Monthly Archives: setembro 2010

Programação de outubro SBAV-SP

5 de outubro

Misiones de Rengo/Interfood

Misiones de Rengo é uma vinícola que integra o conglomerado Viña San Pedro, da qual também faz parte a Viña Santa Helena. É do Guia Descorchados 2009 que vem a melhor avaliação de seu portfólio: “O estilo da vinícola Misiones de Rengo se apóia na fruta madura para criar vinhos fáceis de beber, de sabores limpos e doces. Seus destaques são os tintos, principalmente os Carménères, bons, baratos e de inegável espírito comercial. A vinícola não objetiva elaborar grandes vinhos, mas elabora tintos para beber sem pensar muito e que são ótimos para o churrasco de domingo”.

Sebastián Ruiz, enólogo-chefe conduzirá a degustação e a Interfood, como é de praxe, concederá substanciais descontos na noite da degustação.

Vinhos da degustação:

Misiones de Rengo Sauvignon Blanc 2009

Misiones de Rengo Cabernet Sauvignon 2009

Misiones de Rengo Reserva Cabernet Sauvignon 2008

Misiones de Rengo Reserva Carménère 2008

Misiones de Rengo Cuvée Cabernet 2007

Misiones de Rengo Cuvée Carménère

Preços

Sócios: R$ 40,00

Não sócios: R$ 80,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00. Depositar na conta SBAV – Bco. Itaú Ag. 0445 – c/c 26504-4

14 de outubro

Novidades da Zahil Importadora

A Zahil Importadora completa 24 anos de mercado em 2010 e desde 1999 dedica-se exclusivamente à importação de vinhos. São cerca de 300 rótulos de 55 produtores de 11 diferentes países, cuidadosamente selecionados pelo especialista Jorge Lucki.
Com distribuidores espalhados por todo o Brasil, sendo nove exclusivos, a Zahil se compromete a atender os clientes mais exigentes.
Trabalhando com uma comunicação renovada, visando melhorar o contato com o apreciador de vinhos tendo sempre em mente a principal preocupação: tratar o vinho com o devido respeito. Apresentação: Bernardo Silveira M. Pinto

Vinhos de degustação:

Bourgogne Pinot Noir – Roux Père et Fils – R$79,00
Domaine Saint Claire Chablis 2008 – Jean-Marc Brocard – R$110,00
Saint Aubin 2008 – Roux Père et Fils – R$178,00
Chambolle Musigny 2007 – Roux Père et Fils – R$340,00
Nuits Saint Georges 2007 – Domaine Henri Gouges – R$265,00

Sócios: R$ 55,00

Não sócios: R$ 110,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00.

19 de outubro – Bruck/Fontanafredda

Fundada em 1878 pelo Conde Emanuele Alberto di Mirafiore num dos campos de caça de seu pai, Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália, Fontanafredda é a maior e uma das mais antigas “Aziendas” da região de Barolo. Historicamente, o Barolo sempre foi elaborado de uvas cultivadas em toda a zona. No entanto, na década de 1970, alguns produtores começaram a modernizar a produção fazendo “Crus” ou “Singles Vineyards”. O primeiro SV da Fontanafredda foi o “Vigna La Rosa”. Uma das vantagens de seu perfil moderno é que já é agradável na sua juventude, bastando decantá-lo por algumas horas de antecedência antes de prová-lo. Já o Guia Gambero Rosso 2005 assiná-la que “A Casa Vinícola Fontanafredda continua a avançar sobre a estrada da alta qualidade. O mérito deve ser dividido igualmente entre os membros da equipe talentosa que dirige essa adega histórica sediada em Serralunga D’Alba, propriedade de Bela Rosin, dirigida por Jean Minetti, Danilo Drocco (enólogo), Alberto Grasso (agrônomo) e Roberto Bruno (Diretor Comercial)”. Com essas palavras, o mencionado guia, edição 2005, define essa que é uma das mais importantes vinícolas do Piemonte – Itália.

A lista de vinhos dessa que é uma das mais importantes vinícolas do Piemonte, será oportunamente divulgada pela importadora Bruck.

26 de outubro

Bodega Del Fin Del Mundo/Mr. Man

Localizada em San Patrício Del Chañar (39º latitude sul, 350 mts do nível do mar), província Argentina de Neuquén, a Bodega del Fin del Mundo nasceu em 1999 com a plantação de seus primeiros vinhedos em uma área desértica acima do rio Neuquén. Pelas características do terreno, foi necessária a construção de um canal de cerca de 17 km de comprimento para prover a água necessária ao cultivo das videiras. Para controlar os fortes ventos que atingem a região, a instalação de cortinas protetoras e cartuchos individuais para cada planta foi a solução adotada. Hoje, a bodega conta com 750 hectares de vinhedos próprios. Atualmente a bodega realiza constantes estudos com novas variedades relacionados à adaptabilidade ao solo e ao clima da região. Exemplos de experimentação em andamento: Petit Verdot, Cabernet Franc, Viognier, Sangiovese e Tannat. A degustação será conduzida por Marcelo Miras, enólogo da vinícola.

Postales Del Fin Del Mundo – Malbec Rosé 2009

Del Fin Del Mundo Cabernet Sauvignon Reserva 2009

Newen Syrah 2008

Del Fin Del Mundo Gran Reserva (Malbec 36%, Cabernet Sauvignon 31% , Merlot 23% e Cabernet Franc 10%) 2006

Doze meses de amadurecimento em barrica de carvalho francês (70%) e americano (30%)

Del Fin Del Mundo Special Blend 2006

Sócios: R$ 40,00

Não sócios: R$ 80,00

Jantar: R$ 40,00. Para pagamento até a véspera, desconto de R$ 10,00.

SBAV-SP – Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2.586, Jd. Paulistano – Reservas: Nelson pelo telefone 011 3814 7905 ou vinho@sbavsp.com.br

Moresco Toscano IGT 2003 – um autêntico Supertoscano

O supertoscano Moresco IGT é produzido por Azienda Agricola I Mori e no seu corte participam Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot

Breve definição – Supertoscanos

É de Eduardo Viotti (Coleção Folha o Mundo do Vinho) a definição que segue: “São alguns dos vinhos mais reputados da Itália. São também fruto da rebeldia de homens que se levantaram contra rigidez das leis da DOC que os impedia de fazer os melhores vinhos da Itália, e certamente alguns dos mais importantes vinhos do mundo. Na verdade, a concorrência dos vinhos tradicionais italianos diante dos grandes vinhos do Novo Mundo, em que toda aventura enológica era possível, estava ficando difícil em termos de qualidade – com a Itália perdendo terreno e tendo que destilar hectolitros de vinho. Além de concorrer cara a cara nos mercados internacionais, os orgulhosos vinhateiros toscanos queriam provar ser também capazes de elaborar, em seu terroir, maravilhas líquidas tão boas como aquelas – e tão sofisticadas quanto os melhores vinhos dos eternos rivais franceses. Parte dessa idéia decorre da concepção européia segundo a qual não importa tanto a uva de que é feito o vinho, mas sim a região de onde provém. A solução foi abrir mão do uso da DOC e elaborar o vinho da maneira como bem lhes aprouvesse, usando apenas a indicação Vino di Tavola ou IGT – Indicação Geográfica Típica, no máximo. O estilo bordalês não é o único adotado pelos supertoscanos; ao contrário, ele é hoje minoritário. A maioria dos orgulhosos e ricos vinhateiros modernos da Toscana fazem vinhos especiais com a própria Sangiovese local, em pureza ou em corte com outras variedades tintas. Por fim, fato é que quase todos grandes produtores da região de Chianti têm hoje seu supertoscano. Além disso, ter um supertoscano ajuda a vender Chianti, pela força do bom nome”.

Sobre o vinho

Feito com uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot (em proporções não divulgadas) cultivadas no Spicchiello Podere (propriedade Spicchiello), no Colli Fiorentini (colinas de Florença), este vinho amadurece por dois anos na adega, um dos quais em barricas de 225 litros (origem não divulgada).

Enoblogs: uma boa idéia

Degustação

Moresco Toscano IGT 2003 – álcool: 13,5% – região: Colli Fiorentini – uvas: Sangiovese (40%), Cabernet Sauvignon (30%) e Merlot (30%) – importador: GAM Affari D’Itália Imp. e Com. de vinhos Ltda. – Rua Machado Bittencourt, 205, cjto. 22, tel. 011 5080 3816 ou www.gamimports.com.br - Vermelho-rubi com reflexo violáceo intenso, profundo sem halo de evolução. Nariz aberto com as tradicionais notas de alcaçuz típicas da Sangiovese, toques de ameixas sobre um fundo terroso com uma pitada de chocolate. Na boca é um vinho amplo, profundo, de taninos musculosos sem agredir demasiadamente o palato, eis que contrabalançados por ótima acidez e álcool bem dosado. Termina persistente e intenso. Apesar de já ser agradável, reivindica mais algum tempo na garrafa para se tornar mais macio. Avaliação: 88,5/100 pts.+

Degustação dos vinhos portugueses FTP Wines na SBAV-SP

Em 2007, o grupo português TAVFER resolveu investir no mercado brasileiro de vinhos. Então foi criada a empresa FTP – Fernando Tavares Pereira. A empresa começou a atuar em meados de 2008 no RJ com apenas seis rótulos: três regionais … Read more »

Degustação Ventisquero Ramirana * Vinhos de Influência Costeira – importadora Cantu

              Degustação de Vinhos com Influência Costeira, seguida de almoço harmonizado, conduzida pelo enólogo Alejandro Galaz, criador dos Vinhos Ramirana – Ventisquero. Para o profissional, a influência costeira é refletida em baixas temperaturas registradas nos … Read more »

Vinhos Australianos Bremerton na Maison des Caves

Público presente no evento

Vinhos Bremerton

A Maison des Caves importadora, em parceria com Ruby Wines do Rio de Janeiro ofereceu, no dia 23 de setembro, uma tarde de degustações com a presença de Rebecca Wilson (enóloga) e Lucy Wilson (proprietária) da vinícola Bremerton de Langhorn Creek – Sul da Austrália. Foram degustados os seguintes vinhos:

Matilda Plains Sauvignon Blanc 2009

Bremerton Racy Rosé 2009

Matilda Plains Cabernet/Shiraz 2008

Bremerton Tamblyn Cabernet/Shiraz/Malbec /Merlot 2008

Bremerton Selkirk Shiraz 2004

Bremerton Premium Reserve Cabernet Sauvignon 2005

Bruno Hermenegildo, Sommelier do Dioniso Wine Club

Bremerton Premium Reserve Cabernet Sauvignon 2005

Estiveram presentes: Marcos Viera de Mello (Ruby Wines – RJ), Bruno Hermenegildo (Sommelier Dioniso Wine Club), Rebecca Wilson e Lucy Wilson (Bremerton), na Alameda Gabriel Monteiro da Silva 1881, na tarde de 23 de setembro de 2010 para degustação dos vinho abaixo descritos e avaliados. Tomamos a liberdade de fazer uma única observação. Apenas três vinhos estavam na temperatura de serviço, inclusive um deles havia sido corretamente decantado porque o estilo do vinho assim exigia. Os demais, numa tarde que atingiu 30°C, estavam sendo servidos na temperatura ambiente, o que prejudicou sobremaneira sua avaliação.

Bremerton Matilda Plains Sauvignon Blanc 2009 – região: Langhorne Creek – álcool: 12% – importador: Ruby Wines – telefones: RJ 21 8563 7828 e SP 11 5525 2412 – preço: R$ 67,50 - palha claro com reflexo esverdeado. No nariz aromas complexos com destaque para as sugestões minerais, flor de sal sobre uma nota cítrica com boa sustentação. Na boca confirma esses aromas e destaca-se por seu equilíbrio gustativo, frescor, mineralidade e fruta intensa. O corpo e a persistência são médios. Sem amargor, destaca-se por sua tipicidade. Bom para saladas, comida mediterrânea e asiática. Avaliação: 88/100 pts.

Bremerton Racy Rosé 2009 – uvas: Shiraz e Cabernet Sauvignon – região: Langhorne Creek – álcool: 13% – importador: Ruby Wines – telefones: RJ 21 8563 7828 e SP 11 5525 2412 – preço: R$ 67,50 - Salmão brilhante. Nariz frutado com groselha e tutti-fruti. Na boca a sua entrada revela um vinho quente, leve, acidez média, alguma fruta, corpo magriço e persistência curta. Termina limpo, sem amargor. Avaliação: 83/100 pts.

Bremerton Reserve Cabernet Sauvignon 2005 – região: Langhorne Creek – álcool: 15% – importador: Ruby Wines – telefones: RJ 21 8563 7828 e SP 11 5525 2412 – preço: R$ 220,00 – Langhorne Creek está apenas 70 km a sudeste de Adelaide e produz algumas das melhores frutas da Austrália. É por isso que Craig e Mignonne Wilson escolheram esse lugar para fazer a sua casa em 1985. Um projeto de restauração a longo prazo sobre a propriedade original (1866) também incluiu a conversão do celeiro (também de 1866) há uma convidativa entrada da adega. Juntamente com a jovem filha Lucy (Gerente de Marketing ) e a filha mais velha Rebecca (Enóloga), a Bremerton é verdadeiramente uma vinícola familiar. Por fim, a gama de vinhos Bremerton possui um Cabernet Reserva, versão limitada, com apenas os melhores lotes deuvas Cabernet Sauvignon cuidadosamente selecionadas. Um vinho que apresenta potencial de evolução na garrafa de cerca de 6 a 10 anos. Análise organoléptica: vermelho-rubi com reflexo violáceo intenso, profundo com discreto halo de evolução. Aromas complexos, notas picantes, fruta madura, especiarias, tabaco sobre um fundo vegetal. Na boca é denso, potente, taninos macios, fruta e madeira em integração, álcool elevado sem incomodar e equilíbrio do conjunto a formar um vinho sólido e de grande estrutura. Longo, profundo e intenso, termina austero com alguma salivação. Vai amadurecer na garrafa nos próximos 3 anos porque tem potencial para isso. Avaliação: 89/100 pts.+

Wakefield Shiraz 2004

Segundo o portal da Casa Flora, a “Wakefield é uma tradicional vinícola da Austrália, responsável por alguns dos melhores vinhos do país. Trabalha com uvas provenientes de vinhedos cuidadosamente cultivados, que são vinificados com as mais sofisticadas técnicas. Seus vinhos refletem o terroir único do Clare Valley e expressam de forma irresistível toda a complexidade dos vinhos do Novo Mundo”.

Clare Valley

Clare Valley é uma região vinícola que tem tradição na produção de Rieslings, Chardonnays e Semillons. Na ala dos tintos, as cepas Cabernet Sauvignon, Shiraz e Grenache se destacam. O solo vária do vermelho ao marron cinzento calcáreo. Existe contraste entre a força dos tintos e a delicadeza dos brancos produzidos nessa região. Isso s e deve ao contraste dos subclimas. A região é quente, mas há componentes frios, como o vento marítimo do sudoeste e a altitude de vinhedos individuais, que em algumas regiões chega a 550 metros. A vinicultura local tem história. Os primeiros vinhedos foram plantados em 1840 e a era de ouro foi a década de 1890, com a criação de empresas vinícolas de grande porte.

Degustação

Walkefield Shiraz 2004 – álcool: 14,5% – região: Clare Valley – importador: Casa Flora – R$ 59,94 (www.winestore.com.br) – rubi violáceo intenso, profundo com halo granada. Nariz de média intensidade com notas tostadas, especiarias doces, geléia de frutas negras e mentol. Na boca é um vinho corpulento, taninos presentes com alguma maciez e doçura, média acidez, concentrado e com a madeira dando sinais de integrar-se à fruta. Intenso, termina seco, rústico e deixa uma nota picante no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts. +

Buffet de Domingo no Rosmarino – SP

DOMINGO 26.09.2010

BUFFET $ 49,00

BUFFET DE ENTRADAS

Ostras frescas

Tomate caqui com palmito

Salada de rúcula, gergelim, castanha do Pará, manga e champignon fresco

Brie quente ao mel e amêndoas

Endívia com ricota defumada e berries

Salada de polvo grelhado

Salada de Verdes

Ovinhos de Codorna, Pepino em Conserva

BUFFET DE PRATOS QUENTES

Anchova negra ao forno com alcaparras

Brochette de filé ao Porto e Roquefort

Arroz branco

Rösti de mandioquinha e batata doce (grande)

Palmito pupunha assado na casca

Arroz de camarão

Chips de abobrinha

Quiche de pêra, alho poro e castanha do pará

Mini lazanha de funghi

Spaguetti aos 3 Molhos: Pomodoro, Pesto e Creme

RESERVAS TEL. 3819-3897

RUA HENRIQUE MONTEIRO,44 – PINHEIROS

www.rosmarino.com.br

Chianti Classico Montiverdi DOCG 2005 – uma grata surpresa

A Sangiovese desempenha papel importante nos vinhos Chianti, Brunello, em muitos vinhos Supertoscanos, embora esteja a ganhar terreno como vinho varietal ao redor do globo. Quando cresce em local adequado, seus taninos são suaves, a acidez é suculenta e um gosto intenso de cereja ao lado de aromas de ervas caracterizam seus vinhos. O Chianti é muito fácil de beber assim como extremamente versátil à mesa. Por fim, é um dos vinhos italianos mais conhecidos em todo mundo.

Degustação

Chianti Classico Montiverdi DOCG 2005 – região: Gaiole in Chianti/Siena – uvas: Sangiovese e Cannaiolo – álcool: 12,5% – importador: Prima Classe – tel. 21.7841.6515 - preço: 52,00 - cor: vermelho rubi intenso com reflexo violáceo a denotar juventude. Aroma frutado ligeiramente picante sobre um fundo de alcaçuz. Leve toque de especiarias. Não é muito intenso no olfato, contudo, surpreende mesmo na boca porque é carnudo, espesso e de boa massa tânica contrabalançada por presença de fruta vermelha madura e acidez típica da casta. Madeira integrada. Termina persistente, picante com uma ponta de austeridade, quase rústico, como mandam os cânones dessa região. Um vinho surpreendente, equilibrado, em perfeito estado de conservação eis que estava numa garrafa de 375 ml. À conferir. Avaliação: 87/100 pts.+

Bruck promove almoço com Enzo Agresta, da Fontanafredda – Piemonte, no Becco 388

“A Casa Vinícola Fontanafredda continua a avançar sobre a estrada da alta qualidade. O mérito deve ser dividido igualmente entre os membros da equipe talentosa que dirige essa adega histórica sediada em Serralunga D’Alba, propriedade de Bela Rosin, dirigida por Jean Minetti, Danilo Drocco (enólogo), Alberto Grasso (agrônomo) e Roberto Bruno (Diretor Comercial)”. Com essas palavras, o Guia Gambero Rosso edição 2005 define essa que é uma das mais importantes vinícolas do Piemonte – Itália.
Fundada em 1878 pelo Conde Emanuele Alberto di Mirafiore num dos campos de caça de seu pai, Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália, Fontanafredda é a maior e uma das mais antigas “Aziendas” da região de Barolo. Historicamente, o Barolo sempre foi elaborado de uvas cultivadas em toda a zona. No entanto, na década de 1970, alguns produtores começaram a modernizar a produção fazendo “Crus” ou “Singles Vineyards”. O primeiro SV da Fontanafredda foi o “Vigna La Rosa”. Uma das vantagens de seu perfil moderno é que já é agradável na sua juventude, bastando decantá-lo por algumas horas de antecedência.

Reserva Bionatural Fontanafredda
A Casa Vinícola Fontanafredda tem sua sede na localidade de Serralunga D’ Alba, Piemonte, Via Alba 15, 12.050 e atualmente a propriedade possui cento e vinte e dois hectares sendo oitenta e quatro de vinhas de natureza biológica, seis de avelãs, treze de floresta nativa, duas de pastagens e jardins e dezessete hectares comprendidos entre casas, adegas e o “Parque da Reserva Bionatural Fontanafredda”. As casas localizadas nas dependências da Fontanafredda abrigam doze famílias que trabalham na reserva florestal, nas adegas e nos vinhedos. Os bosques e jardins são o lar natural de sequóias, plátanos, tílias, carvalhos, cerejeiras, etc… A totalidade dos vinhedos está cultivada segundo princípios da agricultura sustentável integrada no sentido de obter:
a) eliminação integral dos produtos químicos herbicidas.
b) eliminação integral de fertilizantes químicos e redução de 60% em produtos fitofarmacêuticos. Objetivo: zero de resíduos de uvas.
Os animais
A reserva biológica é o lar de pavões, cisnes, faisões, garças, patos, perdizes, raposas, texugos, esquilos, roedores, lebres, carpas, tartarugas e outras espécies, que vivem em completa harmônia e liberdade em locais especialmente escolhidos para cada espécie.
A água
Toda água depois de utilizada é bio-tratada e somente assim devolvida ao meio ambiente. A água da chuva também é transportada das colinas e utilizada para a irrigação dos vinhedos.
Na adega
Meta para os próximos anos: redução drástica da utilização de leveduras com sua substituição por leveduras selvagens indígenas. Redução de 50% do índice permitido de sulfitos nos vinhos. Utilização de embalagens recicláveis e biodegradáveis. Até as garrafas “Volumi Bollati” serão produzidas com 85% de vidro reciclado.
A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados, salientando que o almoço harmonizado oferecido pela Bruck Importadora ocorreu na última quinta-feira, 16 de setembro, no ótimo Restaurante Becco 388, localizado na Rua Mato Grosso, 388 – Consolação, São Paulo, SP (tel. 11 2361-0388). Estiveram presentes: Gilmar (Gerente de Vendas Bruck), Luiza Bastos (Bacco’s), Manoela Furlan (Bacco’s), Marco Cerqueira (Empório São Paulo), Claudia Franco (Grand Vin Nova Faria Lima), Dr. Júnior Furlan (Diretor Bruck) e Enzo Agresta (Gerente de Exportações da Fontanafredda). Destaco o serviço do vinho a cargo de Francinaldo (Cabelo) e o atendimento eficiente e atencioso do Becco 388.

No almoço oferecido pela Bruck no ótimo Restaurante Becco da Rua Mato Grosso, os vinhos Fontanafredda "The Superstars" se destacaram

Briccotondo 2008: frutado e de ótima acidez gastronômica

Barbera D'Alba Papagena DOC Superiore: denso

La Lepre (A Lebre) Dolcetto di Diano D'Alba: poucos são os Dolcettos com esse nível de qualidade. Avaliação: 88/100 pts.

Fontanafredda Barolo Vigna La Rosa 2000 - aberto num bom momento é um dos grandes representantes do Piemonte. Sua nota final: 93,5/100 pts. Será incluído na lista dos 100 melhores vinhos degustados em 2010 por quem escreve.

Enzo Agresta, Gerente de Exportações da Fontanafredda

Gilmar Oliveira, Gerente de Vendas da Bruck e Enzo Agresta

Enzo Agresta e Dr. Júnior Furlan, Diretor da Bruck

Enzo, Jeriel e Dr. Júnior Furlan

Linha de vinhos Fontanafredda The "Superstars": nenhum vinho abaixo de 87/100 pts. Todos de excelente tipicidade, sem exageros e bem elaborados

Barbera Briccotondo Piemonte DOC 2006 – álcool: 13,5% – região: Serralunga D’Alba – importador: Bruck – preço: R$ 65,00 - Briccotondo em dialeto piemontês significa “colina abaulada”. Análise organoléptica: Vermelho rubi intenso com reflexo violáceo. Aromas vinosos e frutados com boa sustentação. Na boca repete o nariz e chama atenção por sua exuberância de fruta. Taninos macios e acidez intensa a confirmar a tipicidade da casta. Álcool integrado. Longo e intenso teve cinco meses de amadurecimento em madeira. Guloso, deixa uma nota levemente adocicada no fim-de-boca. Fácil de beber, detentor de relação preço-qualidade, é um vinho de perfil moderno que cresceu à mesa. Seu estilo é muito característico, mas dotado de taninos aveludados, ótima acidez, pouca madeira, são atributos que permitem rivalizar com alguns Pinots da América do Sul da mesma faixa de preço, sem dificuldade e com certa vantagem, por conta de seu equilíbrio gustativo. Obteve 87/100 pts. RP em 31.08.2009 e 88/100 WS em 15.12.2009. Avaliação: 87,5/100 pts.

Fontanafredda Barbera d’Alba DOC Superiore Papagena e Pamina 2004 – álcool: 13,5% – região: Serralunga D’Alba – importador: Bruck – preço: R$ 130,00 - Papagena Pamina, segundo Enzo Agresta é uma ópera de Mozart do “libelo de prestígio”. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso e profundo com discreto halo de evolução. Aromas abertos com boa complexidade, notas florais (violetas) sobre um fundo de fruta em compota. Na boca é um vinho de taninos densos contrabalançados por boa acidez e álcool na medida. A fruta está presente, mas um pouco encoberta pela madeira, não o suficiente para macular o conjunto, de estilo diverso do vinho anterior, mas tendo a favor de si a tipicidade da cepa. Teve doze meses de amadurecimento em madeira e três na garrafa antes de sua liberação. Termina longo com leve aspereza que se dissipará com mais algum tempo na garrafa, porque tem estrutura de sobra. Obteve 88/100 pts. da WS em 15.12.2007. Avaliação: 87/100 pts. +

Fontanafredda “La Lepre” Dolcetto Diano d’Alba DOC 2006 – álcool: 14% – região: Serralunga D’Alba – importador: Bruck – preço: R$ 90,00 – Segundo Enzo Agresta La Lepre significa “A Lebre”. Ocorre que o local onde está o atual vinhedo anteriormente estava ocupado por lebres. Enzo também salientou que o Dolcetto é um dos vinhos mais populares do Piemonte. Análise organoléptica: vermelho rubi com reflexo violáceo intenso e profundo sem halo de evolução. No olfato o ataque inicial traz frutas negras (ameixa e figo) de forma bem nítida. Não é muito complexo, mas surpreende no palato, onde sua entrada revela um vinho opulento, viril, de taninos ricos e potentes sem agredir o palato no entanto. Também se destaca na sua acidez e na presença de fruta. Parece ostentar mais equilíbrio gustativo do que o anterior. Sem madeira, amadureceu seis meses em tonel de aço inoxidável com temperatura controlada. Termina fresco, longo e redondo. Bom e agradável de beber tem a vantagem de já estar pronto para o copo. Atingiu 86/100 da WS em 15.12.2006. Avaliação: 88/100 pts.

Fontanafredda Nebbiolo d’Alba Marne Brune 2006 – álcool: 13,5% – região: Serralunga D’Alba – importador: Bruck – preço: R$ 140,00 - vermelho rubi pouco concentrado com leve halo granada. Nariz sinalizando sugestões florais (rosas), frutas vermelhas sobre um fundo de especiarias. Na boca a sua entrada revela um vinho elegante, de taninos presentes, acidez delicada, profundo na concentração de fruta e intenso no sabor. Álcool na medida e madeira (doze meses em madeira de origem não divulgada acrescido de mais quatro meses de amadurecimento na garrafa antes de sua liberação) em perfeita sintonia com os demais elementos. Termina salivante e longo. Um vinho elegante que às cegas passaria por um bom Barolo. Alcançou 87/100 pts. da WS em 15.12.2007. Avaliação: 90/100 pts.

Barolo Fontanafredda Vigna La Rosa DOCG 2000 – álcool: 14% – região: Serralunga D’Alba – importador: Bruck – preço: R$ 400,00 - segundo Enzo Agresta este vinho é considerado uma das jóias da Fontanafredda que o produz ao lado de dois outros Barolos da linha “The Single Vineyards”: Barolo Lazzarito e Barolo La Vila. Amadurece vinte e quatro meses em barrica de carvalho de origem não divulgada acrescentado de mais doze meses na vinícola antes de sua liberação ao mercado. Enzo Agresta explicou que enquanto que este La Rosa prima por sua delicadeza e elegância, o Barolo Lazzarito por exemplo, tem taninos fortes e seu estilo é austero e mineral. Análise organoléptica: Granada com reflexo telha. Notas olfativas complexas com aromas frutados, amora, ameixa e framboesa com ampla sustentação na taça. Notas de caça e de alcatrão também estão presentes sobre um fundo floral. Na boca é uma verdadeira usina de força porque exibe taninos firmes, excelente acidez, acento mineral e concentração de sabor invejável. Profundo e delicado, termina harmonioso, elegante e austero. Vinho de estilo de vinificação moderna que enfatiza a fruta madura com o carvalho novo desempenhando o papel apenas de “coadjuvante”, nunca de “protagonista”. De longa vida, poderá ser bebido sem nenhuma preocupação até 2.015, no mínimo. À mesa seu desempenho simplesmente foi espetacular, eisque sua safra é memorável. Obteve 91/100 pts. de RP em 31.08.2005 e 88/100 pts. da WS em 31.07.2004 -Avaliação: 93,5/100 pts.++

A Fontanafredda ainda produz os seguintes vinhos (nem todos são importados para o Brasil): Pradalupo Roero Arneis Barolo DOCG, Gavi DOCG Del Comuni di Gavi, Le Fronde Moscato D’Asti DOCG, Moncucco Moscato D’Asti DOCG, Treiso Dolcetto D’Alba DOC, Cireseto Piemonte DOC Grignolino, Raimonda Barbera D’Alba, Langhe DOC Nebbiolo, Barbaresco DOCG, Barbaresco Coste Rubin DOCG, Barolo DOCG, Barolo Lazzarito, Barolo Paiagallo Vigna La Villa (esses dois últimos “Single Vineyard) e mais uma linha de espumantes denominada “Alta Langa”.

Endereço da Bruck: Rua Paula Souza 216, Sé, tel 011 3329 3400 e-mail: atendimento@bruck.com.br www.bruck.com.br

Viu Manent Reserva Chardonnay 2008: tipicidade a toda prova

Viu Manent Chardonnay Reserva 2008

Contra-rótulo

“Las uvas provienen del Valle de Casablanca. Este vino fue fermentado y madurado cuidadosamente en barricas de roble francés durante 7 meses. En nariz dominan nos aromas a plátano, durazno y miel. En boca evidencia notas a frutas cítricas y piña, combinadas con un toque de jengibre, que conducen a un final fresco, acompañado por un roble suave, elegante y especiado.”

Degustação

Viu Manent Reserva Chardonnay 2008 – região: Vale de Casablanca – álcool: 14,5% – importador: Hannover (tel 011 2638 0881 ou 0879) e matriz em Porto Alegre (051 3337 3890 – RS) – preço: R$ 66,90 – Palha esverdeado intenso e brilhante. Aromas complexos com as tradicionais notas minerais do Vale de Casablanca e algum amanteigado. Bastante frutado com abacaxi, pêssego sobre um fundo cítrico. Leve baunilha. Na boca é um vinho sedoso, potente e sobretudo macio. A Viu Manent é uma das vinícolas chilenas que se destaca pelo uso judicioso da madeira, neste exemplar por exemplo, ela está mais presente no olfato do que no palato. Também surpreende por seu frescor e concentração de fruta, com abacaxi fresco, pêssego e damasco. Guloso, seu final é longo, persistente, sem arestas. Deixa uma nota de mel no retrogosto. Destaca-se por seu equilíbrio gustativo, tipicidade e relação preço-qualidade. Pode ser guardado por dois anos ou mais. Avaliação: 89/100 pts.+