Daily Archives: 17/12/2011

Moon Hills Toscana IGT Vermentino 2010

A Azienda Agricola Terenzuola di Ivan Giuliani foi fundada na cidade de Terenzuola, no coração do di Colli Luni, em uma posição soberba a 350 metros acima do nível do mar, que proporciona uma vista esplêndida para o mar com Bocca di Magra e Punta Bianca no fundo. Louis Giuliani no início dos anos 30, ao retornar de Nova York após a crise de 1929, comprou três hectares  considerados ideais para o cultivo de videiras, azeitonas, vegetais e produção de mel. O envolvimento de Ivan Giuliani, neto de Carlo, que durante 30 anos comandou a empresa herdada de seu pai Luigi, ocorreu no inicio em 1993, quando assumiu o leme da família e imprimiu estilo próprio e modernizante à vinícola, que está localizada no centro da produção da DOC Vermentino Colli di Luni. A primeira colheita em 1996 foi significativa, emblemática. Por fim, cabe destacar que o vinho Vermentino é produzido segundo o método original de longa maceração à frio. 

Este vinho é importado por MS Import tel. 011 3662 0658 - preço: R$ 48

Degustação

Moon Hills Toscana IGT Vermentino 2010 -  álcool: 12% – região: Toscana/Fosdinovo – importador: MS Import – preço: R$ 48 - Palha claro brilhante. Aromas típicos com flores brancas, pinho, leve herbáceo sobre um fundo  mineral. Na boca apresentou acidez delicada, acento mineral e notas cítricas. Elegante, limpo, glicérico, escorregadio, sem amargor, tem no frescor um de seus destaques. Avaliação: 87/100 pts.

Bodegas Noemia: espectro desarrolhamento-prazer

Há alguns meses, degustei duas séries de “mini-verticais” das Bodegas Noemia, na ABS-SP. Os vinhos eram “A Lisa” e “J. Alberto” cada um com três safras, de 2007, 2008 e 2009. Atualmente as safras disponíveis para compra na importadora Vinci são de 2008 para cada um dos vinhos acima e o 2007 do “Noemia”, também comentado aqui nesse post.

Comentarei as garrafas que estão disponíveis e apenas citarei que estes vinhos tem seguido uma certa lógica cronológica ainda que dentro de uma amplitude bem novomundista. Explicando melhor: as safras de 2007 estão com aromas e paladar bem evoluídos, enquanto a de 2008 está no seu melhor no que tange ao equilíbrio entre a jovialidade e a maturidade e finalmente, a safra 2009 está com cor, aroma e sabor ainda muito jovens.

Do ponto de vista de “prontidão”, da relação “desarrolhamento-prazer”, os dois vinhos de entrada da vinícola estão bem melhores quando comparados ao Noemia e são boas lembranças para a época de festividades, que vivemos.

Todos sabemos ou os amigos que estão começando já ouviram falar da “janela de consumo”, período ótimo de consumação de um vinho com certo potencial de guarda em adega, até que atinja sua melhor evolução e deixe para trás os seus elementos constitutivos que parecem agressivos ao paladar na juventude, tais como acidez e massa tânica.

Uma questão um tanto recorrente onde os vinhos novomundistas e europeus se confrontam às vezes, é o quanto dura esta janela! Os vinhos do Novo Mundo, mais exuberantes na “infância”, parecem decair de modo mais vertiginoso, ao contrário dos caldos do Velho Mundo, cujo tempo de auge costuma se prolongar por anos criando um patamar, um “platô”. Antes que alguém comente as exceções, trata-se de uma “tendência” e não de regras absolutas. Em ambos os lados do Oceano Atlântico, há vinhos que atingem seu ápice e ali permanecem por alguns poucos anos ou por várias décadas.

Assim, cada estilo se presta a um tipo de perfil consumidor: aos ávidos por sacar as rolhas, Novo Mundo pode ser uma probabilidade mais certeira da satisfação e aos que tenham a paciência de esperar por uma ou mais décadas, o Velho Mundo ainda é uma “barbada”.

Enfim, para os que crêem que os tintos do Novo Mundo vão “do roxo ao tijolo” em poucos anos, acho que é um grande momento para degustar estes vinhos da vinícola-boutique Noemia, grande estrela da Patagônia (merecidamente). Com exceção do vinho ultra-premium, “Noemia”, os outros dois, embora deliciosos, não são vinhos para se guardar por mais de 5 anos, para usufruirmos de seu potencial máximo. Podem durar 10 anos ou mais, mas não com a mesma desenvoltura!

Sem afirmar nenhuma outra “tendência”, percebo que algumas notas de aromas redutivos, parecem mais comuns também nos vinhos do Novo Mundo quando comparados aos europeus. Apenas algo a se pensar e pesquisar com atenção.

 

A LISA 2008 (R$ 83,65)

Rubi, halo violáceo, levemente opaco, lágrimas numerosas, finas e rápidas.

Aromas intensos de mirtilos, ervas secas, especiarias, couro, cedro e resinas.

Seco, boa acidez, álcool equilibrado, bom corpo, boa presença tânica, média a boa qualidade, aromas de frutas ao licor e tabaco, persistência média a boa.

90% Malbec e 10% Merlot – Álcool: 14% – Nota: 88/100 pts.

J. ALBERTO 2008 (R$ 116,44)

Rubi violáceo denso e concentrado, brilhante, lágrimas numerosas, finas e rápidas.

Aromas intensos de frutas negras, alcatrão, algumas notas redutivas que se dissiparam durante a prova, notas balsâmicas, cacau, ervas secas.

Seco, ótima acidez, álcool integrado, bom corpo, taninos bem presentes, de ótima qualidade, macio, aromas de frutas negras, balsâmicos, persistência boa.

95% Malbec e 5% Merlot – Álcool: 14,5% – Nota: 89/100 pts.

IMG-20130519-00698

NOEMIA 2007 (R$ 283,07)

Rubi violáceo, concentrado, brilhante, lágrimas numerosas, finas e rápidas.

Aromas de boa intensidade, a frutas vermelhas e negras, balsâmicos, baunilha, floral, chocolate e avelãs.

Seco, boa acidez, álcool bem integrado, corpo médio, muitos taninos de muito boa qualidade, aromas de frutas vermelhas, persistência média a boa.

100% Malbec – Álcool: 14% – Nota: 89/100 pts.+

Texto, descrição e avaliação dos vinhos por André Logaldi.

Vinho x Doenças – combate das doenças degenerativas e depressão

 

Agora, fim de ano é uma época gostosa onde todos querem comemorar, entretanto a preocupação com a saúde sempre deve ser levada em consideração com prioridade máxima!

Mas, aí vem a boa notícia: Quem pretende beber um vinho maravilhoso, de forma moderada,  estará não só demonstrando classe e elegância, como também apreciando o delicioso sabor do bem estar. Basta uma tacinha de vinho tinto por dia no almoço e no jantar para que essa bebida possa ter função preventiva no combate de algumas doenças.

 

Vinho Espumante

Para quem vai de vinho espumante no Ano-Novo, as boas notícias são que estes vinhos ajudam desde a digestão e os processos antiinflamatórios até a luta contra a depressão!

Os baixos teores alcoólicos junto com quantidades apreciáveis de potássio, magnésio e gás carbônico estimulam o apetite e melhoram a digestão. Isso acontece porque o corpo começa a produzir uma quantidade maior de enzimas digestivas na boca, estômago e duodeno (porção inicial do intestino).

A sua ação diurética associada a quantidades significativas de potássio e magnésio são extremamente interessantes para algumas situações clínicas, como, por exemplo, o reumatismo.

 O efeito anti-reumático ocorre porque substâncias do espumante inibem a ciclo-oxigenase, enzima que desencadeia o processo inflamatório.

 

Depressão

Que tal sair da depressão e quem sabe sentir novamente aquele frio na barriga da paixão?

A serotonina é um neurotransmissor que está diminuído no cérebro das pessoas com depressão. Mas, dentro dos vinhos espumantes há grandes quantidades de tiramina, substância precursora da serotonina.

De acordo com o Dr. Boyer e seus colegas na França, esse é o provável mecanismo antidepressivo dessa bebida. Após realizar testes, eles demonstraram um aumento significativo de serotonina e dopamina (o hormônio da paixão!) no sangue de pessoas que beberam champanhe e vinho espumante.

 

Vinho Tinto

E nada como um vinho tinto na noite de Natal, não é mesmo?

 

Após alguns anos de estudos nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca, os especialistas concluíram que quem bebe vinho tinto regularmente reduz em 35% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

O motivo se deve ao fato de que o vinho é composto de cerca de 400 substâncias, algumas delas podendo aumentar o bom colesterol, evitar a oxidação das células, reduzir a formação de placas de gordura nas artérias, dilatar os vasos e melhorar a circulação.

 

Há pesquisas que indicamde que o vinho também pode combater diversos tipos de vírus, bactérias, câncer, doenças degenerativas e males decorrentes do envelhecimento.

Isto porque está comprovado que há mais de 200 compostos fenólicos, substâncias que agem como antioxidantes e antiinflamatórios, sendo a mais importante delas o resveratrol – substância produzida naturalmente pela videira para proteger os cachos de uva dos fungos e da umidade.

O resveratrol inibe o desenvolvimento de tumores, protege os neurônios, é um forte antioxidante, combate vírus e é um potente antiinflamatório.

Essa substância quase não é encontrada em vinhos brancos e espumantes, pois é localizada principalmente na casca e nas sementes das uvas, por isso é mais comum nos tintos franceses feitos com uva Tannat.

 

Vinhos indicados pela colboradora deste blog, Patrícia Berezowski Machado (SOS Webdesign), autora desse texto:

- Dois vinhos Tintos: Chono Classic 2010 Carménère  e Sur de Los Andes Malbec 2007
- Dois vinhos Espumantes: Cumbres Andinas Rosé 2010 (MS Import) e Espumante Casa Pisani Brut 2011

- Dois tintos da uva tannat: Aurora Reserva Tannat 2010 e Don Laurindo Tannat

Rosato Le Cinciole 2010

O Le Cinciole Rosato foi elaborado exclusivamente com a uva Sangiovese, cultivada  no solo  argiloso de ardósia “Pietraforte” (um tipo de arenito), com exposição sudeste. Os vinhedos foram plantados respectivamente em 1968, 1973, 1997 e 2000. 

 

Vinificação

Depois de uma breve maceração com as peles, apenas o “free-run” do mosto  é vinificado “em branco” O vinho é engarrafado na Primavera do ano após a colheita durante a lua minguante. 

Le Cinciole Rosato 2010 - elaborado exclusivamente com Sangiovese vinificada em branco: oo resultado foi bom.

Degustação

Rosato Le Cinciole 2010 -  álcool: 13,5% – uva: Sangiovese – região: Toscana/Greve in  Chianti - importador: MS Import – preço: R$ 53 – atraente cor rosada límpida e brilhante. Aromas frutados com tutti-fruti, morango e leve esfumaçado. Na boca a sua entrada revela um vinho fresco, de corpo magro, sem sobra de álcool ou amargor. Limpo no fim-de-boca. Avaliação: 85/100 pts.

MS Import - tel. 011 3662 0658