Seis especialistas escolhidos pela Folha de S. Paulo escolheram, às cegas, os dez melhores espumantes nacionais para o Ano Novo

Em matéria da lavra de Priscila Pastre-Rossi com a colaboração de Juliana Saad, o jornal Folha de S. Paulo escolheu seis especialistas que degustaram às cegas (ideal para a finalidade pretendida)  dez espumantes nacionais facilmente encontráveis na cidade de São Paulo. A matéria ocupa duas páginas inteiras do caderno comida do jornal que circula hoje, dia 21.12.2011. A seguir os espumantes pontuados de zero a dez (outro aspecto feliz da matéria, a pontuação dos vinhos), todos produzidos na Serra Gaúcha:

Ponto Nero Reserva Extra Brut – Método Charmat – Preço: R$ 24,90 – Aromas de frutas tropicais e notas de tostado, defumado. Pouca acidez. Nota média: 6,9

Casa Valduga Arte Brut 2010 – Método Champenoise – Preço: R$ 43 – Notas frescas e cítricas, aromas de maçã-verde e toque floral. Maduro. Nota média: 7

Salton 100 anos – Método Champenoise – Preço: R$ 99 – Maduro, complexo e bem equilibrado. Com boa acidez, nota de fruta e toque de hortelã. Nota média: 7,1

Almadén Brut – Método Charmat – Preço: R$ 15,90 – garrafa 660 ml – Floral e fresco. Aromas de “tutti-frutti”, jasmim e banana. Bom corpo e pouca acidez. Nota média: 7,1

Salton Reserva Ouro Brut – Preço: R$ 35,90 – Método Charmat – Cítrico, com notas de frutas tropicais e boa acidez. Aroma floral. Nota média: 7,5

Perini Champenoise Brut – Preço: R$ 32,80 – Equilibrado, maduro e cremoso na boca, com aromas de confeitaria. Nota média: 7,6

Privillege Peterlongo Brut – Método: Charmat – Preço: R$ 35,41 – Equilibrado e agradável, tem final longo. Boa efervescência. Nota média: 7,7

Angheben Espumante Brut – Método Champenoise – Preço: R$ 43 –Persistente. Pode acompanhar uma refeição. Fruta e acidez presentes. Nota média: 8

Vallontano Brut – Método Charmat – Preço: 43,50 – Boa estrutura e persistência. Lembra o champagne. Boca floral, com acidez viva. Nota média: 8,3

Casa Valduga Premium Brut – Método Champenoise – Preço: R$ 43,90 – Maduro, tem notas de amêndoas e presença mineral. Nota média: 8,5

Há dois métodos para a produção de espumantes: o Charmat e o “champenoise”, também chamado de tradicional.

O Charmat, cuja inicial é grafada com letra maiúscula por ter recebido o nome de quem o criou, é um método mais rápido cujo produto final é mais barato do que o “champenoise”.

Geralmente, a produção de espumantes no método Charmat resulta em espumantes com aromas menos complexos do que aqueles que são obtidos pelo método tradicional.

A diferença básica entre os dois é a seguinte:

Champenoise
Também conhecido como tradicional, promove uma segunda fermentação dentro da garrafa, com adição de leveduras e açúcar.

Charmat
Mais rápido e barato do que o “champenoise”, utiliza tanques pressurizados para fazer a segunda fermentação, que não acontece na garrafa. Não origina o champanhe.

Lojas indicadas: Supermercado Carrefour Pamplona, Pão de Açúcar Pinheiros, Casa Flora, Casa Santa Luzia, Enoteca Decanter, Empório Frei Caneca, Empório Santa Maria, Mistral, Rei dos Whiskyes e Vinhos e importadora Vinci. No link folha.com/no1022687 há os contatos das vinícolas produtoras.

Nossa opinião

A matéria está farta de informações para os consumidores, como por exemplo “tira-dúvidas”, explicações sobre o “método tradicional” e links de interesse, inclusive um artigo de um especialista. Mas o que chamou mesmo atenção foi a diferença de preços de alguns espumantes (um deles é vendido por R$ 99 e obteve a mesma nota de um que custa R$ 15,90; o mais caro é “Champenoise” , garrafa 750 ml e o mais em conta é “Charmat”, garrafa 660 ml), prova de que nem sempre o mais caro é melhor. Outro aspecto importante é que a degustação foi realizada “às cegas” e os vinhos “pontuados”. Nesse tipo de degustação o degustador não será influenciado por marcas, rótulos e o seu julgamento será isento. Da leitura do “ranking” outra conclusão a que chegamos, é que os espumantes da Serra Gaúcha são de qualidade elevada independentemente do método escolhido: Charmat ou Champenoise. Para tanto, basta observar que o segundo colocado (Vallontano) é “Charmat”, enquanto que o primeiro (Valduga Premium Brut 2006) é “Champenoise”. Outra curiosidade da degustação é que o espumante mais barato – Almadén Brut Charmat obteve a mesma nota do mais caro (7,1), Salton 100 anos Champenoise. O primeiro custa apenas R$ 15,90 e o segundo R$ 99, isto é, a diferença de preço ultrapassa 500%. Enfim, o resultado da degustação realmente será bastante útil para os leitores se orientarem na aquisição dos espumantes não somente para o Ano Novo, mas ainda para o Natal, eis que dá tempo para escolher aquele que for mais interessante.

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