Daily Archives: 24/12/2011

Tenuta di Castiglioni Frescobaldi IGT 2008

Sobre o Produtor

O site do importador informa que: “O nome Frescobaldi representa  uma venerável tradição de envolvimento, não só na elaboração de vinhos, mas também nas áreas de arte, da cultura e da história da Toscana, que remonta a mais de 700 anos.  A história do vinho na família começa com Frescobaldi Berto que adquiriu  para seus filhos, propriedades rurais, entre elas casas, moinhos, vinhas, pomares e fazendas. Nos séculos 15 e 16, a família florentina era uma  fornecedora de vinhos que vendia  para o Inglês Royal Court e muitos outros estabelecimentos de familia real em toda a Europa, incluindo a corte papal. Mas foi no século 19, que Marchese Vittorio degli Albizzi, herdando as propriedades na Toscana, veio da Borgonha  para assumir o negócio. Com sua experiência, ele estava entre os primeiros na Itália a propor o cultivo da vinha e plantações especializadas monovarietais, mesmo em altitudes até então não utilizadas para vitivinicultura. Em cada época, Frescobaldi conseguiu se adaptar e antecipar mudanças nas condições impostas pela história e casar experiência com inovação. Em particular, a partir do final do milênio passado, os Frescobaldi tornaram-se figuras importantes no desenvolvimento da viticultura de qualidade em todo o mundo, assumindo o papel do produtor de vinhos de maior prestígio na Toscana. Marchesi de Frescobaldi hoje desfruta de um papel  de liderança entre as vinícolas da Itália e seus vinhos estão disponíveis em mais de 80 países. A paixão, comprometimento e perseverança são valores que sempre  acompanharam os Frescobaldi  por mais de 30 gerações. O profundo respeito pelo terroir local,  pelo clima, meio ambiente, uva, e a mão do homem, unida com uma inclinação determinada para a inovação  são os pilares da filosofia de produção que dirige esta vinícola familiar”. 

O delicioso Tenuta di Castiglioni 2008 custa R$ 159 Amadurecido durante 12 meses em barica de carvalho de origem não divulgada pelo produtor.

Degustação

Tenuta di Castiglioni Frescobaldi IGT 2008 – álcool: 13,5% – uvas:  Cabernet Sauvignon (50%),  Merlot (30%),  Cabernet Franc (10%) e  Sangiovese (10%)  - região: Toscana – importador: Ravin (www.ravin.com.br ou 5574 5789) – preço: R$ 159  - vermelho rubi brilhante de média intensidade. Aromas abertos com notas balsâmicas, frutas negras sobre um fundo mentolado. Na boca a sua entrada revela um vinho rico, de taninos macios e de boa concentração de fruta. Acidez de perfil gastronômico. Vinho equilibrado, redondo e de final longo, persistente, praticamente sem arestas. Um bom exemplo de “Supertoscano” de preço relativamente acessível. Avaliação: 89/100 pts.+ 

Encostas de Sonim Vinho Regional Transmontano 2009

“As vinhas que deram origem a este vinho localizam-se ao longo do Rio Rabaçal, ondem predominam as castas Trincadeira, Tinta-Roriz, Touriga Nacional. É produzido tradicionalmente em lagares de pedra e envelhecido em cascos de madeira. Sendo um vinho de qualidade não filtrado, a fim de preservar todas as suas carcterísticas, recomenda-se servir com cuidado em virtude de poder revelar alguma precipitação. Servir à temperatura de 18°C. Enólogo Fernando Guerra”. – informação do contra-rótulo.

O vinho Encosta do Sonim é produzido na região de "Trás-os-montes" e não conta com importador regular para o Brasil.

O vinho Encostas de Sonim é produzido nas encostas do Rio Rabaçal, incluído na região Denominada de Trás-os Montes. Sendo na Aldeia de Sonim, que este vinho é produzido, numa das melhores zonas do nosso País. É de referir que esta aldeia é conhecida na sua história desde á muitos anos como “terra do bom vinho” dito pelos visitantes e população da zona. Sonim, pertence ao concelho de Valpaços, tendo como limite o Rio Rabaçal que limita os concelhos de Valpaços e Mirandela e os respectivos distritos – Vila Real e Bragança. Dado a natureza do solo e do clima bem como o próprio rio conferem ao vinho aqui produzido características muito próprias e particulares que se distinguem de outras zonas do País. A ideia do “Encostas de Sonim” foi impulsinada pelo Sr. Fernando Pessoa, que desde há alguns anos se dedicava à cultura da vinha. Tal como aprendeu com seu pai e avó, digamos que já era uma tradição. No entanto, foram apreciadores, enólogos e visitantes que à poucos anos têm vindo a incentivar o criação de uma marca própria. Visto que o vinho da Família Pessoa já era reconhecido pela sua qualidade em toda a região. Foi então, que desta forma se consolidou a idéia e com toda a dedicação nasceu o vinho “Encostas de Sonim”.

 

Vimos a público para agradecer Hélder Martins pelo envio da garrafa do vinho supra através do correio de Portugal. Assim que houver oportunidade o vinho será degustado e avaliado aqui no blog, mas podemos adiantar que este foi um dos vinhos mais interessantes que tivemos a oportunidade de provar meses atrás na degustação promovida por CH2A para apresentação dessa região produtora de vinhos da região do nordeste de Portugal. Aproveitamos o ensejo para desejar Feliz Natal e próspero Ano Novo! 

Vinho em Família?

Débora Mismetti, Editora-Assistente do caderno Saúde da Folha de S. Paulo

“Médicos criticam, mas muita gente permite que os filhos bebam vinhos antes da maioridade e diz que isso ajuda a criar a cultura da moderação”.

 A seguir matéria da Editora-Assistente de Saúde – FSP de hoje.

Foi em uma festa de Natal em família que o paulistano André Di Napoli, 42, experimentou vinho pela primeira vez. O empresário tinha entre 15 e 16 anos na época.

“Vi as pessoas brindando, celebrando e pedi para experimentar.”

Na família, de origem napolitana, comida e vinhos andam juntos. Na casa de sua avó, conta, as reuniões nos finais de semana tinham massa feita em casa. “Enquanto as mulheres faziam molho, os homens ficavam na varanda tomando vinho e quebrando a massa. As crianças queriam participar de tudo isso.”

O costume de dar gotinhas de vinho para as crianças, ou a bebida misturada com água ou refrigerante, é comum em famílias de imigrantes italianos e portugueses.

O hábito, no entanto, contrasta com as orientações da maioria dos médicos. O governo do Estado de São Paulo também tem feito campanhas para reforçar a lei que proíbe o consumo de álcool por menores. A publicidade oficial sugere: “Em casa, o fiscal é você”. A ideia, nesse caso, é a proibição total do consumo até os 18 anos.

Mas será que o veto protege o jovem contra um futuro de abuso e até dependência do álcool? Para o psicanalista e médico Jorge Forbes, a proibição não garante nada.

Em primeiro lugar, diz Forbes, é preciso diferenciar o consumo do álcool pelo álcool, como dos jovens que se reúnem em postos de gasolina para tomar vodca com energético antes da balada, do hábito de tomar álcool, especialmente vinho, durante as refeições.

“O primeiro deve ser coibido. Mas o hábito do vinho é uma prática com séculos de história, transmitida de geração para geração. Coibir essa tradição é levar o politicamente correto a um nível bobo”, afirma.

 

EDUCAÇÃO

A iniciação em casa, com a família, no entanto, é defendida por seus praticantes para transmitir não só a cultura da família mas o hábito de ter moderação ao beber.

“Se você se inicia com essa filosofia, dificilmente comete excessos depois”, diz André Di Napoli. Seu filho mais velho, Thiago, de sete anos, já tomou algumas gotinhas de vinho.

A sommelière Alexandra Corvo, 33, segue a mesma filosofia. “Meu pai e minha mãe gostavam de vinho e deixavam a gente pôr o dedo na taça, não era nada demais. Quando morei nos EUA, tinha 16 anos e já tomava vinho em casa [no Brasil]. E lá não podia. Mesmo assim, os caras bebiam escondido até desmaiar. É melhor tratar a coisa de uma forma natural e ensinar a moderação.”

EM VÃO

A educação dada em casa, no entanto, também não é garantia de um consumo regrado, segundo a psicóloga Lisiane Bizarro Araújo, professora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e estudiosa do tema.

“Há países que não permitem venda de café a menores de 18 anos, porque faz mal, você vai habituar a criança a um psicoestimulante. A mesma lógica se aplica ao álcool. Quanto mais tarde a exposição, melhor. Mas pode ser positivo fazer uma exposição orientada mais tarde, perto da idade em que é permitido beber”, diz Araújo.

No entanto, a psicóloga afirma que, segundo uma pesquisa recente que ela fez com universitários, o que a família fez pode não importar. “A tendência é seguir o grupo. Aprendendo a beber com moderação em casa ou não, aos 18, a tendência é que o jovem abuse da bebida no fim de semana.”

Publicado no caderno  saúde da Folha de S. Paulo de 24.12.2011 – página C8