Daily Archives: 12/10/2011

Antigua Bodega Stagnari

Catena Alta Malbec 2005: muito melhor agora do que há um ano atrás…

Apontada por ser a  responsável por colocar a Argentina definitivamente no cenário internacional de vinhos, a Bodega Catena está estabelecida em Mendoza e foi Nicolas Catena foi quem deu início à produção de vinhos de qualidade em grande escala. Resumidamente, Nicolas fez estudos e descobriu que ao cultivar determinadas cepas em altitudes diferentes os resultados eram positivos e foi assim que inseriu a Malbec no contexto dos grandes vinhos. Foi ele quem trouxe novos clones da França e dos EUA, amadureceu vinhos em pequenas barricas de carvalho francês, irrigação por gotejamento, enfim, a aplicação de tecnologia de vanguarda teve seu pioneirismo na sua vinícola, que sempre foi respeitada pela qualidade dos vinhos que produz tanto em nível interno como internacionalmente. Até hoje  os vinhos Catena são símbolo de qualidade.

Catena Alta Malbec, sempre bem pontuado pela crítica internacional

Há pouco mais de um no atrás (12.08.2010),  degustamos o Catena Alta Malbec 2005 quando escrevemos:

Catena Alta Malbec 2005 – Região: Mendoza – álcool: 14% – importador: Mistral – Preço: US$ 62,50 (esgotado) – Cor: rubi intenso, profundo sem halo de evolução. Olfato: fino e elegante com uma forte nota de ameixas secundada por tostado, café torrado e chocolate. Boca: volumosa e tânica (taninos em evolução), acidez balanceada e um forte travo mineral no palato a lhe conferir elegância. No fim-de-boca decepcionou um pouco, porque terminou secante com alguma dureza, incomum para o padrão desse vinho. Merece mais um ou dois anos na garrafa antes de ser aberto. Recebeu 93/00 pts. da WA de Robert Parker em 31.12.2008 e mesma nota da WS em 15.11.2008. Doze meses em barricas de carvalho francês, cinquenta por cento novas. Avaliação: 87,5/100 pts.+

No último dia 09.10 degustamos novamente. O vinho apresentou uma evolução muito favorável no periodo de 14 meses, todavia, como a diferença de avaliação é superior a dois pontos, entendemos que a garrafa anterior, pertencente ao mesmo lote da atual não estava perfeita. Nesse sentido, Hugh Johnson assinala que:  “ Não há grandes vinhos, apenas grandes garrafas de vinho”. Mais à frente arremata: ”A variação entre garrafas é um fator de risco que muitos compradores, mesmo de garrafas raras e preciosas, preferem não levar em consideração. É quase certo que uma garrafa, numa caixa de doze,  será um malogro: não necessariamente bouchonée – o casual mas fatal resultado do fungo na rolha – mas apenas misteriosamente abaixo do nível. Se um crítico reconhece uma garrafa defeituosa, ele ou ela tem por obrigação abrir uma outra. O consumidor comum, entretanto, só pode reclamar do azar”.”

Catena Alta Malbec 2005 – Região: Mendoza – álcool: 14% – importador: Mistral – Preço: US$ 62,50 (esgotado) – retinto na cor com reflexo púrpura sem evolução, exibiu aromas de frutas negras como figo, ameixas, chocolate sobre um fundo floral (violetas) que dá vida, movimento e sofisticação a0 conjunto, com ampla sustentação na taça. Na boca o destaque  fica por conta da maciez e da potência de seus taninos finíssimos. A estrutura desse vinho tem esteio na madeira e na fruta (groselha) exemplarmente em sintonia. Álcool e acidez em harmonia completam o conjunto. Acento mineral, notas de fruta madura e  grande concentração de sabor fecham o conjunto que se destaca por seu bom acabamento. Com tantos atributos, adicione-se interminável persistência,  com a perspectiva de boa evolução ainda mais na garrafa. Avaliação: 91/100 pts.+

Chamán Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2006, um vinho que exibe o frescor de Lolol

Na edição 2007 do Guia Descorchados o respeitado crítico chileno Patrício Tapia afirmava, sobre a Viña Santa Cruz,  que: “finalmente chegaram ao mercado os vinhos da zona de Lolol, sudoeste do vale de Colchágua,  do empresário Carlos Cardoen. Já são bons, alguns muito bons. O que mais me agrada é que pouco a pouco uma zona fresca está sendo interpretada dentro da lógica quente do vale que enseja vinhos especiados e de acidez muito boa. O exemplo dado por Lurton com seus Cabernets potentes, aqui se sente algum parentesco. É uma questão de passar as safras. O vale de Lolol está cada vez mais divertido”.  

Chamán Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2006 – álcool: 14,5% – uvas: 85% Cabernet Sauvignon (85%),  Carmenère (13%) e Syrah (2%). – preço: R$ 95 -  importado por Wine Lovers – Vinho que se destaca principalmente por apresentar aromas de chocolate. Um Cabernet maduro, que exibe uma profusão de taninos corpulentos. Harmoniza com cabrito. Consumir até 2012. Avaliação: 89/100 pts. (Guia Descorchados 2009).

O assertivo Ricominciare 2006

Sobre o Vale  de Uco

O clima é temperado e as noites no verão são frescas. A amplitude térmica e a localização privilegiada dos vinhedos permitem uvas de uma grande expressão aromática, possibilitando a elaboração de vinhos complexos e elegantes. É um vale cobiçado pelos grandes vinicultores porque produz uvas de alta qualidade, de caráter varietal distinto e concentração adequada para a elaboração de vinhos finos. Conhecendo o bom desempenho de variedades brancas no vale, algumas vinícolas também estão a cultivar cepas como Chardonnay, Sauvignon Blanc e Semillón. Na ala das tintas, existe uma distribuição equilibrada das variedades Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Tannat, Cabernet Franc e Tempranillo.

 

Ricominciare Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon 2006: produzido no Vale de Uco, custa R$ 85 na Expand

Sobre a vinícola

A Ricominciare foi fundada por Jorge Catena irmão mais novo de Nicolás Catena e bisneto de Nicola Catena. Em sua propriedade iniciou uma antiga tradição. Jorge também recebeu este legado e transmitiu à sua família toda a paixão pelo cultivo do vinho. Hoje, Jorge e sua família, continuam a tradição por caminhos próprios. Devido à alta qualidade dos vinhos, a vinícola é reconhecida. Fonte: portal da Expand

 

 

Degustação

Ricominciare 2006 – uvas: Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon – álcool: 14% - região: Vale de Uco -  importador: Expand – preço: R$ 85 – vermelho rubi intenso, profundo com reflexo púrpura. Complexos aromas de uva passificada, figo em compota, nuances balsâmicas sobre um fundo mentolado. Na boca é um vinho de taninos fortes (boa qualidade), álcool integrado e sobretudo concentrado. Não passa por madeira, mas em alguns momentos dá a impressão de ter amadurecido por algum tempo em barrica. Denso, estruturado,  termina longo, sem arestas. No retrogosto aparece uma nota de chocolate. Pontente, recomenda-se decantar por no mínimo uma hora. Estagia 6 meses na garrafa antes da liberação. Produzidas 7.140 garrafas. Avaliação: 88/100 pts.+