Daily Archives: 28/02/2010

Cabo de Hornos Cabernet Sauvignon 2005: um dos grandes tintos chilenos

Vinho ícone da Viña San Pedro

Vinho ícone da Viña San Pedro

A Viña San Pedro começou a desenvolver o vinho Cabo de Hornos no início dos anos noventa, a partir de vinhas velhas de Cabernet Sauvignon do Vale Curicó. O Cabo de Hornos sempre demonstrou caráter próprio e estilo individual. Tanto que desde a primeira colheita em 1994 até 2002, foi obtido exclusivamente de Cabernet Sauvignon.

Hoje, em razão do crescimento do Cabo Hornos e em parte devido à procura constante do aprimoramento da qualidade por parte do enólogo-chefe da Viña San Pedro, Marco Puyó, houve a inclusão de pequenas parcelas de Syrah e Malbec (safra 2006, respectivamente 15% e 5%), oriundas dos vales do Alto Cachapoal, do Maipo e do Maule. As parcelas mais antigas de Cabernet Sauvignon continuam a ser o seu fundamento básico porque lhe possibilita grande concentração de fruta, equilíbrio e harmonia.


Safra 2005

A colheita desta temporada aconteceu durante a primeira semana de maio, sob condições climáticas que permitiram a colheita da uva na maturação ideal, na ausência de chuva ou outras dificuldades. A safra pode ser considerada muito boa para a sua elaboração.

Amadurecimento

O vinho é armazenado em barris de carvalho francês por 18 meses. Após esse período de guarda, é engarrafado sem filtragem para preservar toda sua concentração e continua amadurecendo por mais um ano na garrafa antes de ser liberado para o mercado.



Degustação – Cabo de Hornos 2005 – 14,7% álcool – 90% Cabernet Sauvignon (Molina), 7% Cabernet Sauvignon (Cachapoal) e 3% Syrah (Alto Cachapoal) – World Wine – R$ 220,00 – tel 011 3383 7477
Cor: rubi violáceo quase negro.

Aromas: no início uma forte nota de baunilha domina o conjunto. Depois, surgem os típicos da Cabernet Sauvignon com fruta madura, cassis, madeira tostada e tabaco.

Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa. Encorpado, a primeira impressão é a de aquecer o palato por conta de seu álcool elevado. A madeira vem em primeiro lugar e encobre a fruta, que se apresenta na forma de amoras e ameixas em calda. Longo, intenso, é também forte, aveludado e reivindica alguns anos na garrafa (é reconhecidamente longevo) para que a madeira seja totalmente absorvida pela fruta. Não podemos olvidar que seu estilo conta com um leque amplo de seguidores e no palato, chega a ser guloso porque convida para o próximo gole, apetece beber.

Avaliação: 88/100 pts. +