Daily Archives: 21/11/2011

Degustação de vinhos verdes Estreia no Ráscal

Com a presença de Evandro (blog Confraria dos Panas), Lucas (Blog megavinho), Clóvis e José Luiz, foi realizada uma degustação dos vinhos verdes Estreia no Ráscal Itaim-Bibi. A seguir algumas imagens dessa degustação: 

Da esquerda para direita: Vinhos Verdes Estreia Branco, Rosado e Tinto

 

 

José Luiz, André e JerielNo lado esquerdo os vinhos verdes Estreia: branco, rosado e tinto

 

 

 

A Equipe do Ráscal preocupa-se com o atendimento dos clientes

 

Clóvis, Anderson e Lucas

 

A seleta equipe de degustadores: Clóvis, Lucas, José Luiz, Jeriel e Evandro

Estreia Vinho Verde 2010 – álcool: 11% – uvas: Loureiro (85%), Trajadura (7,5%) e Arinto (7,5%) – palha claro com reflexo esverdeado. Aberto nos aromas com notas florais, frutas brancas  sobre um fundo mineral. Na boca a sua entrada revela um vinho fresco, vivaz, com alguma efervescência, leve agulha e toques cítricos. Um vinho bem feito, harmonioso, sem defeitos que serve para “limpar a boca” antes de uma refeição. Tem bom corpo e final sem arestas. Avaliação: 87,5/100 pts.

 

 

Estreia, Vinho Verde Rosado, 2010 -  álcool: 11% – uvas: Vinhão (60%), Borraçal (30%) e Espadeiro (10%) – sem importador – atraente cor rosada de matiz cereja brilhante. Aromas intensos com as frutas vermelhas sobressaindo, notas de morangos, cerejas e tutti-frutti. Na boca o seu frescor, potência e fruta chamam atenção. A casta Vinhão participa na proporção de 60% do corte e confere estrutura ao vinho, que tem perfil mineral sem ser cansativo e sem ocultar a fruta. Taninos leves os quais encontram contraponto na acidez salivante. Um vinho festivo, gostoso, que recebeu elogios e cujo perfil vai agradar os brasileiros. Bom para refeições leves, petiscos  e peixes. Avaliação: 88/100 pts.

 

Vega-Sicilia Único 1999, muito próximo da perfeição

No domingo retrasado tivemos a oportunidade de provar, graças ao Confrade Flávio, num almoço no Rubaiyat Faria Lima, o mais famoso vinho espanhol, reverenciado por muitos e adorado por todos, Vega-Sicilia 1999, juntamente com  um Seña da excelente safra chilena de 1999 (esse vinho será objeto de outra postagem), levado pelo Confrade Paulo. Quem escreve levou um Champagne Nicolas Feuillatte Chardonnay Brut 1998 que já foi objeto de postagem anterior. A seguir, algumas imagens do almoço, cujo serviço do vinho foi bem executado pelo atencioso Sommelier Gilmar Fernandes. Importante registrar que fomos saudados por Belarmino Iglesias, proprietário do restaurante que também teve oportunidade de provar os vinhos. Agradecimento: Viva Kauffmann

O Vega-Sicilia Unico realmente justificou toda sua fama: o vinho estava espetacular! Na foto seguinte: Champagne Nicolás Feuillatte Chardonnay 1998, Vega-Sicilia Unico 1999 e Seña 1999

 

 

Paulo, Flávio e Jeriel

 

Gilmar, com uma garrafa do Carmen Late Harvest 2007, se desencumbiu com eficiência e providenciou a decantação dos vinhos

Como sabemos, Vega-Sicilia  é, sem dúvida, a mais prestigiosa vinícola da Espanha. Basta lembrar que “Vega Sicília produz os melhores vinhos da Espanha”, Guia Peñin. Essa vinícola foi fundada em 1864, por Eloy Lecanda e representa a lenda dourada de vinho tinto espanhol. Ao longo de sua longa história tem pertencido a diferentes proprietários, mas manteve uma personalidade inquestionável, elaborando vinhos concentrados, maduros, generosos e extremamente elegantes. O estágio atual começou em 1982, quando El Enebro SA, uma empresa detida pela família Mezquíriz Álvarez, adquiriu a vinícola e os vinhedos do empresário venezuelano Miguel Neumann. A partir desse ano, a família de David Álvarez e seus filhos Pablo, Jesús David, María José, Emilio, Juan Carlos, Elvira e Marta, desenvolveram uma política de harmonização das correntes inovadoras exigidas pelo setor do vinho com o processo de vinificação tradicional. A área das vinhas foi ampliada e as antigas videiras de quase meio século de idade foram replantadas, isto é, o processo de modernização atinge tanto o interior como o exterior da bodega. 

Ficha técnica do Vega-Sicilia Unico 1999
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Safra: 1999
Importador: Mistral (tel 011 3372 3400)
Volume: 750 ml
Uva: Tinto Fino (Tempranillo) 92% e Cabernet Sauvignon 8%
Vinhedos: Vinhedos antigos localizados na região de Ribera del Duero. Rendimento muito controlado e limitado. Colheita manual. Triagem estrita das uvas.
Vinificação: Vinificação tradicional em pipa de carvalho com leveduras naturais. Controle de temperatura. Fermentação malolática completa.
Maturação: O vinho reposou por 20/22 meses em pipa de carvalho,  seguido de 22 meses em barrica de carvalho novo, 28 meses em barricas de segundo uso e um periodo final de 30 meses de pipa de carvalho. O vinho ficou alguns meses em garrafa antes de ser comercializado.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14% – Importador: Mistral – Preço: US$ 939 (safra 2000). Pontuações: 95/100 pts. – Robert Parker em 30.06.2010, 94/100 pts. Wine Spectator  30.11.2009, 18,5/20 pts. Jancis Robinson em 11.05.2009 e 93/100 pts. Guia Peñin. 

Análise organoléptica – vermelho rubi intenso, profundo com reflexo violáceo brilhante. Aberto nos aromas com frutas vermelhas e negras em profusão, notas mentoladas, especiarias, côco, baunilha, tabaco, couro. A complexidade é tanta que o vinho, decantado por uma hora, apresentou durante toda degustação alternância desses aromas “inebriantes”. Na boca a sua entrada revelou um vinho elegante, intenso de taninos vivíssimos de excelente textura e qualidade. Acidez e álcool na medida. A fruta vermelha assumiu o  papel de protagonista e a madeira de coadjuvante e deu o ar de sua graça com toques tostados, baunilha e côco sinalizados no olfato. Solidamente estruturado  e complexo, a sua profundidade gustativa e persistência infinitas fazem com que este vinho definitivamente se diferencie dos demais vinhos espanhóis e até de outras procedências. Longo, intenso, interminável, no fim de boca mais uma vez mais confirmou  todo seu frescor e concentração de sabor. Enfim, um vinho à caminho da perfeição…basta ter paciência para guardá-lo por mais tempo…aliás, o tempo sempre joga a seu favor. Avaliação: 96/100 pts.++

Visita a Adolfo Lona em Garibaldi – RS

“O argentino Adolfo Lona é uma autoridade no mundo dos espumantes brasileiros. Trabalhou por 33 anos na extinta vinícola De Lantier (pertencente ao grupo Bacardi-Martini no Brasil), onde permaneceu até 2004. Desde então dedica-se à elaboração de uma linha de espumantes que recebe o seu nome no município de Garibaldi. Se um dia visitar a cidade de Garibaldi, vale procurar por sua vinícola e tentar encontrá-lo para um bate-papo sobre vinhos”. Fonte: Gil Mesquita, do  blog vinhoparatodos.blogspot.com, que publicou uma interessante entrevista (15/03.2010) com ele.  E foi o que fizemos. Fomos lá conhecê-lo. A seguir algumas imagens de nossa visita realizada com a apresença de alguns jornalistas de várias partes do Brasil:
 

Os Espumantes Adolfo Lona são produzidos em Garibaldi/RS

 

 

 

 

Espumantes Adolfo Lona - provavelmente uma das melhores linhas dessa bebida produzida no Brasil. E o melhor: são comercializados por preços razoáveis

 

 

 

 

 

 

Espumante Orus Rosé na flûte

 

Orus Rosé: um dos grandes espumantes nacionais.

 

 

No centro Adolfo Lona

 

A safra 1991 do Baron de Lantier foi um verdadeiro marco na vitivinicultura nacional. Esse vinho foi elaborado sob a supervisão de Adolfo Lona.

Na pequena vinícola de Adolfo Lona todos procedimentos são manuais. São utilizadas 4 pessoas para a remoage. Alguns procedimentos são terceirizados e realizados na Cooperativa Vinícola Aurora, os espumantes método Charmat, por exemplo (em número de 3). Lona assim define a sua experiência de fazer espumantes: “nada além do prazer de fazê-lo” . Os espumantes produzidos pelo método champenoise são elaborados na adega do próprio Lona, e também são 3.

A seguir a relação dos vinhos degustados que se destacaram:

Adolfo Lona Brut Rosé – 12% álcool – Garilbaldi – RS - Uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) – preço R$ 35,00 - autólise de 180 dias, pelo método charmat. É um Brut com 8 g de açúcar por litro.” Análise organoléptica:  Salmão intenso com reflexo rosado brilhante (casca de cebola). Ótima perlage, intensa, fina e persistente com bolhas pequenas em quantidade expressiva. Aberto nos aromas com boa fruta vermelha (morangos e cerejas) sobre um fundo de compota. O perfil aromático é muito bom. Na boca é vinoso, leve, frutado e com frescor muito bom. O álcool, na casa dos 12%, está perfeitamente integrado. Sem amargor, seguramente é  um dos melhores espumantes nacionais de sua categoria, porque seu preço acessível o insere numa faixa muito interessante para o consumidor e porque tem na tipicidade o seu destaque. Avaliação: 87/100 pts.

 

 

 

Espumante Adolfo Lona Extra Brut – “Orus Pas Dosé” Método Tradicional – álcool: 12,3% – uvas: Chardonnay, Pinot Noir e Merlot - região: Garibaldi –   24 meses de autólise – apenas 608 garrafas produzidas -   preço: R$ 110 (com caixa de madeira) – casca de cebola límpido, brilhante e intenso. Perlage médio com borbulhas pequenas em  profusão.  Aberto nos aromas com leveduras e frutas secas. Na boca confirmou esses aromas e se destacou por sua maciez, elegância e frescor. Corpo pleno, fruta madura e longa persistência. Fim-de-boca limpo, sem arestas. Avaliação: 90/100 pts.+

 

Espumante Adolfo Lona Moscatel – a legislação permite utilizar até 80 g/l. Aqui temos apenas 22 g/l. Normalmente utiliza-se de 25 a 30 g/l. É um Moscatel de aromas finos e delicados com notas de favo de mel sobre um fundo floral. Muito vivo e equilibrado na boca, sem dulçor exagerado de alguns produtos nacionais.  O Adolfo Lona Demi-Sec também agradou, quer por seu sabor e também por seu frescor. Ambos não apresentaram nenhum amargor. Merecem  88/100 pts.

 

Conclusão

Os espumantes produzidos por Adolfo Lona realmente são bons e valem o que custam. Pena que o produtor até agora não conseguiu posicionar seus produtos no mercado masi importante do Brasil que é São Paulo. Como sempre, entraves tributários e a longa distância de Garibaldi dificultam sua comercialização. Adolfo Lona necessita de um distribuidor que realmente  esteja interessado em trabalhar com toda sua linha de produtos e divulgá-los. A qualidade desses espumantes realmente é superior, basta dizer que quem escreve ao lado de outros jornalistas chegamos à conclusão no momento que o degustávamos ouvindo  a preleção de seu produtor, o  Pas Dosé Rosé, será presença obrigatória numa hipotética lista dos três melhores espumantes nacionais. Prova disso é que na degustação para eleição do melhor espumante nacional realizada recentemente pelo blogueiro Evandro Silva, ele foi o vitorioso.  Um vinho de excelente qualidade, produzido em quantidade diminuta (608 garrafas apenas), mas de nível de qualidade internacional. À Conferir.

 

Festival de Vinhos “Winehouse Baby Beef” – São Paulo

Garda DOC Classico Rosso Selezione Fabio Contato 2006

O vinho italiano  Garda DOC Classico Rosso Selezione Fabio Contato é elaborado seguindo a mesma filosofia corporativa da Lugana D.O.C. Selezione Fabio Contato. O produtor intervém com sua própria assinatura num vinho que para si deve representar a expressão mais elevada de qualidade. O produto é o resultado da seleção dos melhores cachos, as uvas são então rapidamente levadas para a adega para serem colocadas em cubas onde, em contato com as peles,  começa a fermentação por quinze dias. Em seguida, o mosto é transferido para barricas de carvalho francês novo de 225 litros por um período de 24 meses seguido de mais seis meses de amadurecimento na garrafa, estando pronto para beber quando da sua liberação ao mercado. Um vinho muito expressivo, solidamente estruturado e com um paladar intenso e persistente.

O vinho deste post é da safra 2006 e poderá ser adquirido através do telefone com José Luiz ou Lucas: (11)3257-4362 e (11)3283-3635.

Degustação

Garda DOC Classico Rosso Selezione Fabio Contato 2006 – uvas: Groppello, Sangiovese, Barbera e Marzemino – álcool: 14% - Aromas sérios com  elegantes notas de frutas vermelhas e negras, toque de especiarias sobre um fundo discretamente defumado. Na boca confirmou os aromas com taninos aveludados, bom equilibrio do álcool, fruta, madeira e acidez. Seu sabor é delicioso, quase guloso. Um vinho de perfil gastronômico porque foi provado à mesa e se destacou. Avaliação: 90/100 pts.+