Monthly Archives: agosto 2010

Ana Import traz Enólogo Andrés Sánchez, da Gillmore, que produz deliciosos Cabernet Franc, Carignan e Merlot no Vale do Maule

Ana e Bell Marques, proprietários da Ana Import, sediada em Salvador e com filial em São Paulo


Sobre a Ana Import


Importadora idealizada por Ana Marques, que a administra com apoio do marido cantor Bell Marques. A implantação da empresa foi um projeto arrojado que teve como fator propulsor o envolvimento do casal com os aromas e sabores do vinho. Inaugurada em junho de 2005 em Salvador, a importadora ampliou a sua zona de atuação e tem lojas e depósitos em São Paulo e representantes nas maiores capitais do país. Os vinhos que compõem seu portfólio são cuidadosamente selecionados entre produtores reconhecidos em seus países por oferecerem vinhos diferenciados. A Ana Import representa com exclusividade quase 300 rótulos de países do Novo e do Velho Mundo e possui duas lojas em Salvador. Uma delas no sofisticado bairro da Graça, apontada como uma das lojas mais bonitas do Brasil por conta de seu aconchegante Wine Bar. Por fim, recentemente a importadora incorporou importantes produtores do Velho Mundo e iniciou nova fase de crescimento cuja estratégia está em compor um variado leque de opções para o consumidor. Entre essas aquisições, a importadora anuncia que completará 5 anos no próximo dia 13 de setembro quando apresentará sua seleção de vinhos espanhóis: Bodegas Valduero – Duero, Aburcala de Toro, Ondarre e Olarra da Rioja.

Andrés Sanchez fez uma ótima exposição sobre os vinhos Gillmore

Linha de vinhos Gillmore: Merlot, Cabernet Franc e Sauvignon 2006; Carignan 2007 e Cobre (blend) 2003

Andrés Sanchez com uma garrafa do "Hacedor de Mundos" Cabernet  Sauvignon 2006

Enólogo Andrés Sanchez, da Gillmore

Hacedor de Mundos Carignan 2007: lançamento previsto para setembro de 2010.


A Viña Tabontinaja é uma das principais do Vale do Maule. De origem familiar, essa vinícola foi adquirida em 1990 pelo engenheiro Francisco Gillmore Escoda que introduziu variedades nobres e passou a se destacar no cultivo da tinta Cabernet Franc, variedade extraordinária que encontrou perfeita adaptação na sub-região denominada Vale de Loncomilla, no Maule, vale que integra a parte meridional do Vale Central. Aqui as principais castas são: Cabernet Sauvignon, País, Merlot, Carménère, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Ainda conta com um amplo leque de outras variedades plantadas com sucesso como a quase extinta Carignan, muito festejada no momento. Todavia, este último degustado no almoço de 17.08.10 da linha “Hacedor de Mundos”, se mostrou potente, elegante e de taninos e madeira na medida certa. São vinhos reconhecidos por sua longevidade. Importante destacar que essa vinícola tem como vinho top o vinho denominado Cobre 2003, um blend das castas tradicionais bordalesas com parcela importante de Carignan. Sobre os vinhos de corte, dispõe a teoria que “um bom vinho de corte é superior às castas que lhe deram origem separadamente”. Assim, se os varietais já são bons, o vinho de corte não defraudará as expectativas. Nesse sentido Cobre é uma representação singular do grande potencial do “Valle de Loncomilla”. Esta mescla premium, reúne 4 variedades tintas resultando num vinho fino, de grande concentração, elegância e destacado potencial de guarda. A vinícola exporta quase toda sua produção para Inglaterra, Alemanha, EUA, Suiça, Finlândia e Brasil. A linha de vinhos Hacedor de Mundos representa um “louco criador”, que com a ajuda de seu filho e genro colocou toda sua criatividade e paixão neste pequeno pedaço de terra. Com a delicadeza e detalhes que somente são possíveis nas pequenas produções, o enólogo Andrés Sánchez consegue um caráter único em seus vinhos, com utilização de leveduras naturais, solo graníticos de baixo teor de pH, pouca irrigação, fatores que conferem um grande potencial de guarda aos vinhos. A seguir a lista de vinhos degustados no almoço de 17 de agosto de 2.010, no “La Risotteria” de Alessandro Segato, em SP:


Gillmore “Hacedor de Mundos” Merlot 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule – álcool: 13,5% – preço: R$ 110,00 – Rubi violáceo intenso sem halo de evolução. Olfativamente mostrou aromas intensos marcados por geléia de frutas vermelhas (cerejas e framboesas), nuances tostadas e o típico mentolado chileno. A boca subscreveu as sensações olfativas, mostrando-se macia, taninos ainda jovens, rugosos de boa qualidade, madeira aparente sem incomodar, corpo médio, acidez aportando frescor e equilibrio, ausência de amargor e bem estruturado no palato. Já está pronto para o copo e apresenta potencial para evoluir eis que os taninos poderão arredondar-se com mais algum tempo na garrafa. Um ótimo Merlot, provavelmente um dos melhores produzidos no Chile. Avaliação: 88/100 pts.+


Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule – álcool: 14,5% – preço: R$ 110,00 - Rubi violáceo mais intenso do que o anterior a denotar juventude. Nariz complexo com notas florais (violetas e jasmim) e balsâmicas (eucalipto), especiarias, frutas vermelhas em compota, mentol e chocolate. Cumpre na boca o que promete no nariz: potente, estruturado, macio, redondo, quente, acidez equilibrada, com taninos ainda presentes e de ótima qualidade. Retrogosto com notas vegetais. Seu estilo está mais para elegante do que concentrado. Vinho emblemático que apresenta excelente tipicidade da casta no Novo Mundo. Deve ganhar bastante com o envelhecimento em garrafa eis que o tempo se encarregará de suavizar seus potentes taninos. Foi o mais elogiado da linha “Hacedor de Mundos”; obteve 92/100 pts. na edição 2009 do Guia Descorchados de Patricio Tapia. Este vinho durante muitos anos foi apontado como “insignia” da vinícola. Recomenda-se decantar. Avaliação: 89,5/100 pts.+


Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Sauvignon 2006 – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 14,8% – preço: R$ 110,00 - cor rubi violáceo intenso, boa complexidade olfativa, com notas de frutas vermelhas, cassis e toques vegetais. Na boca, novamente as sensações aromáticas foram confirmadas. Vinho de bom corpo, redondo, taninos firmes um pouco duros reivindicando tempo na garrafa para o seu arredondamento. Retrogosto longo e intenso. O amadurecimento durante doze meses em barricas francesas lhe confere longa possibilidade de guarda. Vinho que demonstrou a boa tipicidade dos cabernets sauvignons chilenos, pelo estilo marcante da casta, corpo generoso, boa acidez e inequívoca capacidade de evoluir na garrafa. Avaliação: 86/100 pts. +


Gillmore Hacedor de Mundos “Viñas Viejas” Carignan 2007 – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 14,8% – preço: R$ 110,00 - Andrés Sánchez e Daniela Gillmore são sócios fundadores do MOVI – Movimento dos Vinhateiros Independentes, além de Andrés ser também o gerente do recém-inaugurado “Club da Carignan, cepa em franca ascenção no Chile, notadamente no Maule. Análise organoléptica: cor semelhante a do exemplar anterior. Nariz fino e aromático com notas florais e balsâmicas sobre um fundo defumado. Na boca subscreve o olfato com taninos delicados contrabalançados pela potente acidez (gastronômica) e pelo álcool elevado. Longo e intenso, vai afinar na garrafa nos próximos cinco anos. Recomenda-se decantar. Obteve 91/100 pts. no Descorchados 2009. Avaliação: 89/100 pts +


Gillmore “Cobre” 2003 – Uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e o restante Merlot, Cabernet Franc e Carignan em partes iguais – álcool: 13,8% – Região: Vale de Loncomilla/Maule - álcool: 13,5% – preço: R$ 195,00 - Rubi violáceo profundo com halo granada de média intensidade. Nariz aberto com notas de evolução, leve couro, frutas negras e muito chocolate sobre um fundo lácteo. Na boca a maciez de seus taninos dão o tom. Tudo em sintonia: álcool, acidez, fruta e madeira. Rico no palato, intenso e profundo, vai arredondar ainda mais na garrafa nos próximos anos. Avaliação: 88,5/100 pts. +


Alión 2004

Alión, simplesmente um vinho extraordinário

No fim dos anos 1980, a vinícola mais famosa da Espanha, a Vega Sícilia, procura um substituto para seu rótulo Valbuena Tercer Año. O objetivo era produzir um vinho mais atual, feito com cepas Tempranillo e envelhecido em carvalho francês novo, com uma presença maior de fruta. Queriam algo diferente do estilo de seus vinhos tradicionais, com uma personalidade própria. Em 1987, a vinícola comprou 25 hectares de terras em Padilla del Duero e nelas plantou a cepa Tinto Fino, nome local da onipresente Tempranillo. As uvas forma fermentadas na Vega Sícilia e, em 1991, nasceu o primeiro Alión. O nome se refere à região de origem da família Alvarez, proprietária da vinícola, na província de León. Mais tarde, outras videiras foram plantadas em terras descansadas da Vega Sícilia. A safra de 2004 foi excelente em Ribera del Duero, quando a marca Alión já estava bem estabelecida como produto típico da região, oferecendo alta qualidade a preço muito razoável. Robert Parker lhe deu nada menos do que 96/100 pts. em 01.02.2008, 89/100 pts. da WS em 30.11.2008 e 17,5/20 pts. de Jancis Robinson em 09.01.2008

Degustação

Alión 2004 – 14,5% álcool – Ribera Del Duero/Padilla de Duero/Peñafiel/Valladolid – preço: R$ 298,00 (safra 2005) – Mistral – Rubi violáceo profundo quase retinto. No nariz inebriantes aromas de frutas escuras maduras (amora e framboesa), madeira fina (cedro) sobre um exuberante fundo balsâmico com uma discreta nota de mentol. Na boca a sua entrada revela um vinho estruturado, de taninos macios, poderosos de textura fina e aveludada lhe conferindo invulgar elegância. Acidez equilibrada, álcool integrado (apesar dos 14,5%), fruta e madeira bem entrosadas. Cremoso, suculento, fresco e prazeroso tem um longo, guloso e persistente final. Muita vida na garrafa pela frente. Avaliação: 93/100 pts. ++

Grande noite italiana na SBAV-SP, amanhã, dia 24.08, às 20:00 horas – Vinhos da Casa Flora

Excelentes Vinhos e a Melhor das Pizzas

Dia 24 de agosto – 20:00 h.

A Tal da Pizza

Casa Flora

Apresentação do Sommelier Thiago Torres

Vinhos da Degustação:

Velante Pinot Grigio I.G.T. Branco 2009

Arminio I.G.T. 2007

Catullo Bertani I.G.T. 2006

Amarone Villa Arvedi D.O.C. 2006

Recioto Della Valpolicella D.O.C. 2007

Recioto Della Valpolicella Espumante Tinto D.O.C. 1997

Degustação R$ 35,00 sócios – R$ 70,00 não sócios

Jantar R$ 40,00 – Varios tipos de Pizzas

Reservas com Sr Nelson (11) 3814-7905 ou : vinho@sbavsp.com.

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 2586 – Jardim Paulistano

www.sbavsp.com.br

SBAV-SP: 30 anos 1980-2010

Vínea apresenta novidades da Casa Marin

Na última segunda-feira, Adriana Fonseca, da Vínea de SP convidou a imprensa especializada para uma degustação seguida de almoço dentro do “Espaço Gourmet” da importadora. Praticamente todos vinhos do produtor chileno Casa Marin foram degustados, com a presença de Felipe Marin, enólogo, filho da proprietária Maria Luz Marin e de Walter Fonseca – Diretor da Vinea.

Walter Fonseca, da Vínea

Sobre a Casa Marin


Atualmente é um dos produtores mais premiados do Chile. O Guia chileno Descorchados 2009 assinala que: “Casa Marin sigue siendo uma de las bodegas más iconoclastas y arriesgadas de la escena de Chile”. Exporta sua produção para EUA, Canadá, Brasil e China, nesta ordem. Recentemente, seu Sauvignon Blanc Cipreses foi eleito o vencedor do “Concours Mondial du Sauvignon Blanc”, na categoria de vinhos de preço inferior a 12 Euros. O terroir de San Antonio se caracteriza pelo clima frio, que possibilita o amadurecimento completo de algumas uvas tintas (Pinot Noir principalmente) e brancas (Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Gewürztraminer e Riesling). As primeira videiras foram plantadas em 1999 e 70% dos vinhedos estão localizados em colinas e montanhas com diferentes exposições, divididos em 33 lotes. A linha dos vinhos elaborados com uvas dessa região está constituída de quatro Sauvignons (três blanc e um Gris), quatro Pinots e um Syrah.


Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados:



Cartagena Sauvignon Blanc 2009 – Casa Marin – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14,7% – Preço: R$ 49,00 – cor amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz pouco intenso mas boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa (no mínimo um ano). Apresenta o toque mineral, característica básica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano Pacífico e se beneficiam das brisas marítimas e do solo bem drenado. Depois surgiram aromas herbáceos e vegetais, típicos da casta no Novo Mundo. Na boca, repete o mesmo ataque mineral dando lugar ao frescor que dá movimento a esse tipo de vinho. Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela sanilidade inicial. Termina intenso e limpo. Vinho versátil, de atraente relação preço-qualidade e que também se destaca por seu equilíbrio gustativo. Seu estilo tira proveito de exibir outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado “de per si” ou escoltando pescados de vários tipos. Avaliação:88/100 pts.


Agnaldo Záckia comandou a degustação

Casa Marin Sauvignon Gris Estero Vineyard 2007 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14,5% – Preço: R$ 97,00 – palha com reflexo levemente dourado. Paleta aromática intensa e multidimensional, com deliciosas notas florais e de frutas maduras (lima e grapefruit, principalmente) sobre um fundo mineral. Na boca existe a subscrição desses aromas, com destaque para sua pungente acidez, que lhe confere ótimo frescor, inusitado para cepa. Largo no meio de boca, seu perfil promete bom comportamento à mesa. Tem o acento mineral típico dos vinhos de Lo Abarca. Essa mineralidade se constitui numa característica dos vinhos produzidos na “cordilheira da costa chilena”, cujas colinas são escarpadas e localizadas a apenas 4 km do pacífico. Certamente um dos expoentes da cepa no Chile. Avaliação: 89/100 pts. +


Tintos do Vale Central

Casa Marin Laurel Sauvignon Blanc 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14% – Preço: R$ 93,00 – amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz levemente fechado mas que abriu e demonstrou boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa. Toque mineral, característica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano pacífico e se beneficiam das brisas marítimas. Depois surgiram aromas frutados, com destaque para pêssegos e grapefruit. Na boca, o mesmo ataque mineral dando lugar há um delicioso frescor. Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela salinidade inicial. Termina com um toque herbáceo, que lhe confere tipicidade. Vinho gostoso e versátil, que se destaca por seu equilíbrio gustativo e por apresentar outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado sem nenhum acompanhamento ou escoltando pescados de vários tipos (molho delicado). Avaliação: 88/100 pts.


Pinot Noir e Syrah de Casablanca

Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14% – Preço: R$ 99,00 - Um dos vinhos mais importantes da vinícola. Cor amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz levemente fechado mas que abriu e demonstrou boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa. Toque mineral, característica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano pacífico e se beneficiam das brisas marítimas. Depois surgiram aromas frutados, com destaque para pêssegos e grapefruit. Na boca, o mesmo ataque mineral dando lugar há um delicioso frescor. Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela salinidade inicial. Termina com um toque herbáceo, que lhe confere tipicidade. Vinho versátil, que se destaca por seu equilíbrio gustativo e por apresentar outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado sem nenhum acompanhamento ou escoltando pescados de vários tipos. Avaliação: 89/100 pts.



Adriana e Walter Fonseca: unidade no comando da Vinea

Casa Marin Gewürztraminer Casona 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14% – preço: R$ 93,00 – Amarelo-palha com reflexo ligeiramente dourado. Aromas típicos da casta: líchias, flores brancas e mel. Mais doce que o anterior. Boca voluptuosa e fresca, com notas minerais e retrogosto adocicado. Tem menos acidez que o anterior (característica da casta), mas demonstrou equilíbrio e persistência gustativa que justificam a sua boa fama. Vinho de ótima tipicidade, indicado para pratos de culinária Tailandesa, Indiana e Chinesa. Avaliação: 88,5 pts./100 pts.


Giovane: a mesma eficiência do Dinho's na Vinea

Casa Marin Riesling Miramar 2007 – importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 12,8% – Preço: R$ 108,00 - amarelo-palha claro, levemente esverdeado brilhante e intenso. Aromas intensamente minerais (pierre à fusil – pedra de isqueiro) sobre um fundo cítrico (lima-da-pérsia), com boa persistência na taça. Encorpado e suculento, este riesling mostra acidez firme e delicada, rico em notas frutadas (cítricas) que faz crer se tratar de um vinho ainda jovem, com ótima perspectiva de evolução na garrafa. Em recente viagem à Alsacia, Agnaldo Záckia invocou seu testemunho para afirmar que a maior parte dos vinhos que bebeu naquela região produtora não tinham nível de qualidade muito superior, ou seja, a tipicidade deste exemplar obedece aos estritos cânones da cepa. Avaliação: 89,5/100 pts.


Casa Marin Pinot Noir Tres Viñedos 2009 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14% – Preço: R$ 69,00 – Rubi violáceo sem concentração. Aromas doces e relativamente intensos com frutas vermelhas (morangos e cerejas) sobre um fundo de baunilha. Na boca, taninos doces e leve prevalência da madeira sobre a fruta, não o suficiente para empanar sua tipicidade. Trinta por cento do mosto foi amadurecido em barrica de carvalho francês de segundo uso e as uvas são oriundas de três vinhedos, tem média expansão no palato e termina com leve rugosidade, que provavelmente se dissipará com o tempo que se encarregará de afinar o conjunto. Boa tipicidade e alguma relação preço-qualidade. Avaliação: 86/100 pts.


Cartagena Pinot Noir 2009 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14,7% – Preço: R$ 79,00 - Rubi violáceo escuro de boa densidade. Aromas complexos, sobressaindo notas terrosas e tostadas, fumo, couro e carne crua. Na boca exibe taninos finos e delicados, notas de frutas frescas e acidez equilibrada. O toque mineral sentido nos vinhos anteriores também está presente neste, constituindo-se numa característica dos vinhos produzidos na “cordilheira da costa chilena”, cujas colinas são escarpadas e localizadas a apenas 4 km do pacífico. A madeira e a fruta coexistem pacificamente (oito meses de carvalho francês), proporcionando um vinho de boa concentração de sabor e de boa estrutura, apresentando notas frutadas e tostadas no retrogosto. Este pinot noir já está pronto para ser bebido, mas ainda deve evoluir na garrafa. Indicado para carne de vitela, massas leves, peixes como salmão, robalo, etc.. Sem dúvida, no horizonte dos inúmeros Pinots chilenos, este Cartagena se firma como um de seus expoentes. Detentor de ótima relação qualidade-preço. Avaliação: 89/100 pts.+


Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 15,5% – Preço: R$ 185,00 – Rubi violáceo mais intenso do que o anterior. Nariz intenso com notas frutadas (morangos, amoras e framboesas) sobre um fundo defumado. Na boca os taninos são austeros mas refinados. Equilibrado, é um vinho com tudo no lugar certo: o álcool na casa dos 15,5% está integrado à firme e delicada acidez e também à fruta, madeira e perfaz um conjunto solidamente estruturado que carrega o típico acento mineral de Lo Abarca. Provavelmente, estamos diante de um dos melhores vinhos desta cepa elaborado no Novo Mundo. Termina profundo e deixa uma nota adocicada no palato. Vai arredondar na garrafa nos próximos anos. Para o Guia Descorchados 2008 “é um vinho que põe um ponto final na discussão sobre a cepa no Chile”. Avaliação: 90/100 pts. ++


Casa Marin Litoral Pinot Noir 2003 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14,7% – Preço: R$ 185,00 – Granada com reflexo alaranjado. Nariz aberto com notas animais, couro, tabaco e leve “sous-bois” com ampla sustentação na taça. A boca repete o nariz e a força e a doçura de seus taninos se destacam, tendo como contraponto a acidez pungente e o álcool elevado, que aliado ao forte traço mineral conferido pela brisa marinha vinda do Pacífico tornam o conjunto doce, harmonioso e sobretudo típico. Vinho que está no auge de sua evolução e que permanecerá assim por mais algum tempo. Avaliação: 91/100 pts.



Casa Marin Miramar Syrah 2005 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 13,5% – Preço: R$ 179,00 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. No olfato exibe uma paleta aromática complexa com as tradicionais notas de especiarias (cravo, pimenta do reino, cravo) sobre um fundo de madeira tostada com boa sustentação. Na boca, este Syrah de clima frio apresentou taninos um pouco duros, menos fruta do que o esperado e o típico traço mineral que caracteriza os vinhos de Lo Abarca. Longo e profundo, termina secante. Esperava mais tipicidade deste vinho, muito bem avaliado no Guia Descorchados 2009. Será que mais algum tempo na garrafa colocará as coisas no lugar? Essa é a nossa torcida. Avaliação: 86/100 pts. +



Cartagena Carménère 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale Central – Álcool: 13,5% – Preço: R$ 58,00 – Rubi violáceo sem concentração. Aromas pouco intensos e de baixa complexidade. Na boca é um vinho magro, de baixa acidez e de taninos delicados. Tem alguma fruta secundada por uma leve nota herbácea e de café torrado típica dos carménères chilenos. Madeira integrada. Termina macio, curto e com leve amargor. Avaliação: 83,5/100 pts.



Cartagena Cabernet Sauvignon 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale Central – Álcool: 12,5% – Preço: R$ 58,00 – Rubi violáceo escuro de boa densidade. Fechado no nariz apresentou uma discreta nota de geléia de frutas e licor de cassis. Na boca um vinho de taninos amáveis, baixa acidez e pouca estrutura. Elegante e suave, tem perfil que se distancia dos potentes, alcoólicos e gulosos Cabernets do Maipo. Madeira na medida. Termina curto sem muita persistência. Avaliação: 83/100 pts.

Planeta Merlot 2005

Planeta: um exuberante merlot siciliano

Planeta: um exuberante merlot siciliano

A vinícola Planeta é uma dinâmica empresa familiar administrada pelos primos Alessio, Francesca e Santi Planeta que atualmente conta com 865 acres de vinhedos, espalhados sobre diversas áreas da Sícilia, ilha do Mediterrâneo separada da Itália peninsular pelo estreito de Messina, considerada uma região vinícola emergente do Velho Mundo que vem se destacando pela qualidade de seus vinhos.

A sede da Planeta fica na província litorânea de Agrigento. O empreendimento ganhou força na metade da década de 1980, quando Diego Planeta, presidente e um dos seis mil membros da maior adega cooperativa da ilha, decidiu conduzir uma série de pesquisas com cepas locais e internacionais para descobrir se poderia obter uma opção viável aos vinhos baratos produzidos em grandes quantidades a partir dos solos pobres da ilha. Diego plantou mais de cinquenta clones enxertados tendo por meta a elevação da qualidade dos vinhos da Sícilia a partir de sua matéria-prima, plantando novos vinhedos em substituição aos existentes. Mas a fama surgiu mesmo com a primeira safra em 1994 de seu chardonnay fermentado em barricas dos vinhedos experimentais de Ulmo, Dispensa e Menfi, que se somaram aos vinhedos familiares originais da região de Sambuca (oeste da ilha ao sul de Palermo, capital da Sícilia), no fim da década de 1990. Este chardonnay foi a coroação do projeto ambicioso de Diego e também foi o ponto crucial para a transformação da viticultura siciliana, eis que foi recebido com elogios unânimes dos dois lados do Atlântico e demonstrou o verdadeiro potencial da Sícilia. Atualmente, os vinhos produzidos continuam a se distinguir nas publicações italianas e internacionais de vinhos, com destaque para a fama da casa, que continua a exibir vinhos de qualidade por preços justos e que são quase todos lançados simplesmente sob a nomenclatura IGT – Sícilia.

Degustação – Planeta Merlot 2005 – 14% álcool – R$ 172,55 – uvas: Merlot (95%) e Petit Verdot (5%) – importador: Interfood (safra atual 2006)

Rubi violáceo com discreto halo granada. Paleta olfativa complexa com sugestões terrosas, sous-bois e baunilha. Após alguns minutos a fruta aparece: geléia de ameixas e amoras com boa sustentação. Ao ser degustado a sua entrada provoca uma leve aquecida (14% de álcool) no palato sem incomodar. Taninos macios e no auge da evolução. Acidez gastronômica. Ótima concentração de fruta com madeira integrada. Intenso e profundo, levemente picante, no fim de boca deixa uma agradável sensação mentolada e convidativa do próximo gole. Fácil de beber, é um vinho gostoso e de tipicidade exemplar, por conta de sua maciez e profusão de fruta. Recebeu 87/100 pts. da WS em 30.06.2007 e 89/100 pts. de RP em 01.02.2008

Avaliação: 89/100 pts. +

Pezzi King Zinfandel 2005: um “zin” único

Apesar de suas origens se encontrarem na costa do Adriático (Itália), a Zinfandel é considerada a grande uva dos Estados Unidos da América. Plantada em toda a Califórnia do Pacífico a Noroeste, a Zinfandel se dá melhor nas regiões quentes, com temperaturas mais baixas durante a colheita. Os vinhos podem variar de rosés secos aos brancos até os grandes e estilosos caldos de Russian River Valley, para não falar nos deliciosos vinhos de sobremesa. Os sabores variam da framboesa, amora, com profundidade e tons de especiarias que são os mais comuns.

Pezzi King Zinfandel 2005 – Região: Sonoma – álcool: 14% – Importador: Wine Lovers (tel. 011 8439.3392 e (11) 5531-0081 | contato@winelovers.com.br) – Preço: R$ 110,00 – Comentários: Cor rubi violáceo intenso e profundo, este vinho apresenta uma paleta de aromas finos e complexos a seguir descritos: notas de uvas passificadas a lembrar valpolicella ripasso, ameixas em calda, leve terroso e termina com algum defumado. Boca de entrada muito bem estruturada, cheia, taninos doces e potentes em evidência sem incomodar, ao contrário, conferindo-lhe personalidade, notas perceptíveis de madeira de boa qualidade formando um conjunto macio, redondo, aveludado, longo e persistente. Retrogosto persistente com notas achocolatadas. É um vinho diferente, que apresenta boa perspectiva de amadurecimento na garrafa e que obteve a segunda colocação numa peleja acirradíssima na degustação para eleger o melhor vinho do “Encontro de Vinhos” promovido por Beto Duarte e Daniel Perches. À conferir. Avaliação: 89/100 pts.+

Mais fotos do Wine Weekend que acaba hoje

Espaço da Ravin

A seguir fotografias do “Wine Weekend São Paulo Festival 2010?, evento que se realizará até domingo, dia 22 de agosto de 2010, organizado pelo jornalista Eduardo Viotti, da Revista Vinho Magazine e autor da “Coleção Folha o Mundo do Vinho” .

A vinícola Salton também está participando do Wine Weekend

Tomero Cabernet Sauvignon 2007 acompanhou muito bem Risoto de Calabresa

Eduardo Viotti, jornalista organizador do "Wine Weekend"

Rogério, Núbia e Ana

Música ao Vivo no Wine Weekend

Undurraga Terroir Hunter

Barolo Fontanafredda DOCG 2003

“O Piemonte abriga as proeminentes DOCGs de Barolo e Barbaresco, que, juntas representam alguns dos melhores vinhos da Itália e do mundo. A reputação da região está ligada a sua uva, a Nebbiolo, mas ela oferece muito mais que seus dois filhos mais famosos. Os vinhedos cobrem cada centímetro do Piemonte , composto por complexo conjunto de DOCs sobrespostas que se dividem em cinco áreas principais: Asti, Alba, as DOCs do Norte e do Leste e Langhe, coração da vinicultura no Piemonte ” (Veja V. do Mundo – 5)

Barolo Fontanafredda DOCG 2003 - a safra de 2003 foi quente na Europa. O vinho, com apenas 7 anos, já está pronto.

Degustação

Barolo DOCG Fontanafredda 2003 – Região: Serralunga D’Alba – álcool: 13,5% – uva: Nebbiolo – preço médio: R$ 150,00 - Importador: Bruck (www.bruck.com.br) ou 011 3329 – 3400 – Rua Paula Souza 216 – Luz – São Paulo – SP – e-mail: atendimento@bruck.com.br – Rubi violáceo com halo granada nas bordas. Aromas pouco intensos mas complexos com notas florais secundadas por gostosas pitadas de chocolate, alcatrão, especiarias sobre um discreto fundo terroso. Na boca a repetição das sensações olfativas, taninos potentes e finos que encontram contraponto na elevada acidez e no álcool saliente. Delicado e largo no meio de boca, acaricia o palato com sua estrutura sedosa e rica. Profundo, persistente, termina deixando uma nota de chocolate no fim-de-boca. Sua sólida composição promete um bom afinamento na garrafa nos próximos anos. Avaliação: 90/100 pts. +

Flagrantes do Wine Weekend no Hipódromo Paulistano Cidade Jardim – continuação

Jornalista Eduardo Viotti proferindo palestra no Wine Weekend

Vinhos chilenos do Vale do Maule da importadora Vinos y Vinos - Rua Marques de Itú 837, conjunto 84, Higienópolis, Capital, SP, tel 011 3129 8455

Muruve Tinta de Toro reserva 2001: vinho de qualidade muito boa da D'Olivino

Tomero Cabernet Sauvignon 2007: importado pela Domno do Brasil, é uma prova da evolução dos vinhos elaborados com essa cepa em solo platino: maciez e tipicidade.

Portfólio da Casa Valduga, também presente no evento

Vinhos brancos chilenos da Vinos y Vinos

Rogério D'Ávila ao lado do mascote da Ravin "El peligroso gordo"