Daily Archives: 22/12/2011

Santa Helena Vernus Sauvignon Blanc Leyda 2010

O vinho Santa Helena é provavelmente o chileno mais popular no Brasil, principalmente em São Paulo onde há décadas participa das cartas de vinho de restaurantes de todos os níveis e da mesa dos amantes da bebida. Há algum tempo a empresa iniciou trabalho de aprimoramento da qualidade ao lançar uma linha com quatro vinhos em ordem crescente: 1) Selección Del Directorio, porta de entrada das 4 estações. 2) Vernus Blend 3) Notas de Guarda Carménère. 4) D.O.N. – De Origen Noble. Esses vinhos fazem parte do portfólio e se constituem num verdadeiro sucesso de vendas dessa vinícola que tem sede em San Fernando (200 km ao sul de Santiago), no Vale de Colchágua, considerado o berço dos grandes tintos chilenos e são produzidos em vinhedos de noventa hectares de mais de noventa anos de idade.
 
 
Santa Helena Vernus Sauvignon Blanc 2010: agora com uvas do Vale de Leyda
Vernus Sauvignon Blanc 2010 – álcool: 13,5% - região: Paredones/Colchágua – preço estimado: R$ 62,90  – palha claro quase translúcido. Aromas abertos e complexos com profusão de frutas e notas cítricas que confirmam sua ótima tipicidade. Na boca um vinho que se destaca por seu volume e frescor, com boa fruta: maracujá, maçã verde e acento mineral. Final limpo. Chega a ser guloso. Avaliação: 89/100 pts.

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 1996

“Boa frescura, toque de brett (suor de cavalo), sensação floral ainda evidente. Muito elegante na boca, taninos resguardados, estilo bastante afinado, capaz de dar boa prova nos próximos anos. Conjunto bem interessante. 16 – transcrito do catálogo  João Paulo Martins – Vinhos de Portugal 2012 – Notas de Prova 

O conceito de “vinhas velhas” no Douro significa que dezenas de castas foram plantadas misturadas e não apenas as mais famosas como a Touriga Nacional e a Tinta Roriz. A seguir resumo do contra-rótulo: “o Quinta do Crasto Douro Reserva 1996 foi vinificado  a partir de uma rigorosa seleção de uvas provenientes de vinhas com uma idade média de 60 anos. O vinho mostra grande complexidade, concentração e intensidade que resultam das baixas produções das vinhas velhas e do envelhecimento durante oito meses em barricas de carvalho e americano e francês. Foi engarrafado, sem qualquer colagem ou filtração em maio de 1997, podendo vir a criar depósito durante o seu envelhecimento na garrafa”. 

O vinho deste post é da safra 1996

 Degustação

Quinta do Crasto Reserva Douro 1996, 12% de álcool, Vinhas Velhas (25 a 30 castas diferentes), R$ n/c – importador: Qualimpor – Vermelho rubi com  reflexo violáceo e halo granada em formação. Expressivo nos aromas de frutas negras maduras (destaque para ameixa), forte pitada de baunilha, leve tostado e discreto  toque de violetas aportado pela Touriga Nacional sobre uma nota de sous-bois. Boca a subscrever o olfato, com taninos finos e amadurecidos pelo tempo, álcool, madeira, fruta e acidez integrados, muito boa concentração de sabor ainda ostentando alguma fruta – quase guloso –  final longo e suave, sem nenhuma adstringência. Às cegas costuma surpreender, inclusive derrotando caldos lusitanos bem mais caros. É um vinho hedonista que não custa barato mas vale cada centavo empregado na sua aquisição. Tem ótimas perspectivas de evolução na garrafa nos próximos cinco/oito anos ou mais. Decantar por cerca de uma hora antes de servir. Avaliação: 90/100 pts. ++

Os melhores de Portugal e da Espanha, por Jorge Lucki

 

Finalizando a lista dos melhores vinhos que provei em 2011, segue agora a relação que contempla rótulos portugueses e espanhóis disponíveis em nossas prateleiras. A oferta é grande e bem representativa do que os dois países produzem de melhor e mais diversificado, o que propicia ao consumidor brasileiro exercer suas preferências com bastante liberdade. Ainda que a Espanha venha aumentando nos últimos três anos sua participação no mercado de vinhos importados do Brasil, Portugal detém uma parcela significativamente superior – devem fechar o ano ao redor de 2,8% e 12,0% em volume, respectivamente.

Os vinhos portugueses contam com a tradição e, sem dúvida, com os esforços e a presença constante de seus produtores por aqui, além do apoio da ViniPortugal, associação interprofissional criada com o objetivo de promover os vinhos da “terrinha”, que empreendeu várias ações em diversas partes do Brasil durante o ano, para reforçar posição e aumentar as exportações para o Brasil, eleito por eles, mercado prioritário (junto com Angola). O consumidor brasileiro tem sido bastante receptivo a eles – Portugal disputa com a Itália o terceiro lugar no ranking de importados (que na verdade só está à frente por conta dos malfadados lambruscos, que, pasmem, representam quase 70% das garrafas italianas que aqui entram). Tintos do Douro e do Alentejo lideram as preferências, porém ganham pouco a pouco mais espaço vinhos do Dão, Tejo e Lisboa, recompensa por terem evoluído qualitativamente e oferecerem preços interessantes. A tabela abaixo mostra um bom número de opções, inclusive de belos brancos, gênero que merece atenção, sobretudo no verão que vem por aí. Boa notícia é o crescimento (finalmente) da importação de Vinhos do Porto, cujos números não definitivos apontam um salto de 95 mil caixas para 120 mil caixas no período de um ano.

 

 

A Espanha, por sua vez, sempre viveu do (merecido) prestígio dos rótulos de Rioja e Ribera del Duero, mas que alcançaram preços demasiado elevados. Eles facilmente superam R$ 500,00, atingindo patamares estratosféricos, razão maior para não serem aqui listados – fica até difícil preencher a coluna da direita, a dedicada à boa relação qualidade x preço. Isto explica, ao menos em parte, a pouca penetração dos vinhos espanhóis no mercado brasileiro. Os resultados que têm alcançado (e que esperam sejam mais expressivos no futuro) se deve a rótulos de regiões em ascensão. Várias delas contribuem para ocupar o espaço reservado a “Espanha – outros tintos”. Serve como dica aos que pretendem comprar bons vinhos espanhóis sem pagar absurdos.

A coluna de vinhos de 2011 termina por aqui. Muita saúde e um ótimo 2012 a todos. Bebam bem, sem (excessiva) moderação. Até fevereiro.

Imagens do jantar harmonizado com vinhos italianos da MS Import

A importadora MS Import de Marcos Simonsen realizou mais um jantar harmonizado com grande participação (cerca de 60 pessoas), desta vez com vinhos italianos integrantes de seu portfólio abaixo mencionados:

Moon Hills Vermentino 2010 – R$ 48

Colle di Giove Montefalco Bianco DOC 2010 – R$ 46

Lima Mayer Rosé Alentejo 2010 – R$ 45

Rosato Le Cinciole Toscana 2010 – R$ 53

Le Potazzine IGT 2009 – R$ 46

Cinciorosso Le Cinciole IGT 2009 – R$ 61

Camalaione IGT 2005 – R$ 220 - 90/100 pts.  da Wine Advocate - Robert Parker em 30 de junho de 2008 e 91/100 pts. da Wine Spectator em 15 de outubro de 2008. 

Wine Dinner MS Import: 7 vinhos, 6 Toscanos e um Alentejano puderam ser degustados

 

 

 

 

Os pratos que foram servidos no Restaurante Freddy de São Paulo:

Coquille de Crabe

Carpaccio de Chester com Salada

Patê Maison

Confit de Canard

Chateaubriand Madeira

Poisson Grilé aux Herbs

Marjolaine

Profiteroles

Frutas da Época 

Este foi o último de 2011, em 2012 a MS Import promete realizar aquele que será tão bom quanto os anteriores, agora com os vinhos Riojanos “Del Medievo”.