Daily Archives: 27/11/2011

Cava

 

Vinhedos em San Sardurní d'Anoya, Catalunha

Cava é uma “DO” móvel que cobre os frisantes de método tradicional do Norte ao Sul da Espanha; curiosamente, Rueda e Galícia estão de fora. A maioria é produzida  em (ou próximo de) San Sadurní d’Anoya, em Penedés e dominada por Freixenet e Codorníu. A qualidade é por vezes maior, embora com um custo, pra nomes menores: Agustí Torelló, Castillo de Perelada, Covides, Ferret, Giró Ribot, Gramona, Llopart, Juvé & Camps, Marques de Monistrol, Parxet, Raimat, Raventósi Blanc, Rovellats e RecaredoFonte: Guia de Vinhos Edição de Bolso 2008 – Hugh Johnson

Franciacorta

 

Franciacorta é uma D.O.C.G. italiana situada na Lombardia que se constitui num pequeno centro produtor de espumantes cuja qualidade e reputação estão em ascensão. Há quem diga que são dignos de rivalizar com os melhores espumantes e champagnes franceses, em razão dos fortes investimentos em qualidade e tecnologia de seus produtores. Os vinhos são produzidos exclusivamente pelo método “champenoise” e por isso são fermentados na própria garrafa. Uma das derivações do termo Franciacorta vem de “Franchae Curtes” que significa “cortês francas”, que era um território italiano livre de impostos que historicamente serviu de passagem para a Suíça, Áustria e França. Esse nome apareceu escrito pela primeira vez em 1.277. Por fim, cabe destacar que em 2002 a União Européia autorizou a não utilização da DOCG nos rótulos e somente da denominação Franciacorta, privilégio concedido somente a nove tipologias semelhantes na Europa inteira.

Champagne, por Hugh Johnson

 

Vinho espumante de Pinot Noir, Pinot Meunier e/ou Chardonnay;  sua região denomina-se Champagne (mais de 30.000 hectares, 145 km a leste de Paris) e são produzidos pelo Méthode Traditionelle. Vinhos espumantes de qualquer outra procedência, apesar de bons, não podem ser chamados de Champagne.

Uma volta à fermentação de vinhos parcial ou totalmente em carvalho (velho) é a tendência marcante entre um seleto grupo de casas e produtores para seus principais Cuvées ou Champagnes de um único vinhedo. É importante que não haja nenhum sabor patente de carvalho, apenas uma complexidade maior. Experiemente: Billecart-Salmon, Jacquesson, Krug, Louis Roederer, Alain Thiénot. Os melhores produtores da escola de carvalho contam com Clos Cazals (Oger), Henri Giraud (Aÿ), Alain Robert (Le Mesnil), Jacques Selosse (Avize), Tarlnt (Oeuilly), Vilmart (Rilly la Montagne).

Espumantes Estrelas do Brasil: qualidade comprovada

Os espumantes Estrelas do Brasil Brut Champenoise e Brut Rosé Pinot Noir foram degustados na viagem que fizemos para Garibaldi. De qualidade elevada, ambos custam menos do que R$ 30 e valem cada centavo. Esbanjam frescor, elegância e sobretudo tipicidade. São produzidos em Bento Gonçalves – RS e estão recebendo muitos elogios da crítica especializada. Os produtores têm por foco “Elaboração de produtos diferenciados, com características que evidenciam o frescor e as frutas típicas do Brasil, buscando através do amadurecimento, a harmonia e a complexidade de aromas terciários”. 

“Produto obtido pelo método champenoise com leveduras imobilizadas (encapsuladas), pioneiro no Brasil, eliminando a “remuagem”. Seu vinho base, provém de uvas das cultivares Chardonnay, Viogner e Riesling Itálico ISV-1 provenientes da Região de Bento Gonçalves e Nova Prata. Trata-se de um espumante maturado com cor ambar de tons amarelo/esvedeados. Perlage fino, constante de grande persistência. Aroma intenso amanteigado, mel, leveduras, côco e especiarias como cravo e canela. Em boca muito cremoso, onde revela-se notas de baunilha e coco com grande equilibrio entre acidez e álcool proporcionando um final de boca longo. Pode ser apreciado em momentos de contemplação”. Fonte: portal do produtor  

“Espumante obtido também pelo método champenoise com leveduras imobilizadas, vinho base 100% da cultivar Pinot Noir. Este produto apresenta cor rosa claro de matiz muito viva, perlage intenso e constante que favorece a formação de um colar persistente. Aromas sutis de marmelo, fruta seca com notas cítricas. Em boca volumoso, cremoso, fresco, agradável e muito complexo”. Fonte: portal do produtor.

 

Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut

Fundada em 1734, a Taittinger se orgulha de ostentar no seu rótulo o nome  da mesma família que há gerações a administra. Isso é um garantia da incessante busca pela qualidade respeitando a tradição.

A Taittinger Rosé resulta da assemblage de vários vinhos de safras diferentes. Para que a sua cor seja rosada, um pequena quantidade (cerca de 15%) de vinho tinto tranquilo resultante de Pinot Noirs de Montagne de Reims é adicionada antes do engarrafamento, para depois submeter-se à segunda fermentação, já com a linda cor rosada que a caracteriza.

Degustação

Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut – álcool: 12% – uvas: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay – Região: Reims – Importador: Expand – Preço: R$ 248 -  atraente cor rosada na transição entre o salmão e laranja. Perlage fina e persistente. Nos aromas um distinto toque sedoso e floral sobre um fundo marcado por frutas vermelhas como morangos e cerejas. Na boca, a confirmação da fruta vermelha se dá imediatamente, eis que toda sua sólida estrutura está calcada nela e no seu exuberante frescor. Encorpado e aveludado, este Taittinger Rosé  é um grande champagne que dispensa outros vinhos como acompanhamento, eis que harmonizou perfeitamente com os pratos preparados p0r Erick Jackin.  Avaliação: 91/100 pts.+

 

Para Hugh Johnson, a Taittinger se destaca nos produtos topo de gama: “excelentes marcas de luxo: Comtes de Champagne Blanc de Blancs, Comtes de Champagne Rosé, também bons e ricos Pinot Prestige Rosé.” – Guia de Vinhos de Bolso 2008 

 

 

 

Presidente do Champagne Taittinger, Pierre Emmanuel-Taittinger esteve em São Paulo no dia 25 de novembro e apresentou a sua linha de champagnes em concorrido almoço oferecido à imprensa pela importadora Expand.

Miguel Torres Santa Digna Gewürztraminer Reserva 2005

Miguel Torres é uma vinícola familiar fundada em 1870 que ocupa posição de destaque entre as estrelas mundiais do vinho. Produz os melhores vinhos de Penedés – Catalunha, que atualmente é uma D.O. – Denominació d’Origen. Seus vinhos são exemplares e primam pela elevada qualidade. Atualmente é comandada por Miguel Augústin Torres, seu presidente que representa a quinta geração da família Torres e que já foi eleito o “Homem do Ano” pela revista britânica Decanter. No Chile, Miguel Torres é referência dos vinhos do Vale de Curicó e também justamente apontado como o grande responsável pela modernização da vitivinicultura desse importante país produtor de vinhos finos.

 

DeVinum tel. 011 7878-9271.

 

Degustação

Miguel Torres Santa Digna Gewürztraminer Reserva 2006 – Álcool: 13%  -  Região: Curicó  – Uvas: Gewürztraminer (85%) e Riesling (15%) – Preço: 45,00 (safra 2009) – Importador: DeVinum – Amarelo palha límpido e brilhante. Nariz fino com bom ataque inicial: notas florais, mel e frutas brancas. Depois abriu espaço para aromas minerais que lembram Riesling (15%). Leve nota de lichia. Boca no mesmo diapasão, estruturada e apesar de já estar em declínio, apresentou algum frescor, boa complexidade e equilíbrio dos elementos álcool, acidez e açúcar. Corpo adequado e final prazeroso. Enfim, um vinho agradável que apesar de não ter apresentado a desejada tipicidade da casta, resistiu bem ao tempo. Avaliação: 85/100  pts.

A Bairrada

A designação ‘Bairrada’ (D.O.C.) pode ser utilizada em vinhos Brancos, Tintos e Rosados, em Espumantes Brancos ou Rosados e em Aguardentes Bagaceiras. Crédito da imagem: Jorge Cipriano in Clube de Vinhos Portugueses

Localizada na parte central de Portugal, tem reputação de tintos sólidos e imperdoáveis (adstringentes – Hugh Johnson), oriundos da desafiadora uva Baga, sendo colocada para descansar agora que a lei permite diferentes tipos de uvas. Novo DOC Bairrada Clássico estipula um mínimo de 50% de Baga. Melhores vinhos de Baga devem ser guardados: Casa de Saima, Luís Pato e Caves São João envelhecerão por anos. A mior parte dos brancos é usada pela indústria local de vinho espumante. Fonte: Hugh Johnson – Guia de Vinhos de Bolso 2008