Monthly Archives: maio 2010

Bruck promove degustação de vinhos na “Pizzaria Margherita”: portfólio vasto com ótimas opções

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Linha de vinhos chilenos Montgras, vinhos bem elaborados. Aqui, o destaque é o Antu Ninquén Syrah, produzido com uvas do vale de Colchágua, apontado com o melhor para a cepa no Chile. Certamente um dos destaques do evento, por sua tipicidade e relação preço-qualidade
Degustação realizada em 18.05.2010 com toda linha de vinhos da importadora Bruck de SP. Acima vinhos italianos do Piemonte – Fontanafredda. Em seguida, tintos da linha Montgras, vinhos chilenos bem elaborados. Aqui, o destaque é o gostoso Antu Ninquén Syrah, produzido com uvas do Vale de Colchágua, apontado com o melhor para a cepa no Chile. Certamente um dos destaques do evento, por sua tipicidade e relação preço-qualidade
Corvo Passo delle Mule  Terrae Dei
Corvo Duca di Salaparuta Passo delle Mule e Terrae Dei
Eugenio Ponce, enólogo da Valdivieso

Eugenio Ponce, enólogo da Valdivieso

Adriano com uma garrafa de um vinho do produtor Kettmeir. Aqui o destaque é o Gewürztraminer DOC, que mostrou toda tipicidade da cepa

Adriano com uma garrafa de um vinho do produtor Kettmeir. Aqui o destaque é o Gewürztraminer DOC, que mostrou toda tipicidade da cepa

As duas garrafas da esquerda são borgonhas de Michel Picard

As duas garrafas da esquerda são borgonhas de Michel Picard

Amaral Sauvignon Blanc 2009 - Vale de Leyda. Exuberantes sabores e aromas por pouco mais de R$ 60

Amaral Sauvignon Blanc 2009 - Vale de Leyda, Chile. Vinho de sabores e aromas exuberantes por pouco mais de R$ 60

Furlan e Gilmar, da Bruck

Jr. Furlan e Gilmar, da Bruck

Pio Boffa, da Pio Cesare na Decanter – São Paulo

Sommlier Cézar França com uma garrafa do Pio Cesare

Sommlier Cézar França com uma garrafa do Pio Cesare Moscato D'Asti

Adolar e Vanessa
Adolar e Vanessa

Na tarde de 18 de maio a Enoteca Decanter, localizada na Rua Joaquim Floriano 838, Itaim Bibi, telefone 3073 0500, realizou uma degustação de vinhos italianos do Piemonte do produtor Pio Cesare, coordenada pelo Diretor da Vinícola, Pio Boffa.

Jeriel, Pio Boffa e Anderson, Sommelier do Ráscal de SP
Jeriel, Pio Boffa e Anderson, Sommelier do Ráscal de SP

Sobre Pio Cesare

Desde 1881, Pio Cesare estabeleceu uma primazia no fornecimento das uvas à sua vinícola e ao longo de 127 anos os seus herdeiros consolidaram 45 hectares de posições deslumbrantes nas noberes zonas de Barolo e de Barbaresco. O sopro de modernidade trazido por Pio Boffa, quarta geração, colocou a histórica vinícola entre as melhores do mundo, embora a filosofia de elaborar clássicos piemonteses se mantenha inabalável.

Pio Cesati Barbaresco "Il Bricco" 2004 : segundo Pio Boffa, seu estilo "é mais moderno" do que o DOCG 2004

Pio Cesari Barbaresco "Il Bricco" 2004 : segundo Pio Boffa, seu estilo "é mais moderno" do que o "Clássico" DOCG 2004

Sobre os vinhos da degustação

De fato, tratando-se de vinhos do produtor “Pio Cesare”, podemos afirmar que “a qualidade justifica a fama”, todavia, a única observação que fazemos é quanto aos preços elevados desses vinhos, que praticamente só poderão ser provados em “ocasiões especiais”. Quanto ao produtor de fato é um dos mais afamados de toda Itália. Seus vinhos são realmente espetaculares e amadurecem esplendidamente na garrafa.

A degustação iniciou com o Chardonnay L'Altro 2008 e terminou com o Moscato D'Asti 2008. Barbera, Barolo e Barabarescos também foram degustados.

A degustação iniciou com o Chardonnay L'Altro 2008 e terminou com o Moscato D'Asti 2008. Barbera, Barolo e Barabarescos também foram degustados.

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

L’Altro Chardonnay 2008 – Piemonte DOC - 13,5% álcool – R$ 108,50

Palha com reflexos ligeiramente dourados. No olfato desponta fruta madura (pêssego, abacaxi) sobre um fundo levemente defumado com ótima sustentação na taça. Na boca o corpo é pleno e balanceado confirmando a fruta. Álcool integrado. Alguma untuosidade, acidez delicada, leve sugestão cítrica com a repetição da nota de abacaxi maduro do olfato. Medianamente complexo seu estilo está mais para a elegância em detrimento da potência. Termina gostoso e deixa uma nota de baunilha no palato.

Avaliação: 87/100 pts.

Barbera d’Alba Fides 2006 – Barbera d’Alba DOC – 13,5% álcool – R$ 191,20 – Segundo Pio Boffa, este Barbera chama-se “Fides” que do latim significa “fé”. Porque a vinícola fez um voto de “fé” na Barbera replantada em 1991 em Serralunga d’Alba, num excepcional vinhedo de Barolo. Antes, essa uva, por suas características de maciez, frescor e principalmente elevada acidez, era adicionada em proporções que variavam entre 3% a 4% para “suavizar” os Barolos. Hoje, a legislação não permite essa adição. O local dos vinhedos é uma colina de exposição sul que possibilita a perfeita maturação das uvas. Pio Boffa assinalou que o vinho amadurece 24 meses em barricas francesas na proporção de 90% do mosto e o restante em “botti”. Este Fides 2006 apresenta atraente cor rubi com discreto reflexo granada. Boa complexidade aromática com leve toque floral, especiarias, cerejas sobre uma sugestão de chocolate. A boca confirma o olfato, com boa presença de taninos redondos e macios, acidez gastronômica e algum dulçor ao final. Concentrado, termina intenso, longo e promete boa evolução na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 88/100 pts. +

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Barolo Pio Cesare DOCG 2005 – 14% álcool – R$ 326,80 – cor típica, sem muita concentração, rubi esmaecido com reflexo granada. Pio Boffa disse que não se trata de um Barolo genérico, mas sim “clássico de estilo tradicionalista” porque as uvas são colhidas simultaneamente de sete vinhedos diferentes, são fermentadas na mesma proporção com o “blend” preparado antes do início desse procedimento. Pio ainda afirmou que a safra de 2005 foi um pouco superior a de 2004 para os Barolos. O vinho amadureceu por 36 meses em barricas bordalesas (70%) e o restante em “botti” de carvalho francês de Allier de vários anos – barris de 2000 a 5000 litros. No olfato já demonstra sua elegância com sugestões florais (rosas), frutas vermelhas sobre uma nota de especiarias. Boca a revelar um vinho fino, quente, delicado e sobretudo tânico, todavia, taninos de excelente textura contrabalançados por acidez rica a reivindicar mais alguns anos na garrafa para o afinamento perfeito do conjunto, eis que tem potencial para isso. Perfeito entrosamento entre fruta e madeira. Pede comida, de preferência alta gastronomia. Obteve 91/100 de RP em 31.10.2009.

Avaliação: 89,5/100 pts. ++

Barbaresco Pio Cesare DOCG 2004 – 14% álcool – R$ 326,80 – Durante toda sua exposição Pio Boffa fez um paralelo entre a região de Barbaresco e a Borgonha. Para ele seus vinhos são tão elegantes, refinados, frescos, perfumados quanto os melhores vinhos daquela importante região gaulesa. Elaborado com uvas de três vinhedos diferentes, dois de Treiso e um de Barbaresco, este “Clássico” tem amadurecimento em carvalho por 30 meses, 35% bordalesas de primeiro uso e o restante em “botti” de carvalho francês de Allier de vários anos – barris de 2000 a 5000 litros, por 36 meses. Apresenta cor granada intenso brilhante. Nariz amplo, envolvente e complexo com notas de mentol, cerejas, amoras sobre um fundo de chocolate. Depois de algum tempo notas de tabaco, caixa de charuto, ameixa e nuances florais. Na boca sua entrada é quente e concentrada com taninos densos e sedosos. Tem traço mineral e perfeita integração dos taninos, fruta e madeira (vide acima). Elegante, feminino e muito gentil no palato, deixa uma sensação persistente e agradável no fim de boca. Vai afinar na garrafa nos próximos dez anos. Obteve 92/100 de RP em 31.10.2009 e da WS em 30.09.2009.

Avaliação: 91/100 pts. ++

Barbaresco “Il Bricco” DOCG 2004 – 14% álcool – R$ 443,40 – Como salientado por Pio Boffa, o estilo deste “Il Bricco” é “menos tradicional” do que o Barbaresco DOCG. Aqui temos mais cor, fruta, concentração, intensidade, madeira, estrutura num estilo menos clássico, mas sem perder identidade. Elaborado com uvas de um vinhedo no topo da colina da comuna de Treiso (solo do período Tortoniano) que tem perfeita exposição solar, 70% do mosto amadurece em barrica de carvalho francês de primeiro uso por 30 meses e o restante em “botti” de 2.000 litros de carvalho da mesma procedência de vários anos. Rubi granada com discreto halo de evolução. Nariz complexo com notas lácteas, madeira de excelente qualidade, sugestões de chocolate, especiarias (cravo), frutas secas, musgo e um toque floral a lembrar violetas. Boca de entrada bem estruturada, taninos finíssimos (ainda muito jovens), robustos e ligeiramente adocicados. Álcool generoso (14%) que proporciona uma leve aquecida do palato, mas não perturba o equilíbrio gustativo do conjunto (álcool, taninos e acidez). Quanto a esse último elemento cabe um comentário adicional: neste importante quesito levou nota máxima porque ao lado dos taninos poderosos e do álcool elevado a sua acidez salivante contribuiu para a harmonia do conjunto, porque consegue ser ao mesmo tempo austero, aveludado e guloso. Vinho gastronômico por excelência, apresenta uma leve adstringência ao final a indicar que mais alguns anos na garrafa lhe fará muito bem. Untuoso e de longa vida (5/15 anos a depender da conservação), uma garrafa só não basta: é melhor reunir os amigos e comprar no mínimo duas, três garrafas para ser degustado/bebido à vontade, acompanhado de ótima comida, porque se trata de um vinho sublime, sem arestas, de características excepcionais, quase perfeito, para grandes comemorações, porque seu preço não permite que seja degustado a toda hora. Obteve 92/100 de RP (31.10.2009) e 94/100 pts. da WS em 30.09.2009.

Avaliação: 92/100 pts. ++

Barbaresco "Il Brico" 2004, um vinho extraordinário

Barbaresco "Il Brico" 2004, um vinho extraordinário

Moscato D’Asti DOCG Pio Cesare 2008 – 5,5% álcool – R$ 109,10 – Palha com reflexos esverdeados. No olfato desponta fruta madura (damasco e pêssego) sobre um fundo de mel com ótima sustentação na taça. Na boca o corpo é razoávelmente balanceado e confirma a fruta. O baixo teor de álcool está integrado à acidez delicada e à doçura perfazendo um conjunto harmônico e muito gostoso por conta da leve sensação frizante causada no meio de boca. Termina suculento e deixa uma nota cítrica no palato.

Avaliação: 87/100 pts.

Tradebanc Wine & Food no Grande Prêmio São Paulo de Turfe – segunda parte

Celebredades no pódio

Celebridades no pódio

Hebe Camargo foi homenageada no GP Brasil de Turfe
Hebe Camargo foi homenageada no GP Brasil de Turfe
Nelson, Márcia e Alexandre

Nelson, Márcia e Alexandre

Lucas Garaldi e Núbia
Lucas Garaldi e Núbia
Ao meu lado, Alexandre Furniel e Nelson Fontella, da Tradebanc, que atuou como um dos patrocinadores do GP São Paulo de Turfe 2010
Ao meu lado, Alexandre Furniel e Nelson Fontella, da Tradebanc, que atuou como um dos patrocinadores do GP São Paulo de Turfe 2010
Amiga da Núbia

Amigas da Núbia

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Nelson, Márcia, Núbia e Denise

Nelson, Márcia, Núbia e Denise

Espumante italiano "Corte", da Tradebanc Wine & Foods

Espumante italiano "Corte", da Tradebanc Wine & Foods

São Paulo, 18 de maio de 2010: três degustações num só dia confirmam a vocação de “enocapital”

Degustação de vinhos Pio Cesare na Decanter: portfólio homogêneo, qualidade acima da média

Degustação de vinhos Pio Cesare na Decanter: portfólio homogêneo, qualidade acima da média

Givanildo, da Bruck, com uma garrafa do delicioso Chassagne Montrachet Michel Picard

Givanildo, da Bruck, com uma garrafa do delicioso Chassagne Montrachet Michel Picard

Sommelier Ramatis Russo e Philippe Marconi degustando Castello di Banfi
Sommelier Ramatis Russo e Philippe Marconi degustando Castello di Banfi na World Wine Jardins
Bacalhôa Vinhos de Portugal na SBAV-SP na noite de 18 de maio: qualidade comprovada
Philippe Marconi, Diretor de Exportações da Castello Banfi Montalcino na World Wine Jardins
Philippe Marconi, Diretor de Exportações da Castello Banfi Montalcino na World Wine Jardins
Vertical de Caballo Loco promovida pela Importadora Bruck na Pizzaria Margherita: exemplares n° 9, 10 e 11
Vertical de Caballo Loco promovida pela Importadora Bruck na Pizzaria Margherita: exemplares n° 9, 10 e 11
Mesa com produtos da World Wine

Mesa com produtos da World Wine

Cézar França da Decanter com uma garrafa do Barbaresco Pio Cesare

Cézar França da Decanter com uma garrafa do Barbaresco Pio Cesare

Passito Panteleria “Ben Ryè” 2006 – um vinho equilibrado

Ben Ryé Passito di Panteleria: um vinho de sobremesa simplesmente delicioso

Ben Ryé Passito di Panteleria: um vinho de sobremesa italiano simplesmente delicioso

Localizada em Marsala, Sicília, na Via Sebastiano Lipari, 18, a Tenuta di Donnafugata, propriedade da família Rallo, é um dos produtores mais prestigiados da ilha e uma das mais consagradas marcas de vinho italiano no mercado internacional. É Detentora de trezentos hectares de vinhas na linda localidade onde se localiza a DOC Condessa Entelina. A ilha de Pantelleria se constitui na base de toda a sua vasta produção de dois milhões de garrafas por ano, divididos entre várias etiquetas. Entre os muitos rótulos da Donnafugata merece uma menção especial o delicioso Passito Panteleria “Ben Ryè”. Fonte: Gambero Rosso.

O importador (www.worldwine.com.br – tel. 011 3383 7477) informa que:

A Família Rallo criou o projeto Donnafugata em busca da máxima qualidade. Com muita competência, os Rallo elaboram vinhos modernos e sofisticados com as uvas autóctones como a Ansonica e Nero D’Avola, a uva tinta mais representativa da Sicília. Possuem excelentes vinhos em todas as linhas. O destaque fica para o Mille e Una Notte 2003 que alcançou 92 pontos na Wine Enthusiast (2006).

O contra-rótulo:

Feito com uvas Zibibbo (Muscat de Alexandria) que amadurecem até secar sob o forte sol e vento que sopra na ilha, é um vinho versátil que pode ser bebido sozinho ou combinado com queijos, foie gras e doces tradicionais da culinária siciliana. Servir a 14 ° C

Degustação

Passito Panteleria “Ben Ryé” Donnafugata – DOC – 14,5% álcool – Sicília/Itália – uva: Moscatel da Alexandria – Importado por World Wine tel. 011 3383 7477 – R$ 175,00 (375 ml) - Cor alaranjada intensa e brilhante, aromas intensos com bom equilíbrio entre fruta e álcool, notas de fruta madura (carambola e damasco) sobre um fundo cremoso. Na boca a sua entrada revela um vinho intenso, profundo, escorregadio, cítrico e glicérico. O que mais chama atenção é o seu equilíbrio gustativo, com o álcool e a acidez fazendo contraponto à doçura proporcionando untuosidade e muito prazer. Quase interminável, deixa uma nota de fruta cristalizada no palato. Vai ganhar complexidade na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 92/100 pts. +

Sirio Montepulciano D’Abruzzo patrocina Grande Prêmio São Paulo de Turfe 2010

Núbia e Hebe

Núbia e Hebe Camargo

Magnum de Sirio Montepulciano D'Abruzzo

Magnum de Sirio Montepulciano D'Abruzzo

Sirio e o Espumante "Corte" elaborado com  Chardonnay, Trebbiano e Pecorino

Sirio e o Espumante "Corte" elaborado com Chardonnay, Trebbiano e Pecorino: bom frescor tipicidade

Apresentador de TV e Enófilo Ronnie Von

Apresentador de TV e Enófilo Ronnie Von

Nelson Fontella e esposa

Nelson Fontella e esposa

A ex-prefeita Marta Suplicy e Jeriel

A ex-prefeita Marta Suplicy e Jeriel

Os amigos da SBAV-SP: Alexandre Furniel e Rodrigo Mammana

Os amigos da SBAV-SP que também compareceram no hipódromo paulistano: Alexandre Furniel e Rodrigo Mammana

O cartunista Maurício de Sousa também esteve no Jockey Club de São Paulo

O cartunista Maurício de Sousa também esteve no Jockey Club de São Paulo

Sal Grosso: campeão do GP Brasil 2010

Sal Grosso: campeão do GP Brasil 2010

Convidados da Tradebanc Wine & Food

Convidados da Tradebanc Wine & Food brindando com espumante italiano "Corte"

Domno do Brasil apresenta vinhos portugueses da Enoport

A Domno do Brasil, do grupo Família Valduga, empresa sediada em Garibaldi – RS, atuante no segmento de produção de vinhos e espumantes no Vale dos Vinhedos e também na importação de vinhos de qualidade de tradicionais países produtores, apresentou o seu novo parceiro comercial, a portuguesa Enoport, em almoço  oferecido à imprensa.
Da esquerda para direita: Espumante nacional Ponto Nero, Vinhas Altas, Romeira e o delicioso Touriga Nacional Almagrande

Da esquerda para direita: Espumante nacional Ponto Nero, Vinhas Altas, Romeira e o delicioso Touriga Nacional Almagrande

A Enoport é uma das maiores empresas produtoras de vinhos de Portugal junto comAveleda, Sogrape e Finagra. A empresa é formada por sete grandes vinícolas familiares adquiridas cerca de oito anos atrás como: Adegas Camilo Alves S/A, Cavimpor, Dom Teodósio, Caves Velhas, Caves Moura Bastos, Caves Acácio, produzindo vinhos em todas as importantes regiões produtoras deste país.

Os anfitriões
Os anfitriões: Pedro Dias, Nelsir Carlos Kuffel e Osvaldo Amado

Entre as empresas do grupo a Caves Velhas tem vinhos em 45 países e possui escritório próprio em dois países (Angola e China) e agora elegeu o Brasil como terceiro país que contará com representação.A empresa possui mais de 200 marcas e o enólogo-chefe é Osvaldo Amado, que supervisiona a produção das quintas próprias e de todas as outras linhas de vinhos. Possui cinco Quintas próprias: Devesa (Vinho Verdes), Beirã (Dão), São João Batista (Ribatejo), Boição (Lisboa) e Machede (Alentejo).

 

Os vinhos representados pela Domno abrangem três segmentos do grupo: Casual, Signature e Prestige. Da primeira dois rótulos da marca Vinhas Alta: um vinho verde branco e outro rosé, na faixa dos R$ 35. Signature: alentejano Romeira e o Devesa, vinho verde especial, feito de Arinto, uma das especialidades de Osvaldo Amado. Ambos por R$ 55.O Dão Catedral será trazido por R$ 35. Da linha Prestige, os vinhos Alma Grande (Douro – Touriga Nacional), por aproximadamente R$ 100 e o Magna Carta, Alentejano por R$ 75.

 

A comercialização, consoante esclarecido no início do texto, será feita pela Domno do Brasil, tel. 054 3388 3999, www.domno.com.br, e-mail: domno@domno.com.br, à partir de junho de 2010.

 

 

Breves comentários dos vinhos degustados:

 

Espumante Ponto Nero Gran Reserva Extra Brut – 12,5% álcool – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) – preço médio: R$ 35,00 - elaborado pelo Método Charmat longo com permanência por 12 meses sobre as leveduras. Apresenta cor amarelo palha com reflexo esverdeado, perlage fina e delicada com boa persistência. Aromas finos, delicados, com notas de frutas tropicais maduras, pão tostado e leve sugestão floral. Na boca tem boa cremosidade, corpo pleno e principalmente bom frescor. Termina suave e redondo e deixa uma nota cítrica no palato. Muito boa relação preço-qualidade. Avaliação: 87/100 pts.

Espumante Ponto Nero: ótima tipicidade por R$ 35,00
Espumante Ponto Nero: ótima tipicidade por R$ 35,00

Vinhas Altas Vinho Verde Branco DOC 2009 – 10,0% álcool – uvas: Arinto, Loureiro e Trajadura (respectivamente 40%, 30% e 30%) – preço médio: R$ 35,00 – Palha claro quase translúcido, incolor. Aromas florais com uma ponta de frutas tropicais: maracujá e lima. Na boca tem leve sugestão cítrica, corpo magro, bom frescor dado pela acidez vívida. Termina suave com algum açúcar residual a fazer contraponto a sua secura. Deixa uma nota de erva cidreira no palato. Bom para aperitivos e pratos da culinária oriental. Avaliação: 85/100 pts.

Vinhas Altas: sua cor quase transparente já aponta a sua boa acidez, típica dos vinhos verdes
Vinhas Altas: sua cor quase transparente já aponta a sua boa acidez, típica dos vinhos verdes

Romeira – VRA – Vinho Regional Alentejano 2007 – 13% álcool – uvas: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet (respectivamente 40%, 20% e 40%) – preço médio: R$ 55 – Rubi violáceo intenso. Nariz discreto com uma nota de especiarias (cravo) sobre um fundo ligeiramente floral. Na boca é “quente” e remete ao olfato. Taninos presentes de qualidade média com alguma concentração de sabor. O seu destaque é sua acidez, porque causou intensa salivação que só foi aplacada pelo ótimo “Bife San Telmo” do Ávila. Termina com suave persistência. Precisa de mais tempo na garrafa para um melhor ajuste de seus elementos. Avaliação: 85,5/100 pts.

 

Osvaldo Amado brindando com Renato Frascino e Didú RussovidaDidú Russo e

Osvaldo Amado brindando com jornalistas

Almagrande Douro Reserva DOC 2007 – 13,5% álcool – uva: Touriga Nacional – preço médio: R$ 100 – Vinhedos plantados na encosta sul poente, com amadurecimento durante 12 meses em barica nova de carvalho francês. Rubi violáceo intenso e profundo com reflexo púrpura. Iniciou fechado. Depois de algum tempo mostrou a que veio. Iniciou com uma deliciosa nota de geléia de frutas vermelhas secundada por discretos toques florais (violetas). Evoluiu para ameixa madura, chocolate e leve toque crocante. Na boca se mostrou um vinho carnudo, suculento, elegante e sobretudo harmônico, eis que taninos, fruta, madeira, álcool e acidez estão integrados. Termina intenso e persistente. Um ótimo exemplar desta que é a principal cepa tinta portuguesa: Touriga Nacional. Longa vida na garrafa pela frente. Curiosidade: contra-rótulo destacável, com informações do nome do vinho, enólogo, casta, grau alcoólico, temperatura de serviço e finalmente o portal do produtor, para o consumidor ter facilidade de “memorizar” e “lembrar” do vinho com facilidade. Avaliação: 89/100 pts. +

Almagrande Touriga Nacional: suculento, harmônico e elegante - 89/100 pts. por R$ 100 - uma boa compra que estará disponível para venda em junho de 2010

Almagrande Touriga Nacional: suculento, harmônico e elegante - 89/100 pts. por R$ 100 - uma boa compra que estará disponível para venda em junho de 2010. Parte de seu contra-rótulo é destacável, com informações importantes do vinho.

Fragas Moscatel do Douro: tem na elegância uma de suas princiapis qualidades

Fragas Moscatel do Douro: tem na elegância uma de suas principais qualidades

Fragas Moscatel Douro Cavipor DOC 2007 – 17% álcool – uva: Moscatel do Douro – preço: não será comercializado no Brasil – Topázio profundo e intenso. Nariz complexo e elegante com notas de casca de laranja e frutas tropicais exóticas. Na boca seu sabor é frutado, untuoso e elegante com média concentração de sabor. Termina macio e curto. O que é anunciado pelo nariz não é confirmado no palato. Bom para aperitivos e queijos fortes. Obteve medalha de ouro no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de Portugal 2007 e medalha de prata no Mundus Vini realizado naAlemanha – 2007. Avaliação: 88/100 pts.

Repto Douro DOC Grande Reserva 2007

Repto Douro Grande Reserva: vinho moderno com boas perspectivas no Brasil

Repto Douro Grande Reserva: vinho moderno com boas perspectivas no Brasil

O Douro foi a primeira região vinícola do mundo tendo os seus limites demarcados em 1756. É a primeira região de vinhos portuguesa que toma o nome do rio que a atravessa e divide. Atualmente nova revolução se opera no Douro, porque os esforços de produção e comércio se dividem em duas frentes, onde se tem de contar cada vez mais com o vinho de mesa do Douro que a cada ano mais rivalizam, em qualidade preço com o Vinho do Porto. O Vale do Douro deixou de ser um lugar de produção exclusiva desse tipo de vinho fortificado. Alguns bons espumantes portugueses e muito poucos bons brancos que evidenciam um potencial menosprezado pelos agentes econômicos e muito bons tintos que vão fazendo figura “além fronteira” são produzidos nessa importante região vinícola do Velho Continente.

O contra-rótulo do Repto Grande Reserva 2007:

Este vinho foi vinificado em lagar de inox com temperatura controlada e é proveniente de uvas tintas bem maduras de Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca. Estagiou mais tarde em barricas de madeira de carvalho americano de 225 litros e engarrafado com vinte meses de idade. A complexa mas equilibrada harmonia de aromas e sabores, concedem-lhe uma identidade muito própria. Deve ser decantado, antes de servir, e a 18° C de temperatura.

Degustação

Repto Grande Reserva DOC Murça Douro 2007 – 14% álcool – Murça/Douro – uvas: Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca – sem importador para o Brasil, contato: Maurício Gouveia, tels. 55 11 8357 1310 BR e +351 963 590 201 Portugal - Cor rubi com reflexo violáceo intenso e halo púrpura nas bordas a denunciar sua juventude. Aromático com notas balsâmicas secundadas por cerejas e ameixas sobre um fundo ligeiramente floral. Na boca é um vinho de personalidade e de perfil nitidamente moderno, com fruta em evidência e boa fluidez. Taninos finos perceptíveis demandando um tempo maior na garrafa para o seu arredondamento. Acidez compatível e alguma sobra de álcool à denunciar que seus elementos estão por se integrar. Madeira e fruta com bom entrosamento. Fluído no meio de boca, termina longo e suave. Vinho rico, bem construído e com longa vida na garrafa pela frente. À conferir.

Avaliação: 88/100 pts. +

A longevidade dos brancos chilenos de Casablanca: Santa Carolina Gran Reserva “Estrella de Oro” Chardonnay 2001

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Um pouco da história da Santa Carolina

A origem da Viña Santa Carolina remonta a 1875, quando o advogado e empresário Luis Pereyra Cotapos decidiu produzir vinhos na saída de Santiago, a 6 km da Plaza de las Armas. O nome Santa Carolina, tem sua gênese na devoção a sua esposa, Carolina Iñiguez Vicuña, com quem teve dez filhos. Por sempre acreditar no potencial vinícola chileno, ao criar sua empresa, Don Luis convidou um grupo de profissionais franceses encabeçados pelo prestigiado enólogo Germain Bachelet, um dos fundadores da nova viticultura chilena, que selecionou as mais nobres vides de Bordeaux, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay, para serem plantadas nas terras do Vale Central chileno. Em 1974, a vinícola foi adquirida por Fernando Larraín Pena, do conglomerado Larraín-Cruzat. Em 1991, tornou-se uma das vinícolas pioneiras do Vale de Casablanca ao adquirir 50 hectares de terras naquela renomada região. Atualmente, a VSC faz parte do grupo Santa Carolina que também controla a empresa Watt’s, conhecida no Brasil pelos sucos de frutas e que tem ações negociadas na bolsa de valores de Santiago. A Santa Carolina possui 830 hectares de terras na Argentina e adquiriu do grupo Peñaflor a Bodega Santa Ana. Por fim, em 2006 surgiu a Carolina Wine Brands, que engloba as marcas Antares, Santa Carolina, Viña Casablanca, Viña Ochagavia e Finca El Origen (Argentina). No Brasil, a importação é da Casa Flora, tel. 11 3327-5199.

Degustação

Santa Carolina Gran Reserva 2001 – 12,8% álcool – Vale de Casablanca – uva: Chardonnay – Importado por Sonae – extinto Supermercado Big/Morumbi – (Atual importador: Casa Flora – preço: R$ 48,50 – safra 2005) – Cor palha com reflexos dourados, aromas intensos com bom equilíbrio entre fruta e madeira, notas de fruta madura (abacaxi maduro e carambola) sobre um fundo amanteigado. Na boca a sua entrada revela um vinho macio, escorregadio, cítrico com uma boa dose de mineralidade. Bem conservado, praticamente não sentiu o peso dos anos e por isso manteve o seu frescor. Às cegas facilmente passaria por um vinho de safra mais recente. Termina intenso e frutado e deixa uma nota de mel no palato. Chegaria tranquilamente até 2011.

Avaliação: 88/100 pts.

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