Daily Archives: 12/11/2011

Inauguração da “Ville du Vin Moema” – São Paulo

 

A Ville du Vin Moema inaugurou na última quinta, dia 10.11.2011,  seu bistrô sob comando do chef francês Alain Uzan, que continua à frente dos restaurantes da rede em Alphaville e Santo André. Ele volta à capital depois de nove anos coordenando a cozinha das lojas na Grande São Paulo. O cardápio do novo bistrô segue o mesmo preceito dos outros dois restaurantes Ville du Vin idealizados pelo chef. Ele é composto por pratos tradicionais franceses e criações com ingredientes e toques brasileiros. “Eu uso produtos locais que descobri, respeitando as técnicas da gastronomia francesa e considerando o paladar dos clientes”, destaca Uzan.

 

 

Seguindo o conceito já consolidado nas suas lojas de Alphaville e Santo André, o novo bistrô será integrado à loja. Isso é parte importante da experiência enogastronômica proporcionada aos clientes. O vinho é a grande estrela desse modelo – destilados ou refrigerantes nem são vendidos. A ideia é que o cliente possa visitar a loja, escolher um rótulo e realizar sua degustação durante o jantar. A partir daí é possível achar a harmonização perfeita do vinho com a comida. A vantagem fica no preço da taça ou da garrafa, que não varia das prateleiras para as mesas do bistrô.

 

 

Alguns pratos já se tornaram marcas registradas dos Bistrôs Ville du Vin, como o Bacalhau Ville du Vin (R$ 78), o Filé ao Foie Gras (R$ 68) e a entrada Petit Camembert Crocante sobre Manga e redução de Balsâmico (R$ 28). Já outros foram criados especialmente para o bistrô de Moema. São os casos da Pirâmide de Foie Gras recheada de Cupuaçu (R$ 65), o Mil Folhas de Lagostins com Lentilhas e Endívias (R$ 32), o Carré de Cordeiro com Crosta de Frutas secas e molho de Castanha portuguesa (R$ 67) e o Bacalhau à Portuguesa Desconstruído (R$ 75).

 

Chef Alain Uzan

 

O chef

Alain Uzan começou a carreira na pizzaria de sua família na França. Depois abriu sua própria brasserie e se especializou no preparo de frutos do mar. Após passar férias no Brasil, decidiu vender tudo que tinha e se mudar com a mulher e filhos para São Paulo, em 1999. Aqui, ele já foi dono de restaurante, atua como consultor, chef executivo e professor de gastronomia. Foi eleito duas vezes Chef do Ano na revista Veja Comer & Beber do ABC Paulista pelo Bistrô Ville du Vin Santo André. 

 

As lojas

Por meio de pesquisas constantes, a Ville du Vin consegue oferecer aos clientes e amigos vinhos exclusivos de grandes produtores. Alguns exemplos são o Aalto e o Neo Punta Esencia, ambos da Espanha, ou o Testamata, um rótulo de um micro produtor da Itália. A estrutura física da loja foi pensada para oferecer o máximo de conforto e praticidade aos clientes, facilitando suas experiências enogastronômicas. Mais de 2 mil rótulos reforçam o conceito de “one stop shopping”, no qual os consumidores encontram em um só lugar uma grande diversidade de marcas de vários importadores, aliada sempre a ótimos preços. Uma equipe experiente de vendedores e sommeliers proporciona atendimento personalizado tanto para iniciantes quanto enófilos, além de consultoria com indicações de harmonização.

 

 

Em 2011, a Ville du Vin foi eleita a 5ª Melhor Loja de Vinhos do mundo pela revista chilena La Cav, uma das mais importante do segmento, e também a Melhor Loja de Vinhos de São Paulo pela revista Época. No dia 8 de novembro, a marca promoveu o Alphaville Wine Festival, um evento inédito na região que i reuniu mais de 120 rótulos de 11 países e as principais importadoras do país.

 

  

Os donos

Os sócios Sidnei Brandão e Marcos Soffiato trocaram carreiras no setor de tecnologia e arquitetura, respectivamente, para se renderem ao mundo dos vinhos. A parceria da dupla começou na loja de Alphaville e se consolidou com o início da sociedade em Moema. Acompanharam o crescimento do mercado brasileiro de vinhos desde o início e se tornaram incentivadores da enograstronomia de alto nível, promovendo cursos, degustações e jantares harmonizados.

 

Ville du Vin Moema

Rua Gaivota, 1295 – Moema – São Paulo, SP – Cep: 04522-033
Telefone: (11) 5096-1283 – Horário de funcionamento da loja: segunda a sábado das 10 às 23 horas. Bistrô: segunda a sábado das 19h às 23h. Estacionamento com manobrista.

www.villeduvin.com.br

www.facebook.com/lojasvilleduvin

 

Colaboraram Clóvis Pavan e Luciana Ribeiro, da Idearia Comunicação & Criação e Conteúdo 

Esporão Garrafeira 2003

Esporão Private Selection Tinto, antigo Garrafeira, é produzido por Herdade do Esporão, no Alentejo e possui a certificação Garrafeira DOC Reguengos, Castas: Alicante Bouschet / Aragonês. Enólogo: David Baverstock / Luís Patrão. Vinho gastronômico, que acompanha pratos de caça até a suavidade e textura cremosa dos queijos de pasta mole. Sua temperatura de consumo: 16 – 18ºC.
Informações técnicas: Álcool – 14,5%; Acidez Total – 7,01 gr/l; Acidez Volátil – 0,66 gr/l; pH – 3,54; Extrato Seco – 33,1 gr/l.
Vinificação: colheita em separado de cada casta, seleção de cachos em mesa de escolha, desengace, esmagamento, fermentação alcoólica com temperaturas controladas em pequenos lagares com pisa-a-pé (22ºC a 25ºC), prensagem, fermentação malolática em barricas novas de carvalho francês. Estagio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Após o engarrafamento seguem-se mais 18 meses de estágio em garrafa. Importado por Qualimpor.

Esporão Garrafeira 2003 - a safra foi ruim em quase toda Europa, mas o vinho não decepcionou, prova de que para os bons vinhos não há safras ruins....

Degustação

Esporão Garrafeira 2003 – álcool: 14,5% – uvas: Alicante Bouschet e Aragonês – região: Alentejo/Reguengos – preço: 190 (safra 2008) – importador: Qualimpor – vermelho rubi intenso com halo granada em formação. Aberto nos aromas com notas de frutas negras (ameixas e figos),  tabaco, especiarias sobre um fundo levemente vegetal (Alicante Bouschet). Na boca é um vinho de taninos potentes que já foram amaciados pelo tempo, boa acidez e muito equilíbrio e harmonia de seus componentes. Profundo e concentrado, termina persistente prometendo mais alguns anos de afinamento na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.+ 

A Tempranillo e suas variações

 

“A Tempranillo é a rainha das uvas espanholas, utilizada em Rioja, primariamente, como base – mais a oxidativa Garnacha, para cor e força, a aromática e adstringente Graciano, para elegância, e a tânica e alcoólica, mas quase sem sabor, Mazuelo para estrutura. Ao longo do anos, entretanto, a Tempranillo estendeu-se para outras regiões, onde simplesmente adaptou-se às condições locais para produzir vinhos bem diferentes.   Cencibel em Valdepeñas e La Mancha (pálido e com sabor de morango); Tinto Fino em Ribera Del Duero (principalmente escura e com sabor de ameixa, embora em algumas subzonas seja mais morango escuro); Tinta de Toro,  em Toro (robusto, negro na cor e no sabor)  e Ull de Lebre (cor de ameixa, com sabor condizente, embora às vezes de cor vermelho-cereja, à maneira de Rioja) na Catalunha”. Fonte – Hugh Johnson, Guia de Vinhos de Bolso, 2008

Os melhores Brunellos di Montalcino, segundo Hugh Johnson

Para Hugh Johnson, o Brunello di Montalcino “como o Barolo, um dos tintos mais famosos da Itália: forte, bem encorpado, muito saboroso, tânico, longevo. Quatro anos de envelhecimento (dois no carvalho); após cinco anos, torna-se Riserva. Qualidade está no aperfeiçoamento contínuo. Montalcino fica 40 km ao Sul de Siena”. Normalmente os Brunellos são vinhos generosamente estruturados  em termos de taninos e acidez que, de tão austeros na juventude, muita gente chega a duvidar que um dia a fruta consiga dar o ar de sua graça. Mas isso ocorre e depois de alguns anos na garrafa (o ideal é bebê-lo na proximidade de 10 anos, no entanto, há vinhos modernos que podem ser abertos antes desse prazo) quando uma profusão de aromas elegantes e sutis tomam conta do conjunto.

 

Os melhores Brunellos segundo Hugh Johnson: Altesino, Argiano, Banfi, Biondi Santi, Brunelli, La Campana, Campogiovanni, Canalicchio di Sopra, Caparzo, Casanova di Neri, Casanova delle Cerbaie, Casato Prime Donne, Case Basse, Castelgiocondo, Castello di Camigliano, Cerbaiona, Cerrino, Col D’Orcia, Il Colle, Colleceto,  Collemattoni, Collosorbo, Corte Pavoni, Constanti, Eredi Fuligni, Fanti-San Filippo, Ferrero, La Fiorita, La Fuga, La Gerla, Gorelli, Lambardi, Lisini, La Magia, La Mannella, Marronetto, Oliveto, Siro Pacenti, Franco Pacenti, Palazzo, Pertimali, Ciacci Piccolomini, Pieve di Santa Restituta, Filippo, Scopetone, La Serena, Sesta, Talenti, La Torre, Uccelliera, Valdicava, Vasco Sassenti, Ventolaia, Verbena, Villa Le Prata e Vitanza.