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Monthly Archives: julho 2010
Buffet de domingo 1° de agosto no Rosmarino com músico Cassio Carvalho
Com a apresentação do musico Cássio Carvalho
das 13:00 as 14:00 horas
Reservas pelo telefone 3819-3897
DOMINGO 01.08.2010
BUFFET $ 49,00
BUFFET DE ENTRADAS
Ostras frescas de Santa Catarina
Vitel Thoné
Terrine de berinjela, abobrinha e tomate seco
Salada de rúcula, manga e cogumelos
Brie quente ao mel e amêndoas
Endívias com pêra, nozes e purê de feijão branco
Couscous marroquino com frutas secas
Salada de Verdes
Ovinhos de Codorna, Pepino em Conserva
BUFFET DE PRATOS QUENTES
Filé à parmigiana
Arroz branco
Rösti de mandioquinha e alho poró
Anchova Negra ao forno com alcaparras e amêndoas
Palmito assado na casca
Ravioli de hadoque ao creme e vinho branco
Quiche de alcachofra e tomate seco
Risoto de abóbora e funghi na moranga
Spaguetti aos 3 Molhos: Pomodoro, Pesto e Creme.
O Rosmarino fica na Rua Henrique Martins n° 44, Pinheiros, tel. 011 3819 3897
Vale da Murta Touriga Nacional & Syrah 2007 – Vinho Regional Estremadura

A Quinta da Murta fica na Estremadura que é uma faixa relativamente estreita de terra montanhosa situada entre o rio Tejo e o Oceano Atlântico. Tem cerca de 60 quilômetros de extensão e 40 quilômetros de largura que contém alguma regiões vinícolas qualificadas como DOC
A Quinta da Murta é uma propriedade vinícola com 27 hectares, situada a 2,5 km de Bucelas e aprox. 20 km a norte de Lisboa. A propriedade possui 14,5 hectares de vinha, produzindo vinhos brancos DOC Bucelas e tintos Regional da Estremadura. A primeira colheita data de 1994. A Quinta está inserida na Rota dos Vinhos, constituindo também um destino de enoturismo, realização de concursos, vendas de vinho e eventos e oferece um enquadramento paisagístico deslumbrante. Bucelas é uma região pujante, cujos vinhos brancos são colocados categoricamente entre os melhores do país. No entanto, também há relatos de experiências interessantes com tintos na região (vide avaliação abaixo). A Quinta conta com assessoria do jovem enólogo Hugo Mendes. Seus vinhos se caracterizam pelo perfil moderno, que tem a fruta como protagonista e a madeira como coadjuvante. Intensos, balanceados e sobretudo frescos, são caldos bem feitos que dão idéia da evolução dos brancos portugueses. A linha de vinhos foi provada na última Expovinis, porém, o Vale da da Murta Touriga Nacional e Syrah 2007 foi degustado novamente consoante avaliação no último bloco deste post.
A Encosta da Murta, produtora dos vinhos Quinta e Vale da Murta está representada no Brasil por Denise Silva Savaris, e-mail savarisw@yahoo.com.br e está à procura de importador. Tel 13 8115 3100 ou 13 3327 5340 (Santos). O contra-rótulo deste bi-varietal Touriga Nacional & Syrah informa que: “Da selecção cuidada de uvas Touriga Nacional e Syrah este vinho de cor vermelha rubi, com aromas florais próprios das castas e um paladar a fruta madura, persistente e muito agradável no fim de boca. Deve beber-se a 18°C”
Degustação
Vale da Murta – safra: 2007 – uvas: Touriga Nacional/Syrah – 13% álcool – Preço: 3,36 Euros – Rubi violáceo com alguma profundidade e leve halo granada. No nariz despontam aromas de frutas vermelhas, framboesa e refrescantes notas balsâmicas sobre um fundo discretamente floral. O paladar é de médio corpo e novamente embalado por notas de framboesa, com taninos macios. Há uma pitada picante aportada pela da Syrah no blend. Há também um toque de chocolate e o conjunto se destaca por sua redondez e suavidade. Média acidez. Termina persistente sem arestas. Avaliação: 87,5/100 pts.
Degustação de alguns Bordeaux maduros no Rosmarino: Chateau Pavie 1979, Chateau Palmer 1989, Baron de Pichon-Longueville 2002 e outros canhões franceses
Na noite de 29.07.2010 realizou-se uma degustação de vinhos de Bordeaux “maduros” promovida por Garaldi no ótimo Rosmarino da Stela Krempel cujo serviço do vinho é excepcional e os pratos são do mesmo nível. Estiveram presentes: Garaldi, Pagliari, Romeu, Vitor entre outros Confrades.
Abaixo a relação dos vinhos degustados em ordem de classificação:
1. Chateau Pavie “Premier Grand Cru Classé Saint-Émilion” – 1979
2. Chateau Palmer “Grand Cru Classé en 1855″ Cantenac/Margaux – 1989
3. Chateau Lascombes “Grand Cru Classé en 1855″ Margaux – 2004
4. Chateau La Lagune “Grand Cru Classé en 1855″ – Haut-Médoc – 2005
5. Chateau La Tour de By “Cru Borgeois Supérieur” – Médoc – 2003
6. Chateau l’Évangile Pomerol – 1974
7. Baron de Pichon-Longueville – Pauillac – 2002
8. Chateau La Grange St.-Julién – 1990
9. Clos Canon “Saint-Emilión Grand Cru Classé ” – 2001

Château Pavie 1979: com 31 anos ainda se apresentou vigoroso e obteve o 1° lugar numa peleja acirradíssima
O Château Pavie é um extraordinário Premier Grand Cru Classé B situado numa localidade de solo calcário nas “côtes” ao redor do platô de argila e calcário de St. Émilion. Revitalizado desde sua aquisição por Gérard Perse em 1998 com redução drástica da produção, introdução de programa de replantio e construção de uma nova vínicola e adega de barris. O vinhos agora tem enorme peso, potência e concentração – para alguns um pouco demais. O tempo dirá, mas o 1999 não decepcionou nem um pouco porque seu perfil é concentrado, harmônico e equilibrado. Próximo de seu auge, ainda vai afinar na garrafa nos próximos 10 anos (Vinhos do Mundo – Adega).
O Chateau Pavie é cercado de polêmica. P. Ex.: o exemplar da safra 2003 dividiu opiniões. Após sua primeira prova no pré-lançamento, Robert Parker escreveu: “Um esforço fora de série dos proprietários perfeccionistas Chantal e Gérard Perse…um vinho com riqueza, mineralidade, estrutura e nobreza sublimes”. A master of wine Jancis Robinson, por outro lado, não ficou tão impressionada: “Aromas maduros demais e nada interessantes….lembra mais um Zinfandel de colheita tardia do que um bordeaux tinto, com suas notas verdes não sedutoras”. O master of wine Clive Coates declarou: “Qualquer pessoa que ache que esse é um vinho de qualidade precisa de um transplante no cérebro e de palato”. Além disso, Michael Schuster, direto da campanha de Bordeaux para The World of Fine Wine de 2003, escreveu: “aroma muito estranho para um tinto de Bordeaux uma combinação quase medicinal de um vinho do porto maduro com toques de passas e as amêndoas amargas de um amarone di Valpolicella….sem nota”. E assim a briga continuou, culminando em uma batalha entre críticos ingleses e norte-americanos, com Parker chamando os “classicistas” ingleses de reacionários. Compre uma garrafa e decida você mesmo”. Fonte: livro “1001 vinhos antes de morrer” de Neil Beckett, prefaciado por Hugh Johnson, cuja opinião sobre esse vinho atualmente é mais consentânea com a realidade: “ Premier Cru de 37 hectares muito bem situado no meio de encostas, nas côtes. Bom histórico. Comprado pelos proprietários de Monbousquet, junto com o adjacente Pavie-Decesse. É um St.-Emilión de estilo novo, denso, intenso, doce, do meio-Atlântico e objeto de fervorosos debates”.
Preços
Indicado no último catálogo da Expand essa safra: R$ 1.480,00 (Expand), R$ 930 safra 2002 na World Wine e R$ 2.640 safra 2005 na Grand Cru.
Degustação
Château Pavie “Premier Grand Cru Classé Saint-Émilion” 1979 – 13,5% álcool – Granada esmaecido com pouco brilho e turbidez acentuada. Nariz discreto de boa complexidade com notas terrosas, especiarias e principalmente mentol sobre um fundo herbáceo. O que impressiona e a ausência de aromas terciários. Não impressionou tanto no olfato, mas o destaque foi mesmo para o palato, onde se mostrou corpulento, redondo e muito macio, com taninos ainda vivos e excelente acidez gastronômica. A sua concentração de sabor também é digna de menção. Elegante, fino, sedoso e discretamente adocicado. Outro importante aspecto a ser ressaltado é o frescor desse vinho de mais de três décadas. Largo e denso no meio de boca, terminou longo e deixou uma nota aveludada no palato. O seu auge já passou, mas não arrisco fazer nenhuma previsão de quantos anos ainda durará na garrafa. Apenas podemos vaticinar que ainda permanecerá dos jeito que está durante mais algum tempo. Mas quanto tempo? Impossível prever. O que ficou evidente é que não irá evoluir na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.
Saint-Bris Simonnet-Febvre 2007: inusitado Sauvignon da Borgonha

Portfólio de brancos franceses da Inovini: o Sauvignon Saint-bris é o primeiro da esquerda para direita
Sobre a INOVINI
Desde 1946, a Aurora importa e distribui produtos exclusivos de alta qualidade e líderes de mercado. Possui sua própria equipe de vendas e merchandising, que cobre todo o território nacional. O portfólio da empresa contempla os mais diversos tipos de produto, como a tequila José Cuervo, os chocolates Lindt, a pimenta Tabasco e as mostardas French´s e Maille. A divisão de vinhos, INOVINI tem como foco o segmento médio de mercado e a distribuição está fundamentada na sólida parceria com os principais restaurantes e lojas especializadas de vinho. O portfólio da INOVINI é composto por marcas consagradas, como: Los Vascos (Chile); Ferreira (Porto); Louis Latour (Borgonha); Robert Mondavi (Califórnia); Nino Franco (Vêneto); Hardys (South Australia); Laurent Perrier (Champagne); Domini (Douro); Weinert (Mendoza); Tio Pepe (Jerez); Beronia (Rioja); Cusumano (Sicilia), Golan Heights (Israel) e Remy Pannier (Loire).
Para reforçar seu portfólio a INOVINI recebeu no mês de julho a gerente comercial de Louis Latour, Vivienne Holliday, que esteve aqui para divulgar novos rótulos. “O Brasil é um mercado com grande potencial e por isso tão importante para nós. O trabalho com a Inovini tem obtido ótimos resultados e estamos certos de que o sucesso será ainda maior”, declarou a executiva. Os rótulos são o Simonnet-Febvre Chablis Fourchaume e o Simonnet-Febvre Saint-Bris Sauvignon. “Estamos felizes em poder oferecer rótulos da Simonnet Febvre, da Latour, aos apreciadores de vinho, com a Sauvignon Blanc da Borgonha, por uma excelente relação preço/qualidade”, afirmou Rodrigo Lanari, gerente da INOVINI.
A casa Simonnet-Febvre é uma tradicional produtora da região de Chablis, fundada em 1840. Em 2003 foi adquirida pela Maison Louis Latour. O Sauvignon é elaborado da seguinte forma: uvas de vinhedos (de aproximadamente 25 anos) implantados sobre os solos argilo-calcários do distrito Saint-Bris-le-Vineaux, departamento de Yonne, poucos quilômetros a sudoeste de Chablis, na Borgonha. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada (16-20ºC). A fermentação maloláctica é total e o vinho amadurece cerca de 6-8 meses nos tanques de aço.
Características Organolépticas
Perfil típico de Sauvignon de clima frio. Amarelo palha com reflexos esverdeados. Aromas intensos e puros, com notas cítricas de limão, grama cortada, aspargo, pimenta e um toque mineral. Na boca é deliciosamente refrescante, com acidez viva, sabores cítricos, boa densidade e persistência. Excelente branco para o dia-a-dia.
Simonnet-Febvre Saint-Bris Sauvignon 2007 – Gran Vin de Bourgogne – região: Auxerrois/Chablis – uva: Sauvignon Blanc – álcool: 12,5% – preço: R$ 65,00 – Apresentação moderna com adoção de tampa de rosca. Palha claro com reflexos esverdeados. Aromas típicos com toques vegetais (grama cortada), fruta tropical e ligeiro esfumaçado. Na boca exibe bom frescor, notas cítricas (toranja/grapefruit) e uma discreta ponta mineral. Equilibrado, apresenta bom entrosamento do álcool, da acidez e da fruta. Boa tipicidade da casta inusitadamente cultivada na Borgonha. Vinho detentor de interessante relação preço-qualidade. Vinho gostoso que vale o preço. À conferir. Avaliação: 87/100 pts. Obs.: bebido pela terceira vez consecutiva mostrou consistência.

























