Monthly Archives: julho 2010

Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas: Cabernet Sauvignon 2007

Cabernet Sauvignon 2007: alia bom frescor com tipicidade

A Enóloga Paula Gajardo esteve no Brasil para o lançamento da série “Riberas Gran Reserva”, um projeto que, segundo ela, teve início há muitos anos: “ o projeto Riberas busca melhor expressão das uvas em diferentes terroirs, associando os vinhedos a um rio”, conta. Esses rios, ao longo de milhares de anos, acabaram moldando os solos, criando características únicas para o plantio de uvas. Assim, o cultivo de uvas viníferas tiveram início, há mais de 300 anos, em locais como o Maule, Cachapoal e Maipo, sempre em torno de um rio. Esse cultivo foi se estendendo para outros vales, cada um deles com características que favorecem um determinado tipo de uva. Faz parte da linha Riberas Gran Reserva o Sauvignon Blanc, com uvas provenientes do vinhedo Ucúquer, próximo ao rio Rapel, no vale de Rapel; o Carménère, do vinhedo Peumo (rio Cachapoal), no vale de Cachapoal; Cabernet Sauvignon, do vinhedo Palo Santo (rio Tinguiririca), no vale de Colchágua; Syrah, no vinhedo de Villa Alegre (rio Loncomilla), no vale do Maule; e Chardonnay, do vinhedo Santa Inês (rio Itata), no vale de Itata. “A coluna vertebral dessa linha é a fruta, buscando toda sua tipicidade, traduzida em vinhos frescos, com grande concentração aromática e elegantes”, conclui a enóloga. Fonte: Gourmet Life, Solange Souza.

A linha se constitui de três tintos (CS, Carménère e Syrah) e de dois brancos (Sauvignon Blanc e Chardonnay)

Informações do contra-rótulo:

“Da majestosa Cordilheira dos Andes – coluna vertebral da América do Sul – descem uma série de cordões transversais que, no Chile, abrem espaço às correntezas de água cristalina que escorrem pelas descidas irregulares e vales até chegar finalmente ao mar. Estes rios de grande longitude refrescam os diversos cultivos e vinhedos no seu cultivo. Os vinhedos de Cabernet Sauvignon, plantados na solada ladeira sul do rio Tinguiririca, entregam um vinho de grande equilíbrio, com aromas de groselha, ameixa e chocolate”.

Degustação

Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas Cabernet Sauvignon 2007região: Colchágua – álcool: 14,5% – preço: R$ 65,90 – importador: CyT Brasil – Rua Alcides Lourenço da Rocha n° 167, 4° andar, Brooklin Novo, SP, tel. 11 5105 1599 , cep 04571-110 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade e halo púrpura. Aberto nos aromas com frutado bastante evidente (cereja e ameixa), pimentão, mentol e licor de cassis sobre um fundo de fruta em compota. Na boca os taninos estão presentes mas são muito macios e contrabalançados pela acidez e pela fruta copiosa. Um vinho que impressiona por seu equilíbrio gustativo, eis que tudo está no devido lugar: o álcool elevado promove uma leve aquecida no palato sem incomodar, a madeira está integrada e permite a expressão da fruta madura e a acidez está dentro dos parâmetros normais. Termina intenso e deixa uma gostosa nota adocicada no palato. Detentor de ótima relação preço-qualidade.

Avaliação: 88/100 pts.+

Vínea promove almoço harmonizado com vinhos do produtor Tedeschi: primeiras impressões. Destaque para o Ripasso Capitel San Rocco 2005.

Vínea: renovação constante do portfólio
A Vínea apresentou no almoço de 19 de julho sua nova linha de vinhos italianos do produtor Tedeschi. Presentes: Adriana Fonseca e diversos jornalistas e formadores de opinião. Abaixo segue a relação de todos os vinhos e aviso que oportunamente será publicado um post com as respectivas avaliações, mas posso adiantar que o Ripasso Superiore Capitel San Rocco 2005 foi um dos destaques da degustação. Custa R$ 113 e vale o preço.
Os vinhos agradaram. São elegantes. Refletem com fidelidade o terroir local. Não são baratos, mas vinhos de qualidade do Vêneto ao menos aqui nunca custaram pouco. A linha é bastante homogênea, desde seu Valpolicella DOC, passando pelos Ripassos até os Amarones. Vinhos elegantes, untuosos e equilibrados.
Abaixo as primeiras impressões:
 
Valpolicella DOC Clássico Superiore 2006. Custa R$ 59,00 e sua qualidade está bem acima dos exemplares facilmente encontrados nos supermercados.
Capitel Dei Nicalo Appassimento Breve Valpolicella 2005. Custa R$ 89,00. Appassimento de um mês, o suficiente para lhe dar alguma complexidade. Interessante e bem feito.
Capitel San Rocco Rosso Valpolicella DOC Classico Superiore Ripasso 2005. Custa R$ 113,00. Se existe um adjetivo apropriado para esse vinho lá vai: guloso.
Amarone DOC Clássico 2004. Custa R$ 248,00. Bebido antes do almoço não entusiasmou. Todavia, à mesa deu um salto e se mostrou um vinho gastronômico por excelência.
Amarone Monte Olmi DOC Clássico 2004. Custa R$496,00. Apesar do preço elevado (Amarones baratos são raros nessas bandas), um vinho elegante, aliás, o que se pôde notar é que a casa faz uma clara opção por essa característica, eis que nenhum vinho, desde o mais simples mostrou rusticidade.
Amarone La Fabrisseria Classico 2003. Custa R$ 946,00. Vinho esgotado. Adriana Fonseca foi muito gentil e serviu a última garrafa desse néctar para os presentes. Um dos melhores amarones provado por quem escreve, um vinho hedonista e luxuriante. Houve apenas a importação de 24 garrafas e quase todas compradas pelo mesmo cliente.

Ripasso Tedeschi 2005 : de longe o detentor da melhor relação preço-qualidade da nova linha de vinhos do Vêneto da Vínea. Custa R$ 113,00

Amarones Tedeschi: o da direita, apesar do preço elevado, já está esgotado. Apontado como um dos melhores Amarones da Itália

Valpolicella Tedeschi: nos aromas um leve toque de "apassimento"

Riscal 1860 Tempranillo 2007

Impressionante vista da sede da Bodega Marques de Riscal

A Espanha possui uma forte tradição histórica na produção de vinhos e atualmente é o país com maior área plantada com vinhedos no mundo. Seu modelo de classificação segue o modelo adotado pela União Européia, com quatro classificações principais: DOC (Denominación de Origen Calificada), DO (Denominación de Origen), Vino de la Tierra e Vino de Mesa. Para os DOC e para os DO, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são muito importantes porque contam com proteção legal. Esses termos referem-se a vinhos de qualidade superior, que estagiaram em madeira e que foram submetidos a envelhecimento nas caves antes de irem para o mercado. Esse tempo varia de seis meses a cinco anos. As principais uvas cultivadas são a Tempranillo, Garnacha, Cariñena e Graciano.

Nesse contexto, Bodega Herederos de Marqués de Riscal é um dos mais importantes produtores do setor vitivinícola espanhol. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da tradicional região espanhola de Rioja Alta, onde se elaborava vinhos segundo métodos bordaleses. Tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal, com destaque para o untuoso Sauvignon Blanc. Seus produtos são comercializados em mais de 70 países e vem conquistando prêmios e referências na imprensa especializada. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional.

Para o crítico inglês Hugh Johnson a Marqués de Riscal é “ a mais famosa bodega de Rioja Alta; atualmente com hotel e restaurante novos, fantásticos, de projeto arquitetônico de Frank Gehry. Tintos bons e leves, com um certo estilo e um esplêndido Barón de Chirel Reserva, feito com 50% de cabernet sauvignon. Pioneira em Rueda com um fragrante Sauvignon Blanc e um Limousin um pouco mais saboroso, fermentado em barril“.

Riscal 1860: Vino de La Tierra de Castilla y León

Degustação

Riscal 1860 Tempranillo 2007 – 13,5% álcool – Vino de La Tierra de Castilla y Léon – Preço médio: R$ 60,00 (safras 2006/7)www.interfood.com.br – tel. 011 2602 7266 – Cor rubi intenso com reflexo violáceo. Olfativamente mostrou aromas intensos de frutas vermelhas e negras, camadas de tosta e fruta em compota secundada por uma pitada de baunilha decorrente da passagem por carvalho americano por seis meses. Às cegas passaria por um Pinot Noir chileno. Na boca sua entrada é forte, quente, com a repetição da fruta anunciada no olfato. Suculento, taninos expansivos, ótima acidez e ao final leve rusticidade que não incomoda. Retrogosto levemente herbáceo. Vinho produzido com cepas tempranillo procedentes da região de Duero, portanto, fora da D.O. Rioja, de perfil moderno e que apresenta uma relação preço-qualidade bastante favorável ao consumidor. Nota: 89/100 pts.

Q Tempranillo 2003: melhor do que muitos exemplares da terra de Miguel de Cervantes

Zuccardi Q Tempranillo 2003: um dos melhores desta cepa feito fora da Espanha

Na noite de ontem jantei com um amigo que sabedor de minha admiração pelos vinhos da Família Zuccardi, me surpreendeu com uma garrafa do delicioso Q Tempranillo 2003: uma das jóias da Família Zuccardi, que vem demonstrando um excelente manejo desta cepa em solos platinos. Como se sabe “Q” significa qualidade. Os vinhos dessa linha normalmente se destacam nos concursos realizados dentro e fora da Argentina. Sua primeira safra foi produzida no excelente ano vinícola de 1997. De lá pra cá, vem se mostrando um vinho consistente que respeita o caráter varietal da cepa. “Q” Tempranillo é um vinho de sucesso praticamente em todas suas safras, porque realmente é um vinho de qualidade. O ideal é comprar, se o bolso permitir, numa ótima safra, várias garrafas e ir provando-as cada ano, porque investir no prazer nunca é demais. Por fim, saliento que a Bodega Família Zuccardi é a apontada como pioneira na utilização da Tempranillo na Argentina.

Degustação

Q Tempranillo 2003 – região: Santa Rosa/Mendoza – álcool: 14,5% – preço: R$ 105 (safra 2006) – importador: Ravin – Rua Gandavo, 526 Vila Mariana, São Paulo – SP, tel.: (11) 5574-5789 - rubi violáceo com discretíssimo halo de evolução. Nariz aberto com predomínio de notas balsâmicas, chocolate, tabaco e ameixas. Na boca um vinho de grande estrutura, profundo que confirma sua tipicidade com suas deliciosas notas frutadas e de madeira. Taninos ainda presentes mas muito macios, os quais tem como contraponto sua excelente acidez e álcool integrado apesar de seus 14,5%. Impressiona também pela entrosamento entre a madeira e a fruta. Termina persistente e sedoso, deixando uma nota de chocolate no palato. Um vinho que continuará a evoluir na garrafa nos próximos três anos, no mínimo. Por conta de sua consistência continua sendo um expoente dessa cepa na Argentina. Por fim, saliento que este “Q” Tempranillo 2003 teve amadurecimento em barrica de carvalho americano de primeiro uso durante doze meses, engarrafado em outubro de 2004 e amadurecido mais doze meses na garrafa antes de sua liberação. Verdadeira obra prima do Enólogo Rodolfo Montenegro. Avaliação: 90/100 pts. +

Villard Expression Reserve 2004: um merlot do Vale de Casablanca

Villard Expressión Reserva 2004: a Merlot também demonstra, em alguns casos, boa adaptação ao clima frio

Contra-rótulo:

Casablanca Valley, reconhecida como a melhor região vinícola de clima frio do Chile, recebe a brisa do mar que estende o período de maturação das uvas, que são colhidas e selecionadas manualmente, mantendo integralmente seu sabor e intenso aroma. Este excepcional Merlot de cor violáceo escuro, com aromas a frutas vermelhas que continuam na boca com ameixas maduras, complexo pelo envelhecimento em carvalho francês por 12 meses”.

Degustação

Villard Expressión Reserve 2004 – uva: Merlot – álcool: 14% – região: Casablanca – preço: R$ 59,70 (2006) – importador: Decanter – tel 011 3073 0500 - Rubi intenso com reflexo granada brilhante. Nariz de baixa intensidade mas de boa complexidade com predomínio de aromas terciários, fruta decadente, leve mentol sobre um fundo vegetal. Boca macia, curta, taninos evoluídos, ausência de fruta e predomínio da acidez sobre os demais elementos indicando ligeiro desequílibrio. Termina secante, com leve amargor e no retrogosto deixa uma nota mentolada. Tem boa tipicidade mas deve ser bebido já. Avaliação: 84/100 pts.

Vinhos da África do Sul da Ravin fazem sucesso na SBAV-SP

Formado em Enologia, Amaro falou dos principais aspectos da evolução da vinicultura da África do Sul

Na noite de 6 de julho de 2010, Amaro Dornelles, enólogo da Ravin, conduziu na SBAV-SP uma degustação de vinhos da África do Sul integrantes do portfólio da importadora em tela. Amaro teceu considerações sobre a evolução da vinicultura Sul-africana durante os tempos e ressaltou a importância da produção desse país no contexto mundial. Ao final, narrou a história das vinícolas e exibiu algumas fotografias do terroir local.

Os vinhos da África do Sul vem chamando a atenção, principalmente os brancos

Fairview Sauvignon Blanc 2009 – Darling e Swartland, Coastal – 13,5% álcool – R$ 49,00 – Charles Back, dinâmico e inovador foi o pioneiro no sucesso da Viognier (o primeiro do Cabo e ainda muito bom), faz um Semillón típico e elegeu por meta produzir um Sauvignon Blanc nos vinhedos frios de Darling e Stellenbosch que se destacasse por sua qualidade. Datam de 1965 e são reconhecidos como os mais antigos desta variedade na África do Sul, cuja safra de 2009 foi apontada como ótima para esta cepa. Parece que está conseguindo, porque este vinho causou uma agradável surpresa para quem escreve essas linhas, pela terceira vez num curto espaço de tempo. Análise organoléptica: palha esverdeado com muito brilho. No olfato desponta grama cortada, figo fresco e um leve toque cítrico com boa sustentação. Boca no mesmo diapasão com ótimo frescor e concentração de sabor, corpo pleno e bem balanceado com fruta tropical dominando o conjunto. O leve acento mineral confirma sua elegância. Untuoso deixa uma sugestão cítrica no retrogosto e pequeno travo vegetal sem incomodar. Boa relação qualidade-preço e tipicidade.

Avaliação: 88/100 pts.

Vinhos da África do Sul: um dos melhores portfólios é da Ravin com preços bastante razoáveis

Goats do Roam Red 2008 – Regiões: Agter-Paarl e Darling, Coastal – álcool: 14% – uvas: Syrah (61%), Cinsault (14%), Mourvédre (13%), Grenache (8%) e Carignan (4%) – R$ 42,00

Inovador por excelência, Charles Back procura enfatizar as variedades do Rhône. Seus rótulos são divertidos e jocosos. O deste exemplar foi inspirado em artefatos ancestrais da Mesopotâmia que simboliza a importância do equilíbrio e composição do blend de uvas. Amadurece 10 meses em barrica de carvalho usada de procedência não informada. Análise organoléptica: atraente cor rubi com reflexos violáceos. Boa complexidade aromática com leve toque de aniz e um gostoso toque de madeira sobre um fundo vegetal e terroso. Na boca apresenta taninos aparentes sem incomodar, presença de frutas negras com madeira integrada e acidez mediana. Bom frescor. Termina suave e levemente secante. Fácil de beber, de boa relação preço-qualidade, ótimo para o dia-a-dia.

Avaliação: 85/100 pts.

La Capra Shiraz 2008 – Regiões: Agter-Paarl e Darling, Coastal – 14,5% álcool – R$ 49,00 – La Capra é uma nova marca da Fairview que faz uma divertida homenagem à cabra, cidade do Cabo e cultura local. Rubi intenso, profundo com reflexo violáceo. No olfato notas picantes, especiarias, flores (rosas), frutas vermelhas, leve defumado sobre uma discretíssima nota de de borracha que não incomoda. Boca a revelar um vinho quente, concentrado e de taninos macios e de boa qualidade. A fruta madura está um pouco encoberta pela madeira (oito meses em carvalho americano), o que sinaliza que mais algum tempo na garrafa concorrerá para o ajuste do conjunto. Termina redondo e sedoso. Pede uma carne suculenta, como costeletas de cordeiro e queijos curados. Vinho moderno que demonstra bom manejo da cepa pelo produtor.

Avaliação: 86/100 pts.

Spice Route Mourvédre 2007 – Região: Swartland – 14,5% álcool – R$ 79,00

Spice Route é uma vinícola conhecida dos brasileiros pela produção de vinhos expressivos com caráter e qualidade. Também pertence a Charles Back e na região do Cabo é considerada vinícola líder no estilo Rhône, porque utiliza uvas originárias dessa importante região produtora da França. Seu Shiraz é apontado como um dos melhores da categoria da África do Sul. O topo de gama Malabar é um vinho refinado produzido com Shiraz, Viognier, Merlot, Grenache e Pinotage.

A Mourvèdre é uma uva originária do sul da França de cor escura, aromática, tânica e que gosta de calor. Misturada com a Syrah e a Grenache cria vinhos de grande finura. Chateauneuf-du-pape é um bom exemplo. Na Espanha é conhecida por Monastrell. Nos blends costuma dar cor e estrutura. No Novo Mundo é bastante cultivada no sul da Austrália e Califórnia.

Análise organoléptica: quase retinto na cor apresentou reflexo granada. Nariz elegante com notas de especiarias (pimenta e canela) sobre um fundo terroso. Na boca sua entrada é quente e confirma as sensações olfativas com taninos finos, corpo estruturado e madeira perceptível (amadurece em barrica de carvalho francês e americano, dez por cento novas, durante catorze meses). Denso, longo e intenso deixa uma sensação vegetal no fim de boca. Vai afinar na garrafa nos próximos anos. Um vinho singular que tem na tipicidade o seu ponto alto.

Avaliação: 88,5/100 pts.++

Primo Pinotage 2008 – Regiões: Perderberg Coastal – 13,5% álcool – R$ 119,00 – Um vinho marcante para John Platter. “Primo Pinotage” amadureceu doze meses em barricas de carvalho francês e americano, com fermentação malolática de dois meses. Rubi intenso, profundo com reflexo violáceo. No olfato frutas negras, madeira, pimenta e doce de banana. Não apresentou as tradicionais e intensas notas de borracha queimada típica de alguns Pinotages, o que é bom sinal. Boca a revelar um vinho quente, concentrado e de taninos presentes demandando mais algum tempo na garrafa para seu completo afinamento. A fruta madura está levemente encoberta pela madeira e o vinho é expansivo e agradável no palato. Termina ligeiramente secante. Pede uma carne suculenta, como costeletas de cordeiro e queijos curados. Vinho de perfil moderno e que demonstra domínio da cepa pelo produtor.

Avaliação: 87/100 pts.++

Fairview Pinotage 2008: pronto para o copo

Fairview Pinotage 2008 – Malmesbury e Agter-Paarl, Coastal – 15% álcool – R$ 62,00 –

Rubi violáceo intenso, aromas complexos de alcatrão, frutas negras sobre um fundo defumado. Na boca é um vinho quente (15% de álcool), de taninos presentes de boa textura, madeira integrada à fruta e média acidez. Termina curto e deixa uma nota adocicada (compota) na boca. Por ter amadurecido em barricas americanas e francesas tem algum potencial de guarda.

Avaliação: 86,5/100 pts.

Inovini recebe visita de Vivienne Holliday, da Maison Louis Latour

À esquerda Rodrigo Lanari. No centro Vivienne Holliday e à sua direita Alberto Jacobsberg

Sobre a Inovini

Divisão de vinhos da Aurora, importadora de vinhos e alimentos criada em 1946 sediada em SP (televendas 011 3623-2288), possui equipe própria de vendas e merchanising que cobre todo território nacional. O portfólio contempla os mais diversos tipos de produto, como a tequila José Cuervo, os chocolates Lindt, a pimenta Tabasco e as mostardas French’s e Maille. A divisão de vinho INOVINI, tem como foco o segmento médio de mercado e a distribuição está fundamentada na sólida parceria com os principais restaurantes e lojas especializadas de vinho. O portfólio da INOVINI é composto de diversas marcas, entre as quais os vinhos da Maison Louis Latour.

Vinhos da Maison Louis Latour degustados durante almoço no Le Marrais

A renovação do portfólio da Inovini

A empresa que já importa os rótulos da Maison Louis Latour, passa a trazer os vinhos Simonnet Febvre, tradicional vinícola de Chablis, uma das mais importantes regiões produtoras do mundo. Essa vinícola foi adquirida em 2003 pela Maison Louis Latour e tem por destaque os vinhos produzidos na sub-região de Saint Bris, em especial a Sauvignon Blanc, rara na Borgonha. Para reforçar a parceria com a Louis Latour, a Inovini recebeu no mês de julho a Gerente Comercial da Louis Latour, Vivienne Holliday que afirmou: “O Brasil é um mercado com grande potencial e por isso tão importante para nós. O trabalho com a Inovini tem obtido altos resultados e estamos certos de que o sucesso será ainda maior”, declarou a executiva. Um dos vinhos que acaba de desembarcar é o Simonnet-Febvre em duas versões: Saint-Bris Sauvignon e Chablis Fourchaume. Ambos são dententores de boa relação preço-qualidade e o primeiro um inusitado Sauvignon Blanc produzido na Borgonha.

Louis Latour Puligny-Montrachet 1er. Cru 2006

A seguir, a descrição e avaliação dos vinhos degustados na companhia de Vivienne Holliday, Rodrigo Lanari (Gerente da Inovini), Suzana Barelli (Editora Revista Menu), Marco Merguizzo (Editor Especial da Wine Style), Érika Cruz e Carolina Velloso (ambas da agência Ideal) e Alberto Jacobsberg (Inovini), no almoço ocorrido na quinta-feira, dia 8 de julho, no Le Marrais Bistrot, Rua Jerônimo da Veiga, 30 – Itaim-Bibi, São Paulo.

Abaixo a lista seguida da descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Louis Latour Meursault Blagny 1er. Cru 2007 – R$ 350,00

Louis Latour Puligny-Montrachet 1er. Cru 2006 – R$ 397,00

Louis Latour Aloxe-Corton 1er. Cru “Lês Chaillots” 2005 – R$ 345,00

Louis Latour Vosné-Romanée 1er. Cru 2005 – R$ 565,00

Suzana Barelli, editora da revista Menu e Marco Merguizzo, editor especial da Wine Style

Louis Latour Meursault Blagny 1er. Cru 2007 “Château de Blagny”– região: Côte de Beaune/Meursault – uva: Chardonnay – álcool: 13,5% – preço: R$ 350,00 – palha claro com reflexos esverdeados. Intenso e fino nos aromas de frutas brancas (pêra e melão), flores do campo sobre um fundo mineral. Na boca é um vinho untuoso que exibe bom frescor, notas cítricas e repetição da nota mineral do nariz. Apresenta invejável equilíbrio gustativo, sem os excessos de alguns vinhos do Novo Mundo a que estamos acostumados, porque aqui estamos diante de um vinho de grande finesse, limpo, fresco, longo e intenso, com tudo no lugar certo e com boa vida na garrafa pela frente.

Avaliação: 91/100 pts. +

Louis Latour Puligny-Montrachet 1er. Cru 2006 – região: Côte de Beaune Puligny-Montrachet – uva: Chardonnay – álcool: 13,5% – preço: R$ 397,00 – este vinho apresentou um perfil bem diferente do exemplar anterior. Amarelo com reflexos dourados. No olfato os aromas predominantes evocavam frutas maduras: abacaxi, carambola e sugestões cítricas com boa complexidade. Na boca a repetição desses aromas, com menos frescor e mineralidade do que o exemplar anterior. Vivienne explicou que esse perfil se deve à safra que foi mais quente do que a anterior (2006). Denso e com algum peso, apresentou uma nota de avelãs no fim-de-boca, longo e intenso. Um vinho cujo auge se aproxima.

Avaliação: 88/100 pts.

Louis Latour Mersault-Blagny 1er. Cru 2007

Louis Latour Aloxe-Corton 1er. Cru “Lês Chaillots” 2005 – região: Côte de Beaune Aloxe-Corton – uva: Pinot Noir – álcool: 13% – preço: R$ 345,00 – vermelho rubi brilhante com leve halo granada. Aromas típicos com fruta em evidência (morango, groselha e cereja) e um leve toque de especiarias. Na boca exibe suavidade, bom frescor, taninos polidos e acidez perceptível integrada ao álcool e demais elementos. Discreta mineralidade. Equilibrado, apresenta a fruta sinalizada no nariz para confirmar sua ótima tipicidade. Tivesse um pouco mais de concentração de sabor…enfim, um vinho que retrata com fidelidade sua safra (muito boa para os tintos) e seu terroir, um dos melhores para a Pinot Noir.

Avaliação: 89/100 pts. +

Louis Latour Vosné-Romanée 1er. Cru 2005 – região: Côte de Beaune /Vosne-Romanée – uva: Pinot Noir – álcool: 13,5% – preço: R$ 565,00 – cor idêntica à do vinho anterior com um pouco mais de concentração. Paleta aromática fina e complexa com frutas vermelhas em primeiro plano (morangos e cerejas), especiarias (cravo) e elegantes notas de tabaco e couro. Na boca é um vinho delicadamente potente, com taninos finíssimos contrabalançados por acidez salivante e álcool integrado. Jovem, é um vinho que necessita de tempo para seu correto afinamento, todavia, já dá prazer porque esbanja elegância. Longo e intenso, deixa uma nota frutada no retrogosto. Um vinho emblemático, produzido num dos mais nobres distritos da Borgonha que é Vosne-Romanée. Seu próprio nome atesta o fato de que já nos tempos do Império Romano tais vinhedos eram considerados privilegiados. Vinho longevo.

Avaliação: 91/100 pts. ++

Inovini, divisão de vinhos da Aurora, promete novidades no seu portfólio

Maison Louis Latour – um pouco de história

A tradição no mundo dos vinhos de Louis Latour começa em 1731, quando a família Latour adquiriu um vinhedo (Domaine) em Côte de Beaune, coração da área de produção de vinhos de Borgonha.
A atividade no negócio de vinhos começou em 1797, sendo fundada a Maison Louis Latour. A partir daí a família Latour construiu seu vasto território de 50 hectares de vinhedos de qualidade internacional durante o século XIX.
Os vinhedos de propriedade de Latour têm plantações com apenas duas variedades de uvas: Pinot Noir (para vinhos tintos) e Chardonnay (para os brancos). As vinhas estão em uma das melhores localidades de Côte d´Or e sustentam as mais importantes denominações: Chambertin, Corton e Pommard.
Conceituada em todo o mundo pela qualidade dos seus vinhos tintos e brancos, a Maison Louis Latour é uma das mais respeitadas na Borgonha, tendo construído sua reputação pela tradição e inovação na arte de elaborar vinhos. Também é pioneira na produção de ótimos vinhos de outras regiões que não a Borgonha. Esses vinhos de Ardèche e de Côteaux de Verdon estão ganhando terreno por conta de sua qualidade. No final do século XIX, Louis III deparou-se com a phylloxera vastatrix e foi o primeiro a usar o método “hardy” (enxerto de mudas de vinhas francesas em raízes de vinhas americanas que eram imunes a essa praga).

Enquanto a maioria dos colegas de Latour se desesperou e vendeu suas propriedades, Latour comprou ainda mais terrenos.

A Maison Louis Latour, atuando como destacada comerciante de vinhos, também compra uvas de terceiros, que são vinificadas em Aloxe-Corton ou em Clos Chameroy, separadamente das uvas cultivadas nas suas propriedades.

Os barris de carvalho de Louis Latour são fabricados por eles mesmos e sua madeira seca ao ar livre por três anos, emprestando aos barris e aos vinhos um aroma amadeirado mais agradável e sutil, diferente de barris cuja madeira é seca em estufa.
Cada colheita especial de Louis Latour é única e traduz a diversidade das condições climáticas e de solo da Borgonha, variando entre invernos frios e úmidos e verões quentes e secos.

Em 1979 Louis Latour deu início ao projeto de Ardèche, que resultou no primeiro vinho varietal Chardonnay (elaborado com uma única casta) do Sul da França, sendo responsável pela popularização de “Apellation Vin de Pays ” (vinhos regionais com maior qualidade). Nessa busca de qualidade e utilização da técnica de vinificação peculiares a Louis Latour, foi criado, em 1979, o Chardonnay d`Ardèche (atualmente com sua garrafa única, reconhecido mundialmente por sua alta qualidade e excelente valor) e, em 1988, o Grand Ardèche.
Hoje, dirigida pela décima primeira geração da família, a Maison Louis Latour é uma das cinco maiores casas de vinho da Borgonha, responsável por mais de 70% das vendas de vinhos dessa famosa região vitivinícola.

Jantar no Caesar Park São Paulo Faria Lima com vinhos Masciarelli by Tradebanc

A importadora paulistana Tradebanc realizou um ótimo jantar harmonizado na noite de 14 de julho de 2010, no Restaurante Galani do Hotel Caesar Park Faria Lima (Itaim-Bibi – Rua das Olímpiadas 203, São Paulo), com a eficiente e atenciosa coordenação do sommelier Alexandre Furniel e Nelson Fontella. Mário Roberto Gimenes também esteve presente. Abaixo segue o menu compatibilizado com vinhos italianos da Tradebanc:

Canapé de Salmão defumado acompanhado do delicioso espumante Rotari Talento DOC Trento Brut Cuvée 28, 12,5% álcool, sboccatura 2009, palha claro, perlage abundante, nariz sério com levedura e tostado sobre um fundo de frutas secas. De ótima presença em boca com boa densidade, sugestões cítricas e perfeito entrosamento de seus compontentes com destaque para seu frescor. Nota: 89/100 pts. +

Espumante Rotari Cuvée 28: produzido no Trento foi uma das revelações do jantar harmonizado por conta de dois fatores – excelente tipicidade e preço justo, eis que de R$ 159 saiu por R$ 89, o que o coloca numa faixa de preço favorável. Nota: 89/100 pts. +

Entrada: salada verde com gorgonzola, julienne de maçã e peras, harmonizada com o branco Villa Gemma Bianco Colline Teatine 2007, 12,5% álcool, palha com reflexo dourado, aromas finos e delicados de frutas brancas sobre um fundo floral. Elaborado com Trebbiano (80%), Cococciola (15%) e Chardonnay (5%) é um vinho muito gentil no palato, equilibrado e de bom frescor. Elegante e de acidez delicada, no retrogosto deixa uma nota amendoada. De R$ 149 por R$ 109 – Nota: 88/100 pts.

 

Linha de italianos da Tradebanc: vinhos gastronômicos por excelência

Penne aos quatro funghis harmonizado com Masciarelli DOC Montepulciano D’Abruzzo 2006, 13% álcool, rubi com reflexo granada, aromas de média intensidade e definidos com destaque para frutas negras, fumo e um leve toque de humus. Na boca é um vinho integrado, taninos macios, álcool na medida, acidez gastronômica e de final de bom cumprimento. Certamente um dos melhores Montepulcianos de nosso mercado, por preço razoável. De R$ 105 por R$ 64 – Nota: 87/100 pts.

Alexandre e Nelson

Filé de cordeiro com farofa de pistache, batatinha sauté harmonizado com o tinto Marina Cvetic San Martino Montepulciano D’Abruzzo 2005, 14,5% álcool, de R$ 299 por R$ 249 – harmonização perfeita com um vinho que é a expressão máxima dessa casta na Itália. De longe o melhor vinho da noite, exibiu cor rubi intenso e profundo, intensos aromas florais e de frutas vermelhas maduras sobre um fundo que lembra uvas passificadas. Na boca, um vinho fino e elegante, com estágio em barrica francesa por 14 meses acrescido de mais 10 meses na garrafa. Intenso, tânico (ótima qualidade) e profundo na fruta, com profusão de ameixas e amoras, em alguns momentos sua impressionante concentração de sabor chegou a lembrar um bom Amarone. Termina longo e deixa uma nota de chocolate no retrogosto. Nota: 91/100 pts+

 

Em primeiro plano: Márcia Brown

Sobremesa: folhado de figo de Valinhos acompanhado do Castel Firmian Moscato Giallo 2008, 10,5% álcool, Trento, de R$ 85 por R$ 64, palha claro com reflexo esverdeado, no nariz sinaliza fruta madura como damasco, tangerina sobre um leve fundo de mel. Na boca tem médio frescor, corpo magro e sua doçura encontra contraponto na acidez e no álcool proporcionando-lhe razoável equilíbrio. Termina curto e suave. Bom para sobremesas de frutas e pudins. Nota: 85/100 pts.

 

Castel Firmian Moscato Giallo: vinho leve e fresco para ser bebido como acompanhamento de aperitivos e sobremesas como salada de frutas, por exemplo.

 

 

 

Conclusão: o “jantar harmonizado” preparado pelo Chef Julien Mercier promovido pela Tradebanc com organização do Sommelier Alexandre Furniel e Nelson Fontella (Tradebanc) no Caesar Park São Paulo Faria Lima contou com a expressiva participação de quase cinquenta pessoas. As harmonizações propostas por Alexandre foram bastante felizes. Como sabemos, os vinhos italianos são gastronômicos por excelência, todavia, destaco dois vinhos que se sobressaíram, sem prejuízo do bom desempenho dos demais: o primeiro foi o Espumante Rotari Cuvée 28, elaborado com Chardonnay (90%) e Pinot Nero (Noir) 10% que às cegas facilmente passaria por um bom Champagne e que além dessa virtude, foi vendido com substancial desconto, quase pela metade do preço: de R$ 159 saiu por R$ 89, o que o coloca numa faixa de preço assaz interessante. Ano da “Sboccatura” 2009. O segundo destaque ficou para o intenso, concentrado e sobretudo saboroso Montepulciano D’Abruzzo Marina Cvetic San Martino Rosso 2005, um dos melhores vinhos dessa região já provado por quem escreve essas linhas. Apesar de não custar barato (custa R$ 299, mas foi comercializado por R$ 249), é interessante possuir ao menos uma garrafa para ocasiões especiais ou especialíssimas. Recebeu 91/100 pts. + e ainda tem boa sobrevida na garrafa. Concluindo, o preço individual cobrado pelo “jantar harmonizado” da ordem de R$ 110,00 não foi exagerado, eis que o padrão de atendimento do restaurante do Caesar Park dispensa comentários porque é reconhecido internacionalmente. Ao final sorteio de uma garrafa de cada vinho da degustação.

A seguir algumas fotos do evento:

Cláudia, Sirlei e Núbia

Viu Manent Malbec Rosé 2009: o frescor é o seu destaque

Sobre a Viu Manent: vinícola que já faz parte da história e tradição do vinho chileno. Três gerações da família Viu têm se dedicado ao vinho. No começo sua atenção era voltada para a elaboração e comercialização de vinhos para o mercado chileno sob a marca Viu.

Posteriormente, em 1966, Don Miguel Viu Manent, da segunda geração da família, adquiriu os primeiros vinhedos, a Hacienda San Carlos de Cunaco. Este fato marcaria o começo da empresa na produção de seus próprios vinhos.

Atualmente a Viu Manent é uma vinícola emergente do Vale de Colchágua que produz uma boa gama de vinhos: Viu 1, Viu Manent Single Vineyard, Viu Manent Reserva, Viu Secreto, Viu Manent Varietal e o vinho de sobremesa Viu Manent Noble Semillón. Diversas castas são cultivadas e a principal é a Malbec com seis vinhos. Cabernet Sauvignon, Syrah, Carménère, Merlot e agora Pinot Noir também são importantes. Brancos de Savignon Blanc, Chardonnay, Viognier, Semillón e até um Rosé de Malbec se destacam. Denso e fragrante é o Viu 1, top de linha, com edição limitada e garrafas numeradas. Este tinto é produzido somente em anos de safras consideradas excepcionais e, sem dúvida, é um dos melhores vinhos produzidos no Chile na atualidade. Outros malbecs bem feitos são: Reserva, Secreto e Single Vineyard (trecho extraído do Guia de Vinhos chilenos 2003/2004, de autoria de Ariel Pérez, Cláudia Fusatto, Serrana Verges e Péricles Santos Gomes).

Sobre o importador: Hannover vinhos (tel 011 2638 0881 – SP e 051 3337 3890 – RS)

Niels Bosner começou a se identificar com o mundo do vinho na década de 90. Em 95 abriu sua importadora e começou a trazer ao Brasil vinhos de qualidade diferenciada. Sua política é trabalhar com produtos que possam agradar aos paladares mais exigentes. Muitas vezes busca produtores que ainda não são conhecidos no Brasil, porém que trabalham com a mesma dedicação e empenho na busca pela qualidade de seus vinhos. Este foi o caso da vinícola chilena Viu Manent, que há 11 anos era praticamente desconhecida no país e que hoje tem sua marca associada a produtos de excelência. Atualmente, seu portfólio conta com mais dois produtores argentinos: Bodega Serrera e Ruca Malén e do Uruguai, Gimenez Mendez.

A Hannover Vinhos busca alcançar o mesmo sucesso com seus demais parceiros e a expectativa de crescimento para os próximos 02 anos gira em torno de 15 a 20%, tanto com os produtos com os quais já trabalha como com novos projetos que estão sendo analisados.

Contra-rótulo: “de cor rosa brilhante e tons violáceos, este vinho evidencia aromas de morango, pétalas de rosa e especiarias. No paladar tem atrativos sabores de cereja e arândanos, combinados com o frescor de sua acidez que lhe outorga um vibrante e persistente final. Desfrutar como aperitivo ou acompanhando frutas, saladas verdes, pizzas e mariscos frescos. Consumo imediato”.

Hannover: telefones - 51 3343-1195 e em São Paulo  2638  0879 e 0881

Degustação

Viu Manent Malbec Rosé 2009 – Região: Colchágua – álcool: 13,5% – importador: Hannover (tel. 011 2638 0881 ou 051 3337 3890) – preço: R$ 39,40 - vermelho cereja brilhante com reflexo levemente arroxeado nas bordas. Aromas complexos e intensos com profusão de frutas vermelhas (principalmente cerejas e morangos) e leve compota. Após algum um tempo surgiu “tutti-frutti” com média sustentação na taça. Na boca a sua entrada revela um vinho limpo e redondo, para ser bebido aos grandes goles e sem preocupação. Apresenta alguma mineralidade e se destaca no equilíbrio entre doçura e acidez. O álcool na casa dos 13,5% também está integrado aos demais elementos. Enfim, um vinho gostoso que pode ser bebido sozinho ou como acompanhamento de pizzas, saladas e pratos leves.

Avaliação: 87/100 pts.

Viu Manent Malbec Rosé Colchágua 2009, um vinho que cumpre o que promete: dotado de tampa de rosca, é redondo e fácil de beber.

Cova da Ursa 2008: um Chardonnay lusitano delicioso

Fundada em 1922, a Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A., inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, fez um longo percurso até afirmar-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. No final dos anos 1970, Antônio D’Avillez tornou-se o maior acionista e passou a conduzir a empresa de forma dinâmica, diversificando o portfólio de marcas para produzir vinhos de relação qualidade/preço atraente para os consumidores. Em 1998, o Comendador José Berardo tornou-se o principal acionista, prosseguindo a missão de modernização da empresa. Em seguida, no ano 2000 adquiriu a Quinta e o Palácio da Bacalhôa. Depois associou-se ao grupo francês “Lafite Rothschild” na Quinta do Carmo. Atualmente, a “Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A.“, produz vinhos em três regiões diferentes, nomeadamente Setúbal, Alentejo e Estremadura e faz parte do “Grupo dos Sete” mais importantes produtores de vinhos de Portugal. Arte, Vinho e Paixão se constituem no slogan da Bacalhôa, que aposta no seu patrimônio cultural e na riqueza do vinho.

Contra-rótulo: “Produzido com uvas da casta Chardonnay da nossa vinha “Cova da Ursa”, situada nas encostas da Serra da Arrábida. O seu solo pedregoso argilo-calcário e o meso-clima da zona da Arrábida, permitem que as uvas desta casta amadureçam lentamente atingindo uma elevada qualidade. De cuidadosa tecnologia de vinificação realçamos a fermentação e maturação integral em barricas novas de carvalho francês. O vinho apresenta uma cor dourada com reflexos esverdeados, um sabor rico em notas aromáticas e gustativas da casta Chardonnay, combinadas com nuances tostadas e abaunilhadas, provenientes do contacto em madeira”.

O vinho deste post é da safra 2008

O portal português agronotícias informa que: O vinho Cova Da Ursa 2007, da Bacalhôa – Vinhos de Portugal, foi o único português a receber medalha na 16ª edição do Concurso Chardonnay du Monde, que se realizou em França. O vinho alcançou a medalha de prata no prestigiado concurso internacional, que deliberou sobre 923 amostras de vinho de 37 países, avaliados por 300 juízes internacionais de reconhecido mérito. O Concurso Chardonnay du Monde distingue-se das restantes competições internacionais pelos seus critérios de qualidade mais rigorosos e aposta nos seguintes critérios: diversidade, qualidade e padrões elevados. O ‘Cova da Ursa’ é um vinho branco regional das Terras do Sado. Foi o primeiro Chardonnay Português e também a primeira marca de vinho branco a fermentar totalmente em barricas de madeira nova de carvalho francês em Portugal. A sua primeira colheita data de 1986.

Degustação

Cova da Ursa Chardonnay 2008 – Azeitão/Península de Setúbal – 13,5% álcool – R$ 88,00 – Importador: Portuscale – Av. Dr. Arnaldo n° 1.714 – Sumaré, Capital – SP – tel. 3675 5199 – Amarelo com reflexos dourados. Complexo no olfato com notas amanteigadas secundadas por fruta madura (abacaxi, carambola e pêssego) sobre um fundo tostado com boa sustentação na taça. Rico e mastigável na boca com a confirmação das sensações olfativas. Untuoso, pleno e de bom frescor, apresenta uma nota de limão siciliano. Um vinho equilibrado, eis que as tradicionais notas de barrica estão perceptíveis, todavia, sem encobrir a fruta e mais algum tempo na garrafa lhe fará bem. Vinho emblemático, que tem na força da fruta tropical aliada à sua mineralidade os seus maiores apelos. Vale à pena ter algumas garrafas na adega.

Avaliação: 88/100 pts. +