Daily Archives: 01/10/2011

Gimenez Mendez Identity Tannat, Syrah e Petit Verdot 2008

Identity foi elaborado em homenagem a Marta Mara Mendez, presidente da vinícola. É um blend das variedades Tannat, Syrah e Petit Verdot. É um vinho complexo e elegante que demonstra as melhores características das três variedades.”

Degustação

 Gimenez Mendez Identity Tannat, Syrah e Petit Verdot 2008 – álcool: 13% – região: Canelones/Montevidéo – importador: Hannover (tel. 011 2638 0881) – preço: R$ 54 – vermelho rubi intenso com halo púrpura escuro. No olfato apresenta uma paleta aromática complexa com notas de frutas negras, geléia de framboesa, tostado e um toque de especiarias. As notas de barrica são notadas com facilidade e dão personalidade ao vinho. Boca redonda, tânica (ótima qualidade), densa, com a madeira possibilitando a expressão da fruta, num perfil suculento e elegante mais próximo do Velho do que do Novo Mundo. O álcool está controlado e o conjunto consegue manter alguma harmonia que deverá contribuir para sua evolução na garrafa nos próximos anos. Persistente, deixa uma nota de chocolate no retrogosto. Degustado pela primeira vez há 18 meses, demonstrou boa evolução na garrafa e se destaca por sua tipicidade com taninos redondos, boa fruta e equilíbrio do conjunto. Avaliação: 88/100 pts. +

Vinho do mês: Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008 #cbe

Para o mês de outubro de 2011, quem escolheu o tema para o 60° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs, foi o  Marcelo di Morais, do blog  homônimo.  O tema sugerido: “Qualquer vinho branco nacional até R$ 80″ foi bastante apropriado, eis que a qualidade dos brancos nacionais está cada vez melhor.  Assim sendo, escolhemos o Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008, produzido em São Joaquim – Santa Catarina.

O VF SB 2008 exibiu bom frescor e tipicidade rara de se encontrar no Brasil.

Degustação

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008 – álcool: 13,6% – região: São Joaquim e Bom Retiro/SC – preço: R$ 59,90 (Makro Butantã) – exibiu cor palha com reflexo levemente dourado. Aromas típicos da casta com notas de arruda, nuances vegetais, fruta tropical madura (lima) sobre um fundo discretamente defumado. Na boa confirmou a complexidade exibida no olfato e se destacou por seu frescor sem dar sinais de cansaço.  Muito boa acidez e integração dos elementos álcool, fruta e acidez. Um vinho que confirma a informação de seu contra-rótulo sobre sua longevidade. Também se destaca por sua tipicidade, rara no Brasil e notadamente na serra Gaúcha onde a Chardonnay e a Riesling Itálico dão resultados satisfatórios. Deixa um toque herbáceo no fim-de-boca. Avaliação: 88/100 pts.

Série Verticais: Cousiño-Macul Chardonnay safras 2005, 2006 e 2007

Fundada em 1856 e localizada na região metropolitana de Santiago, a Cousiño-Macul é a única vinícola das que se estabeleceram no Chile no século XIX que ainda se encontra nas mãos da família fundadora (sexta geração), a qual controla cem por cento da empresa. O nome da vinícola deriva do nome de seu fundador, “Don Matías-Cousiño”, que também é o nome da área onde se desenvolveu sua primeira sede, no Vale do Maipo. De outra parte o termo “Macul” é de origem indígena e significa “mão direita”. Olhando cuidadosamente o símbolo, veremos que o mesmo está formado pelas iniciais do nome da família fundadora, que teve papel fundamental na indústria de vinho chileno porque foi uma das primeiras a exportar sua produção para países como os Estados Unidos da América, países da América Central e Brasil, por exemplo. A missão da vinícola é produzir vinhos de classe mundial sem perder a alma chilena destacando todo caráter do terroir do Alto Maipo.

 

O Cousiño-Macul Chardonnay é um branco reconhecido por sua longevidade. A vertical está composta pelas safras 2005, 2006 e 2007