Destaques do Velho Mundo em 2011, por Jorge Lucki

 

” Na sequência do que foi publicado na semana passada, a coluna aponta os melhores vinhos europeus que degustei em 2011. Devido ao número de rótulos que mereceram igual destaque, com diferenças de estilo, dividi a lista. Hoje, França, Itália e Alemanha. Semana que vem, Espanha e Portugal.

Cabe sempre ressaltar que o quesito preço é importante não só na coluna dos rótulos, digamos, mais acessíveis, mas também na dos melhores rótulos do país. Sobre esses o critério é que, “até uma determinada faixa de preço, a qualidade do vinho vale o que ele custa”. Vinho bom custa mais caro, mas não é para exagerar; vinhos excessivamente caros não precisam de indicação.

No que se refere aos com melhor qualidade x preço – insisto que o termo “custo x benefício” é, no meu entender, mal empregado, tanto que não existe em nenhuma outra língua. Benefício tem a água, vinho tem, ou não, qualidade. Infelizmente paga-se alto por vinhos no Brasil. É enganoso fazer uma relação dessas impondo um teto de R$ 50, o que seria desejável – com R$ 30, então, é impossível. E não há milagre nem ganância das importadoras. Há sim absurdas e irracionais taxas. Que incidem também sobre os nacionais. Por isso, vinhos que têm só preço baixo como atrativo não se encaixam aqui.

Se as duas categorias auxiliam o leitor na dura tarefa de escolher quais garrafas comprar – são resultado de degustações analíticas e estudos comparativos de custo e qualidade -, a categoria que denominei “soberanos”, mais do que tornar público o que de melhor bebi, permite homenagear aqueles que me proporcionaram momentos tão especiais.

 

 
 
Jorge Lucki é articulista do Jornal Valor Econômico, considerado uma das maiores autoridades brasileiras no tema.
 
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *