Daily Archives: 04/10/2011

Ikella Cabernet Sauvignon 2006 – um vinho de boa tipicidade

Contra-rótulo: “Ikella is what the mapuches called the poncho. This simple piece of cloth with an opening in the center is one of the symbols that best identifies and connects us to the roots of our history. From our estate vineyards in Agrelo, Mendoza, Argentina comes this Cabernet Sauvignon (85%) and Malbec (15%). This wine has great color, offering a pretty array of cherry, plum, spice and coffee built around firm tannins.”

 

 

Ficha Técnica:

Agrelo, Luján de Cuyo – Mendoza.
Solo e clima: solo arenoso e limoso de fácil drenagem.
Clima seco e continental.
Colheita: manual.
Amadurecimento: 4 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Degustação: vinho de cor vermelha com tons púrpuras, aromas de cereja
vermelha, especiarias e um delicado tostado. Na boca possui boa estrutura,
com taninos macios e robustos.

 

Degustação

Ikella Cabernet Sauvignon 2006 – álcool: 14% – uvas: Cabernet Sauvignon (85%) e Malbec (15%) – região: Agrelo, Luján de Cuyo – Mendoza – importador: Wine Company – preço: R$ 32 - vermelho rubi com reflexo granada em formação. Aromas frutados com uma pitada de evolução, algum floral (Malbec), corpo médio, taninos suaves sem agredir o palato, madeira integrada, acidez média, confirmação da fruta sinalizada no nariz e final persistente com um toque de pimenta confirmando sua tipicidade. Avaliação: 86/100 pts.

Duradero: um vinho que une duas culturas irmandas por um mesmo rio

Duradero, elaborado desde 2005 por Quinta do Portal e Bodegas Liberalia (Toro), um vinho de dois países  e uma uva só: Tinta Roriz e Tinta de Toro. Portugal e Espanha. Douro e Toro.  Um vinho emblemático, cabendo destacar que o Duradero já serviu para selar acordos entre os chefes de Governo de Portugal e Espanha na Cimeira Ibérica 2009 

Duradero 2007

“Este vinho representa a união de duas culturas irmandas por um mesmo rio. Falam uma mesma lingua: vinífera. E diz-nos que é filho de duas castas ibéricas provenientes da mesma matriz genética. É caso para se dizer que as nossas diferenças (portuguesas e espanholas) são parecidas. Não divergem, antes aproximam. Ganha o vinho.”   

O contra-rótulo é bastante esclarecedor

 

 

Descrição do Enólogo: este vinho apresenta uma intensa cor violeta e aromas de fruto preto. Equilibrado fantástico com taninos pujante mas redondo, excelente fruta de boca enriquecida com notas de tosta. Final longo e expressivo revelador do potencial de ambas as regiões.

 

De uma parceria transfronteiriça, entre a Quinta do Portal e a Bodega Liberalia, unidas pelo Douro, nasceu o poético vinho Duradero.
 
 
 
 
 

A Quinta do Portal e a Bodega Liberalia, em Toro, distam uma da outra cerca de 300 quilômetros, mas há uma história e um rio que as une, o Douro, que, depois de nascer regato na serra de Urbión, se espraia com dolência pela planície zamorana, perde o pé durante a fronteira comum e vira mar interior até ao Porto. Rio de várias ressonâncias, ficou “Duradero” pela lírica do poeta espanhol Claudio Rodriguez, cujos versos de “Ao ruído del Duero” inspiraram Juan Antonio Fernández, proprietário da Liberalia, na hora de dar um nome ao vinho que haveria de selar a sua amizade com a famiília Mansilha Branco, da Quinta do Portal, e dar início a uma parceria transfronteiriça.

Desse casamento, consignado pelos enólogos Paulo Coutinho (Portal) e Sílvia Garcia (Liberalia), nasceu o tinto Duradero, feito com uvas de Tinta Roriz e Tempranillo, que, geneticamente, são a mesma variedade. No passado dia 13, as duas famílias juntaram-se no Douro para celebrarem o quinto aniversário da parceria e do vinho. E do encontro, depois da prova do colheita branco da Quinta do Portal de 2006 (com aromas fumados e melados e uma elegância e frescura surpreendentes), surgiu a intenção de as duas famílias fazerem também um branco. Neste caso, a ideia é juntar as castas Viosinho, do Douro, com o Verdelho de Zamora (da mesma família do Verdelho da Rueda).

Em relação ao Duradero, cada parte faz o seu vinho e o lote final resulta da junção, em partes iguais, de ambos. É vendido como vinho de mesa em Portugal e Espanha e custa 9,90 euros. A produção está limitada a 7 mil garrafas. O primeiro vinho, da colheita de 2005, foi lançado em 2007, e, desde então, já saíram para o mercado as colheitas de 2006, 2007, 2008 e 2009. A sua aceitação tem sido excelente, não só pela singularidade do vinho mas também pela magnífica relação qualidade/preço que oferece. É um vinho muito envolvente e sedutor, com belos taninos, fruta madura, notas tostadas e uma acidez que dá vivacidade e frescura ao conjunto.

Tem ainda o mérito de fazer o elogio a uma casta cada vez mais mal amada no Douro, a Tinta Roriz. São raros os enólogos que ainda se deixam encantar por esta variedade. Mas é uma moda que, mais cedo ou mais tarde, irá passar. A casta não é fácil, produz muito, tem uma maturação pouco homogênea e origina vinhos com taninos que podem ser bastante secos. Em contrapartida, pode fazer também vinhos muito perfumados, frescos e duradouros, caso seja bem trabalhada na vinha. Não é por acaso que todos os grandes vinhos do Douro, como o Barca Velha, integram na sua composição Tinta Roriz.

 Artigo de Pedro Garcias, publicado em 25.06.2011 no http://fugas.publico.pt/Vinhos/288943_duradero-cinco-anos-a-unir-douro-e-toro

Vinhos Joffré e Hijas – Bodega RJ Viñedos na Vinea

Na noite de 28 de setembro, a importadora Vinea  (www.vinea.com.br  R. Manoel de Nóbrega 1.014, tel. 011 3059 5200 e Al. Araguaia, 540, tel. 011 2078 7880, Alphaville, Barueri, São Paulo)  comandada por Walter Fonseca, promoveu a apresentação do mais … Read more »