La Fortuna Sauvignon Blanc 2009 – região: Lontué – álcool: 13,5% – preço: R$ 52/56 – Avaliação: palha claro com reflexo esverdeado. Pouco intenso no nariz com leve toque vegetal e algum cítrico. Melhor na boca, corpo bom, médio frescor e traços vegetais tipicos da casta no Novo Mundo. Um pouco curto, termina com um discreto amargor e no retrogosto uma nota cítrica. Avaliação: 86/100 pts.
La Fortuna Chardonnay 2009 – região: Lontué – álcool: 13,6% – preço: R$ 52/56 - Palha esverdeado. Nariz mais aberto do que o exemplar anterior, com notas amanteigadas, leve abacaxi e discreto cítrico sobre um fundo mineral. Boca no mesmo diapasão, limpa, fresca com toques de frutas como damasco, marmelo e abacaxi. Termina curto e deixa uma nota doce no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.
La Fortuna Carménère Rosé 2007 – região: Lontué – álcool: 13,2% – preço: R$ 52/56 - Carmin com reflexo alaranjado. Nariz convidativo com notas de licor de cacau, café torrado e pimentão confirmando a tipicidade da casta. Na boca um degrau a menos, corpo magriço, frescor mediano e algum descompasso entre álcool, acidez e doçura. No retrogosto deixa uma nota de chocolate. Avaliação: 83,5/100 pts.
La Fortuna Malbec 2006 – região: Lontué – álcool: 13,1% – preço: R$ 52/56 - Rubi violáceo intenso com discreto halo de evolução. No olfato sobra de álcool que cedeu espaço para toques resinosos, pouca fruta. Depois de algum tempo leve sugestão defumada. Melhor na boca com taninos potentes, macios, nota de fruta negra (ameixa) e discreto chocolate amargo. Termina denso, rugoso e um pouco duro, mas confirma a tipicidade da casta em solo andino e deve crescer à mesa. Avaliação: 86/100 pts.+
La Fortuna Carménère 2007 – região: Lontué – álcool: 13,8% – preço: R$ 52/56 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade e halo púrupura. Fechado no nariz apresentou os traços típicos da casta com discretas notas de pimenta verde, café torrado sobre um fundo vegetal. Na boca um degrau acima, taninos macios, fruta e madeira em integração, sem arestas, corpo pleno e final com alguma persistência e uma nota herbácea no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.
La Fortuna Cabernet Sauvignon 2007 – região: Lontué – álcool: 12,8% – preço: R$ 92/96 – Rubi violáceo mais intenso do que o exemplar anterior. Nariz com as típicas notas balsâmicas dos cabernets chilenos, licor de cassis, leve geléia, tudo com boa sustentação na taça. Boca a subscrever o olfato, frutada, intensa, longa, bom frescor, taninos macios, final harmônico, persistente e redondo. Avaliação: 87/100 pts.+
La Fortuna Cabernet Sauvignon Reserva 2004 – região: Lontué – álcool: 13% – preço: R$ 52/56 – Rubi intenso com halo granada. Nariz fino, delicado, empolgante, com gostosas notas de toffee, chocolate, leve acento animal sobre um fundo de ameixas maduras. Boca que repete o nariz com taninos redondos, equilíbrio entre álcool, acidez, fruta e madeira. Vinho harmônico, sedoso, com tudo no lugar certo e praticamente sem arestas. Longo, intenso e profundo, termina com uma pequena adstringência que antes de incomodar lhe confere personalidade. É um vinho que se bebe com muito prazer, ainda que possa evoluir na garrafa. À Conferir. Avaliação: 88,5/100 pts.+
Informações técnicas
Os brancos não passam por madeira e são fermentados sobre suas lias por três meses (Sauvignon Blanc) e seis meses (Chardonnay).
Vinte por cento do mosto do rosé e dos tintos amadurece em barrica de carvalho francês de primeiro uso. Depois disso o restante do vinho é estabilizado, filtrado e engarrafado.
Sobre a produção orgânica
Os vinhedos da La Fortuna são trabalhados sob um rigoroso protocolo orgânico supervisionado e certificado pelo IMO – Suiça:
1. As pragas são controladas sem a utilização de herbicidas químicos.
2. Não são usados fertilizantes químicos e o nitrogênio atmosférico é fixado no solo com o uso de leguminosas e entre as fileiras de parreiras é incorporada matéria orgânica produzida na própria fazenda a partir das cascas e sementes de uvas.
3. Não se utilizam produtos químicos para o controle de insetos que é feito a partir de um produto natural obtido da casca da Quillay (árvore).
4. A elaboração dos vinhos na adega se realiza utilizando-se baixas concentrações de anidrido sulfuroso, que chegam a ser menores do que a metade usada nos vinhos convencionais. Também não são utilizados produtos de origem animal nas clarificações.














