Monthly Archives: maio 2010

Susana Balbo lança vinhos da nova linha Zohar em SP no Allez, Allez!

No dia 06.05, a Importadora Cantu (televendas 0300 210 10 10), assessorada por Alessandra Casolato da CH2A realizou no Rest. “Allez, Allez!”, estabelecido na Vila Madalena, à Rua Wisard n° 288, SP, com cardápio assinado pelo chef Luiz Emanuel, o lançamento da linha de vinhos “Zohar”, com a presença de Susana Balbo, da vinícola Domínio del Plata, Tiago Dal Pizzol e imprensa especializada. Após, todos foram convidados para elaborar um vinho com a enóloga, que é proprietária da vinícola Dominio Del Plata.

 

Os pilares da Dominio del Plata são: viticultura de precisão, agricultura sustentável, idoneidade e busca pela perfeição

Os pilares da Dominio del Plata são: viticultura de precisão, agricultura sustentável, idoneidade e busca pela perfeição

Sobre Susana Balbo: nome lendário relacionado com o vinho argentino. Como enóloga, foi grande responsável pela alta qualidade dos vinhos da Bodega Catena Zapata. Em 2001 o atentado às torres gêmeas nos Estados Unidos, mudou completamente o rumo de sua vida ao deixar a vinícola de Nicolás Catena porque realmente o seu destino era os EUA, mas diante do acontecido decidiu ficar na Argentina, produzindo por conta própria, inclusive aperfeiçoando um vinho com o qual já trabalhava algum tempo chamado Anúbis, que ainda continua a ser produzido. Assim nasceu a famosa vinícola Domínio Del Plata, no distrito mendocino de Agrelo, em 2001, construída no meio de vinhedos de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Após poucos anos de atividade a empresa já ultrapassou a produção de 55.000 caixas de vinho destinadas quase que integralmente ao mercado externo.

Zohar Torrontés: do aramaico Zohar significa esplendor. O Torrontés tem estilo mais leve do que o Crios. Suas uvas são procedentes de Cafayate, Salta, no noroeste da Argentina, região apontada como a mais apropriada para seu cultivo

Zohar Torrontés: do aramaico Zohar significa esplendor. O Torrontés tem estilo mais leve do que o Crios. Suas uvas são procedentes de Cafayate, Salta, no noroeste da Argentina, região apontada como a mais apropriada para seu cultivo, porque está a 1760 m acima do nível do mar, perfeita para uvas brancas

Sobre os vinhos da linha Zohar: “com origem no aramaico, Zohar significa esplendor. Contém uma discussão mística sobre a natureza de Deus e sobre a origem da vida, do universo e da natureza das almas. Segundo estudiosos da Cabalá, descobrir o Zohar significa desvendar nosso mundo interior e nosso potencial ilimitado”. Para mim, afirma Susana “foi um desejo de expressar um novo estágio da vida, que marca um novo encontro, um reencontro com Deus”.O foco de mercado desejado para esses vinhos são os restaurantes.

Vinhos apresentados para degustação:

 

Zohar Torrontés 2009

Zohar Syrah/Bonarda 2008

Susana Balbo Malbec 2006

Benmarco Expressivo 2006

Virtuoso Late Harvest 2006

 

 

 

 

Zohar Torrontés – origem: Argentina – região: Valle de Cafayate, Salta – safra: 2009 – álcool: 13,8% – uva: Torrontés – preço: R$ 42,00 – Cor palha aberta brilhante. Nariz doce e terpênico com toques florais (rosas e jasmim), mel, algum vegetal (menta) e lichia. Na boca, apresentou acidez delicada traduzida no ótimo frescor. Boca macia, bom corpo. Perfil cítrico, picante, concentrado e sem travo amargo característico de alguns Torrontés. Retrogosto com notas de frutas tropicais, notadamente limão siciliano. Um verdadeiro “Primus Inter Pares”, que sempre se destaca com seu estilo que procura privilegiar a elegância no lugar da potência. Gastronômico, apresentou compatibilização perfeita com a Vichissoise, que é uma sopa fria de alho poró.

Avaliação: 88/100 pts.

 

 

 

Zohar Syrah-Bonarda 2008

Zohar Syrah-Bonarda 2008

Zohar Syrah/Bonarda 2008 – origem: Argentina – região: Los campamentos, Rivadavia, La verde e Mundo Nuevo (Mendoza) – safra: 2008 – álcool: 13,5% – uvas: Syrah/Bonarda – preço: R$ 48,00 – Cor rubi intenso sem halo de evolução. Unidimensional nos aromas com notas de barrica (madeira presente, 9 meses em barricas francesas e americanas de segundo uso) e algum herbáceo. Boca com taninos presentes, um pouco duros, corpo médio e baixa acidez.As sensações gustativas remetem à fase olfativa. Álcool proeminente. Final de média persistência, rústico com pequeno travo amargo e leve nota química. Ainda está jovem e deve se beneficiar de mais algum tempo na garrafa.

Avaliação: 85/100 pts.

Susana Balbo Malbec 2008: amadurecimento em barrica de carvalho francês durante 13 meses

Susana Balbo Malbec 2008: amadurecimento em barrica de carvalho francês durante 13 meses

Susana Balbo Malbec

Origem: Argentina – safra: 2008 – álcool: 14,5% – região: Agrelo (Luján de Cuyo), Anchoriz (Tupungato) e Altamira (San Carlos) – Mendoza – uva: Malbec – preço: R$ 98,00 – De cor rubi intenso com reflexos violáceos, este malbec mostrou porque essa casta é responsável pelo sucesso dos vinhos argentinos no Brasil e no Mundo (91/100 pts. WS 28.02.2010).Muito boa complexidade olfativa, com notas frutadas (groselha), tons florais (violetas), sobre um fundo de caramelo (bala toffee). Fruta e madeira (13 meses em carvalho francês de primeiro uso e segundo uso nas proporções de 80% e 20%, respectivamente) coexistindo com discretas notas balsâmicas. Na boca é um vinho quente que confirma as sensações aromáticas: bom corpo, redondo, textura macia com taninos firmes e doces. Termina longo e intenso deixando uma nota doce no palato. Foi bem à mesa como acompanhamento do Navarrin de Cordeiro.

Avaliação: 88/100 pts.++

BenMarco Expressivo: blend de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat e Petit Verdot

BenMarco Expressivo: blend de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat e Petit Verdot

Benmarco Expressivo

Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14% – região: Agrelo e Chacras de Coria (Luján de Cuyo), Los Arboles (Tupungato) e La Consulta (San Carlos) – Mendoza – uvas: Malbec (60%), Tannat, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit verdot, em proporções iguais (10%) – preço: R$ 150,00 – De cor rubi intenso profundo com reflexos violáceos, este delicioso blend platino amadurece 14 meses em barrica de carvalho francês na proporção de 70% e o restante em barrica americana de segundo uso. Paleta de aromas complexos e diversificados com especiarias, cedro, ameixa, violetas sobre um fundo defumado. As sensações gustativas remetem à fase olfativa, eis que é um vinho elegante, de taninos aveludados contrabalançados por acidez e álcool na medida. Termina longo e deixa uma nota frutada no palato com boa salivação. Mostrou boa compatibilização com a Lingua de Boi ao Molho Périgeuax. Obteve 92/100 da WS e da WA de RP em 31.12.2008

Avaliação: 90/100 pts. ++

Susana Balbo comentando o Zohar Torrontés

Susana Balbo comentando o Zohar Torrontés

O primeiro da direita para esquerda é o Susana Balbo Virtuoso Late Harvest de Malbec

O primeiro da direita para esquerda é o Susana Balbo Virtuoso Late Harvest de Malbec

Virtuoso Late Harvest

Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14,5% – uva: Malbec – região: Agrelo (Luján de Cuyo) Mendoza – preço: R$ 85,00 – Retinto na cor, este “colheita tardia” de malbec com amadurecimento por 18 meses em barrica de carvalho francês, surpreendeu por sua força aromática, com toques florais (violetas), mentoladas e chocolate. Notas de frutas negras maduras (principalmente cerejas e ameixas), tabaco e torrefação também foram percebidas. Boca macia, redonda, taninos finos (presentes), média/boa acidez, álcool generoso, madeira presente, leve açúcar residual e um discretíssimo travo amargo no final que não prejudica o conjunto. Faltou-lhe uma pontinha a mais de acidez para contrabalançar o leve açúcar residual e o álcool elevado. Um pouco mais de concentração de sabor também é desejável.

Avaliação:86/100 pts.

 

 

 

 

 

Vinhos utilizados para elaboração de vinho com supervisão da Enóloga Susana Balbo:

 

 

 

Malbec Altamira 2009

MalbecLos Arboles 2009

Cabernet Sauvignon Agrelo 2009

Merlot Altamira 2009

Bonarda Carrizal 2009

 

A amostra vencedora foi elaborada por Walter Tommasi, editor da Revista Free Time e Marcel Miwa, colaborador da Revista Divino e recebeu muitos elogios de Susana Balbo:blend de Merlot, Malbec (Los Arboles) e Cabernet Sauvignon, nas proporções respectivamente de 40%, 30% e 30%.

 

A amostra elaborada por José Luiz Pagliari com palpites do Didú, Zoraida, Álvaro Galvãoe por quem escreve essa linhas teve 40% CS, 30% Malbec Altamira, 15% Merlot, 10% Malbec Los Arboles e 5% Bonarda.

A CH2A abrange as diferentes atividades que envolvem o serviço de consultoria e Assessoria de Imprensa, com o objetivo de noticiar empresas, entidades, profissionais, produtos, campanhas, espetáculos e eventos nos principais veículos de comunicação. A CH2A desenvolve e realiza ações criativas e estratégicas que geram repercussão e resultados eficientes.

A CH2A abrange as diferentes atividades que envolvem o serviço de consultoria e Assessoria de Imprensa, com o objetivo de noticiar empresas, entidades, profissionais, produtos, campanhas, espetáculos e eventos nos principais veículos de comunicação. A CH2A desenvolve e realiza ações criativas e estratégicas que geram repercussão e resultados eficientes.

Companhia das Quintas: a evolução dos brancos portugueses

A Companhia das Quintas reúne uma coleção de Quintas históricas e lendárias em Portugal, algumas do século XV e XVIII. Esta tradição, aliada a uma moderna gestão, é a chave para o êxito deste projeto vencedor. A Companhia das Quintas detém sete quintas nas mais notáveis regiões vitivinícolas portuguesas. Degustação de vinhos portugueses do Alentejo, Douro e Estremadura, esta última, agora denominada Vinhos de Lisboa.

Os vinhos são importados pela Interfood (Roberta Ferrari – tel 011 2602 7255) e foram apresentados à imprensa especializada pelo Diretor de Enologia da Vinícola, Sr. João Correa. Bem feitos, os vinhos se destacaram por sua relação qualidade-preço: fáceis de beber, gastronômicos e de ótima tipicidade. Brancos e Tintos ostentam elevado nível de qualidade, mas no horizonte da diversidade lusitana o destaque fica para os brancos da casta Arinto, que encontrou no terroir de Bucelas a sua maior expressão.

Quinta da Romeira Bruto 2005: aromas intensos e doces contrabalançados por frescor que se destaca por seu perfil austero: vocação gastronômica

Quinta da Romeira Bruto 2005: aromas intensos e doces contrabalançados por frescor que se destaca por seu perfil austero: vocação gastronômica

Quinta da Romeira Espumante Estremadura-Bucelas 2005 – álcool: 13% – R$ 89,48

Palha claro com reflexos ligeiramente dourados. Essa coloração segundo João Correa é provocada pela Arinto. Aromas florais e doces. Uma ponta tostada completa o conjunto. Na boca tem ótima vivacidade e chega a ser austero de tão seco que é. Passa três aos na garrafa antes do dégorgement, por isso, apresenta complexidade gustativa acima da média e seu preço é compatível com a qualidade oferecida.

Avaliação: 88/100 pts.

Morgado de Santa Catherina: a passagem da casta portuguesa Arinto por barrica apresenta bons resultados

Morgado de Santa Catherina: a passagem da casta portuguesa Arinto por barrica apresenta bons resultados

Morgado de Sta. Catherina Estremadura-Bucelas Reserva 2007 – álcool: 13,5% – R$ 105,41 – Amarelo intenso com reflexos dourados. Deliciosos aromas de baunilha, coco queimado e uma ponta defumada. Na boca chama atenção por sua untuosidade. Denso e escorregadio tem fruta bem casada com a madeira, eis que a Arinto se adapta bem a essa passagem. Termina longo e intenso. Amadurece em barrica nova de carvalho francês por nove meses, 80% nova e o restante usadas. Evoluirá favoravelmente na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 89/100 pts.

Herdade da Farizoa: Alentejano da Cia. das Quintas

Herdade da Farizoa: Alentejano da Cia. das Quintas

Fronteira: vinhedos plantados no Alto Douro

Fronteira: vinhedos plantados no Alto Douro

Herdade de Farizoa Seleção do Enólogo 2006 – R$ 73,33 – Este é um vinho alentejano da Cia. das Quintas, corte das uvas Trincadeira, Aragonês, Touriga Nacional e Alicante Bouschet (30%, 30%, 20% e 20%, respectivamente). Rubi violáceo intenso. Aromas vinosos com notas de frutas negras, especiarias, compota sobre um fundo vegetal. Na boca a sua entrada revela um vinho denso, estruturado, quente, taninos macios e final longo e complexo. Sua acidez acentua sua vocação gastronômica, porque acompanhou o jantar preparado pelo Chef da SBAV-SP. O produtor o recomenda especialmente como acompanhamento de carnes assadas, pratos de caça e cogumelos. Boa relação preço-qualidade

Avaliação: 88/100 pts.

Fronteira Douro 2006 – álcool: 14,5% – uvas: Touriga Nacional, Tinta Franca e Tinta Roriz, (respectivamente 50%, 30% e 20%) – R$ 60,67 – Rubi com reflexos violáceos. Aromas de violetas, amoras, café, defumado e ligeira sobra de álcool. Na boca é quente, de corpo pleno, taninos poderosos com a acidez e o álcool conferindo algum equilíbrio ao conjunto. Tem fruta madura e termina com leve amargor dentro do aceitável. Vai afinar na garrafa nos próximos anos e tem relação preço-qualidade. Doze meses de estágio em carvalho francês.

Avaliação: 87/100 pts.

Quinta de Pancas: Estremadura - Alenquer

Quinta de Pancas: Estremadura - Alenquer

Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2006 – R$ 63,70 – da região de Alenquer, na Estremadura, este lote das castas Touriga Nacional (60%), Cabernet Sauvignon (35%) e Alicante Bouschet (5%), afinou durante nove meses em barrica de carvalho francês. Rubi violáceo intenso na cor, no olfato apresentou uma nota mentolada que cedeu espaço para café torrado, frutas negras e especiarias. Na boca é um vinho imponente, volumoso, com taninos fortes e polidos, a madeira está presente mas não se sobrepõe à fruta. É um vinho concentrado e profundo que termina suave e aveludado causando alguma salivação. Outro vinho que se destaca por sua tipicidade e relação preço-qualidade.

Avaliação: 89/100 pts.

Vinhos da Companhia das Quintas degustados na SBAV-SP

Vinhos da Companhia das Quintas degustados na SBAV-SP

Vinhos da Quinta do Vallado na SBAV-SP com a presença de Peterson Cantu e João Ferreira

No centro: Peterson Cantu

No centro: Peterson Cantu e do lado direito João Ferreira, Diretor da Quinta do Vallado

A Quinta do Vallado está localizada em Vilarinho de Freires, no centro do Douro, perto de Peso da Régua, cidade mais importante da região do Alto Douro e está implantada nas duas margens do rio Corgo, perto do ponto em que se une ao rio Douro. Com 38 ha de vinha com idades entre os 6 e os 10 anos, compensada por 26 ha das melhores parcelas da vinha com mais de 60 anos, gerida pela dupla Francisco Ferreira (gestão agrícola e administrativa) e João Álvares Ribeiro (área comercial), conta ainda com a ajuda do enólogo Francisco Olazabal. São todos familiares e descendentes da lendária Dona Antônia Adelaide Ferreira, que viveu no século XIX e historicamente ficou conhecida como a “Dona Ferreirinha”, empresária que dedicou a sua vida à cultura da vinha e à produção de vinho, no Douro. Por fim, cabe salientar que esses vinhos figuram nas listas das principais revistas de vinhos européias e da Wine Advocate (Robert Parker) e Wine Spectator em razão de suas altas pontuações.

A degustação foi conduzida com muita clareza e objetividade por João Ferreira Álvares Ribeiro, que fez esclarecimentos técnicos sobre a elaboração dos vinhos e foi saudado efusivamente pelos presentes. Peterson Cantu (Diretor Administrativo) e Marcelo de Moraes (Sommelier da importadora) também estiveram presentes.

Descrição e avaliação dos vinhos da degustação, agora sob importação da Cantu, tel 0300 210 10 10

Quinta do Vallado Branco DOC 2007 – R$ 77,50

Palha claro com reflexo verdeal. Aromas florais e cítricos com ótima sustentação na taça. Subscreve esses aromas na boca com destaque para seu frescor e balanço. Mineral, termina deixando uma nota levemente tostada no fim-de-boca. Trinta por cento do mosto estagiou sete meses em barrica de carvalho francês de segundo uso. Sua qualidade está nitidamente superior às safras anteriores.

Nota: 88/100 pts.


Quinta do Vallado Douro DOC 2007 – R$ 81,60

Rubi violáceo intenso. Aromas intensos de frutas vermelhas maduras (cereja) e toques florais (violetas). Boca macia, taninos redondos e balanceados. Frutado, é um vinho que se destaca por sua qualidade consistente e tipicidade. Termina intenso e persistente.

Nota: 88/100 pts. +


Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 – R$ 200,40

Rubi intenso e profundo com reflexos violáceos. No olfato os aromas florais dominantes confirmam a casta estampada no rótulo. Ao lado das notas de violetas sugestões de frutas negras como amoras e ameixas. Na boca é encorpado e um pouco alcoólico. É forte na acidez. É um vinho intenso cujos elementos estão em integração, eis que seus taninos também necessitam de mais algum tempo na garrafa para arredondamento. Termina complexo e salivante. Longa vida na garrafa pela frente. Um clássico, elaborado com uma das castas mais nobres de Portugal. Obteve 87/100 pts. RP em 31.12. 2008 e 92/100 WS – 28.02.2009.

Nota: 89/100 pts. +


Quinta do Vallado Douro DOC Reserva 2006 – 14,5% de álcool – R$ 240,00 (Cantu, tel 0300 210 10 10)Elaborado à partir de vinhas velhas de Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Touriga Nacional, Sousão e Touriga Franca, com passagem por barrica de carvalho francês durante dezessete meses. Rubi intenso, profundo com reflexo violáceo nas bordas. Aromas florais com destaque para violetas, licor de cacau que depois de algum tempo cedeu espaço para uma nota defumada sobre um fundo de baunilha. Boca no mesmo diapasão, taninos aveludados de fina textura contrabalançados por acidez pungente e álcool integrado sem incomodar. Frutado (ameixa e figo), seu estilo está mais para um Bordeaux da margem direita (Saint-Emilión) do que para a margem esquerda. Maduro e com uma deliciosa nota de chocolate, é aristocrático, fino e elegante, termina intenso e deixa uma nota de especiarias (canela).
Nota: 91/100 pts. + (RP 88/100 pts. em 12/2008)

Expovinis – flagrantes

No espaço da Nova Zelândia, brancos deliciosos:

No espaço da Nova Zelândia, brancos deliciosos: o Sauvignon Blanc amealhou o 1° lugar da categoria e se sagrou o melhor branco do "Top Ten" da feira. O Pinot Gris e o Riesling também demonstraram boa tipicidade.

Ademir Brandelli apresentou dois vinhos novos: o delicioso Estilo 2005, blend de Tannat, Malbec e Ancelotta e o Gran Reserva 2005

Ademir Brandelli apresentou dois vinhos novos: o delicioso Estilo 2005, blend de Tannat, Malbec e Ancelotta e o Gran Reserva 2005

Espumante Nacional campeão no Top Ten: Grand Legado Brut Champenoise – Wine Park

Espumante Nacional campeão no Top Ten: Grand Legado Brut Champenoise – Wine Park

Diversão: até o pessoal do Pânico na TV esteve presente. No meio do público o "sufista prateado"

Diversão: até o pessoal do Pânico na TV esteve presente. No meio do público o "freddie mercury prateado"

Mais um personagem do Pânico: Bola

Mais um personagem do Pânico: Bola

Vivi

Juju

Espaço da Cantu: linha Ramirana, da À esquerda o primeiro Chardonnay (70%) e Sauvignon Blanc de Lolos, região costeira do Vale de Colchágua, perto do Pacífico. O vinho da direita é o Syrah (55%) e Carménère, do Vale do Maipo - Costa.

Espaço da Cantu: Ventisquero, linha Ramirana. À esquerda o Chardonnay (70%) e Sauvignon Blanc de Lolol, região costeira do Vale de Colchágua, perto do Pacífico. O vinho da direita é o Syrah (55%) e Carménère, do Vale do Maipo - Costa.

Alessandra Casolato da CH2A: na linha de frente da Expovinis

Alessandra Casolato da CH2A: na linha de frente da Expovinis

Marina Cvetic by Tradebanc no Tivoli Mofarrej São Paulo

Masciarelli e Marina Cvetic: vinhos de qualiade comprovada

Masciarelli e Marina Cvetic: vinhos de qualidade comprovada

Na noite de 29 de abril último, a Tradebanc Wine & Food (televendas 0800 770 0949), realizou no Rest. “Arola Vintetres”, no 23° andar do Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, um jantar harmonizado com os vinhos italianos do Abruzzo Masciarelli/Marina Cvetic, com a presença de Nelson Fontella, Márcio Toledo, Marta Suplicy, Alexandre Furniel, imprensa especializada e socialites paulistanos.

Avenida 9 de julho vista do Restaurante Arola 23, no Hotel Mofarrej: vista impressionante

Avenida 9 de julho vista do Restaurante Arola 23, no Hotel Tivoli Mofarrej: vista impressionante

Sobre a região de origem dos vinhos: Abruzzo é uma região política da Itália de 1.3 milhões de habitantes e sua capital é L’Aquila. Faz divisa com Marche (ao norte), com Lazio (a oeste), com Molise (ao sul) e com o mar Adriático; ocupa um território de 10.798 km², e tem uma população de 1.312.727 de habitantes. É dividido em quatro províncias: L’Aquila, Chieti, Pescara e Teramo (a leste).

As condições climáticas especiais de que se beneficia, são perfeitas para as videiras, que se expressam através de uvas de ótima qualidade, das quais resultam excelentes vinhos, motivos de orgulho para a região, premiados em grandes concursos nacionais e internacionais.

A variedade dos vinhos produzidos no Abruzzo vai do tinto ao rosé e ao branco, constituindo uma rica paleta de opções. Estes vinhos são frutos de uma terra que soube conjugar tradição e modernidade, oferecendo uma qualidade ímpar, que conquistou não só a Itália, mas também toda a Europa, os Estados Unidos e o Canadá, o Japão, a Austrália e a América Latina.

Os quatro vinhos do Abruzzo: Montepulciano d’Abruzzo D.O.C., Trebbiano d’Abruzzo D.O.C., Controguerra D.O.C. e Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane D.O.C.G. Sua qualidade é garantida pelo respeito às especificações disciplinares de produção, além do trabalho realizado pelos respectivos Consórcios de Tutela que operam diariamente para salvaguardar e valorizar estas denominações. Masciarelli é, sem dúvida, um dos principais produtores da região.

Líder das pesquisas de opinião, a pré-candidata do PT ao Senado de SP Marta Suplicy também prestigiou o evento e disse que gosta de vinhos desde a juventude

Líder das pesquisas de opinião, a pré-candidata do PT ao Senado por SP Marta Suplicy, também prestigiou o evento e disse gostar de vinhos desde a juventude

Marcos, Alexandre (Sommelier da Tradebanc) e este blogueiro

Marcos, Alexandre (Sommelier da Tradebanc) e este blogueiro brindando com Villa Gemma

Sobre Masciarelli

É do Gambero Rosso que colhemos a opinião que segue sobre este importante produtor: “Gianni Masciarelli não se importa muito quando jocosamente é chamado de “Faraó”. Masciarelli tem esse apelido porque construiu uma adega tão cara e complexa, que causa um extraordinário impacto visual para até rivalizar com as pirâmides do Egito antigo. Evidentemente isso é um exagero, mas no lugar de Akhenaton, o “faraó rebelde” existe sua esposa Marina Cvetic, “a bela Nefertiti”. Juntos, eles formam um dos casais mais hábeis e determinados da vitivinicultura italiana. Não é de admirar, então, que seus vinhos já tenham atingido o almejado “Tre Bicchieri”. O Montepulciano d’Abruzzo Villa Gemma é um vinho rico, poderoso e que habitualmente apresenta um nariz frutado, concentrado com notas defumadas e taninos marcantes no palato. Já o Montepulciano d’Abruzzo Marina Cvetic, é delicioso, fácil de beber, “guloso”, com notas intensas de cereja no aroma, excelente estrutura na boca e também leva a vantagem de custar a metade do preço do Villa Gemma. Na ala dos brancos, Marina Cvetic Trebbiano, com amadurecimento durante 22 meses em barrica de carvalho francês de 1° uso, é a estrela da casa, um vinho bem feito tecnicamente, agradável e com sua base frutada demonstra ter personalidade. O Marina Cvetic Chardonnay é complexo, intenso e profundo. Muito bom, finalmente, o Villa Gemma Montepulciano D’Abruzzo Cerasuolo 2003, simplesmente um dos melhores de sua classe”.

Marina Cvetic Chardonnay 2005

Marina Cvetic Chardonnay 2005

Vinhos degustados:

Marina Cvetic Chardonnay 2005

Marina Cvetic Trebbiano 2006

Masciarelli Montepulciano D’Abruzzo 2006

Villa Gemma Montepulciano D’Abruzzo 2003

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados. Cabe ressaltar que a sugestão dos pratos coube ao experiente Sommelier Alexandre Furniel, da Tradebanc :

Masciarelli DOC Montepulciano D’Abruzzo DOC – Azienda Agrícola Masciarelli

Origem: Itália – região: S. Martino Sulla Marrucina – safra: 2006 – álcool: 13% – uva: Montepulciano D’Abruzzo (100%) – preço: R$ 55,00 (garrafa 375 ml) – rubi violáceo intenso com discreto halo granada. No olfato paleta de aromas terrosos com uma ponta de especiarias (cravo) e leve toque animal. Na boca se mostrou franco e direto, com taninos presentes de qualidade muito boa, acidez elevada, corpo médio, discreta presença de frutas negras e final suave com uma nota de chocolate. Vinho gostoso de ótima tipicidade.

Avaliação: 87/100 pts.

Marina Cvetic DOC Trebbiano D’Abruzzo

Origem: Itália – região: S. Martino Sulla Marrucina/Abruzzo – safra: 2005 – álcool: 14,5% – uva: Trebbiano (100%) – preço: R$ 369,00 – palha com reflexo dourado. No olfato apresentou expressão aromática muito particular, com frutas brancas em primeiro plano sobre um fundo mineral. Depois, uma nota quase crocante de avelãs tostadas passa a dominar o conjunto. Na boca é um vinho glicérico, escorregadio e encorpado. O álcool elevado não incomoda e lhe dá estrutura. Também impressiona por seu equilíbrio gustativo, todos elementos estão entrosados entre si e nem o longo amadurecimento em barrica francesa de primeiro uso (22 meses) tira o brilho da fruta e do frescor. Um vinho de qualidades excepcionais que só tem um defeito: o preço. Apresentou perfeita harmonização com “Pintxos de polvo com paprika doce”.

Avaliação: 90/100 pts. +

Marina Cvetic IGT Chardonnay Colline Teatine

Origem: Itália – região: S. Martino Sulla Marrucina/Abruzzo – safra: 2005 – álcool: 13,5% – uva: Chardonnay – preço : R$ 369,00 - Amadurecido por 23 meses em barrica de carvalho francês de 1º uso. Amarelo com reflexos dourados. No nariz fruta tropical (abacaxi maduro), num perfil um tanto unidimensional. Boca estruturada e de acidez mediana. Álcool generoso sem incomodar. Leve nota mineral sobre um fundo defumado. Termina intenso, longo e tem na tipicidade uma de suas maiores virtudes. Nota: alguns exemplares degustados davam sinais de estar em declínio. A amostra avaliada estava em boas condições, mas o seu auge também já havia passado. Razoável combinação com “Vieira grelhada com pure de berinjela defumada”.

Avaliação: 86/100 pts.

Villa Gemma Montepulciano D’Abruzzo DOC

Origem: Itália – região: S. Martino Sulla Marrucina /Abruzzo – safra: 2003 – álcool: 14,5% – uva: Montepulciano D’Abruzzo – preço : R$ 499,00 – Rubi violáceo quase retinto sem halo de evolução. No olfato apresentou aromas etéreos secundados por notas defumadas e de frutas vermelhas maduras com ótima sustentação na taça. Evoluiu para um toque animal sobre uma sugestão de mentol. Na boca é um vinho poderoso, estruturado, taninos finos de grande vivacidade, acidez de viés gastronômico e álcool generoso sem incomodar. Um vinho delicioso, profundo, aveludado, expressão maxima da casta Montepulciano na Itália. No contra-rótulo consta que “”si abbina preferiblimente a piatti di particolare gusto e pregio”. Amadurecimento: 18 a 24 meses em barril de carvalho francês. Envelhecimento: 12 a 18 meses na garrafa. Harmonização perfeita com “paleta de cordeiro cozida com batatas e tomates confiatados”.

Avaliação: 92/100 pts. ++

Nota de Falecimento – Dr. Sérgio de Paula Santos

No centro, lado direito, de camisa branca, Dr. Sérgio de Paula Santos. No canto direito, Carlos Cabral, fundador da SBAV-SP

No centro, lado esquerdo, de camisa branca, Dr. Sérgio de Paula Santos. No canto direito, Carlos Cabral, fundador da SBAV-SP

Recebemos de Eduardo Viotti, DD. editor da Revista Vinho Magazine, o e-mail que segue que reproduz texto do Diário do Comércio na íntegra dada a relevância da matéria nele veiculada. Como um de nossos livros de “cabeceira” é “O vinho e suas circunstâncias”, fazemos esta singela homenagem ao Dr. Sérgio de Paula Santos.
“Morre o crítico de vinhos Sérgio de Paula Santos
José Guilherme R. Ferreira – 5/5/2010 – 21h09
Há pouco mais de um mês, Sérgio de Paula Santos, crítico de vinhos e titular da coluna Adega, no DCultura, ligou para a redação do Diário do Comércio animado, mesmo internado havia meses no Hospital Albert Einstein, combatendo uma série de infecções. Sugeria uma reportagem sobre o recém-lançado “O Livro do Cozinheiro”, editado pelo Instituto Raimundo Lúlio, manual de receitas medievais da Catalunha que sempre desejou ver traduzido para o português.
A ardorosa campanha editorial por esse título histórico foi sua última contribuição para a cena enogastronômica. O médico otorrinolaringologista Sérgio de Paula Santos morreu no final da noite de terça-feira e seu corpo foi enterrado ontem no Cemitério da Consolação.
O connaisseur que escrevia em linguagem direta, até o ano passado, quando completou 80 anos, ainda mantinha nos olhos um brilho especial quando falava de seus temas de paixão: vinhos, a boa mesa e o tango (“uma invenção uruguaia”, fazia questão de frisar). Publicou mais de uma dezena de livros sobre vinhos e comida, sendo Memórias de Adega e Cozinha (Editora Senac/2007), o mais recente. Prometia para breve o Beber e Comer como Deus Manda, esse um título provisório.
Entre os pares do jornalismo especializado era saudado pelo pioneirismo e independência. Começou a escrever sobre vinhos no jornal O Estado de S.Paulo há mais de 30 anos, passou pela Folha de S. Paulo, e ultimamente vinha colaborando com este Diário do Comércio e outras revistas especializadas.
Foi introduzido no mundo do vinho pelo pai, médico como ele, em encontros memoráveis na casa do historiador quatrocentão Yan de Almeida Prado, onde conheceu grandes Bordeaux e Borgonhas. Pela chamada “Pensão Humaitá” de Yan passaram artistas, políticos e intelectuais de todos os matizes em meados do século passado.
Vinhedos – A formação de Paula Santos se deu também em viagens de estudo (Alemanha, Escandinávia, Estados Unidos e Argentina) e muitas jornadas de passeio por vinhedos e bodegas de toda Europa. Tinha um fraco pelos vinhos brancos da Francônia, item indispensável na sua adega farta. Era colecionador de livros sobre vinhos e gastronomia, além de voz marcante em uma série de entidades, entre elas a celebrada Confraria do Vinho do Porto.
Nos últimos tempos, desabafava sobre o advento de escolinhas marqueteiras de vinho (“como um curso de poucas horas pode formar um sommelier de restaurante?”), dos ecochatos e os vegans (“desconhecem a história da alimentação e portanto denigrem de orelhada o foie gras”).
No final do ano passado havia coroado sua carreira recriando a tão sonhada Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) – era seu presidente, além de vice-presidente da Academia Iberoamericana –, sempre em defesa da boa mesa, da tolerância, do convívio inteligente, contra a “macdonaldização da vida”.

Inovini: vertical de safras raras de Moscatel de Setúbal no Consulado de Portugal conduzida por Domingos Soares Franco

A Safra 1975 ocorreu num momento histórico de Portugal, logo após a Revolução dos Cravos

A Safra 1975 ocorreu num momento histórico de Portugal, logo após a Revolução dos Cravos

No dia 30 de abril de 2010, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, sito à Rua Canadá 324, Jd. Europa, realizou-se com apoio do AICEP Portugal Global e a Importadora Inovini (tel. 011 3623 2288), com a presença do Exm° Sr. Cônsul da República Portuguesa em São Paulo, Dr. José Guilherme Queiroz de Ataíde, Eng° Domingos Soares Franco, enólogo e proprietário da vinícola José Maria da Fonseca (6ª. geração), experts e jornalistas da imprensa especializada de São Paulo, uma “prova vertical de safras antigas do Moscatel de Setúbal José Maria da Fonseca” a saber: 1975, 1978, 1982, 1988, 1995 e 2003.

Safras da vertical: 1975, 1978, 1982, 1988, 1995 e 2003

Safras da vertical: 1975, 1978, 1982, 1988, 1995 e 2003

De início, cabe ressaltar que as amostras foram engarrafadas especialmente para essa degustação e trazidas ao Brasil pelo próprio Domingos Soares Franco, enólogo formado em Davis, na Califórnia que começou a trabalhar na JMF na década de 1980. Desde então introduziu inúmeras alterações nos vinhos da empresa, tornando-se um dos mais inovadores enólogos de Portugal da atualidade. Após a degustação, preparou-se uma mesa com diversos queijos, frios e embutidos típicos de Portugal, inclusive com o famoso queijo da “Serra da Estrela” que pôde ser provado junto com os moscatéis que foram servidos na degustação. O Moscatel JMF 2003 também foi provado (o mais simples, que pode ser apontado como “entry level” dos moscatéis). Por fim, cabe destacar que no almoço que se seguiu, foram servidos os vinhos José de Souza Mayor Alentejo 2007 e Domini Plus Douro 2007, ambos de importação da Inovini (www.inovini.com.br), que acabaram de desembarcar ostentando no rótulo o selo comemorativo de 175 anos da JMF com vinhedos na Península de Setúbal, Alentejo e Douro.

Domingos Soares Franco coordenou a degustação e comentou detalhadamente particularidades de cada safra.

Domingos Soares Franco coordenou a degustação e comentou detalhadamente particularidades de cada safra.

Sobre o Moscatel de Setúbal

Consoante afirmação de DSF, mesmo ostentando o título de empresa produtora de vinhos de mesa mais antiga de Portugal, o Moscatel já existia antes da criação da JMF – José Maria Fonseca. Trata-se de um vinho generoso no qual se acrescenta aguardente vínica francesa da região de Armagnac, a qual segundo DSF acrescenta sutileza, frescor e complexidade de aromas. A doçura do Moscatel provém do açúcar residual da uva que varia a cada safra. A legislação exige no mínimo 85% da uva moscatel, porém, desde meados dos anos 1980 a JMF utiliza 100%. Antes, porém, adicionava-se um pouco de Malvasia para lhe dar longevidade e de Arinto para reforçar o frescor. O percentual de álcool não pode ser inferior a 15,5% e as melhores uvas vêm da “Serra da Arrábida”, de solos argilo-calcários e das “Areias”, região de solo arenoso. As uvas da Arrábida são menos alcoólicas, possuem maior quantidade de açúcar residual, acidez maior e aromas mais finos. Já as uvas das “areias” são mais aromáticas e produzem vinhos mais redondos.

mesa portuguesa: ao fundo, queijo da Serra da Estrela: harmonização perfeita com Moscatel de Setúbal

mesa portuguesa: ao fundo, queijo da Serra da Estrela: harmonização perfeita com Moscatel de Setúbal

Sobre a degustação

Conduzida com brilhantismo e maestria pelo gentleman Eng° Domingos Soares Franco, que pessoalmente serviu e comentou detalhadamente as particularidades de cada safra, além de dar fartas explicações sobre o terroir local, safras antigas e o modus faciendi do moscatel. A conclusão sobre o Moscatel de Setúbal, empresto do portal lusitanoNova Crítica-Vinho & Gastronomia – Fórum de Discussão”: “por muito bem que se conheça este vinho, há sempre um elemento adicional de fascínio a cada nova apreciação: como se o vinho se reinventasse a cada momento”.

No centro: Erika Souza Cruz, Assessora de Imprensa da Inovini e Suzana Barelli, Diretora de Redação da Revista Menu

À esquerda: Anselmo Neves (Rest. Bacalhoeiro). No centro: Erika Souza Cruz, Assessora de Imprensa da Inovini e Suzana Barelli, Diretora de Redação da Revista Menu

Logo após a prova vertical, serviu-se o Moscatel de Setúbal JMF 2003, que apresentou cor topázio com reflexo alaranjado. Aromas frutados com sugestões de caramelo, grapefruit, laranja e leve pêssego. Na boca é um vinho fresco, suave, elegante e fácil de beber. Amadurecido em tonel de carvalho por 5 anos, é ótimo para acompanhar sobremesas conventuais portuguesas. Servi-lo aos 10° C. Bom para aperitivos. Custa R$ 58.

Avaliação: 87/100 pts.

Alambre 20 anos: harmonização perfeita com queijo de pasta mole da Serra da Estrela

Alambre 20 anos: harmonização perfeita com queijo de pasta mole da Serra da Estrela

Moscatel de Setúbal Alambre 20 anos Alambre é um vinho generoso que ostenta no rótulo a DOC Moscatel de Setúbal, blend das uvas Moscatel (70%), Arinto, Malvasia e Boais, de cor âmbar, também é um corte de colheitas cuja mais nova tem 20 anos e a mais velha 40 anos. Complexo, aromático (frutos secos, nozes, figos e doce de laranja em calda), harmônico, elegante e longo. Paladar gordo, frutado, fresco e macio. Ótima companhia para sobremesas com ovos. Harmonizou perfeitamente com queijo da Serra da Estrela. Álcool 18%, perceptível. Temperatura de serviço 16 ° C. Engarrafado em 2008 – Preço: R$ 220,00 – inovini.com.br

Avaliação: 90/100 pts.

José de Sousa Mayor 2007: alentejano de perfil moderno teve desempenho à mesa acima do esperado

José de Sousa Mayor 2007: não é apenas o rótulo que é bonito. É um vinho Alentejano de perfil moderno que teve desempenho acima do esperado à mesa.

José de Souza Mayor 2007, Vinho Regional Alentejano, 13,5% álcool, lote das uvas Grand Noir (uva criada por Henry Bouschet, cruzamento das uvas Amaron e Petit Bouschet), Trincadeira e Aragonês. Preço: R$ 175,00 – Elaborado com uvas pisadas em lagar e fermentadas em ânforas de barro, amadureceu em barricas novas de carvalho francês durante 10 meses e foi engarrafado sem filtração. Vermelho rubi com reflexo violáceo. Aberto nos aromas com notas predominantemente balsâmicas e frutadas sobre um discreto tostado. Na boca seu perfil é moderno, com taninos macios que lhe conferem invulgar elegância. Sua acidez elevada chamou a atenção porque está em harmonia com a fruta, álcool, madeira e resulta num conjunto equilibrado. Cresceu à mesa e harmonizou perfeitamente com o delicioso “Arroz de Pato” e “Cordeiro Assado Alentejano” preparado pelo Chef Everaldo da Silva do restaurante “O Bacalhoeiro”. Vai afinar na garrafa nos próximos anos, porque reconhecidamente é um vinho de guarda.

Avaliação: 89/100 pts.++

Outro vinhão da JMF, só que agora do Douro: Domini Plus 2007, lote das castas Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Elaborado  pela tradicional "pisa à pé", estagia em barricas novas de carvalho francês. Ostenta no rótulo o selo de 175 da JMF

Outro vinhão da JMF, só que agora do Douro: Domini Plus 2007, lote das castas Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Elaborado pela tradicional "pisa à pé", estagia em barricas novas de carvalho francês e ostenta no rótulo o selo de 175 da JMF

Domini Plus 2007 – DOC Douro, 13,5% álcool, lote de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz – Preço: R$ 175,00 – Inovini – tel. 011 3623 2288 – este é o primeiro vinho produzido pela JMF no Douro, na Quinta de Mós, Cima Corgo, Douro Superior, com 15 hectares de “vinhas velhas”. Seus vinhedos são lindeiros aos do Vale Meão. Rubi violáceo quase púrpura. No nariz sente-se uma nota de álcool “a descoberto” que cede para resina sobre um fundo vegetal com leve tostado. Na boca sente-se o vigor dos taninos jovens, fruta (ameixas) e madeira em integração, acidez gastronômica e um final um pouco duro, sinalizando que mais alguns anos na garrafa contribuirão para o afinamento desse legítimo Douro que termina seco e persistente.

Avaliação: 88/100 pts.+

Prova Vertical

Moscatel de Setúbal 1975

Cor topázio escuro. Inicialmente seus aromas alcoólicos lembravam whisky com malte em profusão, contudo, esse aroma cedeu espaço para frutas cristalizadas, damasco, caramelo e tâmaras. Na boca a sua entrada revelou um vinho expansivo, concentrado e quente. Intenso, mostrou “álcool à descoberto” não o suficiente para empanar sua imagem. Quase mastigável apresentou alguma rusticidade ao final e por isso foi um dos mais comentados da degustação. No retrogosto fica uma nota de açúcar mascavo. Este vinho carrega um pouco da história de Portugal porque após a Revolução dos Cravos, a preocupação da família JMF era “salvar o negócio, porque fazer vinho era secundário”. Para encerrar, Domingos esclareceu que a safra também “não foi das melhores”. Mesmo assim não decepcionou…

Avaliação: 90/100 pts.

Moscatel de Setúbal 1978

Topázio claro com brilho. O perfil aromático é bem diferente do anterior. Aqui temos notas de alcatrão, tostado, castanhas e passas. Na boca é quente, denso, com notas de avelãs, torrefação, mel e revela bom frescor e balanço. É menos intenso do que o anterior, porém, termina mais suave com alguma cremosidade.

Avaliação: 90,5/100 pts.

Moscatel de Setúbal 1982

Topázio escuro com ligeira turbidez. Como nos dois exemplares anteriores seu perfil aromático é particular, com delicadas notas de frutas secas (figos), doce de laranja e frutas cristalizadas. Na boca subscreve esses aromas, porém, sem a dimensão dos exemplares das safras anteriores. Falta-lhe exuberância própria das safras generosas, mesmo assim termina macio e aveludado e deixa notas tostadas no retrogosto. Também não decepcionou.

Avaliação: 89/100 pts.

Moscatel de Setúbal 1988

Topázio com reflexo avermelhado brilhante. Aqui também temos um vinho peculiar, porque sua paleta aromática é diferente das dos demais. Apresenta o tradicional toque de “vinagrinho” que longe de ser um defeito, é uma característica dos grandes moscatéis. Sugestões amendoadas sobre um fundo frutado no qual se destacam aromas de doce de laranja em compota, nozes, caramelo e açúcar mascavo. Na boca confirma esses aromas e termina com longuíssima persistência, acariciando o palato. Apontado por DSF como o melhor da vertical, tem mais 50 anos de vida pela frente eis que 1988 foi uma safra ótima.

Avaliação: 92/100 pts.

Moscatel de Setúbal 1995

Topázio escuro brilhante. Perfil aromático com predomínio de notas balsâmicas, ligeiro cítrico sobre um fundo doce e cremoso. Na boca a “pegada inicial” evoca nozes, damasco e abricot. Intenso e profundo deixa no retrogosto uma elegante e interminável nota cítrica.

Avaliação: 90/100 pts.

Moscatel de Setúbal 2003

Topázio claro brilhante e intenso. Nariz complexo com sugestões de casca de laranja, caramelo, nozes e coco queimado. Na boca é um vinho vigoroso, “gordo”, cujos elementos estão em integração, porque iniciou com uma nota de álcool que dominou o conjunto. Depois cedeu espaço para geléia de damasco e rapadura sobre um fundo cremoso. Acidez evidente. Segundo DSF, a safra 2003 foi uma das melhores nos últimos anos para os moscatéis, de modo que este vinho evoluirá positivamente na garrafa como o 1988.

Avaliação: 91/100 pts.

Expovinhoff – uma feira “off” que veio para ficar

Diversos blogueiros estiveram presentes

Diversos blogueiros estiveram presentes

Angela Mochi apresentando os vinhos chilenos Sucre, do Vale do Maule

Angela Mochi apresentando os vinhos chilenos Sucre, de destacada relação preço-qualidade provenientes do maior vale chileno em extensão territorial: o Maule, "a bola da vez"

Este Barolo foi um dos vinhos de maior destaque no evento

Este Barolo do produtor Giuseppe Cortese foi um dos vinhos de maior destaque no evento: a Interfood importa o Barbaresco

Brites Aguiar: apesar de pouco conhecido nessas bandas, é um Douro com "D" maiúsculo

Brites Aguiar: apesar de pouco conhecido nessas bandas, é um Douro com "D" maiúsculo

A Max Brands também esteve no evento e promoveu degustação de parte expressiva de seu portfólio

A Max Brands também esteve no evento e promoveu degustação de parte expressiva de seu portfólio

Marcelo de Moraes, da Cantú, destacou a importância dos vinhos Xavier, do Rhône, recentemente incorporados ao portfólio crescente da importadora

Marcelo de Moraes, da Cantú, destacou a importância dos vinhos Xavier, do Rhône, recentemente incorporados ao portfólio crescente da importadora

Californianos da Smart Buy Wines: Chateau Montelena Chardonnay e Siduri Pinot Noir se destacaram

Californianos da Smart Buy Wines: Chateau Montelena Chardonnay e Siduri Pinot Noir se destacaram. Na foto: Hobo Zinfandel, Kuleto Syrah e Educated Guess Napa Valley Cabernet Sauvignon 2006

Beto Duarte do blog papodevinhoblogspot.com, Coordenador da Expovinhoff: habilidade, simplicidade, tolerância  e pioneirismo  no planejamento da "Feira Off" mais comentada do momento. No mundo do  há espaço para todos.
Beto Duarte do blog papodevinhoblogspot.com, Coordenador da Expovinhoff: habilidade, simplicidade, tolerância e pioneirismo no planejamento da “Feira Off” mais comentada do momento. No mundo do vinho há espaço para todos.

Parabéns Beto!

Expovinis – Degustação de vinhos orgânicos e biodinâmicos da Emiliana – grupo CyT no Brasil pela Magna Import

 "G" Biodinâmico, utiliza as melhores uvas do "Coyam" e levaSyrah, Carménère, Cabernet Sauvifnon e Merlot

"G" Biodinâmico, utiliza as melhores uvas do "Coyam" corte de Syrah, Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot

Cristián Rodríguez, Diretor Comercial da Emiliana, pertencente ao grupo CyT, conduziu degustação de vinhos orgânicos do portfólio da Magna Importadora
Cristián Rodríguez, Diretor Comercial da Emiliana, pertencente ao grupo CyT, conduziu degustação de vinhos orgânicos do portfólio da Magna Importadora
Emiliana Sauvignon Blanc, Adobe Gewürztraminer, Novas Syrah de casablanc e Novas Syrah-Morvèdre de Colchágua: vinhos de qualidade homogênea

Emiliana Sauvignon Blanc, Adobe Gewürztraminer, Novas Syrah de Casablanca e Novas Syrah-Mourvèdre de Colchágua: vinhos de qualidade homogênea

Adobe Gewürztraminer produzido com uvas de uma região fresca do Vale de Cachapoal: mesmo sem ter a exuberância dos brancos litorâneoas, os chilenos vem demonstrando um surpreendente manejo de outras castas além das tradicionais Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Adobe Gewürztraminer produzido com uvas de uma região fresca do Vale de Cachapoal: mesmo sem ter a exuberância dos brancos litorâneos, os chilenos vem demonstrando um surpreendente manejo de outras castas brancas além das tradicionais Chardonnay e Sauvignon Blanc.

No espaço da Magna Import houve uma degustação para a imprensa especializada. Fomos convidados juntamente com o dinâmico Carlos Marcondes, repórter da revista DIVINO, uma das revistas que tenho a honra de colaborar como degustador. Raul Henriques de Lucena, Gerente de Marketing da importadora estabelecida no bairro “Alto de Santana”, em São Paulo, telefones 2113-0956 e 2113-0990, nos recebeu. A degustação foi comandada por Cristián Rodríguez, Diretor Comercial da Emiliana, que integra conglomerado de vinícolas do grupo Concha y Toro. Álvaro Espinoza é o enólogo, com farta experiência no Chile em vinhos orgânicos, dinâmicos e biodinâmicos.

O catálogo 2010 da Magna Import esclarece que: “Com o objetivo de incorparar a agricultura orgânica à Emiliana, em 1998, a empresa adquiriu mais terras para constituir novos vinhedos em Casablanca, Maipo e Colchagua (apontados como os melhores do Chile), dando origem à Emiliana Orgânico, um projeto único no Chile e pioneiro na América Latina. A agricultura orgânica é baseada num delicado cuidado com os vinhedos numa relação íntima com o meio ambiente, que permite à Emiliana alcançar a máxima expressão das condições de seu terroir”.

Abaixo descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Emiliana Adobe Reserva Gewürztraminer – 14,5% álcool – Preço: R$ 49,00 – Produzido com uvas do Vale de Cachapoal que juntamente com Colchágua integram o Vale de Rapel, este vinho orgânico conta com garrafa 15% mais leve. É o “entry level” da Emiliana Orgânico e nos aromas já confirmou sua tipicidade, com delicados toques de lichias e de pétalas de rosas confirmados no palato, de frescor mediano que deixa uma nota herbácea e uma sensação adocicada (pêssego em calda) no retrogosto com uma disceta sobra de álcool.

Avaliação: 86/100 pts.

Emiliana Novas Premium 2007 – Carménère/Cabernet Sauvignon (80 e 20% respectivamente) – 13% álcool – Preço: R$ 69,00 – Elaborado com uvas do Vale de Colchagua obteve 89/100 pts. da WA de RP. Rubi com reflexos violáceos. Aromas balsâmicos, frutas vermelhas e algum tostado. Boca balanceada de taninos macios. Termina intenso e deixa uma nota herbácea no retrogosto.

Avaliação: 87/100 pts. +

Emiliana Novas Winemakers Seléction Syrah/Mourvédre 2007 (75 e 25% respectivamente) – 15% álcool – Preço: R$ 99,00 – Rubi violáceo intenso. Boa fruta nos aromas com uma pitada de madeira sobre um fundo terroso. Boca densa, forte e potente com taninos de ótima qualidade. Bem extraído com fruta madura na medida. O álcool na casa dos 15% está bem entrosado com os demais elementos e apenas provoca uma aquecida no palato.Termina firme e rugoso. Dá sinais de que terá uma boa evolução na garrafa. O Vale de Colchágua é apontado, com justa razão, como um dos melhores terroirs para a Syrah que aqui assumi perfil muito particular e interessante.

Avaliação: 87,5/100 pts. +

Emiliana Novas Winemakers Seléction Syrah 2007 – Vale de Casablanca – 14,5% álcool – Preço: R$ 99,00 – Rubi intenso profundo com reflexo púrpura. No olfato despontam os típicos aromas da casta com especiarias, groselha e frutas vermelhas. Na boca apresenta taninos de fina textura e apresenta invejável equilíbrio gustativo, eis que a madeira não se sobrepõe à fruta. Tem boa acidez e termina um pouco curto, porém, deixa uma sensação aveludada no palato. Há poucos vinhos dessa uva com esse perfil no Chile, todavia, a sua qualidade intrínseca confirma a assertiva de que o Chile é o país n° 1 do Cone Sul quando o assunto é adaptação das castas ao melhor terroir.

Avaliação: 89/100 pts. ++

“G” – Emiliana Reserva Ultra Premium – blend de Syrah, Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot – safra 2005 - Vale de Colchágua – 15% álcool – Preço: R$ 380,00 – “G” na língua mapuche significa “terra”. Elaborado com a seleção da melhores uvas destinadas ao Coyam, amadurece 15 meses em barrica francesa de primeiro uso. Cor púrpura intenso. Elegante e delicado no olfato com toques de cassis, especiarias e geléia de frutas vermelhas. Na boca a sua entrada revela um vinho amplo, sedoso, elegante, rico e de taninos aveludados com fruta copiosa. Guloso e persistente, seus 15% de álcool estão integrados ao conjunto que praticamente não tem arestas. Intenso e longo, termina guloso porque convida para próxima taça. Como nada é perfeito, o único defeito do biodinâmico “G” é seu preço. Todavia, estamos diante de um dos melhores vinhos chilenos da atualidade. Já está pronto para ser degustado, mas tem longa capacidade de guarda.

Avaliação: 92/100 pts. ++

Emiliana Coyam 2006 – blend de Syrah, Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon, Mourvèdre e Malbec – Vale de Colchágua – 14,5% álcool – Preço: R$ 199,00 – “Coyam” na língua mapuche significa “madeira”. Rubi violáceo profundo e intenso com reflexo púrpura. Finos aromas de geléia de frutas vermelhas, ameixas e cedro sobre um fundo defumado. Subscreve no palato as sensações olfativas. A sua entrada é forte e anuncia um vinho estruturado, profundo, de taninos numerosos e polidos. Álcool entrosado com acidez, fruta e madeira. Termina macio e deixa uma nota doce na boca. Um vinho produzido com uvas cultivadas sob métodos “orgânicos” que se apresenta cada vez melhor a cada edição e que tem capacidade de guarda, eis que 1/3 do mosto amadurece em barrica de 1° uso e o restante de 2° uso por 13 meses.

Avaliação: 90/100 pts. ++

Expovinis: degustação de vinhos de Bucelas da Quinta da Murta

Os brancos da Quinta da Murta são prova contundente da evolução desse tipo de vinho em Portugal: simplesmente deliciosos

Os brancos da Quinta da Murta são prova contundente da evolução desse tipo de vinho em Portugal: simplesmente deliciosos

Uma das degustações mais interessantes que participamos, foi dos deliciosos vinhos portugueses da Quinta da Murta, ainda sem importador no Brasil. O portal informa que “A Quinta é uma propriedade vinícola com 27 hectares, situada a 2,5 km de Bucelas e aprox. 20 km a norte de Lisboa. A propriedade possui 14,5 hectares de vinha, produzindo vinhos brancos DOC Bucelas e tintos Regional da Estremadura. A primeira colheita data de 1994. A Quinta está inserida na Rota dos Vinhos, constituindo também um destino de enoturismo, realização de concursos, vendas de vinho e eventos e oferece um enquadramento paisagístico deslumbrante”.

A Quinta conta com assessoria do jovem enólogo Hugo Mendes que explicou detalhadamente a elaboração de cada vinho. O que pôde ser notado foi o perfil moderno, que tem a fruta no papel principal e a madeira como ator coadjuvante. Intensos, balanceados e sobretudo frescos, são caldos bem feitos que dá uma real idéia da evolução dos brancos portugueses. Não sei qual foi o desfecho, mas torcemos para que consigam um bom importador. Fica então a nossa torcida para que esses vinhos cheguem logo ao Brasil, porque sempre há espaço para bons produtores em nosso mercado.

À esquerda Hugo Mendes (enólogo) e à direita Denise, que tem um blog filiado aos enoblogs

À esquerda Hugo Mendes (enólogo) e à direita Denise, do principiantedosvinhos.blogspot.com, filiado aos enoblogs

Quinta da Murta branco reserva: medalha de prata no Concuros nacional de Vinhos de Portugal

Quinta da Murta Reserva branco: medalha de prata no Concurso Nacional de Vinhos de Portugal

Abaixo uma breve descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Quinta da Murta – Espumante Reserva Bruto DOC Bucelas – 12,5% álcool – Preço: 7,5 euros – Produzido na Região Demarcada de Bucelas pelo método clássico. De perlage delicada com borbulhas finas e intensas. No nariz um aroma cítrico próprio da casta (Arinto 100%). Na boca, deixa uma sensação de frescura longa e agradável.

Avaliação: 87/100 pts.

Quinta da Murta 2007 – Branco Reserva DOC Bucelas – 13,5% álcool – Preço: 15 euros – Da escolha das uvas mais maduras da casta Arinto, fermentou-se o mosto em barricas novas de carvalho francês e americano, nas quais se seguiu um estágio de 3 meses em presença das borras, com batonage. Equilibrado com aromas de baunilha, frutas tropicais frescas sobre um fundo levemente defumado, tem cor amarela palha e uma boca untuosa, complexa e fresca. Tem condições de evoluir. Produção: apenas 2.600 garrafas

Avaliação: 89/100 pts. +

Quinta da Murta – Branco DOC Bucelas 2007 – 12,5% álcool – Preço: 5,70 euros Produzido predominantemente a partir da casta Arinto de Bucelas. A casta “Rainha” dos vinhos brancos Portugueses. Fruto de raras condições de solo, exposição das vinhas e o micro-clima, este branco é fresco, redondo, equilibrado, de cor palha e aroma franco e levemente frutado.

Avaliação: 86/100 pts.

Vale da Murta – uvas: Touriga Nacional/Syrah – 13,5% álcool – Preço: 5,00 euros – Da seleção cuidada de uvas resultou este vinho de cor vermelha rubi com reflexo violáceo, aromas florais (violetas) e um paladar macio, taninos sedosos com uma nota de fruta madura. Termina suave e intenso.

Avaliação: 87-8/100 pts.