Daily Archives: 21/10/2011

Próximo Winebar, vinhos Salton: já recebemos.

Uma atividade que está ganhando expressão é o Winebar, quando são realizadas degustações virtuais. Nada mais original. O mesmo vinho é degustado  simultaneamente por diversos blogueiros “on line”. A próxima degustação será na segunda-feira, dia 24 de outubro. Vamos tentar degustar os três vinhos da vinícola Salton. Começaremos pelo espumante. Depois virá o novo Gamay e finalmente o Salton Talento.

Salton Gamay 2011, Espumante 100 anos e Salton Talento 2006

 

 

Novo Salton Gamay 2011

Vertical do Supertoscano “A Sírio” safras 2001, 2003 e 2004

Em curtas palavras, Supertoscano na defininição de Hugh Johnson é o “termo cunhado para vinhos inovadores da Toscana, os quais com freqüência envolvem exclusivamente Sangiovese ou variedades internacionais; barris de 225 litros e preços elevados.” No portal da Zahil consta que: “A Sirio” é uma homenagem ao avô de Luca Tomasini, o proprietário e enólogo. Com grande riqueza aromática, este vinho muda continuamente, surpreendendo com a quantidade de aromas que surgem aos poucos. Um discreto defumado é perceptível de imediato, enquanto as frutas vermelhas e pretas se mostram fresquíssimas. Na boca é sedoso, com boa acidez e sabores de ervas como alecrim e anis e ainda mais fruta. Em função da busca pela excelência do vinho, é produzido em reduzida quantidade, cerca de 900 caixas anuais. Obteve 88/100 pts. na WS em 15.10.2004 

 

A vertical compreende três safras: 2001, 2003 e 2004. Uvas: Sangiovese (95%) e Cabernet Sauvignon (5%)

O singular Vega-Sicilia Valbuena 5° ano Reserva 2005

Em 1864, Eloy Lecanda fundou a vinícola que simboliza a lenda dourada de vinho tinto espanhol. Ao longo de sua longa história tem pertencido a diferentes proprietários, mas manteve uma personalidade inquestionável, elaborando vinhos concentrados, maduros, generosos e extremamente elegantes. O estágio atual começou em 1982, quando El Enebro SA, uma empresa detida pela família Mezquíriz Álvarez, adquiriu a vinícola e os vinhedos do empresário venezuelano Miguel Neumann. A partir desse ano, a família de David Álvarez e seus filhos Pablo, Jesús David, María José, Emilio, Juan Carlos, Elvira e Marta, desenvolveram uma política de harmonização das correntes inovadoras exigidas pelo setor do vinho com o processo de vinificação tradicional. A área das vinhas foi ampliada e as antigas videiras de quase meio século de idade foram replantadas, isto é, o processo de modernização atinge tanto o interior como o exterior da bodega.

 

Sobre o Valbuena

O tinto Valbuena tem um amadurecimento mais curto que o Vega-Sicilia Único. Trata-se  de um vinho que procede de vinhas algo mais jovens e, em sua composição, se encontra majoritariamente Tempranillo e mais Merlot do que Cabernet Sauvignon. Tem de se irmão maior a cor cereja granada com reflexo alaranjado, a expressão etérea de sua graduação alcoólica e o acento de sua excelente evolução oxidativa, fruto de um carvalho bem curtido, traço característico dos tintos Vega-Sicilia. De sua própria personalidade destaca a tipicidade  de suas variedades, com um matiz de fruto vermelho maduro. Em boca, tem uma estrutura mais delgada que o Vega-Sicilia Único mas com a complexidade da associação vinosa-frutada.

 O Vega-Sicilia Valbuena 2005 obteve as seguintes pontuações: 91/100 pts. da WS em 30.09.2010, 93/100 pts. da Wine Advocate de Robert Parker em 01.06.2010 e finalmente 95/100 pts. no Guia Peñin 2009

 

No catálogo da Mistral  “Primavera 2005 “o Valbuena 5° ano Reserva safra 1999 custava US$ 219,50. No mesmo catálogo só que agora  “Outono 2011″, o Valbuena 2005 custa US$ 399,50. O que pode explicar uma majoração de quase 100% no período?

O Valbuena 5° ano abriu algumas léguas de distância com relação dos outros vinhos degustados.

Degustação

Valbuena 5° ano 2005 – álcool: 13% – região: Ribera del Duero – uvas: Tempranillo (predominante), Merlot e Cabernet Sauvignon  - importador: Mistral – preço: US$ 399,50 – vermelho rubi intenso, profundo, com discreto halo granada em formação. Aromas medianamente intensos mas muito complexos com notas de especiarias, alcatrão, fruta madura sobre um fundo defumado.Toda essa complexidade foi confirmada no palato, onde a quantidade de taninos de excelente qualidade chamam atenção. Acidez salivante. Enfim, um vinho equilibrado, concentrado, com toda sua estrutura calcada na fruta e na madeira de maneira racional. Outra qualidade é o seu frescor e a sensação aveludada que provoca no palato. Evidentemente, estamos diante de um vinho de longa guarda, que retribuirá quem tiver paciência de esperar. Longo, persistente, deixa uma nota de chocolate no fim-de-boca. Avaliação: 94/100 pts.++

O sucesso dos vinhos Castello di Gabiano no North Vila Nova

A importadora Abrizzo, de Silvio Coelho (coelho_silvio@hotmail.com), promoveu um “Wine Dinner” com os vinhos  Castello di Gabiano, de Giacomo  Cattaneo Adorno. O jantar harmonizado contou com mais de 40 pessoas que tiveram a oportunidade de harmonizar os vinhos com pratos especialmente preparados pelo Manoel, cozinheiro do North Vila Nova para essa finalidade. Foram degustados:

Corte Monferrato Bianco DOC  2009 -  Sauvignon Blanc (95%) e Chardonnay (5%)

Castello Monferrato DOC 2009 – Chardonnay

Rubino di Catavenna DOC 2007

Matilde Giustiniani Gabiano Riserva DOC 2006

Il Giardino di Flora Malvasia di Can0 DOC 2010

 

MATÉRIA COMPLETA NO MÊS DE NOVEMBRO

O impressionante Cobos Bramare Malbec 2008

“A Bodega Cobos reflete características argentinas, pelas mãos do casal Andréa Marchiori e Luis Barraud, e californianas, seguindo o estilo de Paul Hobbs. Andréa herdou de seu pai vinhedos antigos, responsáveis por seus vinhos de maior qualidade. O Cobos 2006 obteve a maior nota da história de Robert Parker para um vinho da América do Sul, 99 pontos” – fonte: Portal da Grand Cru 
 
 

Cobos Bramare Malbec 2008: 93/100 pts. da WA de RP. Custa R$ 160 na Grand Cru

Degustação

Cobos Bramare Malbec 2008 – álcool: 14,5% – região: Luján de Cuyo/Mendoza – importador: Grand Cru – tel. 011 3062 8388 -  preço: R$ 160 – amadurecido por 18 meses em barrica francesa – vermelho rubi com reflexo violeta denunciando sua juventude. No olfato é uma explosão de frutas frescas com cereja, framboesa sobre um fundo de licor de cassis. Na boca repetiu a profusão de fruta dos aromas, com taninos doces e muito finos, ótima acidez, bom entrosamento entre fruta (figo maduro) e madeira. Álcool integrado. Profundo, persistente, é um vinho guloso, sendo exemplo do elevado nível atingido pela Malbec na Argentina. Um final longo, marcado pela fruta. Avaliação: 92/100 pts.++