Daily Archives: 16/08/2011

Resultado da vertical de dez safras do Don Melchor (1998-2007) com Enrique Tirado

No dia 9 de agosto de 2011, a VCT Brasil  (Rua Alcides Lourenço da Rocha n° 167, 4° andar, Brooklin Novo, SP, tel. 11 5105 1599, cep 04571-110) lançou o esperado Don Melchor 2007. E o fez em grande estilo, com uma vertical  de dez safras a contar de 1998 até 2007. O evento foi bem organizado e contou com a maioria dos jornalistas do setor. Pela VCT Brasil, estiveram presentes Francisco Torres (Diretor Comercial) e Gabrielle D. Cristófaro (Comercial e Marketing vinhos finos). Pela VCT, além do Diretor Técnico Enrique Tirado, María Alejandra Vallejo R., Enóloga e Executiva de Vinhos Finos e Carla Errazuriz (Marketing).  Todos os vinhos estavam em perfeito estado de conservação e a degustação foi precedida de uma palestra do Enólogo Enrique Tirado, que explicou detalhadamente todas as características do terroir onde estão plantadas as uvas utilizadas na elaboração desse grande ícone do Novo Mundo que é o Don Melchor.  
 
 
 
 
 
Sobre a Concha y Toro
É uma vinícola que ocupa posição de destaque entre as maiores empresas de vinho do mundo. É uma empresa que prova a força de seu modelo de negócios e sua liderança internacional, com a presença em mais de 135 países do globo. É um verdadeiro símbolo do vinho chileno no mundo, sendo esse fato reconhecido pelas publicações mais prestigiadas, com 16 prêmios como “Winery of the Year” na Wine & Spirits e segunda em seu Hall of Fame; “Segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo” no estudo The Power 100 da Intangible Business, além de notas em circulação pelos seus vinhos, ao que se somam pontuações extraordinárias em publicações como Wine Spectator e The Wine Advocate. Parte essencial dessa estratégia tem sido a de alcançar a mais alta qualidade em todos vinhos, com foco no desenvolvimento de rótulos premium, em investimentos  siginificativos em vinhedos próprios e adegas modernas.
 
 
“O vinho não é somente a minha expressão, é também daqueles que trabalham nos vinhedos, dos meus pais, dos meus avós, etc.”
 
Enrique Tirado, enólogo do Don Melchor desde 1998, no lançamento da safra 2007, em São Paulo.
 
 
A seguir, algumas considerações sobre o terroir deste vinho:
 
O solo é aluvial, isto é, composto basicamente por pedras que estão a 2 ou mais metros de profundidade. Esse solo se caracteriza pela pobreza de nutrientes e escassa retenção de água. Entre essas pedras, encontram-se finas laminas de água, que desempenham papel importante no crescimento das raízes.
O clima (mediterrâneo semi-árido) se caracteriza  por dias quentes e noites frias, por conta dos ventos frios que sopram à noite da cordilheira, refrescando os vinhedos e desempenhando papel relevante no amadurecimento das uvas, na extração da cor e na formação dos aromas.
Os vinhedos estão compostos de 12 parcelas em 8 hectares e as uvas plantadas são Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Enrique Tirado disse que já foram feitas expriências com Merlot e Petit Verdot, contudo, a Cabernet Franc continua desempenhando bem a tarefa de suavizar e dar um toque de refinamento ao Don Melchor, que sempre será constituído majoritariamente de no mínimo 90% de Cabernet Sauvigon. 
São utilizadas leveduras indígenas  “F 15″  na elaboração deste vinho.
Das safras degustadas apenas duas foram elaboradas somente com Cabernet Sauvignon: 1998 e 2000.
Enrique Tirado completou a informação contida nas fichas de degustação, ao dizer que cerca de 70% do mosto amadurece em barrica francesa de primeiro uso e o restante em barrica de segundo uso da mesma origem.  
Por fim, a safra 2008 deverá ser lançada no Chile provavelmente no último bimestre de 2011. Aqui, o preço sugerido ao consumidor do Don Melchor 2007 é da ordem de R$ 390,00; R$ 360 é o preço do 2006, ainda disponível. 
 
 
 
 
A seguir a descrição e avaliação das dez safras à contar de 1998 até 2007:
 
 
Don Melchor 1998 (13,8% álcool – 100% Cabernet Sauvignon – 13 meses em barrica francesa 70% de primeiro e 30% de segundo uso) – Vermelho rubi concentrado com reflexo granada. Aromas complexos com notas de sous-bois, couro, pimenta negra sobre um delicado fundo herbáceo. A boca praticamente confirmou o nariz com taninos de  qualidade elevada, ótima acidez, perfeito e harmônico entrosamento dos componentes álcool, acidez, taninos e madeira.  Longo, intenso e sobretudo elegante, nem parece que foi produzido numa das piores safras da década de 1990. Ainda aguenta algum tempo na garrafa. Pode ser considerado “um tributo à elegância”. Avaliação: 92,5/100 pts.
 
 
 
Don Melchor 1999 (13,8% álcool – 93% Cabernet Sauvignon e 7% Cabernet Franc – 13 meses em barrica francesa, 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) - Vermelho rubi com reflexo granada menos intenso do que o exemplar da safra anterior. Aromas abertos, intensos e complexos com especiarias, tabaco, mentol, frutas negras, licor de cassis sobre um fundo balsâmico. Seu aroma evoluiu na taça durante toda degustação. Na boca um vinho rico, envolvente, de taninos de excelente qualidade, vivos, contrabalançados pela acidez pungente que lhe conferiu bom frescor. Equilibrado, um vinho de várias camadas de sabores e de grande profundidade gustativa. Longo, quase que interminável, provado diversas vezes por quem escreve, podemos assegurar que essa foi uma das melhores safras já produzidas desse majestoso vinho chileno.  Ainda conta com dez anos de garrafa pela frente. Ou mais. Avaliação: 91/100 pts.++
 
 
 
 
Don Melchor 2000 (13,6% álcool –  100% Cabernet Sauvignon – 14 meses em barrica francesa, 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) - Foi o vinho da vertical que mais apresentou sinais de cansaço. Mesmo assim teve  mais vivacidade do que outras garrafas dessa mesma safra. Vermelho rubi esmaecido com reflexo granada.  O ano 2000 não foi dos melhores  no Chile, porque choveu mais do que o previsto. Mesmo assim, o nariz,  expressivo,  apresentou notas herbáceas,  bala toffee sobre um fundo tostado com leve balsâmico. Na boca, um vinho de corpo médio, de taninos macios sinalizando maturidade. A acidez também destoou dos demais porque se mostrou bem menos intensa. Pouca fruta; madeira integrada. Mesmo assim, as tradicionais notas picantes da Cabernet Sauvignon se fizeram presentes e o vinho estava num bom momento de ser bebido.  Mas não vale à pena  guardá-lo por muitos anos porque não vai ganhar complexidade, no máximo permanecerá como está. Avaliação: 89,5/100 pts
 
 

 

Don Melchor 2001 (13,8% álcool – 91% Cabernet Sauvignon e 9% Cabernet Franc – 15 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) - Vermelho rubi intenso, profundo demonstrando mais concentração do que todos vinhos anteriores. Discreta turbidez.  Nariz  de média intensidade porém de grande complexidade com a fruta vermelha e preta se destacando. Notas de licor de cassis, mentol, especiarias sobre um fundo de chocolate. Na boca a primeira característica que chamou a atenção de quem escreve foi o frescor de seu conjunto opulento, que apresentou taninos mastigáveis, polidos, fruta copiosa, madeira integrada à fruta e excelente concentração de sabor equilibrada pela acidez gastronômica. Um vinho que está no auge de sua evolução, que justificou todos os títulos recebidos e que se sagrou como o mais exuberante da vertical. Potente, longo, quase que interminável no palato, com mais dez anos de garrafa pela frente. Avaliação: 93/100 pts.++ 

 
 
 
Don Melchor  2002  (14% álcool – 4% Cabernet Franc – 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso)  - Vermelho rubi com halo granada em formação. Nos aromas, uma  nota herbácea dominou o conjunto, mas cedeu espaço para frutas negras (ameixas e figo) e mentol. Na boca um vinho vivo, com taninos rugosos, densos. Álcool, acidez, madeira e fruta no lugar certo formando um conjunto potente. Um vinho que caminha para o auge da evolução e deverá ficar assim por mais alguns anos. Avaliação: 91,5/100 pts.+ 
 
 
 
 
 
Don Melchor 2003 (14,5% álcool – 95% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc – 14 meses em barrica francesa  70% de primeiro uso  e 30% de segundo uso)  -  Vermelho rubi intenso, profundo com discretíssimo halo granada em formação.  Nariz  pouco  intenso (ainda fechado), mas com alguma complexidade, frutas negras (amora e ameixa), licor de cassis,  especiarias sobre um fundo de sous-bois. Na boca a primeira característica que chamou a atenção foi a vivacidade do conjunto que é potente, de taninos presentes de qualidade elevada,  madeira integrada à fruta e  levíssima sobra de álcool provocando ligeiro descompasso do conjunto. Acidez adequada.  Intenso, persistente, é um vinho com longa vida na garrafa segundo Enrique Tirado. Avaliação: 90,5/100 pts.++
 
 
 
 
 
 
Don Melchor 2004  (14,5% álcool – 6% Cabernet Franc – 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) – Vermelho rubi intenso com reflexo violáceo e discreto halo granada em formação, muito semelhante ao 2003. Nariz pouco intenso, de média complexidade olfativa com especiarias, fruta negra (ameixa) e sobretudo mentol. Na boca taninos vivos, finos e sobretudo delicados. Não é persistente como alguns dos anteriores (2001 e 2003, por exemplo), mas é um vinho razoavelmente equilibrado, maduro e com bom entrosamento de seus elementos,  que ainda está a reivindicar mais algum tempo na garrafa para se mostrar,   eis que não exibiu a complexidade dos anteriores. Mesmo assim não é um vinho decepcionante, ao contrário, é um legítimo Cabernet Sauvignon de Puente Alto, berço dos grandes vinhos chilenos elaborados à partir dessa cepa. Segundo Tirado, essa safra precisa de mais tempo para mostrar suas qualidades. Avaliação: 89/100 pts.+
 
 
 
 
 
Don Melchor 2005  (14,5% álcool – 3% Cabernet Franc – 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) – Vermelho rubi intenso, concentrado, profundo sem halo de evolução. Aromas abertos com licor de cassis, mentol, frutas negras, tabaco, chocolate sobre um fundo de especiarias e pequena sobra de álcool. Na boca confirmou os aromas e exibiu taninos finíssimos,  penetrantes e que encheram o palato. Fruta e madeira em integração, excelente frescor. Um vinho escorregadio, cremoso, largo, potente,  denso, profundo com ótima evolução na garrafa nos próximos dez anos. Avaliação: 92/100 pts.++
 
 
 
 
Don Melchor 2006 (14,5% álcool – 4% Cabernet Franc – 15 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso)  – uma das amostras mais jovens da degustação também teve desempenho à altura da sua fama. Exibiu cor vermelho rubi intenso, profundo com halo violáceo brilhante. Nos aromas muita fruta com ameixa, amora e figo. Sugestões de chocolate sobre um gostoso fundo balsâmico. Na boca um vinho potente, de taninos maduros sem no entanto agredir o palato, acidez salivante e boa integração de seus elementos lhe conferindo elegância invulgar. Precisa de tempo na garrafa para amadurecer completamente, mas abri-lo agora não pode ser considerado nenhum infanticídio vínico.  A safra 2006  não prometia muito, eis que as uvas foram colhidas tardiamente por conta de seu lento amadurecimento, consoante palavras de Enrique Tirado, que agora se mostrou surpreso com a qualidade deste vinho. Avaliação: 91,5/100 pts.++
 
 
 
 
Don Melchor 2007 (14,5% álcool – 98% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc – 15 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso) - Vermelho rubi intenso, profundo, quase retinto com halo púrpura.  Nariz  fechado com sutis notas de licor de cassis, frutas vermelhas e negras, toques florais sobre um fundo de baunilha. Muito complexo já sinalizando grande potencial de evolução. Na boca taninos vivos, de fina textura e sobretudo jovens. Álcool, acidez, fruta e madeira integrados. Persistente, profundo e muito longo no palato, abrir este vinho no momento é quase cometer um “infaticídio viníco” de tão jovem que está. Mesmo assim não irá decepcionar quem fizer isso. Com mais dez/quinze anos de garrafa pela frente. Avaliação: 90,5/100 pts.++ 
 
 

Enrique Tirado e Jeriel

 
 
O reverenciado Amélia Chardonnay 2007 foi servido no almoço

Amélia Chardonnay 2007 – região: Vale de Casablanca (85%) e Vale do Limarí (15%) – álcool: 14% – preço: R$ 168,00 – Palha brilhante com reflexo levemente dourado. Nariz aberto com fruta em evidência, abacaxi, papaia, leves pinceladas cítricas e tostadas (barrica). Na boca é um vinho untuoso de grande profundidade gustativa, com a madeira perfeitamente integrada à fruta, acidez delicada e confirmação das frutas sinalizadas no olfato. O álcool elevado está integrado e promove uma sensação aveludada no palato, com percepção do acento mineral que caracteriza os bons vinhos do Vale de Casablanca. Longo, cremoso e intenso, deixa uma nota de abacaxi fresco no palato. Um vinho que além de expressar o caráter varietal da cepa no Novo Mundo, tem a favor de si sua longevidade e possibilidade de evolução na garrafa nos próximos 3/5 anos. Obteve 92/100 pts. do Guia Descorchados 2009. Avaliação: 91/100 pts. + 

 

 

 

 

 

 

O Don melchor 1998, elaborado com uvas de uma safra dificílima também brilhou.

 

Profissionais presentes no lançamento do Don melchor 2007 pela VCT Brasil: um evento para guardar na memória por muitos anos!

 

Da esquerda para direita: Carla Errazuriz (Mkt Concha y Toro), Alejandra Vallejo (Enóloga Concha y Toro), Gabrielle Cristófaro (Gerente de Mkt VCT Brasil), Francisca Sole (Comunicação Concha y Toro).

 

 

 

 

Ranking

Don Melchor 2001 – avaliação: 93/100 pts.++

Don Melchor 1998 – avaliação: 92,5/100 pts.

Don Melchor 2005 – avaliação: 92/100 pts.++

Don Melchor 2002 – avaliação: 91,5/100 pts.+

Don Melchor 2006 – avaliação: 91,5/100 pts.++

Don Melchor 1999 – avaliação: 91/100 pts.++

Don Melchor 2003 – avaliação: 90,5/100 pts.++

Don Melchor 2007 – avaliação: 90/100 pts.++

Don Melchor 2000 – avaliação: 89,5/100 pts.+

Don Melchor 2004 – avaliação: 89/100 pts.++

 

Conclusão

A degustação coordenada por Enrique Tirado confirmou aquilo que já haviamos notado nas últimas três verticais que participamos. O Don Melchor tem o seu auge bem próximo dos dez anos a contar de sua safra. À corroborar essa assertiva, o exemplar  2001 foi o nosso predileto. Em 2009, o nosso predileto havia sido o 1999;  de seu turno, o 2002 desta vez recebeu a melhor avaliação e nas safras anteriores estava como o 2004, que já degustamos por cinco vezes: um vinho fechado, que deverá aguardar mais algum tempo para seu completo amadurecimento, conforme resposta dada por Enrique Tirado a uma jornalista que indagou o motivo deste vinho não estar apresentando bom desempenho nas degustações, ao menos aqui no Brasil.  Acreditamos firmemente nessa possibilidade, eis que o 2002, um dos melhores da degustação, já havia nos impressionado positivamente na vertical que promovemos no mês de maio do corrente ano. E, nas vezes anteriores que provamos esse vinho, ele não havia nos empolgado como agora, sinal de que seu auge também se aproxima. Por fim, relativamente à safra agora lançada (2007), podemos afirmar que o vinho está bastante jovem, mas quem consumi-lo não irá se decepcionar, eis que Enrique Tirado foi incisivo ao afirmar que o vinho já chega pronto ao mercado para ser consumido, e isso pudemos constatar. Todavia, uma das surpresas da degustação foi a sólida estrutura apresentada pelo 2006, vinho de perfil nitidamente hedonista  que poderá ser encontrado com alguma facilidade em São Paulo, por cerca de R$ 360. Para encerrar, outro vinho que promete muito para o futuro foi o 2005.  O 1998 nunca haviamos provado e não esperávamos muito desse vinho que consideramos “um tributo à elegância”. Um vinho cujo tempo na garrafa só lhe fez bem. Para encerrar, essa vertical foi útil não só para comparar a evolução do vinhos sob a perspectiva do tempo, mas também para evidenciar o perfil desse vinho: um majestoso Cabernet Sauvignon de Puente Alto, de estilo inequivocadamente chileno, bem distinto de seus rivais diretos. Um vinho potente, elegante, de longa guarda e sobretudo confiável.

O perfil elegante do Ravanal Chardonnay Gran Reserva 2009

A Bodega Mario Ravanal é uma das mais antigas bodegas chilenas do Vale de Colchágua e tem por filosofia produzir vinhos de grande qualidade, elaborados com uvas próprias em Placilla e San José de Manantiales, onde se encontram parreiras com mais de cem anos de idade que dão origem aos vinhos Gran Reserva, Limited Edition e MR. Uvas colhidas à mão, utilização de avançadas tecnologias e barricas de carvalho francês e americano, ensejam a produção de vinhos finos representativos do terroir de Colchágua.

 
 
 
Ravanal Gran Reserva 2009: a Chardonnay vai bem em Colchágua e produz vinhos elegantes como o exemplar da safra 2009

 

Degustação

Ravanal Chardonnay Gran Reserva 2009 – álcool: 13,5% – região: Colchágua – importador: TDC – preço: R$ 35 (caixa com 12 garrafas)  -  amarelo palha quase translúcido. Aroma abertos com notas de frutas tropicais como pêssego, abacaxi sobre um fundo levemente amanteigado. Na boca é um vinho que se destaca por seu frescor, concentração de fruta, equilíbrio gustativo e sobretudo elegância. A madeira está integrada e o álcool também. Acento mineral e longa persistência. Termina intenso, sem arestas e no retrogosto confirma as frutas tropicais anunciadas no olfato. Avaliação: 88,5/100 pts.