Domno do Brasil apresenta vinhos portugueses da Enoport

A Domno do Brasil, do grupo Família Valduga, empresa sediada em Garibaldi – RS, atuante no segmento de produção de vinhos e espumantes no Vale dos Vinhedos e também na importação de vinhos de qualidade de tradicionais países produtores, apresentou o seu novo parceiro comercial, a portuguesa Enoport, em almoço  oferecido à imprensa.
Da esquerda para direita: Espumante nacional Ponto Nero, Vinhas Altas, Romeira e o delicioso Touriga Nacional Almagrande

Da esquerda para direita: Espumante nacional Ponto Nero, Vinhas Altas, Romeira e o delicioso Touriga Nacional Almagrande

A Enoport é uma das maiores empresas produtoras de vinhos de Portugal junto comAveleda, Sogrape e Finagra. A empresa é formada por sete grandes vinícolas familiares adquiridas cerca de oito anos atrás como: Adegas Camilo Alves S/A, Cavimpor, Dom Teodósio, Caves Velhas, Caves Moura Bastos, Caves Acácio, produzindo vinhos em todas as importantes regiões produtoras deste país.

Os anfitriões
Os anfitriões: Pedro Dias, Nelsir Carlos Kuffel e Osvaldo Amado

Entre as empresas do grupo a Caves Velhas tem vinhos em 45 países e possui escritório próprio em dois países (Angola e China) e agora elegeu o Brasil como terceiro país que contará com representação.A empresa possui mais de 200 marcas e o enólogo-chefe é Osvaldo Amado, que supervisiona a produção das quintas próprias e de todas as outras linhas de vinhos. Possui cinco Quintas próprias: Devesa (Vinho Verdes), Beirã (Dão), São João Batista (Ribatejo), Boição (Lisboa) e Machede (Alentejo).

 

Os vinhos representados pela Domno abrangem três segmentos do grupo: Casual, Signature e Prestige. Da primeira dois rótulos da marca Vinhas Alta: um vinho verde branco e outro rosé, na faixa dos R$ 35. Signature: alentejano Romeira e o Devesa, vinho verde especial, feito de Arinto, uma das especialidades de Osvaldo Amado. Ambos por R$ 55.O Dão Catedral será trazido por R$ 35. Da linha Prestige, os vinhos Alma Grande (Douro – Touriga Nacional), por aproximadamente R$ 100 e o Magna Carta, Alentejano por R$ 75.

 

A comercialização, consoante esclarecido no início do texto, será feita pela Domno do Brasil, tel. 054 3388 3999, www.domno.com.br, e-mail: domno@domno.com.br, à partir de junho de 2010.

 

 

Breves comentários dos vinhos degustados:

 

Espumante Ponto Nero Gran Reserva Extra Brut – 12,5% álcool – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) – preço médio: R$ 35,00 - elaborado pelo Método Charmat longo com permanência por 12 meses sobre as leveduras. Apresenta cor amarelo palha com reflexo esverdeado, perlage fina e delicada com boa persistência. Aromas finos, delicados, com notas de frutas tropicais maduras, pão tostado e leve sugestão floral. Na boca tem boa cremosidade, corpo pleno e principalmente bom frescor. Termina suave e redondo e deixa uma nota cítrica no palato. Muito boa relação preço-qualidade. Avaliação: 87/100 pts.

Espumante Ponto Nero: ótima tipicidade por R$ 35,00
Espumante Ponto Nero: ótima tipicidade por R$ 35,00

Vinhas Altas Vinho Verde Branco DOC 2009 – 10,0% álcool – uvas: Arinto, Loureiro e Trajadura (respectivamente 40%, 30% e 30%) – preço médio: R$ 35,00 – Palha claro quase translúcido, incolor. Aromas florais com uma ponta de frutas tropicais: maracujá e lima. Na boca tem leve sugestão cítrica, corpo magro, bom frescor dado pela acidez vívida. Termina suave com algum açúcar residual a fazer contraponto a sua secura. Deixa uma nota de erva cidreira no palato. Bom para aperitivos e pratos da culinária oriental. Avaliação: 85/100 pts.

Vinhas Altas: sua cor quase transparente já aponta a sua boa acidez, típica dos vinhos verdes
Vinhas Altas: sua cor quase transparente já aponta a sua boa acidez, típica dos vinhos verdes

Romeira – VRA – Vinho Regional Alentejano 2007 – 13% álcool – uvas: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet (respectivamente 40%, 20% e 40%) – preço médio: R$ 55 – Rubi violáceo intenso. Nariz discreto com uma nota de especiarias (cravo) sobre um fundo ligeiramente floral. Na boca é “quente” e remete ao olfato. Taninos presentes de qualidade média com alguma concentração de sabor. O seu destaque é sua acidez, porque causou intensa salivação que só foi aplacada pelo ótimo “Bife San Telmo” do Ávila. Termina com suave persistência. Precisa de mais tempo na garrafa para um melhor ajuste de seus elementos. Avaliação: 85,5/100 pts.

 

Osvaldo Amado brindando com Renato Frascino e Didú RussovidaDidú Russo e

Osvaldo Amado brindando com jornalistas

Almagrande Douro Reserva DOC 2007 – 13,5% álcool – uva: Touriga Nacional – preço médio: R$ 100 – Vinhedos plantados na encosta sul poente, com amadurecimento durante 12 meses em barica nova de carvalho francês. Rubi violáceo intenso e profundo com reflexo púrpura. Iniciou fechado. Depois de algum tempo mostrou a que veio. Iniciou com uma deliciosa nota de geléia de frutas vermelhas secundada por discretos toques florais (violetas). Evoluiu para ameixa madura, chocolate e leve toque crocante. Na boca se mostrou um vinho carnudo, suculento, elegante e sobretudo harmônico, eis que taninos, fruta, madeira, álcool e acidez estão integrados. Termina intenso e persistente. Um ótimo exemplar desta que é a principal cepa tinta portuguesa: Touriga Nacional. Longa vida na garrafa pela frente. Curiosidade: contra-rótulo destacável, com informações do nome do vinho, enólogo, casta, grau alcoólico, temperatura de serviço e finalmente o portal do produtor, para o consumidor ter facilidade de “memorizar” e “lembrar” do vinho com facilidade. Avaliação: 89/100 pts. +

Almagrande Touriga Nacional: suculento, harmônico e elegante - 89/100 pts. por R$ 100 - uma boa compra que estará disponível para venda em junho de 2010

Almagrande Touriga Nacional: suculento, harmônico e elegante - 89/100 pts. por R$ 100 - uma boa compra que estará disponível para venda em junho de 2010. Parte de seu contra-rótulo é destacável, com informações importantes do vinho.

Fragas Moscatel do Douro: tem na elegância uma de suas princiapis qualidades

Fragas Moscatel do Douro: tem na elegância uma de suas principais qualidades

Fragas Moscatel Douro Cavipor DOC 2007 – 17% álcool – uva: Moscatel do Douro – preço: não será comercializado no Brasil – Topázio profundo e intenso. Nariz complexo e elegante com notas de casca de laranja e frutas tropicais exóticas. Na boca seu sabor é frutado, untuoso e elegante com média concentração de sabor. Termina macio e curto. O que é anunciado pelo nariz não é confirmado no palato. Bom para aperitivos e queijos fortes. Obteve medalha de ouro no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de Portugal 2007 e medalha de prata no Mundus Vini realizado naAlemanha – 2007. Avaliação: 88/100 pts.

2 Responses to Domno do Brasil apresenta vinhos portugueses da Enoport

  1. Jeriel,

    Se não me engano é a Domno que está trazendo o Tomero Reserva Petit Verdot, do Carlos Pulenta, um ótimo vinho.

    • Eugênio,

      Isso mesmo! O José Filipe Clemente vai publicar o resultado do “Desafio de Vinhos” que fez com minha presença e esse Petit Verdot ficou em segundo lugar para mim. Fique de olho porque assim que ele publicar liberarei a minha matéria sobre essa uva.

      abraço

      Jeriel

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