Daily Archives: 04/12/2011

Champagnes e Espumantes: curiosidades e estatísticas

 

A seguir, mais um empolgante texto do colaborador André Logaldi.

Como se formam as bolhas? Quantas bolhas há num champagne?

 

Antes de tudo, é preciso dizer que estabelecerei a seguir um discurso retórico, de tentativa de convencimento sobre os dados (Química pura). Por isso todo vocabulário técnico pode ser relegado a segundo plano, pois se trata não de explicar, mas de crer! Quando a explanação é enfadonha, a fé vem a calhar!

Champagnes ou quaisquer vinhos efervescentes feitos pelo “Método tradicional”, passam obrigatoriamente pela 2ª fermentação dentro da garrafa, gerando assim produção de álcool e gás carbônico. O “cálculo estequiométrico” nos permite dizer, sem mostrá-los, que a formação da espuma (prise de mousse) gera um aumento de cerca de 1,5%vol. de álcool por litro e cerca de 5 litros de CO2 dentro de uma garrafa padrão de vinho.

 

Se na 1ª fermentação em cuba aberta, o CO2 tinha como escapar, aqui não lhe resta senão obedecer à Lei de Henry (não se preocupem com os nomes!) e se dissolver no líquido. Todavia não haverá um equilíbrio perfeito e ao invés de uma saturação em dióxido de carbono teremos uma sobressaturação, ou seja, um excesso de CO2 que se manterá “quieto” quanto menor a temperatura. Se diz que o gás está solubilizado. Quando ele se dessolubiliza, fica quase indomável.

Curiosidades

- O aumento da temperatura externa faz com que a pressão interna também aumente (a pressão, 6 atmosferas a 15ºC, pode chegar a 10, a 30ºC)

- A velocidade atingida pela rolha pode chegar até 50-60km/h

- A “nuvem” formada no espocar da rolha (foto), não é CO2, mas água convertida em micro-gotículas pela variação brusca da pressão

- Com base no “Princípio de Arquimedes” e conhecendo-se a massa de CO2 (cerca de 12g) dissolvida e o tamanho das bolhas (média de 0,5mm), podemos ter um valor aproximado do número de bolhas e o número para uma taça “flute” de 100ml, que é de 12 milhões de bolhas “possíveis”, das quais somente 20% escapam sob a forma mesmo de bolhas, ou seja cerca de 2,4 milhões. Portanto, numa garrafa standard, o total possível é de 90 milhões de bolhas.

Estatísticas recentes

- De acordo com “Guide des Champagnes et des autres bulles” (Guenaël Revel, lançado em out/2011), um novo líder de produção surgiu: a Itália, superando França e Espanha, com um total de 380 milhões de garrafas.

- A França elaborou 370 milhões de garrafas, das quais 319,5 milhões, eram Champagnes; 185 milhões vendidas em território francês e um giro de capital da ordem de 4 bilhões de euros. As vendas de Champagnes assistem a queda desde 2009 (-3,6%), exceto os Rosés, que cresceram 8,5%

- A Espanha exporta mais: foram 149 milhões de Cavas vendidas contra 134 milhões de garrafas de Champagnes. A Itália desde 2009 superou as expectativas de vendas de Prosecco na Europa e Austrália e desde então, visam um novo alvo preciso: o Brasil.

- Com crescimento de 166% na produção, a Rússia se tornou a 4ª maior potência nos vinhos espumantes.

- Em 2010, ao redor do mundo, 3,4 bilhões de garrafas foram vendidas.

 

Créditos: 1a. foto =  Jacques Honvault  2a. e 3a fotos = portal Champagne.fr

Matéria completa: degustamos os uruguaios Irurtia em SP

Na tarde de 1° de dezembro, no Poivre Restaurante (Rua Santa Justina n° 48 – Itaim-Bibi)  tivemos a oportunidade de degustar três vinhos uruguaios praticamente desconhecidos nessas bandas: Bodegas Irurtia, que se originaram dos Estabelecimentos Irurtia,  nascidos com a chegada de Vasco … Read more »

Para quem aprecia os Supertoscanos: Giorgio Primo

Por Rodrigo Uchoa | De São Paulo – Valor Economico, 24.11.2011 

 Divulgação/Divulgação

Giampaolo Mota: produtor de rebelou contra a sangiovese e provocou calafrios nos tradicionalistas. 

“Adoro polêmicas.” Assim, com gestos largos e reações às vezes mercuriais durante as discussões, Giampaolo Mota foi levando a recente degustação em São Paulo na qual mostrou sua “história líquida”. Veio ao Brasil trazer a safra 2009 de seu Giorgio Primo, mostrar a evolução de seu vinho – “ele mostra meu caráter, é um reflexo de mim mesmo” – e trabalhar o mercado brasileiro – “muito cheio de impostos, mas promissor”.

Pois a polêmica já é conhecida e bem marcante na carreira do napolitano. Mota comprou a vinícola La Massa no começo dos anos 90. Em muito pouco tempo – pelo menos quando se leva que esse mercado é às vezes contado em gerações, e não em anos – ele ganhou espaço, mandou às favas a denominação de origem chianti e vem sendo avaliado por críticos internacionais como um dos melhores produtores da região. 

Os tradicionalistas torcem o nariz. Giampaolo diz que a sangiovese é uma uva rústica demais para grandes vinhos – “fica parecendo um homem muito rico, mas muito mal vestido; falta elegância” – e, por isso, desde 2007 o seu Giorgio Primo tem apenas cabernet sauvignon, merlot e petit verdot.

Ele conta que certa vez o enólogo Michel Rolland disse que seus vinhos eram os melhores cabernets da Toscana, então, “para que usar a sangiovese”?

Pois o Giorgio Primo IGT 2007 realmente surpreende. Robusto e elegante. Então quer polêmica? O Giorgio Primo IGT 2008 tem um caráter totalmente diferente, muito mais frutado. Equívoco na produção? Não. O vinho reflete mesmo o que Giampaolo quer expressar, diz ele. E o 2009? Volta um pouco ao estilo 2007. Ainda a evoluir bastante na garrafa.

A sangiovese não ficou de fora totalmente da vinícola. O La Massa, diz o produtor, expressa o que a uva tem de melhor para dar: acidez, taninos presentes, um vinho muito gastronômico.

Será esse o destino da Toscana, apostar em duas vias?

Vinhos importados por www.worldwine.com.br

Espumantes Adolfo Lona na Fenachamp

A seguir algumas imagens do estande produtor Adolfo Lona na Fenachamp, realizada em Garibaldi – RS – na noite de 22 de outubro de 2011: 

Estande do produtor Adolfo Lona na Fenachamp

  

Adolfo Lona tecendo considerações sobre o Consórcio dos Produtores de Espumantes de Garibaldi - CPEG para jormalistas de diversas partes do Brasil

 

 

Foram servidos os seguintes espumantes:

 

Adolfo Lona Brut Rosé – Método Charmat – Uva: Pinot Noir – cor casca de cebola, bom perlage, aromas pouco intensos e ostentando boa fruta. No paladar é leve, curto, fácil de beber.

 

Adolfo Lona Brut – Método Charmat – Uvas: Chardonnay (predominante) e Pinot Noir – boa perlage, aromas cítricos, cremoso e um pouco mais complexo do que o anterior.

 

Adolfo Lona Demi – Método Charmat – Uvas: Moscatel (Serra Gaúcha) – um pouco mais carregado na cor. Boa complexidade aromática com notas de fruta madura, mel e notas que remetem à própria uva. Na boca é prazeroso, moderadamente doce e com o frescor se destacando. Tem menos açúcar que os espumantes desse gênero. O resultado é a sua leveza. Termina sem arestas.

 

Adolfo Lona Brut Método Tradicional - Uvas: Chardonnay (predominante) e Pinot Noir. - cor palha claro, borbulhas pequenas, ótimo frescor, boa complexidade, média/longa persistência. 

 

 

Adolfo Lona Nature Pas Dosé – Método Tradicional – Uvas: Chardonnay (predominante), Pinot Noir  e uma parcela menor de Merlot vinificado em branco. Análise organoléptica: perlage delicado com bolhas pequenas, bom frescor, cremosidade e ausência de amargor. Custa menos do que R$ 50. O produtor está à procura de um representante de seus espumantes para São Paulo. 

Aniversário com degustação temática de vinhos espanhóis

A amiga Patrícia Mora comemorou na sexta-feira, 28 de outubro de 2011, mais um aniversário regado com bons vinhos. Um deles foi o Vega-Sicilia Valbuena trazido da Espanha por Alexandre, que trouxe na mala algumas preciosidades líquidas da Península Ibérica: El Puntido, Rioja Alta Gran Reserva (todos já foram postados aqui no blog), Pago de Carraoviejas, Porto Noval, etc.

A Aniversariante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre e Mendez

 

 

 

 

Em primeiro plano, Fabiano Aurélio, Sommelier da Grand Cru