Daily Archives: 31/08/2010

Programação da SBAV-SP: setembro 2010

9 de setembro

Vinhos Toscanos

Villa Vino – A Tenuta Caparzo está localizada em Castelnuovo Berardenga/Montalcino, na região da Toscana e surgiu no fim de 1960. Desde então vem buscando aperfeiçoamento constante tanto nos vinhedos como na adega. Produz aquele que é apontado como um dos melhores Brunellos di Montalcino da Itália, o La Casa, que já recebeu, numa das safras, 96/100 pts. da Wine Spectator e normalmente tem altas pontuações dessa revista, da Wine Enthusiast e de Robert Parker. Já teve seu vinho incluído na lista TOP 100 2008 da WS e em dezembro de 2009, o Chianti Clássico e o Supertoscano Borgo Scopeto foram citados nas listas divulgadas pelo respeitado crítico Jorge Lucki, no jornal Valor Econômico. A degustação será conduzida por João Feliphe Dick Sommelier da MMV importadora.

Kiko Berti, representante da MMV em São Paulo, anunciou desconto de 20% sobre os valores de tabela para aquisição dos vinhos na noite da degustação.

Vinhos da degustação:

Vermentino IGT 2008 – Doga Delle Clavule 2008 – R$ 89,00

Morelino Di Scansano – Doga Delle Clavule

Rosso di Montalcino 2005 – Caparzo – R$ 115,00

Chianti Clássico Galo Negro 2005 – Borgo Scopeto – R$ 114,00

Brunello de Montalcino 2003 – Caparzo – R$ 270,00

Sócios: R$ 45,00

Não sócios: R$ 90,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00. Depositar na conta SBAV – Bco. Itaú Ag. 0445 – c/c 26504-4

14 de setembro

Novidades da Wine Lovers

As degustações da Wine Lovers são sempre agradáveis, porque a Cátia Betta prima pelo dinamismo característico dos mercadores de vinho, ou seja, daqueles que buscam vinhos inspiradores, fora de série, mas com preços acessíveis para todos os bolsos. A filosofia é que os apreciadores possam curtir a vida acompanhados de bons vinhos de boutique californianos, chilenos, argentinos e agora espanhóis. Apresentação: Cátia Betta

California:

1) Bogle Viognier 2008 – R$ 68,00

2) Bogle Old Vine Zinfandel 2007 – R$ 79,00

3) Bogle Phantom 2006 (Zinfandel, Petite Syrah e Mourvédre) – R$ 106,00

Espanha:

4) Miros Tinto Roble 2007 – Ribera del Duero (Tempranillo, Merlot, Cabernet) – R$ 55,00

5) Domínio de Valdelacasa 2006 (100% Tinta de Toro = Tempranillo) – R$ 89,00

6) Sugestão para o jantar – Miros de Ribera 6 meses barrica (Tempranillo) – R$ 68,00

Sócios: R$ 30,00

Não sócios: R$ 60,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00.

21 de setembro – Interfood/Navarro Correas

A Navarro Correas é uma vinícola pioneira na renovação do estilo dos vinhos argentinos, tanto na qualidade como no marketing. Inaugurou anos atrás, no distrito mendocino de Godoy Cruz, um estabelecimento de estética deslumbrante e uma bodega de alta tecnologia. Seus vinhedos são próprios e o estilo dos vinhos está num meio termo entre o estilo Novo Mundo e a elegância Européia. Outro dado importante é a valorização que a bodega faz das artes plásticas. Os rótulos dos vinhos (inclusive varietais) apresentam obras de pintores argentinos. Navarro Correas também é um produtor vitorioso nas exportações, eis que Estados Unidos figura na lista dos principais compradores, seguidos de diversos países da América Latina, dentre os quais o Brasil figura como um dos destaques.

A degustação será conduzida pelo Enólogo da vinícola, Gaspar Roby e contará com os seguintes vinhos:

Espumante Brut Malbec-Rosé

Collección Privada Chardonnay

Colleccón Privada Blend

Alegoria Gran Reserva Malbec

Alegoria Gran Reserva Cabernet Sauvignon

Structura

Alegoria Tardio

Sócios: R$ 30,00

Não sócios: R$ 60,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00.

28 de setembro

Vinhos portugueses da FTP Wines.

Em 2007, o grupo português TAVFER resolveu investir no mercado brasileiro de vinhos. Então foi criada a empresa FTPFernando Tavares Pereira. A empresa começou a atuar em meados de 2008 no RJ com apenas seis rótulos: três regionais Beiras e três Dão, com destaque para o tinto Quinta do Serrado DOC Reserva 2003, exclusivamente de Touriga Nacional. Esse vinho já obteve medalha de prata em 2004 no XLII Concurso de Melhores Vinhos do Dão. O Quinta do Serrado 2005, por exemplo, obteve medalha de Ouro no concurso nacional de vinhos engarrafados e medalha de Ouro no concurso da CVRDão de 2008. A empresa está sediada no Rio de Janeiro no bairro da Tijuca, sito à Rua Major Ávila 455, Loja 13, tel. (21) 2233 3111, portal ftpwines.com.br. A degustação será conduzida por Eduardo Artur Neves Moreira, Diretor da FTP, que anunciou a concessão de desconto de 15% sobre os valores de tabela dos vinhos na noite da degustação.

Douro

Doval Colheita Branco 2008 – R$ 60,00

Doval Reserva Branco 2008 – R$ 100,00

Doval Colheita Tinto 2007 – R$ 60,00

Doval Reserva Tinto 2007 – R$ 100,00

Dão

Picos do Couto Reserva Tinto 2005 – R$ 70,00

Quinta do Serrado Reserva Touriga Nacional 2003 – R$ 110

Quinta do Serrado Medalha de Ouro – 2005 – R$ 130

Sócios: R$ 35,00

Não sócios: R$ 70,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00.

Wines of Uruguay em São Paulo: a diversidade da produção Uruguaia – 1a. parte

Na tarde de 30 de agosto, realizou-se mais uma degustação anual de vinhos do Uruguai, no Hotel Renaissance, sito à Alameda Jaú 1620, com a apresentação dos vinhos da “Coleção Tannat Uruguai”. O evento foi  promovido por “Wines of Uruguay”.

Gustavo Magariños (Wines of Uruguay), Ventura (Vice-Pres. SBAV-SP) , Carlo (Wines of Uruguay) e Jeriel

Niels Bosner (Imp. Hannover) e Sebastián Gonzatto (Gimenez Mendez)

Gimenez Mendez Las Brujas Sauvignon Blanc 2010: este vinho se destacou na ala dos brancos dessa casta no evento - intensos aromas de maracujá e na boca ótimo frescor e bom balanço, um vinho ótimo para petiscos ou para ser bebido sozinho mesmo. Importado pela Hannover - tel 011 2638 0881 e 051 3337 3890

Vinhos H. Stagnari, importados pela Cantú: Dayman Tannat 2003, Cabernet Sauvignon 1X1 2008, Tannat Viejo 2007 (um dos destaques do evento que oportunamente será objeto de um post exclusivo) e Tannat Premier 2009

Alessandra Casolato, Assessora de Imprensa da Cantú

De Lucca: vinhos que respeitam o caráter varietal de cada cepa - da esquerda para direita - Merlot, Syrah, Tannat, Cabernet Sauvignon e Rio Colorado Reserva 2006

Acima vinhos do produtor De Lucca “Wines from El Colorado”, cuja característica principal é o respeito ao caráter varietal de cada uva – da esquerda para direita: Merlot, Syrah, Tannat, Cabernet Sauvignon e Rio Colorado Reserva 2006. Os varietais custam cerca de R$ 40,00 e são importados pela Premium de Belo Horizonte (tel 031 – 3282 1588)

La Fortuna: vinhos orgânicos do Vale de Lontué

A importadora MIB foi criada à partir da idéia de trazer para o Brasil vinhos e alimentos produzidos por produtores dedicados ao que fazem. Assim, vinícolas boutique, alimentos para alta gastronomia e produtos são o seu destaque. O foco das vendas é o consumidor final que tem interesse em estar sempre em contato com o que há de novo nesse mercado. A empresa é dirigida por Maria Inês Bairão e sua sede fica em Campinas, SP, na Rua Siqueira Campos 17, sala 11, tel. 19 3258 7486, portal www.mibbrasil.com. Na noite de 23 de agosto, por iniciativa de Daniel Perches, do blog vinhos de corte (www.vinhosdecorte), quem escreve foi convidado para participar da degustação dos vinhos orgânicos do produtor chileno “La Fortuna”, do Vale de Curicó, com a presença de Maria Inês Beirão.
A degustação compreendeu os seguintes vinhos:
La Fortuna Sauvignon Blanc 2009
La Fortuna Chardonnay 2009
La Fortuna Carménère Rosé 2007
La Fortuna Malbec 2006
La Fortuna Carménère 2007
La Fortuna Cabernet Sauvignon 2007
La Fortuna Cabernet Sauvignon Reserva 2004
Localização do Vale de Lontué
É uma sub-região do Vale de Curicó, 200 km ao Sul de Santiago, que por sua vez integra o Vale Central, aos pés da Cordilheira da Costa. A maioria dos vinhedos são vistos desde a estrada, onde grandes painéis de videiras se perdem no horizonte. A região apresenta cliam mediterrâneo com marcada sazonalidade das chuvas, que se concentram fortemente no inverno, com uma extensa estação seca com tempo bom. A amplitude térmica oscila 15°C entre o dia e a noite o que permite a produção de vinhos muito bons. Ainda que seja um vale eminentemente vitícola, aqui existe uma grande quantidade de vinícolas.
Sobre a La Fortuna
A Fazenda La Fortuna foi fundada em 1° de julho de 1870 proveniente do desdobramento de uma antiga fazenda conhecida naquela época como excelente produtora de frutas. De lá para cá são 140 anos de tradição na produção de vinhos. Os vinhedos se encontram dispersos em diferentes setores competando um total de 250 hectares, com diversos tipos de solos. Toda cautela foi adotada na eleição dos lugares das plantações de uvas, com o fito de assegurar o máximo aproveitamento de cada uma das variedades. Atualmente são cultivadas Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère, Malbec, Pinot Noir, Syrah, Sauvignon Blanc e Semillón. As excelentes condições climáticas e ambientais do terroir local possibilitaram a transformação de seus vinhedos para cultivo orgânico certificado e toda produção é vendida para mais de vinte países. A certificação veio de um órgão certificador suiço, o Institute for Market Ecology – IMO, sob as normas do HACCP – Acordo de Produção Orgânica Limpa. Por fim, importante salientar que a vinícola mantém bom relacionamento com seus trabalhadores, integrando-os aos benefícios da produção. A vinícola também foi adicionada ao “Comércio Justo” regulamentado pelo órgão alemão FLO, com um programa que possibilita a melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias. Esse órgão oferece certificados em mais de setenta países e esse certificado garante aos consumidores que estão contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico na compra dessas mercadorias e colaborando para um planeta mais limpo.

Foram degustados Sauvignon Blanc, Chardonnay, Malbec, dois Carménères e dois Cabernets

La Fortuna Sauvignon Blanc 2009 – região: Lontué – álcool: 13,5% – preço: R$ 52/56 – Avaliação: palha claro com reflexo esverdeado. Pouco intenso no nariz com leve toque vegetal e algum cítrico. Melhor na boca, corpo bom, médio frescor e traços vegetais tipicos da casta no Novo Mundo. Um pouco curto, termina com um discreto amargor e no retrogosto uma nota cítrica. Avaliação: 86/100 pts.

La Fortuna Chardonnay 2009 – região: Lontué – álcool: 13,6% – preço: R$ 52/56 - Palha esverdeado. Nariz mais aberto do que o exemplar anterior, com notas amanteigadas, leve abacaxi e discreto cítrico sobre um fundo mineral. Boca no mesmo diapasão, limpa, fresca com toques de frutas como damasco, marmelo e abacaxi. Termina curto e deixa uma nota doce no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.

La Fortuna Carménère Rosé 2007 – região: Lontué – álcool: 13,2% – preço: R$ 52/56 - Carmin com reflexo alaranjado. Nariz convidativo com notas de licor de cacau, café torrado e pimentão confirmando a tipicidade da casta. Na boca um degrau a menos, corpo magriço, frescor mediano e algum descompasso entre álcool, acidez e doçura. No retrogosto deixa uma nota de chocolate. Avaliação: 83,5/100 pts.

La Fortuna: vinhos orgânicos do Vale de Lontué

La Fortuna Malbec

La Fortuna Malbec 2006 – região: Lontué – álcool: 13,1% – preço: R$ 52/56 - Rubi violáceo intenso com discreto halo de evolução. No olfato sobra de álcool que cedeu espaço para toques resinosos, pouca fruta. Depois de algum tempo leve sugestão defumada. Melhor na boca com taninos potentes, macios, nota de fruta negra (ameixa) e discreto chocolate amargo. Termina denso, rugoso e um pouco duro, mas confirma a tipicidade da casta em solo andino e deve crescer à mesa. Avaliação: 86/100 pts.+

La Fortuna Carménère 2007 – região: Lontué – álcool: 13,8% – preço: R$ 52/56 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade e halo púrupura. Fechado no nariz apresentou os traços típicos da casta com discretas notas de pimenta verde, café torrado sobre um fundo vegetal. Na boca um degrau acima, taninos macios, fruta e madeira em integração, sem arestas, corpo pleno e final com alguma persistência e uma nota herbácea no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.

La Fortuna Chardonnay

La Fortuna Cabernet Sauvignon 2007 – região: Lontué – álcool: 12,8% – preço: R$ 92/96 – Rubi violáceo mais intenso do que o exemplar anterior. Nariz com as típicas notas balsâmicas dos cabernets chilenos, licor de cassis, leve geléia, tudo com boa sustentação na taça. Boca a subscrever o olfato, frutada, intensa, longa, bom frescor, taninos macios, final harmônico, persistente e redondo. Avaliação: 87/100 pts.+

La Fortuna Reserva 2004

La Fortuna Cabernet Sauvignon Reserva 2004 – região: Lontué – álcool: 13% – preço: R$ 52/56 – Rubi intenso com halo granada. Nariz fino, delicado, empolgante, com gostosas notas de toffee, chocolate, leve acento animal sobre um fundo de ameixas maduras. Boca que repete o nariz com taninos redondos, equilíbrio entre álcool, acidez, fruta e madeira. Vinho harmônico, sedoso, com tudo no lugar certo e praticamente sem arestas. Longo, intenso e profundo, termina com uma pequena adstringência que antes de incomodar lhe confere personalidade. É um vinho que se bebe com muito prazer, ainda que possa evoluir na garrafa. À Conferir. Avaliação: 88,5/100 pts.+

Informações técnicas

Os brancos não passam por madeira e são fermentados sobre suas lias por três meses (Sauvignon Blanc) e seis meses (Chardonnay).

Vinte por cento do mosto do rosé e dos tintos amadurece em barrica de carvalho francês de primeiro uso. Depois disso o restante do vinho é estabilizado, filtrado e engarrafado.

Sobre a produção orgânica

Os vinhedos da La Fortuna são trabalhados sob um rigoroso protocolo orgânico supervisionado e certificado pelo IMO – Suiça:

1. As pragas são controladas sem a utilização de herbicidas químicos.

2. Não são usados fertilizantes químicos e o nitrogênio atmosférico é fixado no solo com o uso de leguminosas e entre as fileiras de parreiras é incorporada matéria orgânica produzida na própria fazenda a partir das cascas e sementes de uvas.

3. Não se utilizam produtos químicos para o controle de insetos que é feito a partir de um produto natural obtido da casca da Quillay (árvore).

4. A elaboração dos vinhos na adega se realiza utilizando-se baixas concentrações de anidrido sulfuroso, que chegam a ser menores do que a metade usada nos vinhos convencionais. Também não são utilizados produtos de origem animal nas clarificações.