISCAL é um dos mais importantes produtores  do setor vitivinícola espanhol. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da tradicional região espanhola de Rioja Alta, onde se elaborava vinhos segundo métodos bordaleses. Tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de MARQUÉS DE RISCAL, com destaque para o untuoso sauvignon blanc. Seus produtos são comercializados em mais de 70 países e vem conquistando prêmios e referências na imprensa especializada. Os vinhos MARQUÉS DE RISCAL representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional.

 

 

Para o crítico inglês HUGH JOHNSON a MARQUÉS DE RISCAL é “ a mais famosa bodega de Rioja Alta; atualmente com hotel e restaurante novos, fantásticos, de projeto arquitetônico de Frank Gehry. Tintos bons e leves, com um certo estilo e um esplêndido BARÓN DE CHIREL RESERVA, feito com 50% de cabernet sauvignon. Pioneira em RUEDA com um fragrante sauvignon blanc e um limousin um pouco mais saboroso, fermentado em barril“.

 

  

Degustação

Riscal 1860 Tempranillo 2002 – 13,5% álcool – Vino de La Tierra de Castilla y Léon

Cor rubi violáceo intenso com evolução média. Olfativamente mostrou aromas potentes de caramelo, tosta e fruta em compota secundada por uma pitada de baunilha decorrente da passagem por carvalho americano por seis meses. Ótima sustentação desses aromas na taça. Na boca sua entrada é forte, quente, ainda com alguma fruta e taninos expansivos amaciados pelo tempo, ótima acidez e ao final um pequeno travo amargo que não chega a incomodar e que praticamente desaparece ao escoltar algum prato. Retrogosto levemente herbáceo. Vinho produzido com cepas tempranillo procedentes da região de Duero, portanto, fora da D.O. Rioja, de perfil moderno e que apresenta uma relação preço-qualidade bastante favorável ao consumidor. Nota (1): o exemplar degustado foi importado por “European Gourmet Brasil Imp. e Exp. Ltda.” e adquirido no Carrefour no início de 2009 numa promoção já encerrada por R$ 9,90. Algumas lojas do Carrefour da capital paulista ainda possuem garrafas da safra acima (Shopping Butantã é uma delas), contudo, nas grandes redes de supermercados as safras disponíveis são 2006/2007. Nota (2): na degustação ocorrida na SBAV em 19.09.2006, este excepcional e longevo vinho obteve o pódio numa disputa acirrada com vinhos espanhóis de categorias superiores.  Nota (3): por se tratar de um “vino de la tierra”, o que significa na legislação espanhola o equivalente da francesa que classifica os vinhos regionais como “vin de pays”, este exemplar não cumpre as exigências de uma denominação de origem, sendo ao menos em tese mais simples. Contudo, não foi o que ocorreu, comprovando a seriedade de seu produtor. Nota (4): Atual importador: Interfood.

Nota: 88/100 pts.      Preço médio: R$ 60,00 (safras 2006/7)    www.interfood.com.br

Don Melchor 2005

Don Melchor 2005: 12º lugar TOP100 Wine Spectator's 2008

Don Melchor 2005: 12º lugar TOP100 Wine Spectator's 2008 com 96/100 pts.

 

Algumas considerações sobre o Don Melchor. Trata-se de um verdadeiro clássico da vinicultura chilena, quiçá do Novo Mundo. É um emblemático cabernet sauvignon de Puente Alto – Vale do Maipo, berço dos grandes vinhos tintos chilenos. Frequenta com assiduidade a lista anual (Top 100) da publicação norte-americana Wine Spectator e recebe avaliações frequentes de Robert Parker e de outros importantes críticos mundo afora.

 

Enrique Tirado, enólogo do Don Melchor desde 1997, tem trabalhado intensamente na divisão dos vinhedos em pequenas parcelas buscando as melhores uvas de cada lote. Os vinhedos estão setorizados e são adotados todos os procedimentos que auxiliam na plena maturação das uvas eis que são realizadas pequenas podas à medida que vão ficando prontas e portanto maduras para serem colhidas; mais de cem amostras são colhidas para se chegar na mescla final que sempre tem um pequeno percentual de cabernet franc.  Atualmente, seu estilo está mais internacional, com uma boca mais elegante decorrente da diminuição das sugestões mentoladas muito presentes em alguns cabernets chilenos. Por fim, Tirado esclarece que a cada nova safra (no Chile em fevereiro foi liberada a 2006; por aqui a disponível é a 2005) o Don Melchor pretende ser um retrato fiel, a expressão maxima do melhor que se pôde fazer naquele ano e também salientou que está diminuindo a diferença qualitativa entre safras pares e ímpares por conta dos avanços tecnológicos (cabe aqui uma pequena observação: no Chile normalmente as safras ímpares são consideradas, de maneira geral, superiores às pares).

 

 

Don Melchor 2005

Origem: Chile – região: Puente Alto/Maipo – safra: 2005 – álcool: 14,5% – uvas: Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (3%) - preço: R$ 380,00- importador: Expand

Cor: rubi violáceo intenso,  profundo, brilhante com reflexos violáceos.

Nariz: abriu lentamente após trinta minutos de decantação e mostrou uma paleta aromática complexa com notas balsâmicas, licor de cassis, toques tostados, café torrado, chocolate,  tabaco e leve herbáceo. Após duas horas mostrou boa sustentação desses aromas e as tradicionais notas de compota não se fizeram presentes.

Boca: as sensações olfativas foram plenamente subscritas no palato. O álcool elevado está integrado e não sobressaiu-se, ótima acidez (gastronômica), taninos presentes, aveludados e finíssimos. Sugestões de fruta madura, pimentão e alcaçuz com muita profundidade gustativa. Trata-se de um vinho jovem, sem arestas, quase pronto para ser bebido, cuja densidade e largueza no meio de boca lhe conferem excelentes perspectivas de evolução na garrafa. Termina longo e intenso; se já dá prazer agora, sua maior característica é o que pode oferecer ao degustador no futuro (no mínimo oito/dez anos de vida pela frente). Decante-o antes de servir. 

Nota: 92/100 pts.++  Degustado em 07.09.2009

 

Abaixo a descrição e pontuação que lhe foi dada pela revista norte americana Wine Spectator’s:

 

 

Don Melchor 2005 – Wine Spectator Advance, 9/4/2008
This is still very tight, but the tannins that lead the way now are sleek and refined, and should easily meld into the huge core of roasted chestnut, black currant paste, warm fig and tar. Has a long, coffee- and loam-tinged finish. Best from 2009 through 2019. From Chile.J.M.  96 points

 

 

Degustação de Vinhos promovida pelo ProChile em São Paulo

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No último dia 25 de agosto, a representação supramencionada que tem por função apresentar ao setor especializado em enogastronomia o que está acontecendo com o vinho chileno na atualidade, realizou nas dependências do Espaço Rosa Rosarum (Capital/São Paulo), mais uma degustação de vinhos e também de azeites. Desde 2004 já se tornou tradição, no começo do segundo semestre, a realização dessa feira, em conjunto com vinícolas interessadas em vender seus vinhos no Brasil ou que estão buscando novos importadores. É bom ressaltar que desde 2005 o vinho chileno é o líder de vendas e no ano passado seu crescimento foi mais expressivo ainda, com a importação pelo Brasil de US$ 50 milhões de dólares.

 

Outro destaque da feira foi a apresentação de produtores de azeite de oliva, produto chileno que vem ganhando destaque por conta de inúmeros prêmios internacionais obtidos nos EUA e Itália.

Expositores em São Paulo: Alempue/Clos Andino, Apaltagua, Bisquertt, Caiterra, Cantaluna, Casa Marin, Casa Tamaya, Casas del Bosque, Chequen, Concha y Toro, Corpora, Errazuriz Ovalle, Folatre, Haut Vol Wines, Hugo Casanova, Indômita, Kankura, Lauca, La Ronciere, Los Nogales, Maipo, Mayu, MontGras, Odfjell, Ravanal, San Pedro, Segu, Siegel, Sucre, Terranoble, Top Wine (La Playa), Torreón de Paredes, Tres Palácios, Valdivieso e Viu Manent.

Azeites: Aura, Moneteolivo, Nova Oliva, Ollave (Valle Grande), Oliovalle, Olisur, Olivos, Ruta de Sol e Olivares de Quepú.

Abaixo a relação de alguns vinhos degustados:

 

Veo Grande Cabernet Sauvignon/Syrah 2007 (60% e 40%) - Boa complexidade, denso, macio. 87/100

Veo Grande Cabernet Sauvignon Gran Reserva 2008 - Compota (goiabada) no nariz e boa tipicidade na boca.  87/100

Casa Viva Cabernet Sauvignon. Fácil de beber, taninos macios. 86/100

Casas del Bosque Sauvignon Blanc 2007- Campeão da ExpoVinis 2008, já apresenta sinais de perda da intensidade olfativa, bom frescor e discreto travo vegetal com boa tipicidade. 86/100

Casa Marin Sauvignon Gris 2007 – Aromas vegetais secundado por notas florais típicas, boca concentrada com elegância pouco comum para os exemplares dessa casta, acidez delicada, ótimo frescor com boa mineralidade. 14,5% de álcool integrado com os demais elementos. 89/100

Lo Abarca Pinot Noir 2003 – Aromas evoluídos com sugestões típicas da casta (caça, couro, sous bois) e boca a subscrever o nariz. Está no auge e apresenta boa tipicidade dessa difícil casta no Novo Mundo. 88/100

Miramar Syrah 2005 – Novidade da casa trata-se de um syrah de clima frio que se mostrou consistente, rugoso, com especiarias e taninos muito finos. Longo e intenso termina sem arestas. 87/100

Cartagena Carménère 2008 - Com apenas 12,5% de álcool, é um carménère que se destaca por conta de sua maciez e madeira bem casada com a fruta. 86/100

Sucre Reserva Syrah Maule 2008 – feito sob a supervisão de Ângela Mochi, que comanda a importadora Wine Company é um syrah do Vale do Maule, o mais extenso e uma das regiões que possui as parreiras mais antigas do Chile. Balsâmico no nariz e picante na boca, de boa tipicidade e atraente relação preço-qualidade. 87/100

Lauquita Sauvignon Blanc Maule 2009 – aromas florais, maracujá e bom frescor na boca com leve travo vegetal. Boa tipicidade da casta no quente Vale do Maule. 86/100

Caliterra Sauvignon Blanc Single Vineyard Valle de Leyda 2008 – intensos aromas de maracujá, aspargos e grama cortada. Boca rica, ótimo frescor e notas minerais. 87,5/100

Caliterra Merlot Reserva 2008 – Fino, elegante, redondo e delicado, um merlot de personalidade e tipicidade. 88/100

Caliterra Tributo Cabernet Sauvignon 2007 – Aromas intensos de frutas vermelhas, taninos em evidência e final duradouro. 87,5/100

Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc 2006 – intenso na cor, complexo no nariz e na boca estruturado, denso, redondo e principalmente muito equilibrado, é um cabernet franc muito consistente que varia muito pouco a cada safra. Vinho exemplar e que mostra toda tipicidade da casta no Novo Mundo. 89,5/100

Valdivieso Malbec Reserva 2007 – olfato com notas de ameixas, boca potente, tânica e final adstringente. Mesmo assim mostrou alguma tipicidade da casta no Chile. 85/100

Valdivieso Merlot Reserva 2006 – outro merlot interessante feito com uvas de um dos principais vales chilenos: Colchagua. Mineral, redondo, elegante, com fruta suave e final harmônico. 88,5/100

Valdivieso Eclat 2005 – corte de Carignan, Mourvédre e Syrah, lembra um bom vinho do Rhône, com muita fruta, especiarias, acidez rica e final intenso e suave com muita finesse. Um dos melhores vinhos da feira. 90/100

Montgras Quatro 2007 – aromas vegetais, boca rica, intensa e equilibrada. 86/100

Ninquen Cabernet Sauvignon 2005 – Os vinte e oito meses de barrica estão bem presentes no nariz (caramelo, café torrado e cravo) e na boca densa, rugosa, intensa com taninos em profusão e acidez mediana. 86/100

Degustação da SP Gourmet Vinhos na SBAV-SP

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Sobre o apresentante: Georges Plaskocinski conduziu o evento com serenidade, intercalando a exibição em Power Point com a degustação dos vinhos. Simpático, respondeu indagações acerca da produção dos vinhos, passagem por madeira, etc.

 

Também concedeu substancial desconto de 25% sobre os valores de tabela e prometeu uma nova degustação para novembro, desta vez com os Champagnes Angel Dust – Michel Gonet.

 

Sobre a degustação: de fato os vinhos produzidos no Noroeste da Argentina agradaram. Diretos, com fruta limpa e madeira dentro do aceitável. Taninos macios, acidez balanceada e principalmente tipicidade. Na ala dos mendocinos, o destaque ficou por conta do Bonarda, macio, redondo, frutado e fácil de beber. Por ter perfil moderno se distanciou de outros bonardas platinos, normalmente rústicos e com alguma aspereza. Uma boa escolha por preço razoável. 

 

 A seguir a relação dos vinhos degustados por este redator e pelos experientes degustadores José Luiz G. Pagliari, Paulo Guerra, Gilberto Medeiros e Rodrigo Mammana, cujas médias das notas seguem abaixo:

 

 

LAS PIEDRAS ROSÉ

Origem: Argentina – região: Mendoza – safra: 2008 – álcool: 12,7% uva: malbec – preço: R$ 38,00 (vendido com desconto por R$ 29,00) – Cor salmão límpido, brilhante e intenso. Nariz frutado a evocar notas cítricas – tangerina/toranja. Na boca bom frescor, acidez picante, corpo magro com baixa persistência. Termina com um discreto amargor. Vinho simples, festivo e fácil de beber. Bom para aperitivos.

Nota: 82/100 pts.

 

 

DON DIEGO CELSIUS – ORGÂNICO

Origem: Argentina – região: Fiambalá/Catamarca – safra: 2008 – álcool: 13,9% – uvas: Syrah (60%), Cabernet Sauvignon (30%) e Malbec (10%) – preço: R$ 34,00 (vendido com desconto por R$ 26,00) Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Nariz herbáceo com pitadas de condimentos (pimenta, cardamomo, etc), ligeiro esfumaçado e leve sobra de álcool. Boca tânica (boa qualidade), alguma mineralidade, boa concentração de sabor com razoável presença de fruta madura, acidez balanceada e final limpo sem adstringência. Boa persistência. Fácil de beber, agradou porque é um vinho sem arestas e sem pretensões. Beber já ou até o fim de 2010. Atraente relação preço-qualidade. Nota: 86/100 pts.

DOLCE STEFANIA BONARDA

Origem: Argentina – região: Mendoza – safra: 2007 – álcool: 13% – uva: Bonarda – preço:

R$ 40 (vendido com desconto por R$ 30) – Rubi intenso com reflexos violáceos. Nariz complexo com sugestões de alcaçuz, ameixa madura, ligeiro tostado e uma leve notinha de frutas vermelhas. Boca que subscreve o nariz com taninos de qualidade superior à média dos bonardas, corpo bom, bastante frutado, macio e redondo. Ótima tipicidade. Termina levemente adocicado, sem rusticidade e devido a sua boa acidez mostrou aptidão gastronômica. Prazeroso, seu perfil é superior à maioria dos bonardas encontrados nos supermercados. Possui um rótulo bonito que lembra alguns vinhos italianos. Além de suas qualidades intrísecas, destaca-se no quesito preço-qualidade. À conferir.

Nota: 87/100 pts.

 

 

 

 

 

DON DIEGO CABERNET SAUVIGNON ROBLE – ORGÂNICO

Origem: Argentina – região: Fiambalá/Catamarca – safra: 2007 – álcool: 14,5% – preço: R$ 48,00 (vendido com desconto por R$ 36) – Apresentou muito boa tipicidade da casta no noroeste da Argentina e de certa forma surpreendeu por isso. Cor rubi intenso, profundo com brilho e intensidade. Boa expressão aromática com notas mentoladas, tabaco, groselha sobre um fundo madeirado e crocante. Pronto para o copo, na boca se destacou por conta de seu frescor, taninos firmes e de grande personalidade. Denso, rugoso, largo, com acidez correta e sem a super concentração de alguns vinhos modernos, tem álcool elevado porém integrado. A madeira está bem colocada (seis meses em barricas francesas e americanas) e lhe dá boa complexidade. Com o tempo deverá arredondar-se ainda mais. Muito boa concentração de sabor sem aspereza ou amargor, apenas um leve travo herbáceo característico da casta no Novo Mundo. Deve crescer à mesa, principalmente com chivito asado ou queijos de ovelha.  Ótima relação preço-qualidade. Obteve **** Austral Spectator 2009. À conferir. Vai evoluir bem na garrafa nos próximos 2/3 anos. Guloso, seu perfil é distinto dos cabernets de Mendoza, vale à pena experimentar.

Nota: 88/100 pts.   

 

 

 

DON DIEGO SYRAH RESERVA – ORGÂNICO NÃO FILTRADO

Origem: Argentina – região: Fiambalá/Catamarca – safra: 2007 – álcool: 14,5% – preço: R$ 54,00 (vendido com desconto por R$ 41) – Com produção reduzida (apenas 7.200 garrafas), este syrah de Catamarca tem cor idêntica à do vinho anterior. No olfato sugestões tostadas secundadas por marmelada, mentol e toques de resina. Depois de algum tempo um toque selvagem (a lembrar estrebaria) que se repetiu no palato picante, estruturado, de taninos potentes, doces e de boa qualidade.  Acidez mediana e álcool elevado sem perturbar o conjunto. Sabor concentrado, profundo, intenso com fruta madura e uma nota tostada (madeira). Termina com uma pitada de especiarias. Para preservar aromas e sabores não foi filtrado. Apresenta condições de evolução na garrafa. Por força de sua estrutura sólida deve compatibilizar com empanadas picantes. À exemplo da amostra anterior o seu preço também não se afigura exagerado. Obteve **** Austral Spectator 2009 e foi mencionado no Guia Descorchados 2009: entre os 10 syrah argentinos. Amadureceu um ano em barricas americanas e francesas. Também apresenta algum potencial de guarda e mostrou boa tipicidade da casta no Noroeste da Argentina.

Nota: 87/100 pts.

 

 

 

NAIARA MALBEC RESERVA

Origem: Argentina – região: Mendoza – safra: 2006 – álcool: 13,8% – preço: R$ 64,00 – (vendido com desconto por R$ 48,00) – Rubi violáceo intenso, profundo e sem halo de evolução. Nariz unidimensional com ligeiro mentolado. Na boca a sua entrada é forte e revela um vinho estruturado, de taninos secantes, álcool em evidência e acidez baixa. A madeira está presente e encobre a fruta. No palato, apresenta e intenso do que no olfato. Termina adstringente e por ter sido produzido numa safra considerada das melhores na Argentina nos últimos anos (2006), poderá apresentar boa evolução na garrafa nos próximos meses/anos. Deve melhorar com comida.

Nota: 83/100 pts.