Mais um chileno sugestivo: Casa Mayor Carménère Reserva 2007

 

Cacho de Carménère

 

 

É voz corrente que cada país produtor de vinho deve ter uma identidade vitivinícola. A oportunidade do Chile se apresenta com a Carménère, uva bordalesa que se extinguiu por completo na França em razão da praga denominada Filoxera Vastatrix. Antes disso, foi trazida ao Chile e amplamente cultivada, porém, descobriu-se que grande parte das plantações de Merlot eram realmente de Carménère e o Chile é um dos poucos países onde está variedade é produzida e por isso que se converteu na sua bandeira. Seus vinhos são mais escuros que os Merlots e ao ser colhida no seu ponto de madurez (gosta do clima quente), apresenta aromas de café, chocolate e terra úmida.  Na boca seus taninos são aveludados e doces. Colhida antes de seu ponto de maturação seus aromas são predominantemente herbáceos, com notas de pimentão verde e na boca costuma apresentar um ligeiro amargor que lhe confere personalidade.

 

Ela é cultivada em outros países, mas quando se fala em vinho de Carménère a referência é o Chile. É no vale de Colchágua que há o maior cultivo e produção de vinhos dessa varietal. Os especialistas dizem que ela se deu bem na região por causa da geografia que cria barreiras naturais como o oceano Pacífico, o deserto de Atacama, a Cordilheira dos Andes e as águas frias do provenientes do Pólo Sul, que protegem essa região de pragas como a Filoxera e além disso o solo vulcânico e seco contribui para a composição de um terroir adequado à Carménère”.

Suas principais regiões de cultivo no Chile são: Vales de Cachapoal, Colchagua, Maule e Rapel.

   

Casa Mayor Carménère Reserva 2007: tipicidade à toda prova

 Degustação

Casa Mayor Reserva Carménère 2007 – álcool: 13,5% – região: Vale de Colchágua – importador: Orion Vinhos – tel. 011 3331 3808 – preço: R$ 29,90 (caixa com 12 garrafas) -  45% do mosto amadureceu em barrica de carvalho francês por seis meses. Quase retinto na cor com reflexo arroxeado, sem halo de evolução. Nariz pouco intenso exalando aromas que remetem a frutos pretos com alguns toques tostados, carvalho e alcatrão. No paladar o vinho se abriu e mostrou taninos de textura muito macia, suave e redondo com ameixa em profusão, geléia de frutas e persistência razoável com final um pouco secante. Poderia ter mais frescor. Não é um vinho “topo de gama”, mas de ótimo valor, que exibe as características herbáceas da casta e que por isso tem correta expressão varietal. Descomplicado, simples e direto,  perfeito para o dia a dia. Avaliação: 86/100 pts.+ 

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