Sobre a Ana Import
Importadora idealizada por Ana Marques, que a administra com apoio do marido cantor Bell Marques. A implantação da empresa foi um projeto arrojado que teve como fator propulsor o envolvimento do casal com os aromas e sabores do vinho. Inaugurada em junho de 2005 em Salvador, a importadora ampliou a sua zona de atuação e tem lojas e depósitos em São Paulo e representantes nas maiores capitais do país. Os vinhos que compõem seu portfólio são cuidadosamente selecionados entre produtores reconhecidos em seus países por oferecerem vinhos diferenciados. A Ana Import representa com exclusividade quase 300 rótulos de países do Novo e do Velho Mundo e possui duas lojas em Salvador. Uma delas no sofisticado bairro da Graça, apontada como uma das lojas mais bonitas do Brasil por conta de seu aconchegante Wine Bar. Por fim, recentemente a importadora incorporou importantes produtores do Velho Mundo e iniciou nova fase de crescimento cuja estratégia está em compor um variado leque de opções para o consumidor. Entre essas aquisições, a importadora anuncia que completará 5 anos no próximo dia 13 de setembro quando apresentará sua seleção de vinhos espanhóis: Bodegas Valduero – Duero, Aburcala de Toro, Ondarre e Olarra da Rioja.
A Viña Tabontinaja é uma das principais do Vale do Maule. De origem familiar, essa vinícola foi adquirida em 1990 pelo engenheiro Francisco Gillmore Escoda que introduziu variedades nobres e passou a se destacar no cultivo da tinta Cabernet Franc, variedade extraordinária que encontrou perfeita adaptação na sub-região denominada Vale de Loncomilla, no Maule, vale que integra a parte meridional do Vale Central. Aqui as principais castas são: Cabernet Sauvignon, País, Merlot, Carménère, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Ainda conta com um amplo leque de outras variedades plantadas com sucesso como a quase extinta Carignan, muito festejada no momento. Todavia, este último degustado no almoço de 17.08.10 da linha “Hacedor de Mundos”, se mostrou potente, elegante e de taninos e madeira na medida certa. São vinhos reconhecidos por sua longevidade. Importante destacar que essa vinícola tem como vinho top o vinho denominado Cobre 2003, um blend das castas tradicionais bordalesas com parcela importante de Carignan. Sobre os vinhos de corte, dispõe a teoria que “um bom vinho de corte é superior às castas que lhe deram origem separadamente”. Assim, se os varietais já são bons, o vinho de corte não defraudará as expectativas. Nesse sentido Cobre é uma representação singular do grande potencial do “Valle de Loncomilla”. Esta mescla premium, reúne 4 variedades tintas resultando num vinho fino, de grande concentração, elegância e destacado potencial de guarda. A vinícola exporta quase toda sua produção para Inglaterra, Alemanha, EUA, Suiça, Finlândia e Brasil. A linha de vinhos Hacedor de Mundos representa um “louco criador”, que com a ajuda de seu filho e genro colocou toda sua criatividade e paixão neste pequeno pedaço de terra. Com a delicadeza e detalhes que somente são possíveis nas pequenas produções, o enólogo Andrés Sánchez consegue um caráter único em seus vinhos, com utilização de leveduras naturais, solo graníticos de baixo teor de pH, pouca irrigação, fatores que conferem um grande potencial de guarda aos vinhos. A seguir a lista de vinhos degustados no almoço de 17 de agosto de 2.010, no “La Risotteria” de Alessandro Segato, em SP:
Gillmore “Hacedor de Mundos” Merlot 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule – álcool: 13,5% – preço: R$ 110,00 – Rubi violáceo intenso sem halo de evolução. Olfativamente mostrou aromas intensos marcados por geléia de frutas vermelhas (cerejas e framboesas), nuances tostadas e o típico mentolado chileno. A boca subscreveu as sensações olfativas, mostrando-se macia, taninos ainda jovens, rugosos de boa qualidade, madeira aparente sem incomodar, corpo médio, acidez aportando frescor e equilibrio, ausência de amargor e bem estruturado no palato. Já está pronto para o copo e apresenta potencial para evoluir eis que os taninos poderão arredondar-se com mais algum tempo na garrafa. Um ótimo Merlot, provavelmente um dos melhores produzidos no Chile. Avaliação: 88/100 pts.+
Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule – álcool: 14,5% – preço: R$ 110,00 - Rubi violáceo mais intenso do que o anterior a denotar juventude. Nariz complexo com notas florais (violetas e jasmim) e balsâmicas (eucalipto), especiarias, frutas vermelhas em compota, mentol e chocolate. Cumpre na boca o que promete no nariz: potente, estruturado, macio, redondo, quente, acidez equilibrada, com taninos ainda presentes e de ótima qualidade. Retrogosto com notas vegetais. Seu estilo está mais para elegante do que concentrado. Vinho emblemático que apresenta excelente tipicidade da casta no Novo Mundo. Deve ganhar bastante com o envelhecimento em garrafa eis que o tempo se encarregará de suavizar seus potentes taninos. Foi o mais elogiado da linha “Hacedor de Mundos”; obteve 92/100 pts. na edição 2009 do Guia Descorchados de Patricio Tapia. Este vinho durante muitos anos foi apontado como “insignia” da vinícola. Recomenda-se decantar. Avaliação: 89,5/100 pts.+
Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Sauvignon 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 14,8% – preço: R$ 110,00 - cor rubi violáceo intenso, boa complexidade olfativa, com notas de frutas vermelhas, cassis e toques vegetais. Na boca, novamente as sensações aromáticas foram confirmadas. Vinho de bom corpo, redondo, taninos firmes um pouco duros reivindicando tempo na garrafa para o seu arredondamento. Retrogosto longo e intenso. O amadurecimento durante doze meses em barricas francesas lhe confere longa possibilidade de guarda. Vinho que demonstrou a boa tipicidade dos cabernets sauvignons chilenos, pelo estilo marcante da casta, corpo generoso, boa acidez e inequívoca capacidade de evoluir na garrafa. Avaliação: 86/100 pts. +
Gillmore Hacedor de Mundos “Viñas Viejas” Carignan 2007 – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 14,8% – preço: R$ 110,00 - Andrés Sánchez e Daniela Gillmore são sócios fundadores do MOVI – Movimento dos Vinhateiros Independentes, além de Andrés ser também o gerente do recém-inaugurado “Club da Carignan“, cepa em franca ascenção no Chile, notadamente no Maule. Análise organoléptica: cor semelhante a do exemplar anterior. Nariz fino e aromático com notas florais e balsâmicas sobre um fundo defumado. Na boca subscreve o olfato com taninos delicados contrabalançados pela potente acidez (gastronômica) e pelo álcool elevado. Longo e intenso, vai afinar na garrafa nos próximos cinco anos. Recomenda-se decantar. Obteve 91/100 pts. no Descorchados 2009. Avaliação: 89/100 pts +
Gillmore “Cobre” 2003 – Uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e o restante Merlot, Cabernet Franc e Carignan em partes iguais – álcool: 13,8% – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 13,5% – preço: R$ 195,00 - Rubi violáceo profundo com halo granada de média intensidade. Nariz aberto com notas de evolução, leve couro, frutas negras e muito chocolate sobre um fundo lácteo. Na boca a maciez de seus taninos dão o tom. Tudo em sintonia: álcool, acidez, fruta e madeira. Rico no palato, intenso e profundo, vai arredondar ainda mais na garrafa nos próximos anos. Avaliação: 88,5/100 pts. +






