Daily Archives: 14/08/2010

Finca La Celia Late Harvest 2006

Sobre a Finca La Célia

é uma vinícola muito antiga cuja fundação remonta a 1890 pelas mãos de Eugenio Bustos. Sua filha Célia, herdeira direta, deu seqüência aos trabalhos da vinícola mantendo o mesmo brilho até ser adquirida em 2000 pela grande empresa de negócios de bebidas em geral, CCU em parceria com a VÍÑA SAN PEDRO do Chile. Os 600 ha de vinhedos do Vale de Uco constituem a grande fonte de matéria prima para produção dos excelentes vinhos da finca. Entre os vinhedos está o famoso LA CONSULTA que recebe o nome em homenagem ao episódio envolvendo o grande libertador General San Martin, nas guerras da independência quanto ao local onde consultou os indígenas locais sobre a melhor passagem na cordilheira para ligar a Argentina ao Chile. Entre seus vinhos resplandece o LA CÉLIA SUPREMO corte de Malbec, CS, Syrah, Merlot, CF e Petit Verdot. Na seqüência aparecem PIEDRA DEL ÁQUILA (CS e SY), LA CÉLIA RESERVA (tintos e brancos com variadas cepas), LA CONSULTA (tintos, brancos e rose), FÚRIA e ANGARO ambos com várias cepas. Produzem também um excelente vinho doce de colheita tardia aproveitando a cepa Semillón (50%), Pinot Grigio (25%) e Gewürztraminer (25%): La Célia Late Harvest.

Finca La Célia Late Harvest 2006 – Origem: Argentina – Região: San Carlos/Valle de Uco/Mendoza -Álcool: 11,5% – Uvas: Semillón (50%), Pinot Grigio (25%) e Gewürztraminer (25%) – Preço: R$ 46,00 – importador: Interfood – tel. 011 – 2602 7266 – Amarelo intenso com reflexos dourados. Nariz de ótima complexidade com notas de mel, lichia, carambola, compota e alguma reminiscência de botrytis cinerea (podridão nobre). Após algum tempo na taça notou-se um delicioso aroma de goiaba “in natura”, bem distinta da goiabada em compota normalmente sentida em alguns tintos andinos. Paladar doce com leve prevalência do açúcar sobre a acidez, não o suficiente para desequilibrar o conjunto. Álcool na medida. Corpo adequado, apenas faltando-lhe um pouco de viscosidade. Retrogosto com notas de amêndoas e ausência de amargor. A totalidade do mosto passa por barris novos de carvalho francês durante vinte e quatro meses. Vinho persistente e equilibrado que se destaca nas degustações de que participa, visto que se constitui numa referência para os demais produtores argentinos principalmente por sua tipicidade e relação preço-qualidade. Avaliação: 87/100 pts.

Vistalba Corte A 2006

Vistalba Corte A 2006: 91/100 da WA de RP em 31.08.2009

A Argentina é um país que se localiza entre a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico na parte meridional do continente americano e que têm cerca de 37 milhões de habitantes distribuídos em 23 Províncias. Possui a 8ª maior extensão territorial do planeta. É o 5º maior produtor mundial de vinhos e o 10º exportador. Sua principal região vinícola, Mendoza (localizada há 2.500 km ao norte da Patagônia), não sofre influência marítima porque está localizada há 1.000 km do oceano Atlântico e sofre forte incidência do sol o ano inteiro devido ao clima seco que propicia poucas chuvas. A amplitude térmica é grande e isso favorece a vinicultura. Depois de Mendoza, as demais regiões vinícolas do país são: Calchaquies, La Rioja, San Juan e a Patagônia.

Enquanto Mendoza é a região vitivinícola mais importante da Argentina, responsável por 70% do vinho, não se pode dizer que seja um mar homogêneo de Malbec. Cada distrito, dentro de Mendoza, pode se orgulhar de sua própria interpretação desta cepa tinta. Se quisermos generalizar podemos dizer, por exemplo, que o vinho de Malbec foi produzido com uvas do Vale de Uco somente. Todavia, não podemos diexar de lado o que está acontecendo em regiões como San Carlos, Tunuyan e Tupungato, porque a diferença de vinhos da mesma cepa impressiona até o mais desatento dos degustadores. O mesmo raciocínio vale para a DOC Luján de Cuyo, uma vez que existem alguns excelentes vinhos provenientes dos subdstritos de Agrelo, Perdriel, Vistalba e Ugartche e cada vez mais de Maipú e subsdistritos de Cruz de Piedra, Las Margaritas e Lunlunta.

Sob forte impacto na mídia, a Bodega Carlos Pulenta lançou sua primeira linha de vinhos em meados de 2005: Vistalba. A Bodega conta com uma hospedaria “La Posada” e o recomendado Restaurante La Bourgogne, dirigido por Jean Paul Bondoux, que oferece pratos elaborados com produtos regionais acompanhados dos vinhos da Bodega. Existe até a possibilidade de aulas de culinária programada. A linha de varietais é denominada Tomero e um dos seus destaques é o Petit Verdot. Carlos Pulenta é uma Bodega familiar de 53 hectares de vinhedos em pleno coração de Vistalba, dentro de Luján de Cuyo, bem perto da Cordilheira dos Andes, nos pés do imponente “Cordón del Plata”, onde a Malbec atinge grande expressão por conta das virtudes do solo irrigado com água do Rio Mendoza. Os vinhedos, de 980 metros de altitude, datam de 1948 e os mais recentes de 1999. A Bodega conta com alta tecnologia, mas não abre mão de alguns procedimentos tradicionais, eis que os vinhos de longa maceração são fermentados em tanques de cimento com temperatura controlada e amadurecidos em toneis de carvalho francês. Enfim, por essas e outras razões, a crítica aponta essa Bodega como uma das referências na vitivinicultura Argentina. Atualmente, a vinícola conta com as seguintes linhas de vinhos:

Vistalba Corte “A”, “B” e “C” – uvas de vinhedos antigos de Vistalba, são vinhos de “terroir”, cortes que variam a cada safra de acordo com as variedades que se destacam. Cada corte procura refletir um universo próprio distinto dos demais.

Tomero “Gran Reserva”, “Reserva” e Tomero – são vinhos 100% varietais elaborados com uvas do Vale de Uco, amadurecidos em barrica de carvalho.

Espumante Progenie, elaborado sob o método Champenoise com Pinot Noir e Chardonnay de Tunuyan, Alto Vale de Uco

Azeite de Oliva Corte V – as oliveiras também são irrigadas com água do degelo da Cordilheira dos Andes e totalizam 1.200 pés cultivadas na Finca Vistalba

Degustação

Vistalba Corte A – região: Vistalba/Mendoza – álcool: 15% – uvas: Malbec (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) – Importador: Domno do Brasil, tel.: 54 – 3388 3999 ou www.domno.com.br - preço: R$ 224,00 - Rubi violáceo intenso, profundo com halo púrpura. Nariz de média intensidade exibindo convidativos aromas decorrentes da passagem por carvalho francês (18 meses): baunilha, tostado e chocolate sobre um fundo floral (violetas). Após algum tempo notou-se uma notinha de licor de cassis, aportado provavelmente pela Cabernet Sauvignon. Na boca a opulência de seus taninos amáveis chamam a atenção por conta de sua textura. Sua entrada provoca leve aquecimento no palato (15% de álcool) que logo desaparece dando espaço para fruta. Sugestões de ameixa, framboesa e cereja. Boa acidez. Final longo e duradouro. Deixa uma gostosa nota de chocolate no palato. Evoluirá muito bem na garrafa nos próximos anos. Avaliação: 90/100 pts.++