Quatro Sauvignons e um Albariño do Novo Mundo degustados na praia

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O primeiro: Mapema Sauvignon Blanc 2008 – Mistral – R$ 34,22 (2009)

No portal da Mistral consta que: “Elaborado com uvas de vinhas de quase 30 anos de idade, plantadas em pé franco a quase 1.200m de altitude, é um branco intenso e fresco, com cativantes notas florais. Uma pequena parcela do vinho (8%) é maturada em barricas de carvalho de segundo uso, deixando o branco mais exuberante e complexo.” Análise organoléptica: Exibiu cor típica da casta e no nariz aromas florais e de frutas brancas (pêra e melão) e pêssego sobre um fundo discretamente herbáceo. Na boca acidez firme, fruta evidente, álcool na medida e ausência de travo amargo, muito comum nos sauvignons platinos. Um vinho fresco e muito agradável, que termina redondo e sem arestas. Ótima relação preço-qualidade.

Avaliação: 88/100 pts.

O segundo: Leyda Sauvignon Blanc 2005 – Grand Cru – R$ 55,00 (2008)

Esse é um dos prediletos de quem escreve, porém, apesar de sua cor estar normal, o vinho já dava sinais de “cansaço” (talvez mal conservado), sem os tradicionais aromas de grama cortada e maracujá, apenas uma pontinha herbácea confirmada no palato, de médio corpo e discreto frescor com leve mineralidade. Mesmo assim, um vinho interessante, de bom corpo e de final satisfatório.

Avaliação: 85/100 pts.

O terceiro: Vieja Parcela Reserva de la Família Sauvignon Blanc 2008 – WW – R$ 73,00

O Uruguai ultimamente tem se destacado com seus brancos e este não é exceção. Análise organoléptica: palha claro quase translúcido. Aromas finos e delicados a confirmar a tipicidade da casta, com notas de pêssego, melão sobre um fundo floral. Na boa repete o nariz com leve toque herbáceo. Tudo no lugar certo, sem nenhum exagero. Fruta, acidez e álcool se entrelaçam harmonicamente e formam um conjunto onde o frescor dá o tom. Termina com discretíssimo amargor que não incomoda.

Avaliação: 87/100 pts.

O quarto: Single Peak Sauvignon Blanc Malborough 2007 – Vinhos do Mundo – R$ 70,00

Confirmou o favoritismo e ganhou a peleja. A Nova Zelândia é o país do Novo Mundo que mais se destaca com essa casta. Depois, somente o Chile consegue fazer alguma coisa parecida, mas acredito que em pouco tempo poderá rivalizar com o país integrante do “Commonwealth”. Análise organoléptica: palha com reflexos esverdeados. No olfato despontam aromas minerais, aspargos, grama cortada e maracujá. Na boca ratifica o nariz e exibe frescor cítrico elevado e não dá mostras de cansaço. Macio, suculento, redondo, persistente é um vinho guloso que justifica a fama da casta na Nova Zelândia. Ainda aguenta um ano na garrafa.

Avaliação: 89/100 pts.

Na foto que ilustra este post, o quarto vinho da esquerda para direita é o Bouza, Albariño Uruguaio da Decanter, por R$ 81,30 que não foi degustado com os sauvignons, mas antes “de per si”. Análise organoléptica: Amarelo palha. No nariz o ataque inicial é floral (flores brancas). Após, as frutas tropicais dominam o conjunto com maçã verde, pêra, pêssegos e mel. Na boca é denso, estruturado, fresco, intenso e longo. Álcool, acidez e fruta entrelaçados harmonicamente a resultar num vinho equilibrado de feição gastronômica (talvez bacalhau). Um vinho de notável tipicidade (há quem diga que não) que facilmente poderia ser eleito como o melhor branco cisplatino, todavia, prefiro fazer essa afirmação após provar outros brancos do país vizinho, que a cada ano vem surpreendendo seus admiradores. Tenho notícia de que confrontado com vinhos ibéricos fez bonito (enoeventos).

Avaliação: 90/100 pts.

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