Daily Archives: 31/12/2010

Charles de Courseuil Champagne Brut

Jorge Carrara, em lapidar artigo publicado em 23.12.2010 na Folha de S. Paulo, Caderno Ilustrada, “Comida”, explica que “Um dos caminhos mais utilizados para criar as alegres bolinhas é o de adicionar açúcar e leveduras ao vinho base para que fermente novamente num ambiente fechado. O processo transforma o açúcar em álcool e gás carbônico, que, preso ao recinto, se funde no vinho criando aquela charmosa constelação de borbulhas. Se a mágica acontece num tanque, o método recebe o nome de Charmat. Se for na própria garrafa, é chamado de Champenoise (por ser oriundo da região de Champagne, na França), ou ainda tradicional ou clássico. O primeiro, no qual o vinho fica pouco em contato com as leveduras, cria vinhos ligeiros nos quais prima a fruta. O segundo – no qual as garrafas repousam às vezes por anos – é utilizado para modelar goles de maior estrutura e complexidade. Seja qual for a técnica, os mais secos são os brut, que podem ser encontrados em três tipos: nature (com até 3 gramas de açúcar por litro), extra brut (com até 6 g/l) ou simplesmente brut (c0m até 15 g/l); a partir deste ano, na Champagne, com até 12 g/l)”.

 

 

 

 

 

Charles de Courseuil Champagne Brut – álcool: 12,2% – uvas: Pinot Noir (75%) e Chardonnay (25%) -importador: Carrefour – preço: R$ 79,90 (esgotado)  - Champagne de exportação de Royer Père et Fils detentor de 14 ha de vinhedos. Amarelo com reflexo dourado. Média perlage. Borbulhas presentes mas pouco intensas. Nariz elegante com notas de frutas secas (amêndoas e avelãs) sobre um fundo tostado e de mel.  Na boca entrega mais do que o anunciado pelo nariz, principalmente  frescor e cremosidade. Sugestões de pão torrado, algum cítrico e álcool na medida completam o conjunto, que termina longo, profundo e persistente. Bom para aperitivos. Avaliação: 89/100 pts.