Monthly Archives: fevereiro 2010

Fabian Brut Champenoise: um espumante nacional fora de série

Espumante Fabian Brut: simplesmente imbatível na sua faixa de preço

Espumante Fabian Brut: simplesmente imbatível na sua faixa de preço

O Brasil vem se destacando na produção de espumantes. Vozes entusiasmadas apregoam que já somos o segundo melhor produtor do mundo. Nem tanto. Apenas por curiosidade, menciono os posts de 25 de setembro de 2009 – “Duelo de Espumantes” e 14 de dezembro de 2009 “Esvaziando a Adega – 17a. Edição”. Nas referidas degustações os vinhos nacionais derraparam. Confira. De outra parte, pode-se afirmar com segurança que espumantes nacionais atingiram um nível de qualidade que os vinhos tranquilos ainda estão longe de conseguir.E, para corroborar esta assertiva, o vinho escolhido foi o Fabian Brut Champenoise, produzido em Nova Pádua, Serra Gaúcha -11,3% álcool- Cantina de Vinhos Fabian Ltda., em São PauloAOC Vinhos do Brasil, Rua Professor Atilio Innocenti, 970. Vila Olímpia, São Paulo, tel.: (11) 3044-1697 – R$ 37,00, que não decepcionou nem um pouco.

 

 

 

 

O seu contra-rótulo informa que:

“No final do século XIX a Família Fabian imigrou da Itália para a região dos vinhos dos Altos Montes no município de Nova Pádua – RS. Por ter suas origens na França o símbolo da Flor de Lis caracteriza a marca. Aliando-se tradição, técnica e paixão criamos o FABIAN INTUIÇÃO BRUT é elaborado a partir da variedade de uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo processo de fermentação na própria garrafa. Apresenta notas complexas de frutas, especiarias que conferem fineza ao aroma. De paladar elegante por seu frescor, estrutura, final rico e persistente. Temperatura ideal para consumo: 5 a 7°C”

 

Degustação – Espumante Fabian Brut Champenoise

Cor: palha claro brilhante com reflexos levemente dourados. Perlage delicada com borbulhas pequenas em grande quantidade.

Aromas: típicos com leveduras, brioches, fruta madura e ligeiro tostado. Às cegas facilmente poderia ser confundido com um espumante do Velho Continente.

Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa, frescor e balanço. Sua acidez é deliciosamente crocante e nos dias quentes do verão, serve como acompanhamento de aperitivos.

Avaliação: 88/100 pts.

 

Quatro Sauvignons e um Albariño do Novo Mundo degustados na praia

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O primeiro: Mapema Sauvignon Blanc 2008 – Mistral – R$ 34,22 (2009)

No portal da Mistral consta que: “Elaborado com uvas de vinhas de quase 30 anos de idade, plantadas em pé franco a quase 1.200m de altitude, é um branco intenso e fresco, com cativantes notas florais. Uma pequena parcela do vinho (8%) é maturada em barricas de carvalho de segundo uso, deixando o branco mais exuberante e complexo.” Análise organoléptica: Exibiu cor típica da casta e no nariz aromas florais e de frutas brancas (pêra e melão) e pêssego sobre um fundo discretamente herbáceo. Na boca acidez firme, fruta evidente, álcool na medida e ausência de travo amargo, muito comum nos sauvignons platinos. Um vinho fresco e muito agradável, que termina redondo e sem arestas. Ótima relação preço-qualidade.

Avaliação: 88/100 pts.

O segundo: Leyda Sauvignon Blanc 2005 – Grand Cru – R$ 55,00 (2008)

Esse é um dos prediletos de quem escreve, porém, apesar de sua cor estar normal, o vinho já dava sinais de “cansaço” (talvez mal conservado), sem os tradicionais aromas de grama cortada e maracujá, apenas uma pontinha herbácea confirmada no palato, de médio corpo e discreto frescor com leve mineralidade. Mesmo assim, um vinho interessante, de bom corpo e de final satisfatório.

Avaliação: 85/100 pts.

O terceiro: Vieja Parcela Reserva de la Família Sauvignon Blanc 2008 – WW – R$ 73,00

O Uruguai ultimamente tem se destacado com seus brancos e este não é exceção. Análise organoléptica: palha claro quase translúcido. Aromas finos e delicados a confirmar a tipicidade da casta, com notas de pêssego, melão sobre um fundo floral. Na boa repete o nariz com leve toque herbáceo. Tudo no lugar certo, sem nenhum exagero. Fruta, acidez e álcool se entrelaçam harmonicamente e formam um conjunto onde o frescor dá o tom. Termina com discretíssimo amargor que não incomoda.

Avaliação: 87/100 pts.

O quarto: Single Peak Sauvignon Blanc Malborough 2007 – Vinhos do Mundo – R$ 70,00

Confirmou o favoritismo e ganhou a peleja. A Nova Zelândia é o país do Novo Mundo que mais se destaca com essa casta. Depois, somente o Chile consegue fazer alguma coisa parecida, mas acredito que em pouco tempo poderá rivalizar com o país integrante do “Commonwealth”. Análise organoléptica: palha com reflexos esverdeados. No olfato despontam aromas minerais, aspargos, grama cortada e maracujá. Na boca ratifica o nariz e exibe frescor cítrico elevado e não dá mostras de cansaço. Macio, suculento, redondo, persistente é um vinho guloso que justifica a fama da casta na Nova Zelândia. Ainda aguenta um ano na garrafa.

Avaliação: 89/100 pts.

Na foto que ilustra este post, o quarto vinho da esquerda para direita é o Bouza, Albariño Uruguaio da Decanter, por R$ 81,30 que não foi degustado com os sauvignons, mas antes “de per si”. Análise organoléptica: Amarelo palha. No nariz o ataque inicial é floral (flores brancas). Após, as frutas tropicais dominam o conjunto com maçã verde, pêra, pêssegos e mel. Na boca é denso, estruturado, fresco, intenso e longo. Álcool, acidez e fruta entrelaçados harmonicamente a resultar num vinho equilibrado de feição gastronômica (talvez bacalhau). Um vinho de notável tipicidade (há quem diga que não) que facilmente poderia ser eleito como o melhor branco cisplatino, todavia, prefiro fazer essa afirmação após provar outros brancos do país vizinho, que a cada ano vem surpreendendo seus admiradores. Tenho notícia de que confrontado com vinhos ibéricos fez bonito (enoeventos).

Avaliação: 90/100 pts.

Segundo Encontro Enoblogs – Degustação de Borgonhas Biodinâmicos do produtor Domaine Ballorin & Fils da Importadora Santa Ceia – SP

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Na noite de 04 de fevereiro de 2010, quem escreve essas linhas juntamente com Alexandre Frias, Beto Duarte, Cristiano Orlandi, Daniel Perches~, reunidos no Empório Vila Buarque, sito à Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 011 3214 – 2241. A iniciativa partiu do Beto Duarte que conhece o produtor de perto, Giles Ballorin.

Estiveram presentes:

 

Alexandre Friaswww.diariodebacco.com.br

Beto Duarte blog papodevinho.blogspot.com

Daniel Percheswww.vinhosdecorte.com.br

Cristiano Orlandiblog vivendovinhos.blogspot.com

 

 

O local é um misto de café, adega e bistrô. Com mais de 130 rótulos, possui uma enorme adega climatizada para garantir que os vinhos sejam degustados na temperatura de serviço. O local é charmoso, descontraído e fácil de chegar e estacionar. Arrisco a dizer, sem medo de errar, que é ideal para o recebimento de Confrarias de Enófilos. Confraternizações também poderão ser realizadas no Empório Vila Buarque – A Casa dos Vinhos, eis que o espaço é amplo e confortável.

 

O menuservido:

 

Vou-La-Van de pasta de cereja com ricota

Queijos Emmenthal e Gruyéere

Nhoque com polpetone

 

A cozinha ficou a cargo da colaboradora do empório Sayonara e o apoio do serviço do vinho por conta do Marcos Silva.

 

 

 

 

Abaixo impressões dos vinhos degustados. Os preços mencionados são praticados pelo Empório Vila Buarque. Todos os borgonhas provados são biodinâmicos certificados, de colheita manual em caixas de vinte quilos e as uvas passam por maturação completa e triagem minuciosa. Madeira: um ano em barrica francesa e importação da www.santaceia.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marsannay Rosé Chez Rosa “Coeur de Rosé”

Domaine Ballorin & Fils – Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Pinot Noir – região: Morey-Saint-Denis – preço: R$ 95,00 – atraente cor laranja brilhante e límpida. No olfato finesse e elegância com notas florais (lavanda). Após um leve terroso e almíscar. O morango dominou o conjunto em seguida. Boca que confirma o olfato, untuosa e de acidez delicada, leve sugestão terrosa com um pequeno amargor ao final. É um Rosé exótico que agrada por seu equilíbrio e untuosidade.

Avaliação: 87/100 pts.

 

 

Bourgogne Passetoutgrains “Lê Téméraire” – Domaine Ballorin & Fils – Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uvas: Pinot Noir (70%) e Gamay (30%) - região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 92,00 – sem muita concentração de cor, apresentou aromas com predomínio de frutas vermelhas como cerejas e morangos com boa sustentação e leve sobra de álcool. Na boca apresentou média concentração de sabor com prevalência de notas cítricas sustentadas por boa acidez. Os taninos estão de acordo com a proposta do vinho e não destoam do conjunto. Ligeiramente curto deixa uma nota adocicada no palato ao final. Deve ir bem com charcutaria.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

Bourgogne Pinot Noir “Le Bon” – Domaine Ballorin & Fils

Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Pinot Noir – região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 110,00 – cor típica da casta sem halo de evolução. Aromas tradicionais com morango prevalecendo sobre uma discreta nota terrosa e de couro. Boca que subscreve plenamente o nariz com taninos discretos de ótima textura. A fruta está presente e lhe dá personalidade e sobretudo tipicidade. Acidez gastronômica. Guloso e muito fácil de ser bebido, seguramente possui atributos para ser um verdadeiro campeão na sua categoria “Bourgogne Pinot Noir”. Apesar de não ser barato, tem relação preço-qualidade. Beber ou guardar.Degustado pela segunda vez num curto espaço de tempo demonstrou consistência.

Avaliação: 90/100 pts.

 

 

 

 

Côte de Nuits Villages – Domaine Ballorin & Fils

Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Pinot Noir – região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 126,00 – rubi granada de média concentração. No olfato aromas complexos com camadas de morangos sobre toques de especiarias e minerais. Boa evolução na taça com persistência da fruta. Na boca apresentou ótima concentração de sabor com prevalência de notas frutadas sustentadas por acidez salivante. Os taninos são bem finos e completam o conjunto conferindo-lhe distinção e equilíbrio. Nitidamente gastronômico se constitui numa boa opção para aves em geral. Um dos campeões da noite, inclusive na relação preço-qualidade porque vale à pena ter ao menos umas duas garrafas na adega.

Avaliação: 91/100 pts. +

 

 

 

Fixin “Les Cheveniéres” – Domaine Ballorin & Fils

Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12% – uva: Pinot Noir – região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 249,00 – cor semelhante à do anterior com um pouco mais de brilho. Seus aromas saltam da taça e conferem-lhe tipicidade ímpar com profusão de morangos sobre um fundo defumado, couro novo e ligeiro tostado. Longo, intenso e profundo, foi um dos expoentes da noite. Terminou como começou, fresco, macio e aveludado convidando para o próximo gole. Muito gostoso, tem longa vida pela frente. Deve crescer ainda mais à mesa.

Avaliação: 92/100 pts. +

 

 

 

 

Nuits de Saint Georges “Les Damodes” – Domaine Ballorin & Fils – origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Pinot Noir – região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 349,00 – cor parecida com a do vinho anterior. Nariz mais contido do que o Fixin mas por isso não menos complexo: rosas, fruta madura, madeira ainda em evidência, leve sous bois a formar um conjunto bastante atraente. A boca confirma as sensações olfativas porque é rugosa, com taninos jovens, delicados contrabalançados pelo frescor proporcionado pela acidez gastronômica. Fruta e madeira em integração. De todos o mais encorpado e com melhor perspectiva de afinamento na garrafa.

Avaliação: 91,5 pts. ++

La Cave Jado na SBAV-SP: desta vez o vinho que se destacou foi o Côtes du Rhône Domaine de La Graveirette 2006 com 88,5/100 pts. por R$ 67,00

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A degustação contou com fartas explicações de quem foi às regiões, visitou as vinícolas e escolheu os melhores vinho por custo-benefício. Além disso, cabe ressaltar que nenhum vinho (tranquilo) ultrapassa a casa dos R$100 e o grande campeão da noite foi o delicioso Côtes-du-Rhône Domaine de la Graveirette safra 2006.

O contato com a La Cave Jado pode ser feito através do tel. 2478-2001, São Paulo, SP ou 3030-7119 ou pelo portal www.cavejado.com.br

Cuvée Farandole 2006

Chateau Joliet – VDP Comté Tolosan – François D’Aubert

Origem: França – álcool: 12% – região: Sudoeste – uvas: Müscadelle – preço: R$ 44,00 – A Muscadalle é uma uva da família da Muscat. Seu aroma costuma ser de frutas de sumo, cítrico. Muito utilizada em Bordeaux para brancos secos e doces. Nunca ultrapassa 10% numa mistura que tradicionalmente recebe Sémillon e Sauvignon Blanc. Já em Monbazillac sua participação é mais expressiva. Análise organoléptica: palha esverdeado brilhante. Boa paleta aromática com sugestões florais e um leve toque de abacaxi fresco. Ao longo da degustação apresentou média sustentação. Na boca a sua entrada revelou maciez, médio frescor num corpo ligeiro com certo amargor vegetal. É um vinho didático, que surge como opção para quem deseja conhecer a casta. Deve crescer à mesa e serve com exemplo da Muscadelle, uma uva que entra em proporções reduzidas no corte do Bordeaux branco para aportar-lhe aroma. Foi um pouco prejudicado pelo serviço eis que servido fora da temperatura normal.

Avaliação: 83/100 pts.

Chablis 2008

Jean-Pierre Alexandre Ellevin – Origem: França – safra: 2008 – álcool: 12,5% – região: Borgonha – uva: Chardonnay – preço: R$ 88,00 – Palha na transição para o dourado brilhante e de boa intensidade. Nariz interessante, a revelar boa tipicidade com o tradicional acento mineral acompanhado por notas cítricas e de mel. Boca que repete a mineralidade do nariz, ligeira untuosidade, corpo pleno, bom frescor e final intenso com leve doçura e ausência de amargor.

Avaliação: 86/100 pts.

C de BY 2008

Cote de Brouilly – Pierre André Dumas

Origem: França – álcool: 12,8% – região: Beaujolais/Cotes de Brouilly – uva: Gamay – preço: R$ 66,00 – Atraente cor pêssego/salmão brilhante. Muito agradável no olfato com notas de frutas vermelhas em profusão e leve adocicado. Ao contrário do sinalizado no olfato, na boca é escorregadio com morangos e cerejas e uma nota de mineralidade num corpo ligeiro e de boa acidez, sem doçura ou açúcar residual. Por conta de seu frescor é uma boa pedida para os dias quentes do verão.

Avaliação: 83,5/100 pts.

Cuvée Melodie 2006

Chateau Joliet – VDP Comté Tolosan – François D’Aubert

Origem: França – álcool: 12,5% – região: Sudoeste/Fronton – uvas: Negrette (55%), Cabernet Franc (25%), Syrah (15%) e Gamay (5%) – preço: R$ 49,00 – Vermelho rubi intenso com alguma intensidade. Paleta aromática intensa e complexa com notas animais, couro, tostado, alcaçuz e depois de algum tempo uma discreta nota floral. Boca quente, adstringente, potente, expansiva e de boa acidez. Terminar rústico e salivante. Deve melhorar à mesa.

Avaliação: 85,5/100 pts.

Sancerre Roger & Didier Raimbault 2007 – Pinot Noir (100%) – 12,5% álcool – R$ 89,00

Rubi de média intensidade/profundidade com reflexos violáceos. Fechado no olfato. Uma leve nota frutada com destaque para cerejas e morangos sobre um fundo herbáceo. No palato a sua entrada revela um vinho cheio, rugoso, taninos presentes de boa qualidade e acidez balanceada. A sua correta concentração de sabor evoca fruta vermelha madura. Álcool na medida. Termina com discreta adstringência. Como nos demais vinhos da La Cave Jado, este também ostenta alguma relação preço-qualidade e tipicidade, principalmente se confrontado com alguns Borgonhas Genéricos e Pinots do Novo Mundo carentes dessa característica. Por fim, destaco que o exemplar da safra anterior esgotada recentemente era mais elegante.

Avaliação: 86,5/100 pts.

Millésime 2006

Domaine de la Graveirette
Origem: França – álcool: 13,5% – região: AOC Côtes-du-Rhône – uvas: Grenache (50%) e Syrah (50%) – preço: R$ 67,00

Vermelho púrpura intenso e profundo. Nariz delicioso com fruta em compota e leve nota de geléia de frutas vermelhas a denunciar bom frescor. Na boca, a sua entrada é quente e revela o seu elevado teor alcoólico, taninos finos, doces, corpo pleno, ótima acidez, macio, alcoólico, estruturado (Grenache), potente, pleno de fruta e frescor com sugestões de groselha, amoras, ameixas, especiarias (Syrah), boa persistência gustativa e retrogosto com notas adocicadas. Potente e sedoso, é um vinho agradável, de perfil moderno com bastante valorização da fruta e que se destaca por sua relação preço-qualidade. Aconselha-se decantar. Apresenta capacidade de evolução na garrafa. Segundo informação do importador recebeu 89/100 pts. de Robert Parker.

Avaliação: 88,5/100 pts.

Dois vinhos surpreendentes da Santa Ceia – Vinhedo/SP

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A importadora Santa Ceia está estabelecida em Vinhedo e tem um portfólio interessante, com alguns vinhos italianos e franceses de ótima procedência.

Na noite de 04 de fevereiro de 2010, quem escreve essas linhas juntamente com Beto Duarte, Cristiano Orlandi e Daniel Perches, reunidos no ótimo Empório Vila Buarque, sito à Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 3214 – 2241.

Estiveram presentes:

Beto Duarte
papodevinho.blogspot.com
betoduarte66@terra.com.br

Daniel Perches
www.vinhosdecorte.com.br
daniel@vinhosdecorte.com.br

Cristiano Orlandi
vivendovinhos.blogspot.com
cristiano.orlandi@uol.com.br

 

O local é um misto de café, adega e bistrô. Com mais de 130 rótulos, possui uma enorme adega climatizada para garantir que os vinhos sejam degustados na temperatura de serviço. O local é charmoso, descontraído e fácil de chegar e estacionar. Arrisco a dizer, sem medo de errar, que é ideal para o recebimento de Confrarias de Enófilos. Confraternizações também poderão ser realizadas no Empório Vila Buarque – A Casa dos Vinhos, eis que o espaço é amplo e confortável.

 

Abaixo impressões sobre os vinhos degustados. Os preços mencionados são praticados pelo Empório Vila Buarque:

 

 

 

Bourgogne Pinot Noir “Lê Bon” – Domaine Ballorin & Fils

Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% – uva: Pinot Noir – região:Morey-Saint-Denis – preço: R$ 110,00 – cor típica da casta sem halo de evolução. Aromas tradicionais com morango prevalecendo sobre uma discreta nota terrosa e de couro. Boca que subscreve plenamente o nariz com taninos discretos de ótima textura. A fruta está presente e lhe dá personalidade e sobretudo tipicidade. Acidez gastronômica. Guloso e muitofácil de ser bebido, seguramente possui atributos para ser um verdadeiro campeão na sua categoria“Bourgogne Pinot Noir” . Apesar de não ser barato, tem relação preço-qualidade. Beber ou guardar.

Avaliação: 89/100 pts.

 

 

 

Chateau Grand Bert – Cuvée 1° Saint Emilión Grand Cru

Origem: França – safra: 2005 – álcool: 13,5% – uvas: Merlot (85%) e Cabernet Franc (15%) – região: Castillon La Bataille/Saint-Emilión – preço: R$ 300,00 – Cor rubi com reflexo violáceo brilhante. Nariz fino e sutil com sugestão floral – violetas. Depois abriu para frutas negras com ameixa e uma pontinha de couro. Boca rica, taninos finíssimos, boa cremosidade, madeira integrada à fruta, notável acidez a lhe conferir bom frescor e tipicidade de sobra. Termina intenso com bastante delicadeza e uma leve nota herbácea. Ainda jovem, afinará na garrafa nos próximos anos. Para ser aberto à partir de 2014/2015

Avaliação: 91/100 pts. ++

 

 

Apenas por curiosidade, transcrevo seu contra-rótulo:

“Ce vin, héritage de la proprieté La Vigne transmise pour 6 générations, est elabore aujourd’hui

par Sophie et Laurent.La vigne – Poitevin, garants de l’harmonie entre culture, vinification et l’art du vigneron. Lê choixde cette bouteille vous permetra d’apprécier lê terroir et lês varietes de raisins: Merlot (85%) et Cabernet Franc (15%), qui constituentce miracle: “Lê vin de Bordeaux”. Por révéler toutes lês qualités de ce néctar, une température de service 16°C sera idéale. Vigneronsamities!!! – Producteur: Sophie et Laurent Poitevin – Castillon La Bataille

Gimenez Mendez – uma empresa familiar comprometida com a excelência e qualidade de seus vinhos

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O Uruguai é um país que se localiza na parte sul do continente americano e têm cerca de 3,3 milhões de habitantes distribuídos em dezenove departamentos. Seu consumo “per capita” é da ordem de trint e três litros (8º mundial) e cerca de 95% de sua produção de uvas é destinada à produção de vinhos. Apenas 5% da produção é de uvas de mesa. Metade de sua produção anual é para o consumo interno e a outra metade destina-se à exportação para o Brasil, EUA e Europa. A produção está nas mãos de “duzentas e setenta e oito famílias produtoras”. Destaca-se no plantio da cepa “tannat” que tem sua origem no sudoeste francês, mas também obtém sucesso no plantio das castas tintas cabernet sauvignon e franc, merlot, petit verdot, pinot noir, tempranillo e syrah e das brancas sauvignon blanc, sauvignon gris, viognier, torrontés, ugni blanc, gewürztraminer e chardonnay. Nesse contexto, verificamos o surgimento da vinícola “Gimenez Mendez”, uma empresa familiar cujo escopo está focado na qualidade e que acredita que o Uruguai tem um terroir privilegiado para produção de vinhos finos. Sua produção é diversificada e origina-se de quatro vinhedos, distribuídos entre as regiões de Montevideo, Las Brujas, Los Cerrilos e Canelón Grande. A produção é exportada para o Reino Unido, Alemanha, Suiça, EUA, Brasil, Barbados e México.

As linhas de produtos presentes no Brasil são: Las Brujas Sauvignon Blanc 2009, Gimenez Mendez Pinot Noir 2008, Puzzle Multivarietal 2008, Gimenez Mendez Tannat Alta Reserva 2008, Gimenez Mendez Tannat Premium 2006, LYM Tannat-Tannat 2006, Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006 e o vinho de sobremesa Gimenez Mendez Licor de Tannat 2007. Diversas castas são cultivadas, todavia, a principal é a Tannat com seis vinhos. Na linha de produtos destacam-se: Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006, top de linha, com edição limitada (apenas 2500 garrafas numeradas). Esse tinto é produzido somente em anos de safras consideradas excepcionais e, sem dúvida, é um dos mais consistentes tannats do Uruguai na atualidade. Outros vinhos importantes: Alta Reserva, Premium, LYM e o Gimenez Mendez Licor de Tannat.

A representação desses vinhos no Brasil está à cargo da Hannover, com matriz em Porto Alegre e representação em São Paulo, mais precisamente na zona oeste, região do Butantã, sito à Rua Hugo Carotini 359, cep 05532-020 (telefone 2638 0881), bairro Previdência. A equipe é formada por José Manuel Afonso (Gerente de Vendas – celular 9134 9200) e Sandra Alves de Moraes (faturamento e controle).

Gimenez Mendez Tannat Alta Reserva 2008

Origem: Uruguai – região: Las Brujas – safra: 2008 – álcool: 13,5% – preço: R$ 54,00 –

Vermelho púrpura escuro. No olfato despontam as tradicionais notas vegetais da casta secundadas por ameixas, geléia de framboesa e um toque de especiarias. As notas de barrica são notadas com facilidade e dão personalidade ao vinho. Boca redonda, tânica (boa qualidade), densa, com a madeira possibilitando a expressão da fruta, num perfil elegante mais próximo do Velho do que do Novo Mundo. O álcool está controlado e o conjunto consegue manter alguma harmonia que deverá contribuir para sua evolução na garrafa nos próximos anos. Sessenta e cinco por cento do mosto amadurece em barrica americana e o restante em francesa. Degustado pela primeira vez há seis meses, demonstrou boa evolução na garrafa e se destaca por sua tipicidade com taninos redondos, boa fruta e equilíbrio do conjunto.

Nota: 87/100 pts. +

Anote: noite de 23.02 na SBAV-SP, degustação dos Supertoscanos I Giusti & Zanza da Cantu com pizzas especiais preparadas por “A Tal da Pizza”

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A importadora Paranaense “Cantú”, conta com sólida estrutura de logística e importação e por isso traz ao mercado nacional marcas reconhecidas e respeitadas internacionalmente, eis algumas delas: Viña H. Stagnari (Uruguai), Ventisquero (Chile) e Dominio del Plata – Susana Balbo (Argentina). Incrementando o seu portfolio, a Cantú passou a contar com a linha de vinhos Toscanos I Giusti & Zanza, os quais contam com reconhecimento internacional por sua afamada qualidade.

Vinhos da degustação:

Ducalmara CS (70%) e Merlot (30%) IGT Toscana 2006 - R$ 276

Perbruno Syrah IGT Toscana 2005 – R$ 174

Belcore Sangiovese (80%) e Merlot (20%) – IGT Toscana 2005 – R$ 115

Nemorino – Syrah, Sangiovese e Merlot – IGT Toscana 2006 – R$ 78

Nemorino bianco - Trebbiano e Semillón – IGT Toscana 2007 – R$ 78

Sócios – R$ 70,00

Não Sócios – R$ 140,00

Pizzas especiais que serão preparadas por “A Tal da Pizza”

Rosmarino – alecrim, sal grosso e azeite (entrada)

Poireaux – cream cheese, alho poró, manteiga e vinho branco (campeã)

A Tal da Pizza – Linguiça, molho, muzzarela e parmesão (deslumbrante)

Muzzarela – muzzarela e molho de tomate (para todos os gostos)

Princesa Anne – molho, muzzarela, presunto e azeitonas. (uma das preferidas)

Sobre a vinícola I Giusti & Zanza Vigneti

Em 1996, começou a reestruturar uma antiga vinícola, que produzia vinhos desde o início do século XIX, nas “Colline de Fauglia”. A vinícola está localizada no Noroeste da Toscana, a igual distância entre Pisa, Livorno e o mar, beneficiando-se assim da influência positiva das condições climáticas da costa. A extensão total da propriedade é de 35 ha dos quais 17 são cultivados principalmente com uvas tintas.

Os vinhedos se localizam sobre suaves colinas à margem esquerda do rio Arno, pouco antes de sua foz. Sob a supervisão do enólogo e agrônomo Dr. Stefano Chioccioli, os vinhedos foram planejados para uma baixa produção, com o objetivo de produzir menos de um quilo de uva por planta. A idade dos vinhedos vai dos 40 anos para os mais antigos e 8/10 anos para os vinhedos novos. O manejo agrícola é do tipo orgânico, onde a parreira não sofre tratamentos químicos, nem são feitas irrigações artificiais.

As variedades das uvas cultivadas são basicamente uvas tintas, principalmente Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e uma pequena parte de brancos Trebbiano e Semillon. Segundo a empresa, essas são as variedades mais representativas e a melhor base ampelográfica em relação à qualidade do território.

O terreno dos vinhedos é formado por colinas de saibro arenoso e argiloso. O alto conteúdo de areia, de até 70%, garante uma ótima drenagem, o que, aliado à grande luminosidade devido à vizinhança da costa, constitui a maior qualidade deste local. A colheita é manual para possibilitar uma seleção de uvas de primeira qualidade.

As uvas são vinificadas de maneira tradicional. O mosto permanece em barris de 18 a 21 dias, segundo sua variedade. Durante a estada nos barris é feito o controle de temperatura em cada tanque. O afinamento dos vinhos é feito em barricas de carvalho francês de 300 litros, com tostadura média e, varia segundo a variedade da uva e da safra. Depois de engarrafados, os vinhos passam por uma ligeira filtração, sem nenhum tipo de estabilizante, por isso eventualmente poderão ser encontrados pequenos sedimentos no fundo da garrafa, o que comprova a naturalidade do produto.

SBAV – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2586 – CEP: 01442-002 – São Paulo – SP
E-mail:
vinho@sbav-sp.com.br – Reservas com Nelson pelo telefone: 3814-7905

Em janeiro passado, a Concha y Toro deu início à comemoração mundial do 20° aniversário da primeira edição do Don Melchor

O Don Melchor é um dos vinhos mais famosos do Novo Mundo

O Don Melchor é um dos vinhos mais famosos do Novo Mundo

Com uma degustação vertical liderada pelo enólogo Enrique Tirado, foi lançado em Londres e em todo o mundo a comemoração do vigésimo aniversário do vinho emblemático da Concha y Toro, Don Melchor. A prova consistiu numa degustação vertical de dez safras (1989 a 2007), que foram explicadas por Enrique Tirado, quanto às condições da colheita, vinificação e as características do blend final, cada qual, mostrando um vinho de personalidade diferente.


Os comentários foram muito positivos, confirmando a excelência deste primeiro vinho produzido em 1987 e que já obteve as maiores pontuações da indústria vinícola chilena. Originário de Puente Alto, no Alto Maipo, o Don Melchor é produzido com uvas de um dos melhores terroirs do mundo para a Cabernet Sauvignon.

Durante 2010, as comemorações prevêem a repetição da degustação vertical nos principais mercados para o vinho, inclusive para o Brasil.

Vertical de Don Melchor

Vertical de Don Melchor: safras 1995, 99, 2001, 2002, 2003 e 2004