Daily Archives: 17/11/2011

Rosso di Montalcino Le Potazzine DOCG 2008

O Brunello di Montalcino é, literalmente, um vinho tinto toscano elaborado com uvas Brunello (um clone da variedade Sangiovese também conhecida como Sangiovese Grosso), a partir de vinhedos que circundam a cidade de Montalcino, localizado a cerca de 110 km  ao sul de Florença e 40 km ao sul de Siena. Bom salientar que Montalcino é uma pequena cidade situada numa colina coberta por oliveiras e as famosas vinhas Brunello denominadas de  Asso, Ombrone e Vale de Arbia.

 

 

Em 1980, foi criada a primeira Denominazione di Origine Controllata e Garantita – DOCG”  Brunello di Montalcino. Hoje, ele continua sendo um dos vinhos mais conhecidos e mais caros da Itália, junto com seus dois outros irmãos: Chianti Classico DOCG e  Supertoscanos IGT. A DOCG também permite a produção de um segundo vinho, que só pode ser elaborado exclusivamente com Sangiovese Grosso: o Rosso di Montalcino, também muito apreciado.

 

Tenuta Gorelli que produz o Rosso di Montalcino Le Potazzine possui duas glebas exclusivamente destinadas às vinhas: Le Prata, de frente para o Sudeste, a uma altitude de 500 metros acima do nível do mar e La Torre de frente para Sudoeste a 320 metros acima do nível do mar. O vinho é elaborado somente com uvas cultivadas nessas regiões.

 

Elaboração

Elaborado somente com Sangiovese Grosso, a fermentação ocorre espontaneamente, apenas com o uso  de leveduras locais, durante 28-30 dias, depois o vinho amadurece lentamente em barris de 10, 30 e 50 hl. durante 8-10 meses. Antes de sua introdução no mercado, o vinho afina na  garrafa 4-6 meses.

Notas de degustação do enólogo

Cor: vermelho rubi intenso com reflexo granada.

Aromas:  francamente frutado, com sensações de frutas vermelhas, toques florais sobre um fundo com alguma mineralidade.

Sabores: taninos vivos,  notas levemente picantes, toque especiado, sabor particularmente intenso e persistente contrabalançado por sua acidez nitidamente gastronômica.

Álcool: 13,5%

Importado por MS Import. Safra atual: 2008 (acabou de chegar) – preço: R$ 110,00 – www.msimport.com ou tel. 011 3662 0658 – e-mail: msimport@msimport.com

 

Com aumento de 22% nas exportações para o Brasil, portugueses do Dão querem ampliar mercado em São Paulo e no Recife

 

Ocupando atualmente a terceira posição no ranking de exportações dos vinhos do Dão, uma das mais tradicionais regiões vitivinícolas de Portugal e do mundo, o mercado brasileiro importou, nos dez primeiros meses de 2011, 22% a mais que no mesmo período no ano passado.
 
O crescimento abrange todas as gamas: tintos, brancos e rosés, porém os brancos foram o que registraram maior aumento: o dobro em relação a 2010. “No ano passado desembarcaram no mercado brasileiro mais de um milhão de garrafas de vinho do Dão”, comenta Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.
 
Segundo Cunha, a CVRD pretende reforçar a aposta no mercado brasileiro, investindo em diversas ações de divulgação e publicidade. A previsão é que nos próximos três anos o volume global das exportações de vinhos do Dão cresça 50%.
 
Em busca de importadores
 
Para apresentar as características singulares do Dão, os produtores Álvaro Castro, Casa da Passarela, Caves Aliança, Dão Sul, FTP Vinhos, Lusovini, Quinta das Camélias, Quinta do Cerrado, Quinta do Carvalhão Torto, Quinta de Lemos e Seacampo, vêm ao Brasil para duas provas exclusivas promovidas pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão em São Paulo, no dia 21 de novembro, e em Recife, no dia 24. Entre os produtores presentes, alguns ainda buscam importadores para seus produtos no País.
 
 
Arlindo Cunha, que foi ministro da Agricultura e Deputado do Parlamento Europeu, completa: “A expectativa é que as negociações entre a União Europeia e o Mercosul conduzam à redução de medidas protecionistas atualmente aplicadas aos vinhos portugueses no Brasil, o que levará, consequentemente, a um aumento ainda mais significativo nas nossas exportações para o mercado brasileiro”.
 
Provas Vinhos do Dão no Brasil
São Paulo – 21 de novembro
Hotel Tivoli Mofarrej [Al. Santos, 1437]
Das 16 às 20 horas
 
Recife – 24 de novembro
Mar Hotel [Rua Barão de Souza Leão, 451 – Boa Viagem]
Das 16 às 20 horas
 
Evento para convidados e profissionais do setor
 
Confirmações de presença: CH2A Comunicação
(11) 3253.7052 ou rsvp@ch2a.com.br
 
Tradição
 
A personalidade dos vinhos do Dão resulta não apenas de uma sabedoria milenar na vitivinicultura, mas também das características naturais da região e da diversidade de castas plantadas. Além da Touriga Nacional, que imprime aos vinhos aromas furtados intensos e complexos, corpo, persistência e robustez, destacam-se as castas tintas Jaen, Aragonez (Tinta Roriz) e Alfrocheiro, e as brancas Bical, Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal Branco.
 
Instituída em 1908 como Região Demarcada, o Dão integra o sistema de Denominação de Origem Controlada português, utilizado para certificar os vinhos elaborados em regiões geograficamente delimitadas e que cumprem um conjunto de regras estabelecidas. Este sistema substituiu o anterior ‘Região Demarcada’ e vigora desde 1986, quando Portugal entrou para a Comunidade Europeia.
 
A CVRD existe desde 1934, quando foi criada a União Vinícola do Dão, primeiro organismo corporativo da então região demarcada. Em 1987 foi feita uma reestruturação dos estatutos da União para o modelo atualmente utilizado na CVRD, que em 2008 comemorou seu primeiro centenário.

 

D. V. Catena Pinot – Pinot 2003: um vinho de rara tipicidade na América do Sul

DV Catena Pinot Noir - Pinot Noir 2003

 

Nicolas Catena revolucionou e posicionou os vinhos argentinos em nível mundial. Obsessivo, preocupa-se em elaborar minuciosamente vinhos modernos com sutileza, elegância e a complexidade dos vinhos do “Velho Mundo”. A bodega foi criada com inspiração num templo Maia em Agrelo e está rodeada por vinhedos. E o principal é que se trata de uma bodega que não dorme sobre seus louros: experimenta novas cepas, elabora blends de terroirs diferentes segundo tendência contemporânea. Enfim, sempre está inovando. Fonte: “Los Buenos Vinos Argentinos – E. Checa e M. Cuccorese”.

 

Degustação

D.V. Catena Pinot Noir – Pinot Noir – álcool: 13% – regiões: Gualtallary (1480 mts.) e Villa Bastías (1150 mts.) – preço: $ 120 pesos argentinos – indisponível no Brasil, apenas três mil garrafas produzidas exclusivamente para o mercado argentino, lançado no fim de 2010  - a tipicidade deste vinho já começa na cor própria da casta, vermelho rubi brilhante, límpido com nítido halo granada. Logo no início,  surgem notas de frutas negras e vermelhas em profusão sobre um fundo defumado. Na boca, a sua entrada revela um vinho que se destaca por seu frescor, maciez de seus taninos maduros que revelam um vinho de  grande concentração de sabor sem perder de vista a delicadeza e a elegância, atributo essencial de qualquer Pinot Noir. Um de seus  maiores destaques é a  textura de seus taninos presentes, mas sedosos, sem nenhuma austeridade e a madeira perfeitamente integrada ao conjunto, aportando uma discreta nota de  chocolate no fim-de-boca. Álcool integrado. Por fim, sua acidez é típica de um Pinot. Numa lista hipotética dos cinco melhores Pinots da América do Sul este vinho deverá ser presença obrigatória. Avaliação: 90/100 pts.

 

 

O contrarrótulo menciona os dois terroirs de origem das uvas: Gualtallary e Villa Bastías

Tokaj Globalizada

Vinhos – Patrícia Jota – Folha de S. Paulo – Comida G7 – 17.11.2011

O prazer de beber sem altas viagens

Brancos doces dessa região húngara, que renasceu com a derrocada do comunismo, chegam a nós.

Entre os grandes vinhos, os brancos adocicados de Tokaj-Hegyalja, nordeste da Hungria, são sempre lembrados. Elaborados desde o século 17 segundo uma cartilha peculiar de fermentação e estágio em carvalho prolongados, a partir de uvas furmint atacadas por um fungo capaz de concentrar açúcar sem prejudicar os aromas, consistem numa preciosidade -uma videira produz uma única taça. Conta-se que garrafas de tokaji ficavam ao lado da cama dos czares russos como uma poção mágica de saúde.
Entre a era do Império Austro-Húngaro e a democracia atual, houve o domínio soviético, que transformou esse elixir numa bebida banal. A derrocada do comunismo marcou também o renascimento de Tokaj, que passou a atrair a atenção de investidores estrangeiros, entre eles Hugh Johnson.
O respeitado crítico inglês se juntou a um grupo de produtores locais para criar a Royal Tokaji Wine Company, em 1990. Desde 2003 os
vinhos doces dessa empresa são vendidos no Brasil. Nesse mesmo ano, chegaram até nós os rótulos da Oremus, vinícola que a família espanhola Álvarez, proprietária da Vega Sicilia, mantém na Hungria desde 1993.
Duas novidades recentes são os tokaji Patricius, que têm à frente um ex-embaixador; e os vinhos da Dobogó, elaborados por Izabella Zwack. A moça começou a carreira na Toscana, Itália, antes de montar a própria vinícola na terra natal. “Fomos uns dos primeiros a produzir
vinhos furmint secos e a plantar
pinot noir”, diz. Diante dessa efervescência, não restam dúvidas: Tokaj tem um longo e diversificado caminho pela frente.

Dobogó Furmint 2007
Branco seco com sutil toque frutado e terroso. Redondo em boca.
ONDE Winebrands tel. 0/xx/11/2344-5555
QUANTO R$ 148

Oremus Mandolás 2007
Branco seco, com notas de pera e pêssego e ligeiro defumado. Na boca é cítrico.
ONDE Mistral tel. 0/xx/11/3372-3400
QUANTO R$ 89,61

Tokaj Aszú Leonis Selection 3 Puttonyos 2006
Doçura compensada pela boa acidez
ONDE Interfood tel. 0/xx/11/2602-7266
QUANTO R$ 70,90 (500 ml)

Royal Tokaji Aszú 5 Puttonyos 2005
Adocicado e complexo, tem toque de tabaco
ONDE Net Drinks tel. 0/xx/11/3062-5888
QUANTO R$ 227,40 (500 ml)

Degustação importadora Hannover com Pablo Cúneo no North Grill Vila Nova

Na noite de 26 de outubro, a importadora Hannover ofereceu para a imprensa uma degustação/jantar com a presença de Sebastian Montalembert – sócio-proprietário da vinícola e de Pablo Cúneo – enólogo da vinícola argentina Ruca Malén. Pela Hannover, estiveram presentes: … Read more »