Daily Archives: 18/09/2011

Luigi Bosca Cabernet Sauvignon 2006: um vinho forte

“Faz tempo que os vinhos produzidos pela Bodega da Familia Arizu são considerados clássicos. Luigi Bosca pertence a um grupo de bodegas que o consumidor argentino conhecde como “alta gama”. Nos últimos anos a bodega aumentou suas exportações através dos vinhos “Finca La Linda”. Seus “Super Premium” Gala e Finca Los Nobles chamam a atenção do público. Em 2006, foi lançado o último componente da linha Gala: Gala 3, um branco de Viognier, Chardonnay e Riesling”. Fonte “Los Buenos Viños Argentinos – Elisabeth Checa e Martín Cucorese”.

Contra-rótulo

Finca El Paraíso, Maipú, Mendoza. Altitud: 780 mts. sobre el nível del mar. Antigüedad: 80 años. De color rojo rubi, brillante y limpio. Fresco, frutado, aterciopelado. Aromas de frutas rojas y negras, violetas y chocolate. De gran estructura y curepo, vino de carácter y exquisita elegancia. Permanece 14 meses en barricas de roble francés. Potencial de guarda 10 años.

Degustação

Luigi Bosca Reserva Cabernet Sauvignon 2006 – álcool: 14,1% – região: El Paraíso/Maipú/Mendoza – preço: R$ 60,15 – importador: Decanter (tel. 011 3074 5454 ) - Vermelho rubi intenso e profundo. Nariz pouco intenso sem exibir as tradicionais notas “herbáceas” de alguns Cabernets Argentinos, porém, apresentou boa mineralidade e leve toque de licor de cassis. Na boca, um degrau a mais, eis que seu corpo é denso, com a confirmação da mineralidade sentida no olfato mas sem a exuberância dos Cabernets Sauvignons chilenos. Ainda assim é um vinho agradável, fresco, com uma nota de fruta negra que em alguns momentos lembra um bom vinho do Sul da França. Termina intenso, rústico com personalidade. Deve crescer à mesa porque é um vinho estilo “tradicional”, que certamente ganhará mais complexidade na garrafa. Avaliação: 87/100 pts.++

José Maria da Fonseca: Colecção Privada Domingos Soares Franco 2010 “157 Castas” – VR Península de Setúbal

A importadora Inovini recebeu a visita de Antônio Maria Soares Franco, um dos proprietários da vinícola José Maria da Fonseca, que atualmente é conduzida pelas 6ª e 7ª gerações da família. A JMF tem mais de 175 anos e  longa tradição na produção de vinhos.  Na degustação ocorrida nesta semana  em São Paulo, Antônio comentou que a JMF produz dois vinhos multicastas, a saber:  um branco de 208 e um tinto de 157 castas, únicos no mundo, eis que Portugal possui 550 castas catálogadas. Ambos tiveram apenas 2.000 garrafas produzidas e são da safra 2010. Apenas 6 plantas de cada casta são cultivadas. São vinhos não tiveram amadurecimento em barrica de carvalho e sua uvas foram fermentadas todas ao mesmo tempo. Integram a “Colecção Privada Domingos Soares Franco” . Pretendem ser “a mais pura expressão de fruta”, segundo Antônio.

 

O colecção privada Domingos Soares Franco 157 castas teve apenas 2500 litros produzidos e não contou com importação para o Brasil

 

Domingos Soares Franco além de vice-presidente, é o principal enólogo da empresa. Embora assine todos os vinhos , existem alguns especiais que reserva para si. Chamou-lhes Domingos Soares Franco – Colecção Privada. São vinhos que resultam de três fatores: a formação de Domingos na Universidade de Davis,  a influência de seu tio, Antonio Porto Soares Franco  e a disponibilidade dos 650 hectares de vinhas da JMF e a coleção, única em Portugal, de castas nela plantadas.

 

O vinho tintoDomingo Soares Franco Colecção Privada 157 castas -  é um Vinho Regional da Península de Setúbal, no qual as seguintes castas se destacam: Colorino, Bogalhal e Kindhony. O vinhedo possui apenas 1 hectare da  ”Coleção Ampelográfica Soares Franco” – Quinta de Camarate, solo argilo-calcário, apenas 2500 litros produzidos. Notas de prova segundo o enólogo da JMF:“avermelhado. Aromas de frutos vermelhos. No palato é  frutado, equilibrado e de boa acidez. Média persistência”. Engarrafado em março de 2011,  fermentado em depósitos de aço inox, sem passagem por barrica, 13,5% de teor alcoólico, pH 3,5, elaborado para ser consumido em até 3 anos após o engarrafamento.

Bogle Petite Sirah 2008

Pouco mais de trinta e dois anos depois de ter sido produzido pela primeira vez pela família Bogle em 1978, a casta Petite Sirah é hoje considerada a varietal “símbolo” da vinícola Californiana Bogle.  Mais uma vez  suas qualidades marcam o  brilho de um vinho que é a perfeita integração  entre fruta e a madeira. De cor profunda e penetrante, exibe aromas inebriantes de groselha preta e ameixas, voluptuoso e encorpado na sua entrada em boca e sua concentração de fruta  se mescla em saborosas nuances de fumo para cachimbo, couro e cacau, com taninos flexíveis de textura fina. Um vinho que termina longo e persistente, mas não antes de provocar alguma salivação decorrente de sua equilibrada acidez que lhe confere perfil gastronômico. 

Bogle Petite Sirah: um vinho diferenciado da Wine Lovers

Bogle Petite Sirah 2008: 88/100 pts. da Wine Spectator em 27.06.2011. “Escondido no coração de Merritt Island, o Quick Ranch continua a produzir alguns dos vinhos mais complexos e bem estruturados da vinícola Californiana Bogle Vineyards. As características clássicas dos frutos provenientes de Clarksburg (próximo de Sacramento) estão presentes neste vinho, destacando-se a framboesa em compota. Os mais de dois anos em barris de carvalho americano concentram os sabores e resultam nas notas de canela, cravo picante e eucalipto. Encorpado e com longa persistência, este vinho está pronto para ser consumido ou pode ser armazenado tranquilamente até 2018, se você tiver paciência e resistir!”- informação colhida no portal da importadora Wine Lovers, tel. 011 (11) 5531-0081 / 8439-3392 ou contato@winelovers.com.br - preço: R$ 85

Irreverente Vinho Regional Beiras 2008

Informação do contrarrótulo: “Decidimos criar um vinho alternativo não só pelo seu conteúdo como na forma de o apresentar!  Ser irreverente é rasgar horizontes, traçar novos caminhos…É perspectivar o futuro! Este vinho é resultante de uma cuidadosa selecção e vinificação das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen. Apresenta uma cor rubi com reflexos grená, aroma de ameixa madura, cereja preta e amora, casando-se com notas de cacau e especiarias. Na boca apresenta-se redondo e complexo, o que lhe confere personalidade e distinção. Deve ser servido à temperatura de 18° C, a acompanhar pratode de caça”.

 

Irreverente 2008: importado por Orion Vinhos, detentor de boa relação preço-qualidade

 

Degustação

Irreverente 2008 Vinho Regional Beiras (Beira Alta) - álcool: 13% – uvas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen – importador: Orion – tel. (11) 3331-3808 -  preço: R$ 21  (somente caixa com 6 garrafas) -  Vermelho rubi violáceo intenso com reflexos levemente arroxeados nas bordas. Nariz de boa complexidade olfativa, com notas defumadas, torrefação, café,  ameixas e algum toque animal. Média persistência. Taninos presentes que não incomodam. Acidez elevada clamando por comida. Termina  secante. Avaliação: 84/100 pts.