Daily Archives: 08/09/2011

Série Verticais: Esporão Reserva safras 2002 a 2008

A Herdade do Esporão continua a ser um importante produtor de vinhos Alentejanos. Mas a vinícola não se destaca somente na produção de vinhos. Seus azeites são apontados por muitos como os melhores de Portugal.  Essa herdade fica no coração do Alentejo e possui 600 hectares de vinhas.  A combinação de uma geologia excepcional com solos de composição granítica e xistosa conjugada com condições climatéricas apropriadas, tem como resultado a enorme variedade de aromas e texturas que é possível encontrar nos vinhos produzidos nesse terroir. Dotada de modernas infra-estruturas e de equipamentos de ponta, a Herdade do Esporão acredita na produção de uvas de qualidade superior e de elevado potencial enológico, realizando sempre uma seleção criteriosa das uvas que são plantadas, defendendo-as, valorizando-as e mantendo as suas características únicas.
 
Esporão Reserva safras 2002, 03, 04, 05, 06, 07 e recentemente integramos a 2008
Importação de Qualimpor

 

Cono Sur Bicicleta Reserva Pinot Noir 2006

Sobre a região de origem das uvas: Vale de Casablanca. Esse vale foi “descoberto” por Pablo Morandé há vinte e nove anos (1982), ao buscar terroir com baixas temperaturas para o cultivo de variedades brancas (Sauvignon Blanc, Chardonnay e outras) e da tinta Pinot Noir. Pablo notou que este vale tinha muita semelhança com a zona de Carneros, na Califórnia e obteve inequívoco êxito, sendo apontado como o grande responsável pela modernização da vinicultura chilena. Seu solo é bem drenado, com encostas suaves e forte influência marítima e com amplitude térmica.
 
 

Cono Sur reserva Pinot Noir 2006: garrafa adquirida na Expand. O atual importador é a Brown-Forman

 

Degustação

Cono Sur Bicleta Reserva Pinot Noir  2006 – álcool: 14% – região: Vale de Casablanca – preço: R$ 39 – importador: Expand – elaborado com uvas do vinhedo “El triangulo” pelo enólogo Adolfo Hurtado, exibiu cor violáceo com nítido reflexo granada límpido e brilhante. No nariz aromas quase unidimensionais com destaque para uma nota de ameixa sobre um fundo levemente herbáceo. Na boca taninos macios, média acidez, álcool generoso completando um conjunto de grande fluidez e de tipicidade “a la chilena”,  com a fruta em compota dando o tom. Apresenta boa relação preço-qualidade. Avaliação: 86/100 pts.

Série verticais: Catena Alta Malbec 2002, 2004, 2005 e 2006

Catena Alta Malbec 2006: 90/100 pts. da WS em 01.01.2010 e 91/100 pts. da Wine Advocate de Robert Parker em 31.08.2009

Apontada por ser a  responsável por colocar a Argentina definitivamente no cenário internacional de vinhos, a Bodega Catena está estabelecida em Mendoza e foi Nicolas Catena foi quem deu início à produção de vinhos de qualidade em grande escala. Resumidamente, Nicolas fez estudos e descobriu que ao cultivar determinadas cepas em altitudes diferentes os resultados eram positivos e foi assim que inseriu a Malbec no contexto dos grandes vinhos. Foi ele quem trouxe novos clones da França e dos EUA, amadureceu vinhos em pequenas barricas de carvalho francês, irrigação por gotejamento, enfim, a aplicação de tecnologia de vanguarda teve seu pioneirismo na sua vinícola, que sempre foi respeitada pela qualidade dos vinhos que produz tanto em nível interno como internacionalmente. Até hoje  os vinhos Catena são símbolo de qualidade. 

 

Catena Alta Malbec safras: 2002, 2004, 2005 e 2006. O tempo de amadurecimento é de 15 meses em barricas de carvalho francês, 80% novas. A safra atual é a 2007 e Importador: Mistral. Peço: R$ 124,57

A safra 2010-2011 no Uruguai por Carlos Pizzorno

A seguir, documento inédito encaminhado por Carlos Pizzorno, da Bodega Pizzorno ou “Pizzorno Family Estates”, devidamente traduzido para português. É um relato sobre a safra 2011, uma das melhores no últimos  30 anos no Uruguai, consoante relato pessoal que nos foi feito por Carlos Pizzorno.

 

 

No Uruguai, a Bodega Pizzorno tem 20 hectares de vinhas próprias  e sabidamente sempre se esforçou para obter um nível máximo de qualidade para os seus vinhos, elaborados com uvas de  três vinhedos: San Francisco, Los Nogales e Don José, todos na área de Canelón Chico  com solos adequados para a produção de uvas, com declives suaves, a uma altitude de 70 m. e 20 km da costa do Rio de la Plata.

A Colheita de 2010 – 2011

A primavera começou muito fresca e com brotações tardias

O início da safra 2010-2011 foi caracterizado pelo atraso na brotação, em particular das variedades que exigem temperaturas mais altas como Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Arinarnoa.

Os dois primeiros meses da primavera, outubro e novembro foram particularmente frescos, mas, felizmente, ao contrário das safras anteriores as geadas tardias estiveram ausentes e todos os vinhedos puderam conservar seu potencial de produção.

Essas condições frescas associadas à brotação tardia  determinaram o crescimento lento e progressivo de todas as vinhas de modo que o florescimento das videiras se desenvolveu em meados de novembro, num clima caracterizado pela ausência de dias  chuvosos e completamente ensolarados  que permitiu  a    perfeita formação de novos cachos.

 

 

O trabalho do produtor não cessa

Ao longo do período primaveral foram realizados  trabalhos sobre os vinhedos destinados a  dar aos novos cachos as melhores condições  microclimáticas  para o seu desenvolvimento, eis que desde a brotação se sucederam  desbrotes, com a remoção de brotos inférteis,  limpeza dos troncos das plantas,  condução sob  latada dos brotos selecionados, com a busca de sua iluminação ideal. A partir do momento da frutificação,   começou a remoção das folhas na área do cachos, para possibilitar a sua adequada iluminação e ventilação para promover a sanidade  das seguintes variedades tintas: Tannat, Cabernet Sauvignon e Franc, Pinot Noir, Arinarnoa, Merlot e Malbec.

No caso das variedades brancas, especialmente Sauvignon Blanc, a tarefa de remoção de folhas é feita com grande cuidado à procura de um equilíbrio particular entre ventilação e a sombra dos cachos nos horários de pico de sol para que  o potencial aromático desta variedade possa expressar-se completamente.

A escassez de chuvas precoces e uma seca que se estabeleceu e se aprofundou durante toda a temporada

A partir de novembro as chuvas se fizeram muito escassas, com registros entre 40 e 60% inferiores às condições meteorológicas normais na zona de produção. Isso possibilitou condições hídricas para o desenvolvimento e maturidade da maioria das parcelas da Pizzorno. Em algumas delas (por exemplo, Sauvignon Blanc),  as condições do solo são mais restritas, com a adoção  de irrigação localizada e pontual procurando assegurar  desenvolvimento  “otimizado” das plantas, em termos de equilíbrio entre crescimento vegetativo e maturidade uvas.

Alguns lotes de Tannat como “Los Nogales”,  o mesmo recurso foi utilizado para  aprofundar o desbaste  e realizar irrigação  direcionada apenas dessas mesmas plantas. O resto dos vinhedos resistiu à falta de chuvas em muito boa forma, atingindo a maioria  um excelente equilíbrio entre desenvolvimento dos brotos e sua carga de frutas.

 

Em 1° de janeiro de 2011 o  ensolarado Verão começa

 

Iniciado o mês de janeiro  surgem  as variedades mais precoces  como Pinot NoirChardonnay, logo seguidas por Cabernet Sauvignon, uma variedade que se caracteriza por um período de colheita muito longa, a mais longa das variedades produzidas no vinhedo de Pizzorno.  Depois vieram Merlot, Tannat, Sauvignon Blanc e assim por diante até Arinarnoa e Petit Verdot.

Desde os primeiros dias de fevereiro, o clima começou a ser mais frio com temperaturas bastante normais para a época o que é associado a um regime hídrico ideal para a maturidade das vinhas e garantidor de uma maturação progressiva de todas as variedades. 

A colheita começou em 10 de fevereiro, alguns dias mais tarde do que a média das safras anteriores, devido ao atraso registrado no início da primavera. Naquele dia houve a primeira colheita em “Nogales”: a totalidade de Chardonnay  foi inteiramente destinada  para a produção de vinho base para  os  ”espumosos naturales”.

 

Neste mês, mas no seu final foi colhido o restante das variedades precoces, o  Sauvignon Blanc “Don José” em 22 de fevereiro e, dois dias depois,  Pinot Noir “Los Nogales” que por suas excelentes características climáticas retro mencionadas, foi destinada  inteiramente à produção do vinho tinto de guarda (Reserva).

 

Março: um  mês para recordar

 

Como pouquíssimas vezes ocorrido no Uruguai, o clima do mês de março foi totalmente seco, ensolarado e quente. Isso permitiu a colheita de cada uma das parcelas no momento  considerado mais adequado para cada situação e tipo de elaboração de vinho almejado.

É por isso que na primeira metade de março, quando em outras vindimas  se registrava a maior atividade nos vinhedos, somente foram colhidas as parcelas de Merlot do vinhedo “San Francisco” e uma das parcelas de Tannat  deste mesmo vinhedo  que  havia apresentado maturidade precoce.

A maior atividade da vindima se concentrou na segunda quinzena de março, quando se colheram as uvas  Tannat “Los Nogales” e “San Francisco”, Cabernet Franc “Los Nogales,”  Petit Verdot “San Francisco” e Arinarnoa “Don José “.

A safra termina em abril

De forma bastante incomum, “atípica”, aproveitando as condições climáticas ideais que  continuaram se registrando e que possibilitou a busca pela maturidade completa da Cabernet Sauvignon, a colheita 2011 chegou a seu fim, sendo importante acrescentar que condições climáticas semelhantes não se repetirão tão cedo. Em 5 de abril de 2011, Bodegas Pizzorno completou sua colheita,  perfazendo total de 54 dias.

 

Vinhos Pizzorno: importados no Brasil por Grand Cru