Monthly Archives: junho 2010

Esvaziando a Adega 21a. edição: Carménères

Da esquerda para direita: Veo Grande Carménère 2005, Casa Silva Reserva 2005  e o mendocino Viniterra 2006

Da esquerda para direita: Veo Grande Carménère 2005, Casa Silva Reserva 2005 e o mendocino Viniterra 2006

A reunião foi realizada no sábado, 19 de junho, no Restaurante “Benvenuto” (tel. 11 3081-0112), localizado numa galeria da Rua Augusta, 2676 – Loja 3, com a presença dos confrades Clóvis Pavan, Lucas Garaldi, José Luiz Garaldi, Romeu Mattos Leite e quem escreve essas linhas.

Abaixo, a relação dos vinhos:

9° - Aurora Pequenas Partilhas Carménère Serra Gaúcha 2006 – 12% álcool – R$ 35

8° – Viña La Rosa La Capitana Barrel Reserve 2005 – 14,5% – San Marinno – R$ 39

7° – Armador Carménère 2006 – 13,5% álcool – World Wine – R$ 39,00

6º – Santa Rita 120 2006 – 14% álcool – Valle del Maipo – Grand Cru – R$ 32,00

5º – Casillero del Diablo 2005 – Valle Central – 13,5% álcool – C y T do Brasil – R$ 30,00

4º - Ventisquero Reserva 2004 – Valle del Rapel – 14% álcool - Cantu – R$ 43,00

3º – Casa Silva Reserva 2005 – Colchagua Valley – 14% – Vinhos do Mundo– R$ 45

2° – Viniterra 2006– Mendoza – 14,5% álcool – Vínea – R$ 62,00

1° – Veo Grande 2005 – Colchagua Valley – 13% álcool – Obra Prima – R$ 35,00

À esquerda: Raphael Monteclaro César comanda a cozinha do Benvenuto

À esquerda: Raphael Monteclaro César comanda a cozinha do Benvenuto

Sobre a degustação

Essa degustação teve por tema a uva Carménère de procedências diversas além do Chile (Argentina e Brasil) e de safras não muito antigas (o mais velho é de 2004). A avaliação geral quanto ao estado de conservação das amostras foi boa. A amostra mais antiga datava de 2004, Ventisquero Reserva 2004. Um vinho com passagem por barrica de carvalho americano, que ainda não dava sinais de cansaço o que corrobora a afirmativa de que são longevos. Ficou na quarta posição. O campeão da “peleja”: Veo Grande Viña Errazuriz Ovalle 2005 (R$ 35,00 – Obra Prima/PR – representante Washington F. Moraes, celular 9310 6011 e-mail wf.moraes@terra.com.br), vinho elegante que mostrou toda tipicidade da casta (rubi violáceo, mostrou ótima complexidade olfativa com notas de compota (goiabada), frutas vermelhas e de boca fluída, macia, redonda, frutada e que termina com muita harmonia e apresenta um retrogosto levemente herbáceo) por ter sido produzido na excelente safra de 2005, é um vinho que praticamente manteve o seu desempenho inalterado, eis que há exatos dois anos foi campeão da degustação realizada na SBAV-SP denominada “Traga o seu vinho”. O segundo lugar foi para um vinho que dividiu opiniões: um Carménère de Mendoza, Argentina, que logo sobressaiu-se por seus aromas a lembrar vermute, frutas vermelhas, sobra de álcool e taninos potentes. Sem tipicidade, obteve boa pontuação por conta de seu estilo poderoso e frutado. Por fim, na terceira colocação de forma incontroversa, um Carménère que já obteve o título de “Melhor Carménère do Mundo” promovido pela “Associación de Ingenieros Agronomos Enólogos de Chile”: Casa Silva Reserva 2005. Por fim, digna de nota é a região dos vinhos que ocupam a 1ª. e 3ª. posições: Colchágua, apontada como uma das principais regiões chilenas para o cultivo dessa uva.

Sobre a Carménère

É voz corrente que cada país produtor de vinho deve ter uma identidade vitivinícola. A oportunidade do Chile se apresenta com a carménère, uva bordalesa que se extinguiu por completo na França em razão da praga denominada Filoxera. Antes disso, foi trazida ao Chile e amplamente cultivada, porém, descobriu-se que grande parte das plantações de merlot eram realmente de carménère e o Chile é um dos poucos países onde está variedade é produzida e por isso que se converteu na sua bandeira. Seus vinhos são mais escuros que os merlots e ao ser colhida no seu ponto de madurez (gosta do clima quente), apresenta aromas de café, chocolate e terra úmida. Na boca seus taninos são aveludados e doces. Colhida antes de seu ponto de maturação seus aromas são predominantemente herbáceos, com notas de pimentão verde e na boca costuma apresentar um ligeiro amargor que lhe confere personalidade.

Ela é cultivada em outros países, mas quando se fala em vinho de Carménère a referência é o Chile. É no vale de Colchagua que há o maior cultivo e produção de vinhos dessa varietal. Os especialistas dizem que ela se deu bem na região por causa da geografia que cria barreiras naturais como o oceano Pacífico, o deserto de Atacama e a Cordilheira dos Andes que protegem a região de pragas como a Filoxera e além disso o solo vulcânico e seco contribui para a composição de um terroir adequado à Carménère”.

Suas principais regiões de cultivo no Chile são: Vales de Cachapoal, Colchagua, Maule e Rapel.

Em 31.08.2008, a Wine Advocate de Robert Parker atribuiu 97/100 pontos para o vinho Carmín de Peumo da safra 2005, da vinícola Concha y Toro, a mais alta pontuação dada por esse importante crítico norte-americano a um vinho chileno.

Abaixo a avaliação dos vinhos degustados;

9º. Lugar – Aurora Pequenas Partilhas Carménère S. Gaúcha 2006 – 12% álcool – R$ 35

Nota: 80/100 pts.

8º. Lugar – Viña La Rosa La Capitana Barrel Reserve 2005 – 14,5% – San Marinno – R$ 39

Nota: 82/100 pts.

7º. Lugar – Armador Carménère 2006 – 13,5% álcool – World Wine – R$ 39,00

Nota: 84/100 pts.

6º. Lugar – Santa Rita 120 2006 – 14% álcool – Valle del Maipo – Grand Cru – R$ 32,00

Nota: 85/100 pts.

5º. Lugar – Casillero del Diablo 2005 – Valle Central – 13,5% álcool – C yT do Brasil – R$ 30,00

Nota: 85/100 pts.

4º. Lugar – Ventisquero Reserva 2004 – Valle del Rapel – 14% álcool - Cantu – R$ 43,00

Nota: 85/100 pts.

Pódio -

3º. Lugar – Casa Silva Reserva 2005 – Colchagua Valley – 14% álcool – Vinhos do Mundo – R$ 45

Nota: 85,5/100 pts.

2º. Lugar – Viniterra 2006 – Mendoza – 14,5% álcool – Vínea – R$ 62,00

Nota: 86/100 pts.

1º. Lugar – Veo Grande 2005 – Colchagua Valley – 13% álcool – Obra Prima – R$ 35,00

Nota: 87/100 pts.

Gran Devoción Cabernet Sauvignon/Syrah 2007: 90/100 da WS

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Degustação no Ráscal Villa Lobos

Afincado Malbec 2006, Cape Mentelle 2001, Trapiche Brut, Angelo Gaja Promis 2006, Aglianico del Vulture Il Repertorio 2005, Sancerre Domaine Raimbault 2007 Reunião ocorrida no Ráscal do Shopping Villa Lobos na noite de 17.06.2010, com a presença de quem escreve … Read more »

Vinhos da Eivin na SBAV-SP

Na degustação, além dos espumantes do sul do país, os tintos se destacaram, principalmente o Terragnolo Marselan 2009 (aguardando lançamento) e o Don Laurindo Gran Reserva 2005

Na degustação, além dos espumantes do sul do país, os tintos se destacaram, principalmente o Terragnolo Marselan 2009 (aguardando lançamento) e o Don Laurindo Gran Reserva 2005

A EIVIN, vinhos nacionais especiais tem por objetivo atender necessidade do mercado de encontrar pequenas vinícolas que produzem vinhos de qualidade internacional, elaborados com características próprias, identificados por seu terroir local.

Também atende a uma necessidade dos clientes: restaurantes e empórios, em adquirir pequenas quantidades de vinho para suas compras semanais, evitando grandes estoques e perdas de produto.

O modelo de trabalho escolhido é o do desenvolvimento comercial e de marketing de Vinícolas Nacionais com atuação em todo o território nacional. Este conceito foi criado após criteriosa análise do mercado nacional e internacional de vinhos com o apoio de um seleto grupo de amigos do vinho, entre consultores, críticos, jornalistas e donos de restaurantes/empórios.

Atualmente a EIVIN distribui vinhos das vinícolas brasileiras Marson (www.cavemarson.com.br), Cordilheira de Sant`ana (www.cordilheiradesantana.com.br), Terragnolo (www.terragnolo), Santo Emílio, Vinha Solo, Bettú e outras novas vinícolas que estão em fase de análise e cadastramento.

Abaixo impressões sobre os vinhos com destaque para o nível de qualidade das amostras degustadas na noite de 15 de junho de 2010. Márcio Marson, discorreu clara e serenamente sobre os objetivos da EIVIN e particularmente sobre características dos produtores e dos vinhos degustados. O resultado da degustação foi positivo. Márcio reuniu produtores escolhidos “à dedo” . São vinhos diferenciados e pouquíssimos conhecidos nessas bandas. O perfil das amostras vai do clássico Don Laurino Gran Reserva 2005 até o moderno Marselan 2009 da Terragnolo. Na ala dos espumantes, o destaque ficou para o Stellato Charmat, um vinho espumante de Cabernet e Merlot com boa fruta e ótimo frescor. O Panizzon Rosé também não decepcionou. Por fim, a conclusão é que a EIVIN tem um portfolio de vinhos nacionais de regiões até então desconhecidas que vale à pena ser conhecido.

Espumante Panizzon Rosé Brut

Origem: Brasil – safra: 2009 – álcool: 11,5% – uvas: Chardonnay e Pinot Noir – região: Altos Montes/RS – vinificado em Flores da Cunha – preço: R$ 32,12 – salmão brilhante e límpido. Perlage media, fina e delicada com discreta coroa de espuma. Olfato simples e franco com uma boa dose de frutas vermelhas num perfil convidativo e agradável. No palato é fino, frutado, curto e não deixa nenhum amargor. Para um espumante “Charmat” apresenta boa complexidade.

Avaliação: 86/100 pts.

Espumante Stellato Charmat

Origem: Brasil – safra: 2008 – álcool: 13% – uvas: Merlot e Cabernet Sauvignon em partes iguais – região: Lajes/Serra Catarinense – preço: R$ 43,00 – Em 2003 a Família Binotto adquiriu a Fazenda Quinta dos Montes situada em Urupema, Santa Catarina, naquele que é considerado um dos pontos mais altos e frios do Brasil. Iniciou o plantio de uvas finas e foi buscar referências no mercado internacional para a produção de vinhos de elevada qualidade. Elegeu a meta de plantar 40 ha de vinhedos e está iniciando um projeto para construção de uma das mais modernas vinícolas do país. Análise organoléptica: Cor rosa salmão brilhante, perlage intensa e fina com borbulhas em profusão. Perfil aromático complexo com frutas passadas, leve oxidado com notas de leveduras, tudo com boa sustentação na taça. Sem passagem por madeira, elaborado segundo o método charmat longo, a fermentação maloláctica realizou-se em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada para aumentar a complexidade aromática e, pelo visto, isso foi conseguido. Amadurece sobre suas leveduras “sur lie” por três meses. Termina intenso e tem por destaque seu elevado frescor que lhe confere equilíbrio gustativo.

Avaliação: 87/100 pts.

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Villaggio Grando – Chardonnay

Origem: Brasil – safra: 2008 – álcool: 12,8% – região: Campos de Herciliópolis/Água Doce/SC – preço: R$ 51,00 – A história da Villaggio Grando se inicia nos anos 1990 quando um amigo de origem francesa analisou o clima, a altitude e o solo e concluiu que o terroir local é apropriado para o cultivo de “vitis vinifera”. Trata-se da região de Herciliópolis, município catarinense de Água Doce, onde a Floresta de Araucárias dá lugar aos Campos de Palmas, planalto de características singulares para o desenvolvimento e cultivo de vinhedos. O método de plantio utiliza espaldeiras e a exposição das videiras obedece ao sentido norte-sul. Os cachos maturam lentamente, o que resulta em vinhos bem estruturados e de vida longa, incluindo os brancos. Análise organoléptica: Coloração amarelo-palha claro brilhante. Nariz a sinalizar boa tipicidade da casta com notas amanteigadas, abacaxi, pêra, maçã verde sobre um fundo de mel com leve toque defumado. Média intensidade com boa complexidade aromática. Na boca, apresenta boa acidez e concentração de sabor com delicadeza e mineralidade. Limpo (sem madeira), equilibrado termina com levíssimo amargor vegetal que não incomoda.

Avaliação: 86/100 pts.

Prelúdio

Origem: Campos de Cima da Serra/RS – safra: 2007 – álcool: 12,7% – uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (respectivamente nas proporções de 70%, 20% e 10%) – preço estimado: R$ 46,30 – Primeiro projeto da Vinha Solo, elaborado à partir de vinhas de produtividade reduzida (menos de 2 kg por planta) e sem adição de conservante INS 220 consoante afirmação de seu produtor Marco Danielle. Análise organoléptica: rubi intenso com alguma profundidade. Muito complexo no olfato com aromas de couro, caça e madeira sobre um fundo vegetal. Na boca um degrau a menos, com taninos de qualidade média, ligeira sobra de álcool e pouca fruta. Termina com leve aspereza e rusticidade.

Avaliação: 82/100 pts.

Bettú Cabernet Sauvignon

Origem: Brasil – safra: 2004 – álcool: 13,5% – uva: Cabernet Sauvignon – região: RS/Garibaldi – preço estimado: R$ 120,00 – Vilmar Bettú é reconhecidamente um produtor garagista de primeira linha. Recentemente, quem escreve essas linhas teve oportunidade de provar dois rosés de sua autoria, um filtrado e outro não. Ambos agradaram, mas o não filtrado se sobressaiu por conta de seu sabor concentrado e saboroso. Seus vinhos tem personalidade e o lema da vinícola é “respeito pela natureza está em primeiro lugar”. Análise organoléptica: Rubi violáceo intenso com halo de evolução. No olfato inicialmente predominou uma nota de uva americana, sagú, mentol, café e aromas terciários sobre um fundo herbáceo. No palato é um vinho redondo, macio, taninos de media qualidade, boa acidez e madeira integrada. Termina rústico. Seu estilo lembra vinhos do Velho Mundo. Tem concentração de sabor proporcionada pela maceração longa (30 dias) e passagem por barrica de “madeira velha” (13 meses). Um vinho que dividiu opiniões, eis que não apresentou a tipicidade esperada da casta, mas também não decepcionou. Não vai evoluir, porém, poderá ser bebido sem pressa nos próximos anos porque ainda tem sobrevida na garrafa.

Avaliação: 85/100 pts.

Terragnolo Marselan

Origem: Bento Gonçalves/Vale dos Vinhedos/RS – safra: 2009 – álcool: 13,8% – uva: Marselan – preço não divulgado – A história da Terragnolo remonta a 1875 com a chegada de Luigi Valduga ao Brasil, vindo de TerragnoloTrento, norte da Itália. Luigi trouxe na bagagem mudas de videiras que foram plantadas na região de Bento Gonçalves. Hoje a família já se encontra na quarta geração, nas mãos de Sandro Valduga que além de produzir vinhos, faz sucos e geléias diferenciados que também levam a marca Terragnolo. Obs: A Marselan resulta do cruzamento da bordalesa Cabernet Sauvignon com a Grenache, que desempenha papel importante no Rhône e na Espanha. Análise organoléptica: Rubi profundo com reflexo púrpura. Nariz poderoso e crocante, aromas concentrados de geléia de frutas negras (amoras e ameixas), coco, especiarias, chocolate escuro e algo lácteo sobre um fundo terroso. Na boca subscreve plenamente o nariz com frutado exuberante, suculento e gostoso. Taninos potentes contrabalançados por acidez de viés gastronômico a formar um vinho de perfil moderno e que demonstra o potencial da região. Termina com ligeira adstringência que se suavizará com mais algum tempo na garrafa. Longa vida pela frente.

Avaliação: 88/100 pts.

Don Laurindo Gran Reserva

Origem: Brasil – safra: 2005 – álcool: 13,5% – região: Bento Gonçalves/Vale dos Vinhedos/RS – uvas: Tannat (80%) e Ancellotta – preço: R$ 157,51 – O lema é “o amor pelo vinho”. Vinícola criada em 1991, quando Laurindo Brandelli reuniu os filhos e com eles, resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, surgindo assim a Don Laurindo Ltda., empresa familiar. Unindo-se tradição, arte e técnica, através da produção própria e seleção das uvas, obtém-se vinhos típicos e longevos. Análise organoléptica: rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Aromas frutados com predomínio de geléia de frutas vermelhas (framboesa, cereja e amora) especiarias e madeira fina. Denso e rugoso na boca, com uma massa tânica de ótima qualidade que lhe dá vida. Tudo no lugar certo: álcool, taninos, acidez e madeira perfazendo um conjunto equilibrado e prazeroso. Vinho regular e consistente que apresenta ótima evolução na garrafa, podendo ser guardado por 8/10 anos.

Avaliação: 88/100 pts.

Vinea Store lança vinhos do Rhône Vidal-Fleury com apresentação de Agnaldo Záckia

O Côtes-du-Rhône branco é feito somente com Viognier e custa R$ 62,00, safra 2008 A linha de vinhos Vidal-Fleury começa num gostoso Côtes-du-Rhône que custa apenas R$ 56 (safra 2007). Obteve 85/100 pts. que faz dele um das melhores opções … Read more »

Luis Alegre Rioja Reserva 2004

cultvinho

A Espanha é um país que conta com uma superfície de vinhedos de 1.329.000 hectares, sua produção vinícola soma 4,8 bilhões de litros e o consumo per capita de vinho é de 34,64 litros/ano. Possui uma tradição histórica na produção de vinhos, tendo sido esta praticamente a única forma de cultivo que resistiu às devastações provocadas pela luta entre muçulmanos e cristãos, que só terminou em 1492. Atualmente é o país com a maior área plantada de vinhedos no mundo. Destaque-se que os vinhos espanhóis vivem um grande momento, com elevado grau de modernização e tecnologia nas bodegas, novas gerações de enólogos e sobretudo uma profunda transformação experimentada pelos vinhedos são alguns dos fatores que impulsionaram essas mudanças.

O rótulo, informa que:

Rioja – Denominação de Origem Controlada

Tipo de uvas – 90% Tempranillo e 10% Graciano e Mazuelo

Vinificação – Colheita manual proveniente de diferentes áreas da propriedade da bodega, que suportam uma vinicultura fortemente seletiva, controlada exclusivamente pela equipe técnica da Bodegas Luis Alegre, muito exigente com o fruto. A estrutura deste grande vinho provém da mescla de Tempranillo com uma seletiva amostra das uvas tintas da Rioja; um suave e doce Mazuelo, uma Garnacha vermelha e suculenta e uma Graciano potente de cepas antigas.

Tipo de barrica – Americanas (80%) e Francesas (20%)

Amadurecimento em barrica – 17 meses

Amadurecimento na garrafa – mínimo de 19 meses

Pontuações: Guia Peñin 2009 – 89/100 pts. e GVG 7/10

O contra-rótulo:

“90% Tempranillo e 10% de Graciano, Mazuelo e Garnacha. Fermenta y macera com los hollejos durante 10-12 dias. Amadurece en barricas de variedad de roble Quercus Sessilis importados de los mejores bosques europeos (Francia, Hungria e Croácia) durante 17 meses. Permanece la botella otros 19 meses alcanzando suplenitud”.

Degustação

Luis Alegre Reserva 2004 – 13,5% álcool – DOC Rioja Alavesa/Espanha – uvas: Tempranillo, Graciano, Mazuelo e Garnacha.Importado por Cultvinho (tel 011 26132 7183). Preço: R$ 134 análise organoléptica: rubi violáceo intenso de reflexo granada nas bordas. Nariz aberto com fruta madura, caramelo, canela, tabaco com boa sustentação. Álcool integrado. Na boca sua entrada revela um vinho quente, poderoso, de taninos rugosos de boa qualidade. É um vinho gostoso no palato que deixa uma nota terrosa. Termina largo, persistente e salivante. Ainda jovem, vai apresentar boa evolução na garrafa nos próximos anos. Potente, apresenta boa tipicidade.

Avaliação: 88/100 pts. +

Fairview Sauvignon Blanc Paarl 2009 #cbe

A Sauvignon Blanc está bem adaptada ao terroir local - Paarl

A Sauvignon Blanc está bem adaptada ao terroir local - Paarl/África do Sul

Para Hugh Johnson “A África do Sul está transbordando vinho. Bom vinho, que ela não pode vender com lucro. Entretanto, cada safra parece ficar maior e melhor e os investimentos continuam chegando em grandes proporções. Empresas estreantes aparecem à razão de 50 por ano e existe atualmente a opção de mais de 6.000 rótulos. Competição, qualidade e opção na extremidade superior melhoraram de modo impressionante, como conseqüência – embora os níveis de álcool tenham disparado também (parece que é obrigatório para os vinhos de competição serem nervosos, de efeito atordoante com até 15 graus). Não obstante a oferta em excesso e as margens em fuga presentes, o governo está injetando mais do que entusiasmo – talvez oportunidade – no que até agora foi virtualmente um comércio só de brancos: uma legislação de ação afirmativa juntamente com um impedimento do tipo “incitar o burro a comer uma cenoura” exige que os produtores comecem a partilhar igualdade com sócios negros”.

A África do Sul, apontada como o mais velho produtor de vinhos dos países do chamado “Novo Mundo”, faz alguns vinhos elogiados pela crítica internacional. Alguns de seus vinhos se parecem com os similares europeus e vez por outra recebem altas pontuações de revistas como Wine Spectator (EUA), Decanter (Inglaterra) e da crítica local capitaneada pelo experiente John Platter (autor do festejado South African Wine Guide). A indústria do vinho deste país começou a reagir após o fim do regime do “apartheid”, em 1990. Em 2 de fevereiro daquele ano, um discurso do Presidente De Klerk deu início ao desmonte do regime opressor condenado mundialmente e isso possibilitou a reabertura e o consequente sucesso das vinícolas do Cabo e do restante do país.

Por fim, cabe destacar que o país é dono de uma natureza abençoada por belezas naturais que só podem ser encontradas ali porque soube aproveitar a sua terra e produzir grandes vinhos que retratam muito bem a diversidade do país – pela colonização européia que trouxe a técnica, pelos nativos que inovaram nas técnicas de vinificação e pela geografia bela e inusitada com montanhas e canyons que provocam surpresas entre seus vales inteiramente cultivados com parreiras, que nos verões ficam laranjas ao entardecer, devido ao reflexo da luz do Sol na famosa Table Mountain – uma visão que vale a pena ser conferida.

Um Sauvignon Blanc gostoso, com aromas típicos da casta e forte acento mineral a lhe conferir elegância. Vale o preço!

Um Sauvignon Blanc gostoso, com aromas típicos da casta e forte acento mineral a lhe conferir elegância. Vale o preço!

Fairview Sauvignon Blanc 2009 – Darling e Swartland, Coastal – 13,5% álcool – R$ 49,00 – Ravin (www.ravin.com.br) – Rua Gandavo, 526 | Vila Mariana | São Paulo – SP | Tel.: (11) 5574-5789 – Charles Back, dinâmico e inovador foi o pioneiro no sucesso da Viognier (o primeiro do Cabo e ainda muito bom), faz um Semillón típico e elegeu por meta produzir um Sauvignon Blanc nos vinhedos frios de Darling e Stellenbosch que se destacasse por sua qualidade. Esses vinhedos datam de 1965 e são reconhecidos como os mais antigos desta variedade na África do Sul. A safra 2009 foi apontada como ótima para esta cepa na região. Charles Back está a atingir o seu objetivo, porque este vinho tem perfil surpreendente que se destaca por sua versatilidade. Análise organoléptica: palha esverdeado com muito brilho. No olfato desponta grama cortada, figo fresco e um leve toque cítrico com boa sustentação. Boca no mesmo diapasão com ótimo frescor e concentração de sabor, corpo pleno e bem balanceado pela fruta tropical que domina o conjunto. O acento mineral confirma sua elegância. Untuoso e delicado deixa uma leve sugestão cítrica no retrogosto. Muito boa relação qualidade-preço e tipicidade. Sua boa estrutura permite que possa ser bebido até o final de 2011.

Avaliação: 88,5/100 pts.

Don Diego 2006 – um Cabernet Sauvignon argentino “orgânico” de raça

Don Diego Cabernet Sauvignon: o vinho objeto deste post é da safra 2006

Don Diego Cabernet Sauvignon: o vinho objeto deste post é da safra 2006

A Provincia de Catamarca está localizada no noroeste da Argentina e possui cerca de 300.000 habitantes. Faz divisa ao norte com Salta, ao nordeste com Tucumán, ao leste com Santiago del Estero, ao sudoeste com La Rioja, ao sul com Córdoba e ao oeste com Chile. A capital é San Fernando do Vale de Catamarca (1.121 km de Buenos Aires), que tem vôos diretos para a capital Argentina. Sua gastronomia é rica e pode ser provada na capital provincial e nos diferentes povoados. Há a possibilidade de organizar visitas a estabelecimentos para o aprendizado do processo de elaboração de doces, queijos de cabra, óleos e principalmente vinhos, porque é uma provincia historicamente produtora de vinhos de mesa, eis que conta com 2.200 hectares de vinhedos. Hoje em dia, todas as esperanças estão postas no Vale de Fiambalá, onde se trabalha seriamente no cultivo de diversas castas nobres com destaque para Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A Malbec e a Bonarda também são cultivadas mas de acordo com a crítica especializada os melhores resultados são alcançados com a Syrah e a Cabernet Sauvignon, as quais produzem vinhos frutados e sedutores. Com as brancas Torrontés Riojano, Moscatel e Chardonnay, também são alcançados bons resultados.

A diversidade de microclimas que caracteriza o território catamarquenho permite o desenvolvimento de uma ampla gama de atividades ligadas à agricultura. A zona vitícola está conformada por duas regiões. Uma voltada para Santa Maria, limite sul do Vale de Calchaquíes. A outra é reconhecida por seu sucesso na produção de vinhos finos e está localizada em Tinogasta, Vale de Fiambalá, responsável por 80% da produção. Há vinhedos plantados a 1.700 metros de altitude, no leste, de solo arenoso argiloso-pedregoso a cerca de 200 km da fronteira com o Chile, com o cultivo de 400 ha de uvas nobres. A Província de Catamarca integra a região semi-árida da Argentina e suas temperaturas médias anuais são de 20°C no leste e centro, embora se registrem marcas de até 45º C no verão. O clima continental temperado de extraordinária sanidade para as uvas e a amplitude térmica de cerca de 18ºC, concorrem positivamente para o cultivo de castas nobres, como salientado no início deste texto. Os vinhos são produzidos com a Indicação de Procedência (IP) Catamarca, Denominação de Origem (DO) Vale de Fiambalá.

Sobre a Finca Don Diego Fiambala

Website:http://www.fincadondiego.com Informações gerais:

Finca Don Diego – Frutos de Fiambalá S.A.
Vinos de Altura Sarmiento 1981 7°B (+54-011)4954-6835

Missão: Oferecer vinhos de qualidade superior, que refleten o compromisso e a dedicação das perssoas que o elaboram. Diferenciar um vinho e uma bodega, da multiplicidade de opções que existe no mercado.

Produtos: vinhos de Altura – 1.505 metros acima no nível do mar: orgânicos de qualidade premium

Importador SPGOURMET – Vinhos e Champagnes, com sede nesta capital sito à Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 302 – Vila Nova Conceição, telefone 3375 9576, www.saopaulogourmet.com.br, na pessoa dos sócios diretores Georges Plaskocinski e Hugo Belloc.

Degustação

Don Diego Cabernet Sauvignon Roble Orgânico Catamarca 2006 – R$ 54,00 (safra 2007) Vinho que apresenta ótima tipicidade da casta no noroeste da Argentina, eis que seu perfil é distinto dos cabernets mendocinos. Elaborado pelos “winemakers” Elvio Centurión e Diego Espinoza, com assessoria de Esteban Roldan e Juan Longo e Assessoria Internacional de Isabel Mijares. Vinho totalmente orgânico que recentemente se destacou no Concurso de Vinhos realizado na cidade de Vitória, Espírito Santo. Intenso e profundo na cor, de boa expressão aromática com sugestões mentoladas, tabaco, groselha sobre um fundo madeirado (barrica nova) com toques defumados. Na boca é fresco, taninos firmes e tem personalidade. Concentrado, a madeira está bem colocada (seis meses em barricas francesas e americanas) e lhe dá boa complexidade e personalidade. Está mais macio do que há oito meses atrás, todavia, mais algum tempo na garrafa deverá arredondá-lo ainda mais. Bom para churrascos. Um vinho que vale à pena ser provado.

Avaliação: 88/100 pts.++

Espumantes da Linha .Nero recebem medalha de Ouro e Prata na Vinus 2010

A Domno do Brasil, representada pela linha de espumantes .Nero, conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata na 7º edição da Vinus, concurso realizado entre os dias 16 e 19 de maio, em Mendoza, Argentina. O Concurso Internacional de Vinhos e Licores premiou, ao todo, 22 rótulos de espumantes do Brasil. No total, 48 degustadores provaram 500 amostras vindas de 25 países. Dentre os degustadores brasileiros, estava o especialista Sérgio Inglez de Souza e os enólogos e diretores da ABE, Carlos Abarzúa e Leocir Bottega.

Nero Rosé Brut 750 red.JPG

As premiações para a linha .Nero foram:

.Nero Espumante Brut Branco – medalha de ouro

.Nero Espumante Moscatel – medalha de ouro

.Nero Espumante Brut Rosé- medalha de prata

Com experiência em concursos realizados mundo afora, Carlos Abarzúa destaca o reconhecimento dos espumantes brasileiros no concurso. “O Vinus confirmou o que já se sabia. A qualidade do espumante brasileiro é reconhecida mundialmente”, ressalta. Os prêmios pesaram ainda mais por competirem com champagnes, cavas e proseccos.

Participando pela primeira vez em um concurso fora do país, o diretor da entidade, Leocir Bottega, ficou impressionado com a excelente organização do evento. Segundo ele, o serviço do vinho ficou a cargo de uma escola de sommelier, o que qualificou o evento.

A Domno do Brasil, empresa do grupo Famiglia Valduga Co. com menos de dois anos de atuação no mercado, comemorou as boas notícias que revelam o potencial da empresa. A Domno atua em duas frentes de negócios: a importação de vinhos finos e a elaboração de espumantes pelo método charmat. Esse projeto representa a certeza do Grupo no crescimento do setor de vinhos finos no Brasil, tanto de nacionais quanto de importados.

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Comercialização:

Domno do Brasil – Site: www.domno.com.br

Tel: (54) – 3388- 3999 – domno@domno.com.br

Alfa Crux Blend 2002

Alfa Crux Blend 2002: 93/100 pts. da Wine Spectator em 15.10.2006: pontuação exagerada

Alfa Crux Blend 2002: 93/100 pts. da Wine Spectator em 15.10.2006: pontuação exagerada

A Argentina é um país que se localiza entre a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico na parte meridional do continente americano e que têm cerca de 37 milhões de habitantes distribuídos em 23 Províncias. Possui a 8ª maior extensão territorial do planeta. É o 5º maior produtor mundial de vinhos e o 10º exportador. Sua principal região vinícola, Mendoza (localizada há 2.500 km ao norte da Patagônia), não sofre influência marítima porque está localizada há 1.000 km do oceano Atlântico e sofre forte incidência do sol o ano inteiro devido ao clima seco que propicia poucas chuvas. A amplitude térmica é grande e isso favorece a vinicultura. Depois de Mendoza, as demais regiões vinícolas do país são: Calchaquies, La Rioja, San Juan e a Patagônia.

A Bodega O. Fournier pertence aos irmãos espanhóis Natália e José Manuel Ortega Gil-Fournier e está construindo uma Adega no belíssimo Vale de Uco, na Argentina. Atualmente suas operações estão sediadas em La Consulta, Mendoza. Seus proprietários num primeiro momento tomaram como bandeira a Tempranillo (bem adaptada ao terroir local), para depois incorporar outras variedades como Malbec, Merlot, Syrah, Sauvignon Blanc e Torrontés. Conta com assessoria do enólogo Jose Spisso. Nascida na Argentina, tem filiais em Ribera del Duero (Espanha), Vale do Maule (Chile) e no Vale do Douro (Portugal).

Alfa Crux Blend 2002 – Vale de Uco

No Vale de Uco o clima é temperado e as noites no verão são frescas. A amplitude térmica e a localização privilegiada dos vinhedos permitem uvas de uma grande expressão aromática, possibilitando a elaboração de vinhos complexos e elegantes. É um vale cobiçado pelos grandes vinicultores porque produz uvas de alta qualidade, de caráter varietal distinto e concentração adequada para a elaboração de vinhos finos. Está muito perto da Cordilheira e se beneficia dessa proximidade. Na ala das tintas, existe uma distribuição equilibrada das variedades Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Tannat e Tempranillo.

O contra-rótulo:

Variedades 60% Tempranillo, 35% Malbec, 5% Merlot. Origen viñedos: La Consulta, Pareditas, El Cepillo, Chilecito (Mendoza). Altitud 1.100 m. Cosecha a mano em cajás de 18 kg., durante abril de 2002. FRermentación alcohólica 7 dias em tanques de acero inoxidable a 28°C. Maceración28 dias a 24°C. Fermentación maloláctica em barrica. Crianza 17 meses em barricas nuevas (80% roble francês, 20% roble americano). Producción 40.000 botellas.

Premiações:

93 points Wine Spectator
Four stars Decanter Magazine
“Best New World Red” Steven Spurrier Decanter Magazine
Number 86 from Top 100 Wine List Wine Spectator 2006
Selected for Wine Spectator Grand Tour 2007 (200 of the best wineries in the world)
17.5 points Jancis Robinson
Silver Medal Decanter World Wine Awards

Degustação

Alfa Crux blend 2002 – Valle de Uco – 14,5% álcool – adquirido em Mendoza em 12/2007 por cerca de R$ 70. Preço para safra atual (2006): R$ 180,50 – Supermercado “Bon Marche”. Importador: Vinci Vinhos. Análise organoléptica: vermelho rubi com reflexo violáceo intenso com leve turbidez e discreto halo de evolução. Nariz de média expressão aromática com notas tostadas, fruta em compota (ameixa) e uma forte sugestão de caramelo. Na boca a sua entrada revela um vinho potente e estruturado. Denso no palato, a passagem por barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%) durante 17 meses ainda não possibilitou o amaciamento dos taninos, duros e cortantes. A acidez baixa e a sobra de álcool sinalizam que o vinho apresenta algum desequilíbrio. Apresenta profundidade gustativa e no fim-de-boca doçura exibiu uma sugestão ameixa que logo foi camuflada pela madeira. Seu desempenho praticamente inalterou-se, eis que foi degustado em 21 de outubro de 2009 (verificar matéria postada em 28.10.2009) e de lá para cá não apresentou nenhuma evolução. Avaliação: 86/100 pts.