Monthly Archives: setembro 2010

Conde de Vimioso Reserva 2001

O atual importador é a Decanter do Conde de Vimioso é a Decanter

José Maria Santana, com a habitual clareza ao discorrer sobre “os novos vinhos do Ribatejo” no portal “Winexperts”, assinala que: “A história da viticultura no Ribatejo é muito antiga, anterior à formação da nacionalidade portuguesa, como atestam antigos documentos, por exemplo um foral de D. Afonso Henriques datado de 1170. Já no século XIII a região exportou mais de 30 mil pipas de vinho para a Inglaterra. Mas o Ribatejo parece ter adormecido no tempo e só recentemente despertou para a modernidade. Durante um largo período, dava-se mais importância às quantidades produzidas, sem preocupação com a qualidade. Nos últimos anos, um grupo de vinicultores criteriosos passou a investir no potencial do Ribatejo, dando início a uma nova mentalidade.

O Ribatejo tem 22.224 hectares ocupados com vinhedos, correspondendo a cerca de 11% do total de vinhas existente em Portugal. A região é cortada pelo rio Tejo, enquanto as Serras de Aire e Candeeiros delimitam o Alto e Baixo Ribatejo. O clima é mediterrâneo e há três zonas distintas de produção, conhecidas como Campo (ou Lezíria do Tejo), Bairro e Charneca. A legislação reconhece seis sub-regiões para vinhos de Indicação de Proveniência Regulamentada (IPR): Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar.

Embora sua vinícola tenha sede no Alentejo, o respeitado enólogo João Portugal Ramos não esconde seu interesse também pelo Ribatejo, onde sua empresa Falua produz o Conde de Vimioso Reserva 2001. Ali os vinhedos são implantados em terreno muito favorável, com predominância de seixos rolados, que absorvem e irradiam o calor de sol para os cachos. O tinto é um lote de Touriga Nacional, Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, amadurecido por nove meses no carvalho francês. Madeira e fruta aparecem nos aromas. Na boca, taninos firmes, mas de boa qualidade, formando um conjunto elegante e com personalidade.”

Contra-rótulo:

“Vinho não filtrado com o objectivo de preservar o seu caráter intenso e único e pode criar deposito com a idade”

Degustação

Conde de Vimioso Reserva 2001uvas: Touriga Nacional, Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon – região: Ribatejo – álcool: 14% – preço pago em 10.10.2006 (ponta de estoque, rótulo manchado): R$ 61,79 – preço de catálogo: US$ 47,90 (Mistral) – preço atual (R$ 120,00 – safra 2007, importadora Decanter – tel 011 3074 5454) – rubi violáceo com halo granada. No nariz aromas herbáceos, especiarias (canela) sobre um ligeiro tostado. Leve “vinagrinho”. Bons aromas, mas falta complexidade. Na boca os taninos são macios, redondos e não apresentam potencial de evolução. Medianamente concentrado, acidez na medida, está tudo no sítio certo e por isso deverá ser bebido agora. Apesar de correto, esperava mais desse vinho. Avaliação: 86/100 pts.

Degustação de espumantes DOC Vinho Verde e Bairrada – Leo’s Choice Quality Wines

Na noite de 13 de setembro, quem escreve essas linhas juntamente com Silvia Cintra Franco (Silvia Franco’s Blog), Daniel Perches (Vinhos de Corte) e João Felipe Clemente (Falandodevinhos) se reuniram no Ráscal do Shopping Villa Lobos para degustação dos vinhos … Read more »

Doña Paula Pinot Noir 2006

A Viña Doña Paula faz parte da chilena Viña Santa Rita

Contra-rótulo

Este elegante Pinot Noir ofrece agradables aromas a berries rojos y guindas, que se entremezclan armoniosamente con notas florales, minerales, de regaliz y vainilla. En boca es un vino de textura suave, taninos redondos, frutos rojos y vainilla, que se destacan a mitad del paladar. De gran dulzor, ofrece un persistente y agradable final.

Degustação

Doña Paula Pinot Noir 2006 – álcool: 14,5% – região: Ugarteche/Luján de Cuyo/Mendoza – importador: Grand Cru – preço: R$ 58,00 (safra 2008) - Vermelho-rubi com reflexo violáceo e halo granada. Aromas frutados com destaque para ameixa e figo, especiarias sobre um fundo herbáceo. Na boca taninos macios, corpo magro, acidez média, madeira integrada à fruta e persistência média/curta. O seu forte não é a tipicidade, mas inegavelmente trata-se de vinho fácil de beber, indicado para pratos leves. Não vai ganhar com o envelhecimento na garrafa, portanto, beber já. Avaliação: 85/100 pts.

Domaine Laroche Chablis Premier Cru Lês Fourchaumes Veilles Vignes 2005

Domaine Laroche é popularmente conhecido como o "Rei do Chablis"

Domaine Laroche Réserve de L’Obédiencerie
A primeira safra do Chablis Premier Cru Réserve de L’Obédiencerie Lês Fourchaumes Vieilles Vignes ocorreu no ano de 1991. A idéia era simples: produzir o melhor Chablis Grand Cru. Tudo é executado para a produção da melhor uva, poda, remoção de gemas, controle de produtividade, vinificação meticulosa, filtração muito leve para garantir respeito absoluto pela qualidade exigida na vinha. A produção do Chablis Grand Cru é realizada anualmente em junho. Todas uvas provenientes da última colheita são selecionadas para criar o vinho que reconhecidamente é refinado, distinto, poderoso, mineral, complexo, com capacidade de envelhecer na garrafa por 20 anos ou mais. Dependendo do ano, a proporção de vinho que estagia em barricas varia de 50 a 70%. Por fim, o Domaine Laroche orgulha-se de homenagear o padroeiro San Martinand de Chablis. De 877-887 d.c, os restos mortais de Saint Martinand repousaram na cripta da l’Obédiencerie (sede do domínio Laroche), que está situada a poucos passos da igreja de Chablis.

Contra-rótulo

Lês Fourchaumes

O antigo mosteiro L’Obédiencerie, foi construído pelos monges de Saint Martinand. Atualmente é o coração do Domaine Laroche. Desde que o primeiro Chablis foi produzido 11 séculos atrás os vinhos são amadurecidos nestas caves. Desde então rapidamente foram identificadas as parcelas de melhor exposição que produziam vinhos de qualidade superior. Essas parcelas, com inclusão de Lês Fourchaumes, ficaram conhecidas como Chablis Premier Cru.

Propriedade, fermentação e amadurecimento

O Domaine Laroche possui 7.65 hectares dos 98.82 hectares da área total de Chablis. Este contraforte, de exposição sudoeste está protegido contra o vento que sopra do norte. Com a adequada acumulação de calor, o amadurecimento começa mais cedo e dura mais tempo, portanto, se dá de forma completa. Essa vinhas são muito velhas e por isso tem sua própria personalidade, a “Herança de Chablis”. A fermentação ocorreu durante 21 dias a 18°C, 86% em tanque de aço inoxidável e 14% em barrica. O mosto amadurece 9 meses, 86% em tanque de aço inoxidável e 14% em barrica borgonhesa de três e quatro anos de uso.

Degustação

Domaine Laroche Chablis Premier Cru Lês Fourchaumes Veilles Vignes 2005 – álcool: 13% – importador: World Wine – preço: R$ 238 (safra 2007) – Amarelo palha com reflexo levemente dourado. Paleta de aromas perfumados, amplos e generosos com deliciosas notas amanteigadas, toque de brioches, flores brancas sobre um discreto fundo cítrico. Na boca a delicadeza se repete, com a fruta protagonizando (pêssego e abacaxi) tendo como contraponto a clássica mineralidade, a acidez sutil e o álcool que lhe confere estrutura e corpo. Um vinho bem construído, complexo e realmente de qualidade superior. Longo e intenso termina suave e deixa no retrogosto uma nota de mel. O produtor assegura que este vinho pode amadurecer até 15 anos, o que é bastante provável. Avaliação: 91/100 pts.++

Misiones de Rengo Cuvée Cabernet Sauvignon 2004

Misiones de Rengo é uma vinícola que integra o conglomerado Viña San Pedro, da qual também faz parte a Viña Santa Helena. É do Guia Descorchados 2009 que vem a melhor avaliação de seu portfólio: “O estilo da vinícola Misiones de Rengo se apóia na fruta madura para criar vinhos fáceis de beber, de sabores limpos e doces. Um dos seus destaques são seus tintos, principalmente os Carménères, bons, baratos e de inegável espírito comercial. A vinícola não objetiva elaborar grandes vinhos, mas produz tintos para beber sem pensar muito e que são ótimos para o churrasco de domingo”.

Contra-rótulo

Cabernet Sauvignon de extensa variedade aromática, elegante, profundo e concentrado. Aromas de ameixa preta, frutas silvestres, cassis, confeitos em harmonia com tons de amêndoas tostadas e café.

Degustação

Misiones de Rengo Cuvée Cabernet Sauvignon 2004 – região: Colchágua – álcool: 14% – importador: Casa Santa Luzia (atualmente Interfood – preço: R$ 59,90 – safra 2007) – Rubi violáceo intenso, profundo com discreto halo de evolução. Aromas de carvalho tostado, café e groselha. No paladar é um vinho quente com a madeira na frente e de certa forma subjugando a fruta. Os taninos são redondos, macios, doces com alguma sedosidade. Tem pouca fruta, a groselha sentida no olfato. Um bom vinho, mas prejudicado pela forte nota de madeira tostada que oprime a fruta. Quem sabe mais alguns anos na garrafa para o acerto do conjunto? É a nossa torcida, porque é um vinho denso, estruturado e de boa tipicidade. Avaliação: 86,5/100 pts.+

Susto: Localweb sofre ataque de hacker turco e Blog do Jeriel ficou fora do ar das 17:30 horas de 17.09 até a madrugada de hoje

Ontem, por volta das 17:30 horas estava atualizando o blog quando a página carregou surgiu a seguinte mensagem: “BY iSKORPiTX (TURKISH HACKER) ALEMiN KRALI – best regards to all world”, com uma foto sobreposta de um oficial do exército da Turquia com a bandeira desse país tremulando. O fundo negro era simplesmente assustador e dava uma dimensão do tamanho do ataque (até sites do Canadá foram vítimas). Fiquei assustado, porque o blog está passando por uma reformulação, sou leigo em informática e imaginei que essa fase de transição pudesse ter facilitado esse ataque, todavia, o ataque foi muito mais extenso do que imaginado. Liguei diversas vezes para a Localweb e ninguém se dignou atender. Agora à pouco acessei o referido portal (www.localweb.com.br) e não consta nenhuma mensagem sobre o corrido, ao menos na página inicial.

Pois é, ataques como esse nós sempre imaginamos que nunca vão acontecer conosco mas quando menos esperamos…..vejam o que o portal www.nósnarede.com.br divulgou:

“Na tarde de 17 de setembro mais de 25.000 sites hospedados na Locaweb foram invadidos por Hackers (mass hacking) intitulado iSKORPiTX, aparentemente da Turquia. O Ataque substituiu todos os Index das páginas por um index com os dizeres “BY iSKORPiTX (TURKISH HACKER) ALEMiN KRALI – best regards to all world”s). Procurada, a assessoria de imprensa da empresa confirmou a invasão. Uma nota oficial deve ser divulgada em breve com mais informações sobre o ocorrido.

Em poucos minutos, inúmeros clientes comentaram o assunto no twitter.

Locaweb se pronuncia após ataque

No início da noite o twitter da @locaweb publicou a seguinte mensagem: “Pessoal, estamos analisando todos os comentários sobre os sites que tiveram seu conteúdo alterado e avisaremos assim que finalizarmos.” Algumas horas após diversos sites ficaram totalmente inacessível por FTP, painel de controle ou pelo navegador.

Locaweb restaura back-up Antigo

Na madrugada de 17 para 18 de setembro, para tentar solucionar o problema causado pelo ataque, a Locaweb restaurou todos os site para um back-up antigo. Porém o back-up “mais atual” que a empresa dispunha era do dia 16 das 19 horas mais ou menos. Para diversos clientes que não possuem o site com muitas atualizações esta restauração não causou nenhum problema, mas para sites que tem atualizações de hora em hora, todos os “Arquivos” gerados após o dia 16, desapareceram. “Tenho um site de notícias, as notícias são cadastradas de hora em hora, e todas as matérias do dia 17 estão sem fotos, as fotos desapareceram”, confirma um dos clientes da empresa. Felizmente este problema afetou apenas os arquivos, e os dados do banco de dados ficaram ilesos”.

Pela manhã o blog já estava acessível, mas somente agora pouco que consegui fazer a primeira atualização. Espero que ataques semelhantes não se repitam (suponho que não exista nenhum mecanismo de controle para impedir essa iniciativa no mínimo famigerada e destrutiva, talvez apenas de defesa), mas gostaria de saber se outros blogs dos enoblogs também foram atingidos?

Viu Manent Clasico Cabernet Sauvignon 2008 com tampa de rosca

Viu Manent Clasico: lançamento que adota tampa de rosca

Sobre Viu Manent: vinícola que já faz parte da história e tradição do vinho chileno. Três gerações da família Viu têm se dedicado ao vinho. No começo sua atenção era voltada para a elaboração e comercialização de vinhos para o mercado chileno sob a marca Viu. Posteriormente, em 1966, Don Miguel Viu Manent, da segunda geração da família, adquiriu os primeiros vinhedos, a Hacienda San Carlos de Cunaco. Este fato marcaria o começo da empresa na produção de seus próprios vinhos.

Hannover: sede em Porto Alegre com representação em São Paulo

Atualmente a Viu Manent é uma vinícola emergente do Vale de Colchágua que produz uma boa gama de vinhos: Viu 1, Viu Manent Single Vineyard, Viu Manent Reserva, Viu Secreto, Viu Manent Varietal e o vinho de sobremesa Viu Manent Noble Semillón. Diversas castas são cultivadas e a principal é a Malbec com seis vinhos. Cabernet Sauvignon, Syrah, Carménère, Merlot e agora Pinot Noir também são importantes. Brancos de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier, Semillón e até um Rosé de Malbec se destacam. Denso e fragrante é o Viu 1, top de linha, com edição limitada e garrafas numeradas. Este tinto é produzido somente em anos de safras consideradas excepcionais e, sem dúvida, é um dos melhores vinhos produzidos no Chile na atualidade. Outros malbecs bem feitos são: Reserva, Secreto e Single Vineyard (trecho extraído do Guia de Vinhos chilenos 2003/2004, de autoria de Ariel Pérez, Cláudia Fusatto, Serrana Verges e Péricles Santos Gomes).

Viu Manent Clasico Cabernet Sauvignon 2008 – Região: Colchágua – Álcool: 14% – Uva: Cabernet Sauvignon – Preço: R$ 32,50 – importador: Hannover – tels. 011 2638 0881 – SP e 051 3337 3890 – RS - elaborado com vinhedos de mais de 20 anos em La Capilla, Vale de Colchágua, apenas 25% do mosto amadureceu em barrica de carvalho francês e americano de segundo e terceiros usos durante 3 meses. Análise organoléptica: Rubi intenso, profundo, com halo púrpura brilhante. Nariz intenso com notas de geléia de frutas vermelhas, leve tostado, especiarias e uma ponta de licor de cassis. Na boca é um vinho limpo, taninos redondos, bem macios de textura firme e com ligeiro adocicado, com livre espaço para a fruta (geléia de cereja) e barrica integrada no conjunto. Longo, termina em perfeita harmonia com uma leve nota picante. Facílimo de beber, demonstra que a Cabernet Sauvignon realmente é a uva n° 1 do Chile, porque na sua categoria é um vinho equilibrado e guloso, praticamente sem arestas e sua relação preço-qualidade o torna particularmente atraente, certamente um dos melhores do mercado na sua categoria. Avaliação: 87,5/100 pts.

Santa Alicia Millantu 2005

vinho top da Santa Alicia, blend de Cabernet Sauvigon, Cabernet Franc e Carménère

A Vinícola Santa Alicia tem-se dedicado à produção e comercialização de vinhos desde 1954 com a denominação de origem “Vale do Maipo”. A Vinícola está localizada na região metropolitana de Santiago, na comuna de Pirque, onde está localizado o armazém, com capacidade para 1.860.000 litros, juntamente com a fábrica de embalagens. A produção de Santa Alicia é 100% destinada à exportação.Santa Alicia, na busca de melhorar a qualidade e a segurança de seus produtos, juntamente com o respeito pelo conceito de “melhoria contínua”, tem vindo a trabalhar sobre a certificação da ISO 9001, ISO 14001, HACCP e BRC, para garantir aos consumidores um produto de confiança, juntamente com o constante cuidado do meio ambiente. Sob este conjunto de regras de uma “política de qualidade”, foi definido que estabelece os pilares do sistema de controle integrado, estabelecido a fim de cumprir com as normas acima mencionadas.

Premiações

Sélections Mondiales des Vins 2010 – Medalha de Ouro

Decanter 2010 – 4 estrelas e “Altamente Recomendado”

Degustação

Santa Alicia Millantu “Premium Red Wine” 2005 – uvas: Cabernet Sauvignon (48%), Cabernet Franc (34%) e Carménère (18%) – álcool: 14,5% – região: Pirque/Alto Maipo – importador: Max Brand’s (tel. 011 2174 6700) – preço: R$ 99,00 – O vinho é composto de um blend de três uvas amadurecidas em carvalho francês por 18-24 meses, com um adicional de 12 meses em garrafa antes da liberação para o mercado. Millantu significa “Golden Sun”, ou “Sol Dourado” em língua nativa dos índios do Maipo. Análise organoléptica: rubi violáceo intenso, profundo, com halo púrpura. O nariz é complexo, com aromas de ameixas e frutas secas, notas de tostado da madeira e baunilha. No palato camadas de frutas negras maduras, taninos doces e redondos, num vinho de porte que necessita de decantação por no mínimo 40 minutos. Fruta e madeira em integração. Denso, termina persistente e deixa no retrogosto uma nota herbácea. Continuará amadurecendo na garrafa nos próximos 3/5 anos.Bom para massas, churrascos e queijos em geral. Avaliação: 88/100 pts.++

Ótima surpresa da Sardegna: Montessu Isola dei Nuraghi IGT 2006

É do respeitado Jorge Lucki que vem a melhor definição sobre o produtor, Agricola Punica S.p.A.: “propriedade montada em 2002 na Sardegna, sociedade entre ilustres figuras do mundo do vinho: Sebastiano Rosa (enólogo da Tenuta San Guido), a própria Tenuta San Guido, a vinícola sarda Cantina di Santadi e seu presidente Antonello Pilloni e o legendário enólogo Giacomo Tachis. São aproximadamente 150 ha de vinhedos, majoritariamente da casta Carignano”.

O importador, Ravin, informa que: vinificação – Após a colheita manual, a fermentação acontece por 15 dias em tanques de inox, com as cascas e temperatura controlada e em seguida, sua guarda é feita em barricas de carvalho francês durante 15 meses.

Degustação

Montessu Isola dei Nuraghi IGT 2006 – uvas: Carignano (60%), 10% Syrah, 10% Cabernet Franc, 10% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot – álcool: 14% – região: Santadi/Sardegna/Itália – importador: Ravin – preço: R$ 129,00 - Rubi violáceo intenso e profundo sem halo de evolução. Paleta de aromas complexos e intensos com fruta preta em evidência sobre um fundo de alcaçuz. Beneficiou-se da decantação. Na boca é intenso, profundo, tânico (qualidade muito boa), ótima acidez e de adequada concentração de sabor. Madeira em integração. Final de média persistência. Um vinho vocacionado para a mesa: carnes magras, carnes grelhadas, queijos de massa cozida e peixes com molhos estruturados. Avaliação: 88/100 pts.

Vinhos Toscanos da MMV fazem sucesso na SBAV-SP

A MMV vinhos está representada em São Paulo por 'Villa Vino", Rua Tabapuã 133, cjto. 71, Itaim Bibi, telefones 3168 6919 e 7735 4944, com Kiko (Fernando Scarpelli Berti).

Degustação conduzida com clareza e didática pelo Sommelier João Philipe Dyck (joão@mmvinhos.com.br), da MMV Importadora (www.mmvinhos.com.br MMV Importadora – Rodovia BR 116, 6.907, Tarumã, Curitiba, Brasil – tel 55 41 3264 7088), com a presença de quase 40 confrades e de Kiko Berti, representante em São Paulo. A vinícola Caparzo surgiu na Toscana no fim de 1960 e desde então vem buscando aperfeiçoamento constante tanto nos vinhedos como na adega. A produção de vinhos é uma atividade florescente na região desde a Idade Média e nos dias atuais é mais conhecida por seus vinhos tintos de mesa, representados principalmente pelo Chianti e por um vinho de primeira grandeza no panorama vinícola italiano e mundial: Brunello di Montalcino. A Toscana possui a paisagem ondulada com muitas colinas e os vinhedos que estão situados nas encostas fornecem a maioria dos vinhos dessa região, eis que a altitude possibilita a concentração da luz do sol e também contribui para o correto amadurecimento das uvas. A significativa variação de temperatura entre o dia e a noite nas zonas mais altas é outro fator positivo. O clima da Toscana é mediterrâneo com invernos rigorosos. No Sul dessa região é produzido o Brunello di Montalcino, que recebe a classificação DOCG. Os Brunellos Caparzo tiveram boas notas boas e sempre se destacaram por sua tipicidade. É apontada por produzir um dos melhores, o La Casa, que chegou a receber 96/100 pts. da Wine Spectator normalmente recebe altas pontuações dessa publicação), da Wine Enthusiast e de Robert Parker. Já teve seu vinho incluído na lista Top 100 2008 da WS e recentemente (dez/09), o Chianti Clássico e o Supertoscano Borgo Scopeto foram citados nas listas atuais do respeitado crítico brasileiro Jorge Lucki. Já a vinícola BorgoScopeto está situada na região de Sínese Castelnuovo Berardenga, Toscana, uma zona muito conhecida pela produção de Chianti Clássico. Localizada a uma altitude entre 340 e 420 m acima do nível do mar, a BorgoScopeto tem uma área de terras de 500 ha onde 70 são utilizados exclusivamente para a Sangiovese destinada à elaboração do Chianti Clássico. Inicialmente era denominada Azienda Scopeto e surgiu no início do ano 1.000 como assentamento rural. No início do século XIV tornou-se uma propriedade focada na vinicultura, todavia, foi em 1990 que o nome BorgoScopeto conquistou definitivamente o mercado com o Chianti dessa safra. A adega possui nada menos do que 50 tonéis de aço inoxidável e o afinamento dos vinhos se dá em barricas de carvalho francês e esloveno. As uvas são colhidas manualmente.

SBAV-SP 30 anos - 1980/2010

Vermentino Doga delle Clavule
Origem: Itália – safra: 2008 – álcool: 12% – uva: Vermentino – região: Maremma/Toscana – preço: R$ 105,00 (vendido com desconto por R$ 89,00) –
Palha com reflexos esverdeados. Nariz mineral, pêssego e uma ponta cítrica. Boca macia, acidez delicada, boa integração dos elementos álcool, fruta e principalmente acidez. Sápido, de boa estrutura termina curto com ligeiro amargor. Bom para aperitivos e carnes brancas. Avaliação: 86/100 pts.

Morelino di Scansano DOCG origem: Itália – safra: 2007 – álcool: 13,5% – uva: Sangiovese – região: Montalcino – preço: R$ 105,00 (vendido com desconto por R$ 89,00) – vermelho rubi com reflexo violáceo sem halo de evolução. Nariz complexo com sugestões de geléia de frutas negras como amora e framboesa sobre um leve fundo terroso. No palato um vinho limpo, tânico (qualidade boa), equilibrado, de acidez plena, seco e fácil de beber. Madeira bem integrada (4 meses em carvalho esloveno). Termina com alguma rusticidade e média persistência. Avaliação: 85/100 pts.

Borgo Scopeto Chianti Clássico “Galo Nero”
Origem: Itália – safra: 2005 – álcool: 13% – região: Castelnuovo Berardenga/Chianti Clássico/Toscana – uva: Sangiovese (100%) – preço: R$ 125,00 (vendido com desconto por R$ 95,00) –
Cor semelhante ao anterior só que mais intensa e discretíssimo halo de evolução. Nariz complexo com notas de baunilha, toques lácteos e uma leve sugestão de chocolate com uma boa dose de frutas negras e especiarias. Ao ingressar na boca, apresenta uma estrutura plena e encorpada, com acidez salivante, taninos austeros e ao mesmo tempo elegantes formando um conjunto harmônico que termina com leve rugosidade que se dissipará com mais algum tempo na garrafa. Deixou uma nota de alcaçuz no fim-de-boca. Agradou por conta de sua ótima tipicidade e persistência. Para ser degustado nos próximos 8/10 anos. Amadurece doze meses em barricas de carvalho esloveno e afina mais cinco meses na garrafa. Avaliação: 88/100 pts. +

Rosso di Montalcino Tenuta Caparzo DOC

Origem: Itália – safra: 2006 – álcool: 13% – uva: Sangiovese Grosso (Brunello) – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 145,00 (vendido com desconto por R$ 115,00) – Cor vermelho rubi granada límpido e brilhante. Nariz pouco intenso com notas mentoladas, fruta vermelha madura, ervas, framboesa e leve toque floral. Boca que subscreve o nariz, taninos intensos de boa qualidade (clamando por comida!), madeira integrada à fruta, acidez gastronômica, leve mentol e discreto amargor. Vinho seco, de boa estrutura e retrogosto com notas de chocolate meio amargo. À mesa deve crescer ainda mais. Rústico e prazeroso esbanja tipicidade e qualidade. Passa quatro meses em carvalho e dez na garrafa antes de ser comercializado. Beber ou guardar. Avaliação: 89/100 pts.

Brunello di Montalcino Tenuta Caparzo DOCG

Origem: Itália – safra: 2003 – álcool: 14% – uva: Sangiovese Grosso (Brunello) – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 300,00 (vendido com desconto por R$ 287,00) – Cor rubi granada límpido e brilhante. Nariz complexo com notas especiadas e animais com algum floral sobre um fundo terroso. Boca que confirma o nariz, taninos de ótima textura revelando maciez incomum, acidez gastronômica, madeira integrada à fruta, leve mentol formando um conjunto equilibrado e que certamente ganhará complexidade com mais alguns anos na garrafa. Há quem diga que os Brunellos só estão prontos depois de dez, mas não é o caso deste que já está bem palatável. Vinho seco, de boa estrutura e de retrogosto com notas de chocolate. À mesa deve crescer ainda mais. Menos rústico do que o esperado tem boa qualidade. Produtor reconhecidamente consistente. Beber ou guardar. Avaliação: 90/100 pts.+