Daily Archives: 08/07/2011

Espumantes da Domno do Brasil conquistam medalhas nos EUA

 

Os Espumantes da Linha .NeroAlto Vale, produzidos pela empresa Domno do Brasil, parte do grupo Familia Valduga, conquistaram importantes premiações no maior concurso internacional de vinhos dos Estados Unidos, o San Francisco International Wine Competition, realizado de 17  a 19 de junho.

Os espumantes .Nero Brut e .Nero Moscatel receberam medalha de prata e o espumante Alto Vale Prosecco conquistou medalha de bronze.

Produzido a partir da uva Moscato, originária da região do Piemonte, norte da Itália, o espumante .Nero Moscatel (R$ 29,00) é elaborado pelo método charmat, imprimindo ao produto mais leveza e frescor.

O espumante .Nero Brut (R$ 36,00) - apresenta borbulhas finas e persistentes, aroma delicado com notas de frutas tropicais e maçã. Acidez equilibrada, de agradável frescor e boa cremosidade.

O Prosecco Alto Vale Brut (R$ 29,00), é produzido a partir das uvas Prosecco. Aroma delicado, com notas de pêra, lima e flores brancas, esse espumante apresenta paladar aveludado e envolvente com final refrescante.

Em sua 31ª edição, o San Francisco International Wine Competition contou com 4.184 amostras, de mais de 1.200 produtores de 29 países.

Onde encontrar:

Em São Paulo:

Specialitá Vinhos – R. Princesa Isabel, 1170

Metapunto - Rua da Cantareira, 651 – Centro

Liquor Store – Rua Almaden, 19, Morumbi 

Rio de Janeiro:

Lidador

Os preços podem variar de loja para loja

Domno do Brasil  -  www.domno.com.br

Fone: (54) – 3388-3999

A vez da Nova Zelândia, por Patrícia Jota

Brancos e tintos multiplicam-se no país, onde produtores apostam no cultivo sustentável

 

Faz seis anos que provei, pela primeira vez, um branco neozelandês: Villa Maria Cellar Selection Marlborough Sauvignon Blanc (indisponível no Brasil). Exibia aroma marcante de fruta tropical e vivacidade.
Depois, “engavetei” os rótulos daquele país. Por geralmente serem caros e difíceis de encontrar.
Voltei a prestar atenção em um branco “kiwi” no ano passado, quando o Yealands Estate 2009 venceu o concurso Top Ten da Expovinis, na categoria Sauvignon Blanc. Rapidamente o Grupo Pão de Açúcar tratou de trazer uma linha mais acessível, a Yealands Way.
Hoje, concluo: os vinhos neozelandeses vêm em nossa direção. E o número de vinícolas cresce: em 2000 eram 358. Atualmente, 643.
Uma delas, a Craggy Range, chegou há pouco mais de um ano no Brasil. Na semana passada, o dono, Terry Peabody, veio a São Paulo.
Radicado na Austrália, esse americano é do ramo de fabricação de caminhões. O vinho é um prazer. Com a ajuda de um expert de peso, Steve Smith, plantou vinhedos em quatro zonas da Nova Zelândia e, em 1999, fez a primeira colheita.
Os rótulos Craggy Range não são propriamente baratos, mas agradam pela identidade própria.

Vinhos sugeridos:

Glasnevin Gravels Riesling 2008 – R$ 115 – Decanter

Te Kahu Gimblett Gravels 2007 – R$ 135 – Decanter

Yealands Way Pinot Noir 2009 – CBD – R$ 45,90

Yealands Way Sauvignon Blanc 2009 – CBD – R$ 39,90

Fonte: Folha de São Paulo, Caderno Comida, 07.07.2011

Susana Balbo, seus vinhos e os blogs

A noite de 30 de junho foi uma das mais importantes do ano para alguns blogueiros que tiveram a singular oportunidade de ouvir uma das mais respeitadas enólogas da Argentina, Susana Balbo, fazer considerações importantíssimas sobre essa emergente categoria de verdadeiros divulgadores da cultura do vinho em tempo real e de forma descomplicada. O fato ocorreu  num “encontro” num badalado restaurante da zona oeste de São Paulo e foi especialmente organizado pela dinâmica Alessandra Casolato, da CH2A Assessoria de Imprensa, com alguns blogueiros que escrevem sobre vinhos. Foi um verdadeiro “bate papo” marcado pela informalidade. Susana disse de forma categórica  aquilo que ninguém imaginava que fosse ouvir. Para ela, o futuro da mídia de vinhos passa necessariamente pelos blogs, que desempenham papel fundamental na divulgação da cultura do vinho. Para Susana, o Brasil está bastante adiantado nesse assunto e podemos nos orgulhar porque a quantidade de informações veiculadas com praticidade e rapidez proporciona um resultado positivo para toda sociedade: democratização da informação.

 

Foram degustados os seguintes vinhos:

 

 

Ben Marco Expresivo 2000 – uvas: Malbec (50%), Cabernet Sauvignon (20%), Bonarda (15%), Merlot (10%) e Syrah (5%) – 13,8% de álcool - vermelho rubi intenso, profundo com halo granada em formação. Aromas abertos, intensos, complexos com destacadas notas de evolução remetendo diretamente ao estilo “Velho Continente”, tamanha a elegância e equilíbrio gustativo que demonstrou. Couro, sous-bois  e chá preto. Na boca um degrau acima, eis que está no auge da evolução. Susana Balbo esclareceu que a safra 2000 se caracterizou por dias nublados e frios, o que proporcionou uma maturação dos cachos lenta demais, todavia, todo trabalho foi recompensado com este vinho concentrado, elegante, profundo e marcado pela finesse. Um vinho que termina convidando o degustador para o próximo gole.  Este exemplar arrancou  elogios de todos. Avaliação: 91,5/100 pts.

 

 

 

 

Ben Marco Expresivo 2006 – uvas: Malbec (60%), Cabernet Sauvignon (10%), Syrah (10%), Tannat (10%) e Petit Verdot (10%) – 14% álcool – preço: R$ 150 – Vermelho rubi intenso sem halo de evolução. No nariz a Malbec predomina com violetas secundadas por especiarias sobre um fundo herbáceo. Na boca seu perfil é totalmente diferente do vinho anterior. Taninos doces, madeira aparecendo (sem exagerar), acidez média, álcool generoso e alguma harmonia ao final, quando deixa uma nota de chocolate. Avaliação: 88/100 pts.+

 

 

 

Brioso 2005 – uvas: Cabernet Sauvignon (65%), Malbec (15%), Cabernet Franc (10%), Merlot (5%) e Petit Verdot (5%) - preço: R$ 250 – Vermelho rubi intenso quase retinto. Ataque intenso, com fruta e madeira despontando, mentol, especiarias  e algum tostado. Na boca a sua entrada revela um vinho estruturado,  com a fruta aparecendo, madeira fina decorrente do amadurecimento do mosto durante  14 meses em barricas de carvalho francês. Álcool generoso, taninos picantes resultando num vinho mais potente do que elegante que merece ser provado. Promete boa evolução na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.+

 

 

 

Nosotros 2007 – uva: Malbec – álcool: 14,5%  – preço: R$ 500,00 – Retinto profundo com halo púrpura. No nariz exibiu uma paleta de aromas que vai das violetas, passa por madeira nova (vinho amadurecido em barrica de carvalho francês 200% novas durante 24 meses) e termina com notas lácteas e alguma fruta preta. Na boca o estilo é nitidamente europeu com a elegância dando o tom. Intenso, profundo e sobretudo calcado na fruta fresca (amora, ameixa e figo), é um dos grandes vinhos platinos do momento. Forte no álcool, exibiu acidez salivante e terminou doce, persistente convidando para o próximo gole. Vinho gostoso,  porém,  torcemos para que seu preço elevado  não seja fator de inibição dos consumidores. Seguramente vai evoluir nos próximos dez anos. Ou mais. Avaliação: 91,5/100 pts.++

 

 

 

 

Susana Balbo esteve em São Paulo na semana passada

A degustação compreendeu os vinhos topo de gama de Susana Balbo

A organização do evento ficou por conta da CH2A Assessoria de Imprensa, comandada pela sempre atenta Alessandra Casolato

 

Crios Torrontés 2010: um dos prediletos de quem escreve. Muito conhecido por seu equilíbrio gustativo, sem aromas enjoativos e amargor no palato. Custa menos do que R$ 40. Um verdadeiro "best buy"

Tiago Dal Pizzol

Ben Marco 2000, Brioso 2005, Ben Marco 2006 e Nosotros 2007

Susana Balbo dando entrevista

Susana Balbo explicou que a simples troca de rótulo do Ben Marco quintuplicou suas vendas. Na foto o 2000, que teve seu rótulo trocado. O segundo é safra 2006

Nosotros 2007: capaz de derrotar qualquer ícone Sul Americano