
Vinho ícone da Viña San Pedro
A Viña San Pedro começou a desenvolver o vinho Cabo de Hornos no início dos anos noventa, a partir de vinhas velhas de Cabernet Sauvignon do Vale Curicó. O Cabo de Hornos sempre demonstrou caráter próprio e estilo individual. Tanto que desde a primeira colheita em 1994 até 2002, foi obtido exclusivamente de Cabernet Sauvignon.
Hoje, em razão do crescimento do Cabo Hornos e em parte devido à procura constante do aprimoramento da qualidade por parte do enólogo-chefe da Viña San Pedro, Marco Puyó, houve a inclusão de pequenas parcelas de Syrah e Malbec (safra 2006, respectivamente 15% e 5%), oriundas dos vales do Alto Cachapoal, do Maipo e do Maule. As parcelas mais antigas de Cabernet Sauvignon continuam a ser o seu fundamento básico porque lhe possibilita grande concentração de fruta, equilíbrio e harmonia.
Safra 2005
A colheita desta temporada aconteceu durante a primeira semana de maio, sob condições climáticas que permitiram a colheita da uva na maturação ideal, na ausência de chuva ou outras dificuldades. A safra pode ser considerada muito boa para a sua elaboração.
Amadurecimento
O vinho é armazenado em barris de carvalho francês por 18 meses. Após esse período de guarda, é engarrafado sem filtragem para preservar toda sua concentração e continua amadurecendo por mais um ano na garrafa antes de ser liberado para o mercado.
Degustação – Cabo de Hornos 2005 – 14,7% álcool – 90% Cabernet Sauvignon (Molina), 7% Cabernet Sauvignon (Cachapoal) e 3% Syrah (Alto Cachapoal) – World Wine – R$ 220,00 – tel 011 3383 7477
Cor: rubi violáceo quase negro.
Aromas: no início uma forte nota de baunilha domina o conjunto. Depois, surgem os típicos da Cabernet Sauvignon com fruta madura, cassis, madeira tostada e tabaco.
Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa. Encorpado, a primeira impressão é a de aquecer o palato por conta de seu álcool elevado. A madeira vem em primeiro lugar e encobre a fruta, que se apresenta na forma de amoras e ameixas em calda. Longo, intenso, é também forte, aveludado e reivindica alguns anos na garrafa (é reconhecidamente longevo) para que a madeira seja totalmente absorvida pela fruta. Não podemos olvidar que seu estilo conta com um leque amplo de seguidores e no palato, chega a ser guloso porque convida para o próximo gole, apetece beber.
Avaliação: 88/100 pts. +









Jeriel amigo, saúde.
Experimente um 1999 e veja a diferença, eles estavam muito à frente antes “secondo me” claro, o vinho não exagerava em madeira, era mais bordeaux que hoje, um dos melhores chilenos que experimentei até hoje, mas depois de 2003 eles mudaram a rota e ficaram muito modernos. Tente achar um 1999. Se eu achar te convido. Bacio.
Didú,
A sua observação é pertinente. Vc já havia falado isso numa das degustações da Divino. De fato mudaram totalmente o estilo do vinho. Cheguei a provar safras mais antigas,
inclusive a espetacular 1999. O vinho lembrava um “margaux” de tão elegante, sedoso e macio que era. Pelo que me informei, parece-me que o estilo atual é responsabilidade do enólogo-chefe da San Pedro, veja: “Al mando de Marco Puyó, la gigante San Pedro ha tomado un rumbo absolutamente comercial, con vinos en los que la madera es la que predomina y que también gozan de una certa madurez, vinos que agradan a cierto publico. Nuestra opinión es que, a pesar que nos es el ideal del Descorchados 2009….”
Acho que depois do trecho acima dá para entender o que fizeram com esse que já foi um dos melhores vinhos chilenos, não é verdade?
abraço e obrigado pela visita
Jeriel
Que beleza, ainda tenho uma garrafa do 1999.
Beba-o ao lado do 2005 e veja quanta diferença!
abç
Jeriel