Daily Archives: 15/05/2010

A longevidade dos brancos chilenos de Casablanca: Santa Carolina Gran Reserva “Estrella de Oro” Chardonnay 2001

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Um pouco da história da Santa Carolina -

A origem da Viña Santa Carolina remonta a 1875, quando o advogado e empresário Luis Pereyra Cotapos decidiu produzir vinhos na saída de Santiago, a 6 km da Plaza de las Armas. O nome Santa Carolina, tem sua gênese na devoção a sua esposa, Carolina Iñiguez Vicuña, com quem teve dez filhos. Por sempre acreditar no potencial vinícola chileno, ao criar sua empresa, Don Luis convidou um grupo de profissionais franceses encabeçados pelo prestigiado enólogo Germain Bachelet, um dos fundadores da nova viticultura chilena, que selecionou as mais nobres vides de Bordeaux, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay, para serem plantadas nas terras do Vale Central chileno. Em 1974, a vinícola foi adquirida por Fernando Larraín Pena, do conglomerado Larraín-Cruzat. Em 1991, tornou-se uma das vinícolas pioneiras do Vale de Casablanca ao adquirir 50 hectares de terras naquela renomada região. Atualmente, a VSC faz parte do grupo Santa Carolina que também controla a empresa Watt’s, conhecida no Brasil pelos sucos de frutas e que tem ações negociadas na bolsa de valores de Santiago. A Santa Carolina possui 830 hectares de terras na Argentina e adquiriu do grupo Peñaflor a Bodega Santa Ana. Por fim, em 2006 surgiu a Carolina Wine Brands, que engloba as marcas Antares, Santa Carolina, Viña Casablanca, Viña Ochagavia e Finca El Origen (Argentina). No Brasil, a importação é da Casa Flora, tel. 11 3327-5199.

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Degustação

Santa Carolina Gran Reserva 2001 – 12,8% álcool – Vale de Casablanca – uva: Chardonnay – Importado por Sonae – extinto Supermercado Big/Morumbi – (Atual importador: Casa Flora – preço: R$ 48,50 – safra 2005) – Cor palha com reflexos dourados, aromas intensos com bom equilíbrio entre fruta e madeira, notas de fruta madura (abacaxi maduro e carambola) sobre um fundo amanteigado. Na boca a sua entrada revela um vinho macio, escorregadio, cítrico com uma boa dose de mineralidade. Bem conservado, praticamente não sentiu o peso dos anos e por isso manteve o seu frescor. Às cegas facilmente passaria por um vinho de safra mais recente. Termina intenso e frutado e deixa uma nota de mel no palato. Chegaria tranquilamente até 2011.

Avaliação: 88/100 pts.