Daily Archives: 23/11/2011

Regiões vinícolas da Argentina: Salta

Com mais de um milhão de habitantes, Salta conta com uma superfície de 155.488 km2 destinada preponderantemente à agricultura, com mais de 450.000 hectares. Cultiva-se algodão, banana, cana de açúcar, limão, laranja, uvas e tabaco. A vinicultura se desenvolve no Vale de Calchaquíes, onde os vinhedos estão entre 1.660 a 2300 metros de altitude. A região principal é encabeçada pelo Departamento de Cafayate (1.660 mts.), que concentra 70% da população da província. Nos últimos anos, se encontra em formação outro pólo produtor no Departamento de Molinos. Principais cepas brancas: Torrontés Riojano e Chardonnay. Tintas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat.

Os vinhos

Por suas características climáticas, Salta produz tintos concentrados que em muitos casos de aeração durante um período para desenvolver todos seus aromas. Destacam-se os vinhos da subzona  Yacochuya (Cafayate). Nos brancos, é um dos lugares onde a Torrontés Riojano exprime melhor suas características e potencialidades.

Finca Constancia V. T. Castilla 2008

A Finca Constancia acaba de chegar ao Brasil. Pertence ao grupo González Byass e é uma das mais jovens vinícolas desse grupo, sendo seu projeto mais importante dos últimos anos. Está localizada na província de Toledo, região de Castilla La Mancha, Espanha. Agora, três de seus vinhos  serão  importados com exclusividade pela Inovini, divisão de vinhos da importadora Aurora. São eles: Finca Constancia Altozano Verdejo-Sauvignon Blanc V.T. Castilla 2010 (R$ 39), Finca Constancia V.T Castilla 2008 (R$ 65) e Finca Constancia Altozano Tempranillo V.T. Castilla 2010 (R$ 39). Neste post avaliamos  o gostoso Finca Constancia V.T Castilla 2008. 

A Finca Constancia pertence ao grupo Gonzáles Byass

Degustação

Finca Constancia 2008 – Vino de La Tierra de Castilla – álcool: 14% – uvas: Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc, Petit Verdot, Graciano e Tempranillo – preço: R$ 65 – importador: Inovini –  amadurecido durante seis meses em barricas de carvalho francês e americano – exibiu cor vermelho rubi intenso com reflexo violáceo. Aromas abertos e intensos com frutas negras, especiarias e notas tostadas sobre um fundo defumado. Na boca confirmou a complexidade aromática com taninos macios, madeira sem ofuscar a fruta, álcool e acidez na medida. Concentrado, seu sabor se caracteriza por uma gostosa nota picante que lhe confere personalidade e movimento. Persistente, termina limpo, sem arestas. Avaliação: 88/100 pts. 

Oscar e Dorival: aprovação ao Finca Constancia

Festival de Vinhos abre a nova loja do Baby Beef Morumbi

A Winehouse Baby Beef promove um grande Festival De Vinhos, com mais de 800 rótulos à venda em sua nova loja, no mesmo espaço da churrascaria Baby Beef Morumbi, na Marginal Pinheiros.
 
Durante o Festival haverá degustação diária com mais de 15 rótulos de vinhos diferentes, além de degustação de queijos, jamom ibérico (presunto cru espanhol), azeites e panetone. Tudo isso acontece no novo espaço que acaba de ser criado com 400m² dedicados ao vinho, que fica ao lado do salão da churrascaria. O Festival vai até dia 20 de dezembro.

 
O Festival tem apoio de 15 importadoras, sendo elas: Adega Aletejana, Almeria, Concha y Toro, Expand, Grand Cru, Hannover, La Pastina,  Miolo, Mistral, Ravin, Interfood, Vinespa, Wine Brands e World Wine. A loja funciona de domingo a domingo, das 12h às 22h com degustação de produtos o tempo todo. Conta também com a presença de sommeliers das importadoras à disposição dos clientes para ajudar na escolha dos vinhos e compatibilizar com a ocasião para o qual estão buscando o vinho, inclusive antecipando as festividades de final de ano. 


 
O objetivo do Festival Winehouse Baby Beef é oferecer vinhos para atender todos os gostos, com uma ampla variedade de preços, desde vinhos de excelente qualidade a R$ 30,00 como o argentino Norton DOC, até grandes rótulos ao custo de cinco mil reais como o ícone francês Château Mouton Rothschild, de Bourdeaux, da safra 2006. Os preços são uma parte atraente do Festival por serem exatamente os mesmos oferecidos nos catálogos das próprias importadoras.
 
A oferta é muito grande, englobando todos os tipos de vinhos como espumantes, brancos, roses, tintos, vinhos de sobremesa, Porto e Moscatel, assim como vinhos de todos os países produtores, dos tradicionais do velho mundo como França, Itália, Espanha e Portugal, até o novo mundo com Chile, Argentina ou África do Sul, incluindo vinhos de locais menos famosos como Grécia e Nova Zelândia, como por exemplo o Saint Clair, da região de Marlborough. Também é possível encontrar por lá uma seleção de vodkas e algumas cervejas especiais.

 
Além dos parceiros em vinhos, a Winehouse conta com o apoio de produtores de alimentos como Josep Llorens, produtor de uma das melhores marcas de jamon ibéricos à venda no Brasil, diversos tipos de azeites de várias procedências, saborosos queijos e os panetones Rustichela e Fasano.
 
Alguns Produtores
 
Vale destacar alguns importantes produtores que estão com seus vinhos na loja como a Viu Manent e Ruca Malén, da Hannover; o Catena e Ciranda da Mistral; o Clos de Los Siete, do Michel Rolland, importando pela Grand Cru; a Vina Maipo e a série A do produtor Zuccardi, da Ravin; os italianos Batasiolo e Cesari da Max Brands; o Trivento e Marques da Casa Concha da Concha y Toro; o RAR da Miolo. Da importadora Wine Brands têm o Antinori e a linha Equus do Chile; da Wolrd Wine tem a linha Emiliana e Sophenia. Da Expand, a Ecco e Arboleda. A Adega Alentejana trouxe, entre outros, o Cartuxa e o Pera Manca; a Vinespa tem a Bodegas Carrascal e a Almeria, com vinhos da Espanha, tem o Albarinho Paco e Lola.
 
Os vinhos podem ser pagos em até 3x no cartão de crédito e aceitam encomendas para entrega em domicílio. A Winehouse Baby Beef dispõe de um amplo estacionamento, sem custo de manobrista, localizada no Extra da Marginal Pinheiros, próximo à ponte João Dias.
 
Para quem desejar aproveitar a visita para almoçar ou jantar, a churrascaria fica aberta das 12h às 24h, e oferece rodízio a R$ 39,90 no jantar; almoços em dia de semana a R$ 45,90 e a R$ 55,90 nos finais de semana.
 
Baby Beef Morumbi – Av.Marginal Pinheiros 16.741
Informações: 3758-51852  Site em construção

Vinhos do Dão em São Paulo – primeiras imagens

Na tarde de 21 de novembro de 2011, realizou-se mais  uma prova exclusiva de vinhos portugueses  promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão em São Paulo com apoio da CH2A – Assessoria de Imprensa, com a presença de onze produtores, muitos deles sem importadores para os seus vinhos no Brasil.

 

 

 

Uma das mais tradicionais regiões produtoras de vinhos de Portugal e berço daquela que é considerada a mais nobre das castas tintas – a Touriga Nacional –, o Dão surpreende e aumenta a exportação de brancos para o Brasil, contrariando uma tendência do mercado brasileiro em consumir mais tintos.
 
Ocupando atualmente a terceira posição no ranking de exportações dos vinhos do Dão, o Brasil importou, nos dez primeiros meses de 2011, 22% a mais que no mesmo período no ano passado. Este crescimento abrange todas as gamas  – tintos, brancos e rosés – mas foram os brancos que registaram o maior aumento. “O dobro em relação a 2010”, afirma Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.
 
Culinária brasileira
 
Segundo Cunha, “os vinhos brancos do Dão apresentam aromas frutados, complexos e delicados, frescos na boca e com acidez equilibrada, harmonizando com a culinária brasileira, com o clima tropical do país e, principalmente, com os dias quentes do verão”.
 
Para apresentar as características singulares de uma das mais tradicionais regiões vitivinícolas do mundo, os produtores Álvaro Castro, Casa da Passarela, Caves Aliança, Dão Sul, FTP Vinhos, Lusovini, Quinta das Camélias, Quinta do Carvalhão Torto, Quinta do Cerrado, Quinta de Lemos e Seacampo .

 
Arlindo Cunha, que foi ministro da Agricultura e Deputado do Parlamento Europeu, completa: “A expectativa é que as negociações entre a União Europeia e o Mercosul conduzam à redução de medidas protecionistas atualmente aplicadas aos vinhos portugueses no Brasil, o que levará, consequentemente, a um aumento ainda mais significativo nas nossas exportações para o mercado brasileiro”.

 

 

 

 

 

 

Vinhos Quinta de cabriz agora na Interfood

 

Enólogos da importadora Épice de São Paulo

 

 

Vinhs Casa da Passarela. Perfil moderno sem perder tipicidade

 

 

Quase 200 pessoas estiveram no evento

Beaujolais-Syrah, por André Logaldi

A região vinícola de Beaujolais, ao sul da Borgonha, sofre com uma reputação de produzir vinhos pouco sérios, voltados mais ao marketing do que uma representação de um terroir.

Se em parte isso é verdadeiro tendo em vista a produção do Beaujolais Noveau, por outro lado temos de crer que por mais sucesso que esta empreitada alcance, uma área de viticultura com particularidades de terroir como a presença de terrenos muito pedregosos, à base de xistos, gnaisses e rochas graníticas, não pode se limitar à isso.

Beaujolais planted in rocky granite

 

Um enófilo novato tende a enxergar num momento inicial, apenas o que é muito evidente numa região ou país, assim tende a crer que os Beaujolais se apoiam somente nos Noveaux ou nos simples Beaujolais e Beaujolais-Villages.

 Quem já estudou um pouco ou degustou mais, conhece ao menos alguns dos dez “crus” de Beaujolais, cada um deles constituindo uma AOC diferente. Inclusive, dentro do sistema das “Appelations d’origine” francesas, cinco desta dezena de terroirs especiais obtiveram reu reconhecimento em 1936, antes da AOC Beaujolais (1937) e Beaujolais-Villages (1950).

 

Beaujolais, a região, quer mostrar sua identidade! Quer se desvincular da imagem ofuscada pela Borgonha, aliás pressionada pela vizinha famosa, pois os vinhateiros que possuem terrenos contíguos á Borgonha tem direito de colocar o nome AOC Bourgogne em seus rótulos, desde que os brancos sejam de Chardonnay e os tintos de Pinot Noir, causando dicussões calorosas.

A “terra das pedras douradas”, vem se empenhando em difundir sua nova “rota dos vinhos”, utilizando sistema GPS específico cujo número de downloads ultrapassa os cem mil, desde a primavera de 2010. Revista para Ipad, aplicativo gratuito para Iphone e site com guias de bistrots ajudam a recolocar Beauolais em evidência.

Gamay ainda é a uva emblemática da região, mas de acordo com o produtor Hubert Laverrière, ela faz parte da história e tradição locais, porém a tendência é mostrar do que o terroir é capaz e assim, em solos argilo-calcários, alguns vinhedos de Chardonnay de mais de 50 anos, podem gerar ótimos vinhos.

A legislação francesa é rigorosa para quem quer reivindicar uma nova AOC, mas suficientemente flexível para permitir a utilização de castas diversas sob a denominação “Vin de Pays” e Beuajolais se prepara para num futuro não tão distante produzir caldos à base de outras uvas.

 

Conforme Laverrière, a região deve apostar numa maior amplitude de produtos, uma gama que incluirá várias novas cuvées, como: Beaujolais clássico, vinhas velhas, vinhos com maturação em carvalho, brancos, rosés e cepas como Chardonnay (que já é permitida), Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e, numa aposta mais provável, a Syrah e a Viognier.

Enfim, a mensagem que vem da região é não mais a do vinho da moda, mas dos que nascem do tradicional casamento entre “casta, savoir faire e terroir”! O solo é o grande patrimônio!

 

A Nova Zelândia

“Um banho de aromas e sabores herbáceos pungentes com frescor de jardim, a Sauvignon Blanc da Nova Zelândia explodiu no palco mundial desde a década de 1980. A região de Malborough, ensolarada, mas fria como a noite, onde é cultivada mais da metade das vinhas do país, agora se promove como “a capital da Sauvignon Blanc do mundo” – com poucos dissidentes. Também se espera muito da Pinot Noir, que produz vinhos generosos, ricos e deliciosamente perfumados em Martinborough e por toda a Ilha do Sul. Os tintos de alta qualidade, que têm como base a Cabernet Sauvignon e a Merlot, provenientes de regiões relativamente quentes  de Hawke’s Bay, mostram fragrâncias e finesse de todo tipo Bordeaux e seus Syrahs condimentados, notavelmente aromáticos, também provocam entusiasmo. A Pinot Gris é elegante e de rápida expansão.”   - Guia de Vinhos de Bolso 2008 – Hugh Johnson.