Daily Archives: 31/10/2010

Veenwouden Classic 2002 – um Clássico Sul-Africano

Para Hugh Johnson “Veenwouden é uma propriedade de administração familiar em Paarl. Reputação por seu Merlot e sua mistura bordalesa Classic”. Paarl (Pérola) é uma região sem saída para o mar, onde em geral faz muito calor. Sua importância para a vinicultura engloba qualidade e quantidade, já que possui mais de 17.500 hectares de vinhas, perdendo apenas Worcester. Graças a sua topografia e variedade de solos e mesoclimas, Paarl produz vinhos excelentes de todos os tipos, desde os espumantes a “portos”. As cepas mais bem sucedidas incluem Viognier, Semillón e Chardonnay entre as brancas e Shiraz, Mourvédre, Cabernet Sauvignon e Merlot entre as tintas. Atualmente o distrito abriga três zonas oficiais: Wellington, Simonberg-Paarl e Franschhoek (esquina francesa).

Sobre Veenwouden

Localizada em Franschhoek, região cortada pelo Rio Berg, onde os vinhedos estão plantados nas margens e nas melhores áreas de encostas. Os solos variam entre o pedregulho-arenoso dos maciços montanhosos próximos do Rio Berg, o granito da vizinhança e a rocha sedimentar e laminada. É uma das principais vinícolas produtoras de vinhos de alta qualidade da região. Atualmente as safras disponíveis de seus vinhos são: Veenwoudeen Classic 2005, Merlot 2006, Shiraz 2007, Chardonnay 2007, Vivat Bacchus White Blend 2009 (blend Viognier – 90% e Chenin Blanc) e Vivat Bacchus Red Blend 2008 (blend Merlot – 35%, Cabernet – 35% e Shiraz – 30%).

Degustação

Veenwouden Classic 2002 – região: Paarl – álcool: 14% – uvas: Cabernet Sauvignon (50%), Merlot (35%), Cabernet Franc (10%) e Malbec (5%) – engarrafado em junho de 2002 – preço: R$ 148,00 (Expand) - Amadurecido 24 meses em barricas francesas 70% novas e 30% de segundo uso. Análise organoléptica: rubi violáceo com discreto halo granada. Aromas medianamente intensos e complexos com notas tostadas, frutas negras e chocolate. Na boca sua entrada revela um vinho encorpado, taninos macios, bom equilíbrio entre fruta (ameixa, amora e figo), madeira, acidez e álcool. Rico, persistente, termina intenso e deixa uma nota tostada no retrogosto. Obteve de John Platter – 4½ estrelasAvaliação: 89/100 pts.

Pahlmeyer Cabernet Sauvignon Napa Valley 2004

O Confrade Alexandre Furniel cumpriu a promessa e quem escreve essas linhas teve a oportunidade de provar um vinho extraordinário de St. Helena, no Napa Valley (Califórnia, EUA), que não conta com importação regular para o Brasil: Pahlmeyer Cabernet Sauvignon 2004.

Pahlmeyer Cabernet Sauvigon 2004: 91/100 pts. de RP em 12/2006, 92/100 pts. de Stephen Tanzer e 93/100 da WS em 08/2007

Pahlmeyer é um vinho californiano produzido no Napa Valley, corte bordalês que leva 79% Cabernet Sauvignon, 11% Merlot, 5% Cabernet Franc, 4% Petit Verdot e 1% Malbec. Álcool na casa dos 15,2% absolutamente integrado ao conjunto que alia força e elegância de forma singular. Fermentado com leveduras nativas, seu preço sugerido nos EUA está na casa dos US$ 125. Exibiu vermelho-rubi violáceo intenso sem halo de evolução. Aromas finos com alguma opulência exibindo sugestões de baunilha, café torrado, groselha, ameixa, alcaçuz, mentol sobre um fundo defumado. Na boca sua entrada revela um vinho rico, encorpado, exuberante com taninos doces, acidez salivante, ótimo frescor com um gostoso toque de especiarias (cravo). Retrogosto mentolado. Termina longo e complexo. Apresenta fruta e madeira em perfeita integração. Vinho sólido e de grande tipicidade. Poderá ser consumido durante os próximos 10 anos. Avaliação: 92/100 pts.++

Chateau Bahans Haut-Brion 2003 – um “second vin” memorável

Sobre Pessac-Leognan

É provavelmente o distrito viticultor mais antigo de Bordeaux e cultiva vinhas desde a idade média. Em 1.987 o Norte de Graves tornou-se a denominação separada de Pessac-Léognan, tomando emprestado o nome das duas principais comunas localizadas a Oeste e a Sul da cidade de Bordeaux. Alguns dos vinhedos estão rodeados por extensões da cidade. Com solo cascalhoso, esse distrito tem grande potencial, como demonstrado por nomes de grande prestígio – os Chateaux Haut-Brion e Pape Clément -, e recebeu investimentos consideráveis nos últimos anos. Os tintos são de estilo semelhante aos de Médoc – firmes, estruturados e longevos -, mas talvez de boca um pouco mais cheia e com nuance defumada e mineral. A produção minúscula de brancos é a melhor de Bordeaux: são finos, cheios e persistentes, com aroma e sabor de frutas cítricas e capacidade de envelhecer.

Sobre o Chateau Haut-Brion

O Château Haut-Brion se estabeleceu no século XVI e desde 1935 é propriedade da família americana Dillon. É o único fora do Médoc classificado como “Premier Grand Cru Classé en 1855″. O vinhedo de 45 ha hoje está rodeado por extensões urbanas de Bordeaux e as vinhas ali cultivadas são das primeiras a amadurecer na região e são confiáveis. Com a generosa ajuda da Merlot no corte (sua participação no corte é maior do que no de seus rivais), o vinho Haut-Brion fica menos austero que seus pares de Médoc. Seu segundo vinho também não costuma decepcionar: Chateau Bahans Haut-Brion, cujo potencial de envelhecimento pode alcançar até 20 anos nas boas safras.

Pontuações do Chateau Bahans Haut-Brion 2003

89/100 – Robert Parker – 30.04.2006

90/100 – Wine Spectator – 31.03.2006

90/100 – International Wine Cellar – 01.06.2006

89/100 – Jean-Marc Quarin – 01.05.2010

Degustação

Chateau Bahans Haut-Brion 2003 – Appelation Pessac-Leógnan Contrôlee – álcool: 13% – uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc - preço: US$ 259,00 – safra 2005 – Mistral; safra 2006 – R$ 454 na World Wine – vermelho-rubi intenso com reflexo violáceo sem halo de evolução. No nariz um vinho marcadamente aberto e maduro, aromas complexos com cargas de framboesa, amora e geléia sobre um fundo defumado. Na boca é um vinho deliciosamente fresco, de taninos finos e doces que acariciam o palato. Nada está em descompasso: álcool, acidez, taninos, fruta e madeira formam um conjunto invejavelmente equilibrado. Redondo, longo, intenso e profundo promete evoluir positivamente na garrafa nos próximos dez anos ou mais. Avaliação: 91/100 pts. ++

Fonte: Guia Ilustrado Zahar – Vinhos do Mundo Todo