Daily Archives: 16/11/2011

Nix Alba Tempranillo 2010 – tipicidade a toda prova

Sobre a D. O. Ribera del Duero

Desde  1982 enquadram-se nesta denominação os vinhos cultivados e elaborados na zona vinícola do “Alto Duero”, que agrupa 58 municípios de Burgos, 19 de Valladolid, 6 de Soria e 4 de Segovia. Essa região possui clima continental: verões secos e invernos muito frios, com temperatura média de 11°C, pluviometria de 500 litros por metro quadrado e mais ou menos 180 dias de sol por ano. Em pouco mais de 11,2 mil hectares são produzidos cerca de 150 mil hectolitros dde vinho. As uvas tintas mais usadas são Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot e sobretudo, Tinta del País (96%), nome local da Tempranillo, excelente para os tintos da região. 

 

 

 

A elaboração de Nix Alba

Colheita realizada de vinhedos selecionados no momento adequado de amadurecimento. Na bodega o mosto e despejadose em cubas  de aço inoxidável, onde tem lugar uma crio-maceração prévia à fermentação, fermentação alcoólica. Descubado com ligeiro prensado. Fermentação malolática com battonage. Trasfegado, engarrafado e preparado para sair ao mercado. Sem amadurecimento em barrica de carvalho.

Nix Alba é um Tempranillo sem passagem por madeira para ressaltar sua fruta e seu frescor.

Degustação
Nix Alba Tempranillo 2010 – álcool: 13% – região: Ribera del Duero – preço:   2,25 Euros – importador: procura importador, tratar na aba contatos deste blog – Análise organoléptica: vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aromas abertos e intensos com  frutas vermelhas e negras em profusão. Fundo de especiarias. Boca no mesmo diapasão, com a fruta assumindo o papel principal. Taninos presentes de qualidade acima da média contrabalançados por acidez salivante e álcool integrado. Confirmou toda fruta (não passa por madeira), com destaque para sua fluidez no palato. Intenso, termina suave,  sem nenhuma agressividade deixando uma nota de chocolate. Um verdadeiro “best buy”. Avaliação: 87,5/100 pts.

Vinhos brancos portugueses do Dão conquistam paladar brasileiro

 

Uma das mais tradicionais regiões produtoras de vinhos de Portugal e berço daquela que é considerada a mais nobre das castas tintas – a Touriga Nacional –, o Dão surpreende e aumenta a exportação de brancos para o Brasil, contrariando uma tendência do mercado brasileiro em consumir mais tintos.
 
Ocupando atualmente a terceira posição no ranking de exportações dos vinhos do Dão, o Brasil importou, nos dez primeiros meses de 2011, 22% a mais que no mesmo período no ano passado. Este crescimento abrange todas as gamas  – tintos, brancos e rosés – mas foram os brancos que registaram o maior aumento. “O dobro em relação a 2010”, afirma Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.
 
Culinária brasileira
 
Segundo Cunha, “os vinhos brancos do Dão apresentam aromas frutados, complexos e delicados, frescos na boca e com acidez equilibrada, harmonizando com a culinária brasileira, com o clima tropical do país e, principalmente, com os dias quentes do verão”.
 
Para apresentar as características singulares de uma das mais tradicionais regiões vitivinícolas do mundo, os produtores Álvaro Castro, Casa da Passarela, Caves Aliança, Dão Sul, FTP Vinhos, Lusovini, Quinta das Camélias, Quinta do Carvalhão Torto, Quinta do Cerrado, Quinta de Lemos e Seacampo vêm ao Brasil para duas provas exclusivas promovidas pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão em São Paulo, no dia 21 de novembro, e em Recife, no dia 24.
 
Arlindo Cunha, que foi ministro da Agricultura e Deputado do Parlamento Europeu, completa: “A expectativa é que as negociações entre a União Europeia e o Mercosul conduzam à redução de medidas protecionistas atualmente aplicadas aos vinhos portugueses no Brasil, o que levará, consequentemente, a um aumento ainda mais significativo nas nossas exportações para o mercado brasileiro”.
 
Provas Vinhos do Dão no Brasil
São Paulo – 21 de novembro
Hotel Tivoli Mofarrej [Al. Santos, 1437]
Das 16 às 20 horas
 
Recife – 24 de novembro
Mar Hotel [Rua Barão de Souza Leão, 451 – Boa Viagem]
Das 16 às 20 horas
 
Evento para convidados e profissionais do setor
 
Confirmações de presença: CH2A Comunicação
(11) 3253.7052 ou rsvp@ch2a.com.br
 
 
Tradição

A personalidade dos vinhos do Dão resulta não apenas de uma sabedoria milenar na vitivinicultura, mas também das características naturais da região e da diversidade de castas plantadas. Além da Touriga Nacional, que imprime aos vinhos aromas furtados intensos e complexos, corpo, persistência e robustez, destacam-se as castas tintas Jaen, Aragonez (Tinta Roriz) e Alfrocheiro, e as brancas Bical, Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal Branco.

 

Blog do Jeriel vai promover Wine Dinner em parceria com a MS Import na noite de 22.11, no restaurante Poivre

Wine Day Net Drinks – Cantu

A importadora Cantu participou do “Wine Day Net Drinks”. Nicolás Farias Torres esteve presente no dia 19.10.2011, no “Espaço Pinheiros” e, gentilmente serviu os vinhos abaixo relacionados:

Châteaux de Porcieux Rosé 2010 – R$ 64

Ciconia VR Alentejano 2009 – R$ 28,90

Dominio Del Plata Malbec BenMarco Malbec 2008 – R$ 66,90

Dominio Del Plata Crios Syrah/Bonarda 2009 – R$ 37,40

Dominio Del Plata Crios Torrontés 2010 – R$ 32,80

Quinta do Vallado Douro DOC 2008 – R$ 63

Ventisquero Queulat Sauvignon Blanc 2009 – R$ 51,10

Ventisquero Gran Reserva Pinot Noir 2008 – R$ 53,50

Ventisquero Grey Carménère 2008 – R$ 76,50

Ventisquero Grey Merlot 2008 – R$ 76,50

Ventisquero Vertice Shiraz-Carménère 2006 – R$ 125,00 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nicolás e Jeriel

 

 

 

CVRVV – Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes em São Paulo

 

 

CVRVVComissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, apoiada na CH2A Assessoria de Imprensa, ofereceu almoço ontem  para  jornalistas de São Paulo que representam as principais revistas do setor e demais formadores de opinião. Estiveram presentes: Bruno Castro Almeida (CVRVV), José Antas Oliveira (Promoção e Comércio de Vinhos Verdes), Carlos Teixeira (Enólogo da Quinta da Lixa),   Alfredo Rente (Presidente da Opal Publicidade – Portugal), Alessandra Casolato e Renata Barreiros, ambas da CH2A, organizadora do evento.  

 

Presidente da Comissão Vitivinícola dos Vinhos Verdes

 

Demarcada em 1908, a DOC Vinhos Verdes estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona tradicionalmente conhecida como “Entre-Douro-e-Minho”, ocupando uma área total de cerca de 21 mil hectares de vinhas, o que corresponde a 15% da área vitícola portuguesa. 26 mil viticultores produzem 85 milhões de litros de vinho por ano e exportam para 80 mercados internacionais.

Além de tintos, brancos e rosés, a região também dá origem a espumantes e aguardentes de Vinho Verde. Os borbulhantes são elaborados através do método tradicional, com segunda fermentação na garrafa, e as aguardentes, considerado o teor de acidez e a acidez natural dos bagaços e dos vinhos da região, oferecem condições ideais para produção de aguardentes bagaceiras a partir da destilação dos bagaços e de excelentes aguardentes de vinho, fruto da destilação dos vinhos.

 

A seguir  a descrição e avaliação dos vinhos degustados:  

Adega Cooperativa Ponte de Lima Loureiro 2010 – álcool: 11,5% - sem importador – palha claro, aromas discretos sobre uma nota floral. Na boca tem mais expressão, acento mineral, bom frescor e corpo magro. Termina limpo, sem amargor. Avaliação: 85/100 pts.

 

 

 

AIR – Antonio Lopes Ribeiro, Vinho Verde DOC,  2010 – álcool: 10,5% – uvas: Loureiro (60%), Azal (30%), Avesso e Arinto (10%) – sem importador – palha claro brilhante quase translúcido, boa complexidade aromática com apontamentos cítricos e florais. Boca plena e harmônica a confirmar os aromas com notas cítricas e de maracujá. Final complexo, suave e equilibrado. Avaliação: 87/100 pts.

 

 

Alvarinho Deu La Deu, Vinho Verde DOC, 2010 – álcool: 13% – Barrinhas – palha claro. Aromas florais. Notas de amendôas. Boca fresca, complexa e macia. Longo, persistente. Um vinho constante e confiável. Avaliação: 88/100 pts. 

 

Quinta  de Gomariz Alvarinho Grande Escolha Loureiro e Trajadura 2009 – álcool: 11,5% – uvas: Alvarinho, Loureiro e Trajadura – importador: Decanter - palha claro brilhante. Imponente nos aromas abertos  (cítrico, mineral e floral). Na boca a sua entrada revela frescor e elegância. Notas cítricas, corpo expansivo e final prolongado, limpo e refrescante. Avaliação: 89/100 pts.

 

 

Quinta das Arcas “Arca Nova”, Vinho Regional Minho (Alvarinho), 2010 – álcool: 13% – uva: Alvarinho – sem importador – palha claro brilhante. Aromas minerais sobre uma sugestão cítrica.  Na boca é um vinho típico, equilibrado e com alguma concentração de sabor com toques de frutas tropicais (lima e maracujá). Corpo médio. Intenso, termina sem amargor. Avaliação: 86/100 pts.

 

Quinta da Aveleda – uvas: Alvarinho, Loureiro e Trajadura – Vinho Verde 2010 – álcool: 11,5% – Interfood – palha claro quase translúcido. Fechado nos aroms com leves nuances minerais. Boca fresca, corpo magro, persistência média/curta e final limpo. Avaliação: 84/100 pts.

 

 

Quinta de Naíde, Vinho Verde  2010 – álcool: 12,5% – uva: Loureiro – importador: não tem – Palha claro quase translúcido. No olfato uma discreta nota de levedura, algum mineral com boa sustentação na taça. Esses aromas foram confirmados no palato. Muito bom frescor, alguma fruta madura (pêra), acento mineral,  corpo médio e álcool integrado. Fim-de-boca limpo, sem arestas. Avaliação: 87/100 pts.

 

Quinta de Linhares, Vinho Verde  DOC 2010   – álcool: 12,5% – uva: Azal – sem importador – palha claro. Bom perfil aromático com notas frutadas e minerais. Boca a confirmar o nariz, corpo médio, razoável equilíbrio gustativo e discretíssimo amargor no fim-de-boca. Avaliação: 85/100 pts. 

 

Quinta da Lixa Vinho Verde – uvas: Loureiro, Trajadura e Alvarinho 2010 – álcool: 11,5% – sem importador - palha claro brilhante com reflexo esverdeado. Paleta de aromas frutados e florais sobre um fundo mineral. Boca fresca e volumosa que subscreve os aromas com acidez delicada, boa concentração de fruta e  profundidade gustativa. Limpo, redondo, termina persistente,  sem arestas. Um dos vinhos mais elogiados da prova - Avaliação: 88/100 pts.

 

Estreia, Vinho Verde Rosado, 2010 -  álcool: 11% – uvas: Vinhão (60%), Borraçal (30%) e Espadeiro (10%) – sem importador – atraente cor rosada de matiz cereja brilhante. Aromas intensos com as frutas vermelhas sobressaindo, notas de morangos, cerejas e tutti-frutti. Na boca o seu frescor, potência e fruta chamam atenção. A casta Vinhão participa na proporção de 60% do corte e confere estrutura ao vinho, que tem perfil mineral sem ser cansativo e sem ocultar a fruta. Taninos leves os quais encontram contraponto na acidez salivante. Um vinho festivo, gostoso, que recebeu elogios e cujo perfil vai agradar os brasileiros. Bom para refeições leves, petiscos  e peixes. Avaliação: 88/100 pts.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

A modernidade chegou ao Minho essa é a conclusão a que chegamos. Vinhos cheios de fruta, sem aquela mineralidade cansativa que encontravamos e ainda se percebe nos caldos menos elaborados. Dos vinhos degustados nenhum foi reprovado. Além de serem bem feitos, são baratos e combinam com a estação que está chegando, o Verão. Outro destaque a ser lembrado é o baixo custo desses vinhos. A maioria dos expositores estão procurando que os represente no Brasil. O preço sugerido pelos produtores gira entre R$ 20 a R$ 50. Poucos vinhos do Velho Mundo se encaixam nessa categoria com a qualidade oferecida por esses caldos portugueses. Não são longevos, é verdade (há exceções). Devem ser consumidos no máximo dois anos a contar da safra estampada no rótulo, mas agradam pelo perfil gastronômico da maioria dos exemplares degustados.