Daily Archives: 19/07/2010

Vínea promove almoço harmonizado com vinhos do produtor Tedeschi: primeiras impressões. Destaque para o Ripasso Capitel San Rocco 2005.

Vínea: renovação constante do portfólio
A Vínea apresentou no almoço de 19 de julho sua nova linha de vinhos italianos do produtor Tedeschi. Presentes: Adriana Fonseca e diversos jornalistas e formadores de opinião. Abaixo segue a relação de todos os vinhos e aviso que oportunamente será publicado um post com as respectivas avaliações, mas posso adiantar que o Ripasso Superiore Capitel San Rocco 2005 foi um dos destaques da degustação. Custa R$ 113 e vale o preço.
Os vinhos agradaram. São elegantes. Refletem com fidelidade o terroir local. Não são baratos, mas vinhos de qualidade do Vêneto ao menos aqui nunca custaram pouco. A linha é bastante homogênea, desde seu Valpolicella DOC, passando pelos Ripassos até os Amarones. Vinhos elegantes, untuosos e equilibrados.
Abaixo as primeiras impressões:
 
Valpolicella DOC Clássico Superiore 2006. Custa R$ 59,00 e sua qualidade está bem acima dos exemplares facilmente encontrados nos supermercados.
Capitel Dei Nicalo Appassimento Breve Valpolicella 2005. Custa R$ 89,00. Appassimento de um mês, o suficiente para lhe dar alguma complexidade. Interessante e bem feito.
Capitel San Rocco Rosso Valpolicella DOC Classico Superiore Ripasso 2005. Custa R$ 113,00. Se existe um adjetivo apropriado para esse vinho lá vai: guloso.
Amarone DOC Clássico 2004. Custa R$ 248,00. Bebido antes do almoço não entusiasmou. Todavia, à mesa deu um salto e se mostrou um vinho gastronômico por excelência.
Amarone Monte Olmi DOC Clássico 2004. Custa R$496,00. Apesar do preço elevado (Amarones baratos são raros nessas bandas), um vinho elegante, aliás, o que se pôde notar é que a casa faz uma clara opção por essa característica, eis que nenhum vinho, desde o mais simples mostrou rusticidade.
Amarone La Fabrisseria Classico 2003. Custa R$ 946,00. Vinho esgotado. Adriana Fonseca foi muito gentil e serviu a última garrafa desse néctar para os presentes. Um dos melhores amarones provado por quem escreve, um vinho hedonista e luxuriante. Houve apenas a importação de 24 garrafas e quase todas compradas pelo mesmo cliente.

Ripasso Tedeschi 2005 : de longe o detentor da melhor relação preço-qualidade da nova linha de vinhos do Vêneto da Vínea. Custa R$ 113,00

Amarones Tedeschi: o da direita, apesar do preço elevado, já está esgotado. Apontado como um dos melhores Amarones da Itália

Valpolicella Tedeschi: nos aromas um leve toque de "apassimento"

Riscal 1860 Tempranillo 2007

Impressionante vista da sede da Bodega Marques de Riscal

A Espanha possui uma forte tradição histórica na produção de vinhos e atualmente é o país com maior área plantada com vinhedos no mundo. Seu modelo de classificação segue o modelo adotado pela União Européia, com quatro classificações principais: DOC (Denominación de Origen Calificada), DO (Denominación de Origen), Vino de la Tierra e Vino de Mesa. Para os DOC e para os DO, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são muito importantes porque contam com proteção legal. Esses termos referem-se a vinhos de qualidade superior, que estagiaram em madeira e que foram submetidos a envelhecimento nas caves antes de irem para o mercado. Esse tempo varia de seis meses a cinco anos. As principais uvas cultivadas são a Tempranillo, Garnacha, Cariñena e Graciano.

Nesse contexto, Bodega Herederos de Marqués de Riscal é um dos mais importantes produtores do setor vitivinícola espanhol. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da tradicional região espanhola de Rioja Alta, onde se elaborava vinhos segundo métodos bordaleses. Tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal, com destaque para o untuoso Sauvignon Blanc. Seus produtos são comercializados em mais de 70 países e vem conquistando prêmios e referências na imprensa especializada. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional.

Para o crítico inglês Hugh Johnson a Marqués de Riscal é “ a mais famosa bodega de Rioja Alta; atualmente com hotel e restaurante novos, fantásticos, de projeto arquitetônico de Frank Gehry. Tintos bons e leves, com um certo estilo e um esplêndido Barón de Chirel Reserva, feito com 50% de cabernet sauvignon. Pioneira em Rueda com um fragrante Sauvignon Blanc e um Limousin um pouco mais saboroso, fermentado em barril“.

Riscal 1860: Vino de La Tierra de Castilla y León

Degustação

Riscal 1860 Tempranillo 2007 – 13,5% álcool – Vino de La Tierra de Castilla y Léon – Preço médio: R$ 60,00 (safras 2006/7)www.interfood.com.br – tel. 011 2602 7266 – Cor rubi intenso com reflexo violáceo. Olfativamente mostrou aromas intensos de frutas vermelhas e negras, camadas de tosta e fruta em compota secundada por uma pitada de baunilha decorrente da passagem por carvalho americano por seis meses. Às cegas passaria por um Pinot Noir chileno. Na boca sua entrada é forte, quente, com a repetição da fruta anunciada no olfato. Suculento, taninos expansivos, ótima acidez e ao final leve rusticidade que não incomoda. Retrogosto levemente herbáceo. Vinho produzido com cepas tempranillo procedentes da região de Duero, portanto, fora da D.O. Rioja, de perfil moderno e que apresenta uma relação preço-qualidade bastante favorável ao consumidor. Nota: 89/100 pts.