Daily Archives: 11/04/2011

A força do Terrunyo Sauvignon Blanc 2007

O grupo Concha y Toro é o principal exportador de vinhos da América Latina. Iniciou suas atividades em 1883, quando Don Melchor Concha y Toro contratou o enólogo francês Monsieur Labouchere para o cultivo de uvas francesas no Vale do Maipo.  Atualmente a Concha y Toro está presente em 115 países, possui 30 vinhedos no Chile e 7 na Argentina o que totaliza mais de 6.000 hectares de vinhedos plantados. Marcas mundialmente conhecidas como Casillero Del Diablo e Don Melchor integram o seu vasto portfólio de vinhos (Vinhos do Mundo – Editora Abril).

 

Existe uma vasta gama de estilos de vinhos. Dois dos melhores enólogos chilenos, Ignácio Recabarren e Marcelo Papa, são dessa pujante vinícola.  Ambos comandam oito equipes em locais próximos aos vinhedos. Desde os vívidos Casillero Del Diablo, calcados na fruta, com vinhos elaborados com uvas de todos os mais importantes vales chilenos, passando pelas linhas Fronteira, Trio, Winemaker’s Lot, Riberas, Marques da Casa Concha (recentemente foi incorporado um Carménère, em breve outras cepas), Terrunyo, Amélia, Carmin de Peumo, Don Melchor até o Almaviva.

 

  

Terrunyo Sauvignon Blanc 2007, Vale de Casablanca, Viñedo El Triangulo, 13,5% álcool, VCT Brasil  - Rua Alcides Lourenço da Rocha n° 167, 4° andar, Brooklin Novo, SP, tel. 11 5105 1599 - R$ 148,00 - amadurecido durante seis meses em cuba de aço inoxidável, este potente Sauvignon Blanc exibiu cor típica da casta  sem apontar o peso dos anos: palha com reflexo esverdeado e no olfato os tradicionais aromas vegetais com destaque para grama cortada, notas cítricas e forte acento mineral que também foi confirmado no palato. Sua acidez é como sempre dizem os chilenos “chispeante”. Notas cítricas e herbáceas completam o conjunto que se destaca mais pela força do que elegância. Termina com alguma adstringência e deve aguentar mais um ou dois anos na garrafa. Avaliação: 88/100 pts.+ 

 

 

O vinho deste post é da safra 2007 e exibiu bom frescor apesar dos 4 anos de garrafa

Trapiche Iscay 2006

A Trapiche é uma vinícola histórica fundada há 124 anos por Tibúrcio Benegas. Foi a primeira em tudo, especialmente ao posicionar-se no mercado externo quando os vinhos argentinos ainda não eram conhecidos internacionalmente. Também passou a se destacar ao amadurecer vinhos em pequenos barris de carvalho. Pertenceu a diversas ramificações da família Pulenta e atualmente está nas mãos do grupo americano Lufkin & Jenret. Como outras vinícolas, está explorando as características de diferentes terroirs mendocinos para a casta Malbec. A cada safra surgem novos estilos de vinhos o que caracteriza o seu dinamismo.

A qualidade da vinícola sempre foi boa, mas faltava-lhe alguma coisa que a destacasse no conjunto de produtores argentinos. Esse quadro mudou em 2002, quando o enólogo Daniel Pi ingressou na vinícola. Mas essa é uma outra história que será contada quando avaliarmos dos vinhos da linha “Single Vineyard”.

Por fim, cabe destacar que seus vinhos são exportados para a Noruega, Dinamarca, Índia, Angola, Ilhas Maurício, Curaçao e principalmente para o Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. Atualmente, o importador dessa bodega é a  Interfood Classics, com sede em São Paulo, Capital (tel 011 2602 7266 – Roberta-  ou por e-mail classics@interfood.com.br), que faz ampla distribuição nos principais supermercados, lojas especializadas e varejo em geral.

Trapiche Iscay 2006: 89/100 pts. da WA de Robert Parker em 31.08.2009 

Trapice Iscay – Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14,5% – uvas: Malbec (50%) e Merlot (50%) – região: Maipú/Mendoza – preço: R$ 191,90 – Cor vermelho-rubi violáceo quase retinto, sem halo de evolução. Nariz aberto  demonstrando todo seu potencial e complexidade: toques de geléia de frutas vermelhas, ameixas, alcaçuz, noz moscada e carvalho evidente mas elegante. Boca macia, taninos presentes (finos) lhe conferindo grande corpo. Vinho que agradavelmente preenche o palato. Na realidade, é carnudo e devido à sua massa tânica se torna “mastigavel”, complexo e prazeroso, daqueles que não devem faltar em nossa adega. Jovem vai arredondar ainda mais na garrafa. Tem mais concentração do que o 2005. Sobre o exemplar da safra 2002, o interessante Guia “Los Buenos Vinos Argentinos 2007” de Elisabeth Checa e Martín Cuccorese anota: “…excepcional corte de Malbec-Merlot em partes iguais. Inicialmente foi concebido por Angel Mendoza em parceria com Michel Rolland, que já assessorou a vinícola. Os dois enólogos chamaram-no de Iscay,  que em idioma quechua significa “dois” – da paixão de Angel Mendoza por Malbec e de Rolland por Merlot. Vinho de equilíbrio absoluto devido ao seu largo envelhecimento em barrica. Para beber já ou guardá-lo nas melhores condições nunca por menos de dez anos. Desde que surgiu, é o tinto mas imponente da vinícola”. À conferir. Avaliação: 91/100 pts. +