Daily Archives: 04/01/2012

Série vinícolas chilenas: Viña Terramater

O nome “TerraMater” diz muito sobre a empresa, que nasceu em terrs raras ao longo do Rio Maipo, com vinhedos nobres e belas oliveiras de mais de 60 anos. A TerraMater representa a combinação da vinificação tradicional do Chile e da busca constante de inovação para alcançar os melhores vinhos que essas terras podem entregar. lém disso, a vinícola produz o azeite virgem extra mais antigo de todo Chile. Importador: Makro Brasil 

Prosecco Anella Andreani Valdobbiadene

Anella Andreani é uma linha de vinhos da vinícola Botter Carlo & C. Spa, que inclui diversas  variedades detentoras de relação qualidade-preço favorável aos consumidores: Frascati, Lambrusco, Bardolino, Prosecco e Valpolicella estão entre as opções que desembarcam por aqui vindos da Itália, que produz uma incrível diversidade de tipos de vinhos: tintos encorpados, brancos frescos e espumantes de categoria produzidos em regiões como Toscana (dos famosos Chianti), Friuli ou Piemonte, entre outras, conquistam gourmets do mundo inteiro. De lá, saem os interessantes Barolo, Barbaresco, Prosecco, Valpolicella e Lambrusco. Fonte: portal do importador. 

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Degustação

Prosecco Anella Andreani Valdobbiadene DOC – álcoool: 11% – uva: Glera/Prosecco – região: Valdobbiadene/Conegliano – importador: Interfood/Todovino - Televendas: (11) 2602-7266 – preço: R$ 53,90 – Fermentação em tanque entre 8-10 dias a uma temperatura controlada de 18° C. Uvas colhidas na segunda metade do mês de setembro – exibiu palha claro quase translúcido, perlage persistente, borbulhas pequenas, aromas de frutas de polpa branca, na boca se destaca por seu frescor, efatizando por sua acidez vibrante, acento cítrico, estrutura leve, delicada e álcool integrado. De boa persistência, é daqueles espumantes que “limpam a boca” preparndo o paladar para uma boa refeição. Bom acompanhamento para  aperitivos. Temperatura ideal de serviço: 8°- 10°C. Detentor de relação preço-qualidade favorável ao consumidor. Avaliação: 88/100 pts.

Série vinícolas chilenas: Viña Tarapacá

 

A Viña Tarapacá foi fundada em 1874, aos pés da Cordilheira dos Andes e desde então vem elaborandovinhos que são o reflexo de sua tradição centenária, unida a uma elegância contemporânea. Os vinhedos estão localizados no Vale do Maipo, a região vitivinícola chilena mais tradicional e com as melhores qualidades para a elaboração de vinhos premium. Devido a seu nome e sua extensa trajetória, a Viña Tarapacá é uma fiel representante das vinícolas do Novo Mundo, entregando excelente qualidade e consistência em cada garrafa.  As principais marcas são Tara.Pakay, Zavala, Gran Reserva Etiqueta Negra, Gran Reserva, Terroir, Gran Tarapacá, León de Tarapacá e Cosecha Tarapacá. Importador: Épice.

Vertical de Tarapacá Etiqueta Negra

 

Patrícia Jota indica Tannat de três países

” São 3.500 ha de Tannat no mundo, quase tudo no Uruguai, mas o Brasil tem mostrado talento com a uva.

O Uruguai vem ganhando notoriedade graças aos tintos concentrados à base da uva francesa Tannat, a qual abraçou com unhas e dentes. Segundo a organização Wines of Uruguay, cerca de um terço dos vinhedos do país são preenchidos com essa variedade.

Na terra natal, ela nem sempre foi vista como uma casta de prestígio. Aparecia em blends com cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot… Até que o produtor Alain Brumont, da região de Madiran, no sudoeste da França, conseguiu domar suas arestas e, na década de 1980, quebrou a mesmice ao apresentar o Montus Prestige, o primeiro Madiran 100% Tannat. E não parou aí.

A partir de um vinhedo antigo, ele fez outro Tannat interessante: Château Bouscassé Vieilles Vignes.

Existem 3.500 hectares de tannat em todo o mundo (3.500 campos de futebol dos grandes), que pertencem quase que exclusivamente ao Uruguai e Madiran, mas o Brasil tem mostrado talento com essa uva – a quinta variedade europeia mais cultivada em solo nacional.

O pioneiro por aqui foi o enólogo Ademir Brandelli, diretor da Don Laurindo, que estreou um Tannat na safra 1995. A Lidio Carraro e a Miolo seguiram seus passos. A primeira elabora, apenas em anos em que as uvas atingem uma maturação excelente, um tinto superpotente.

Já a Miolo tem um exemplar mais simples. “O Tannat da campanha gaúcha e o uruguaio assemelham-se muito. Ambos são bem maduros, de cor retinta, de nariz frutado (quando não passam em carvalho) e boca marcada por taninos gastronômicos, sensação catalizada pela alta acidez”, explica o enólogo Miguel Almeida, da Miolo “.

 

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Marichal Reserve Collection Tannat 2009
Taninos finos e notas de goiaba vermelha e ameixa
ORIGEM Uruguai
ONDE Ravin tel. 0/xx/11/5574-5789
QUANTO R$ 55

Lidio Carraro Tannat Grande Vindima 2008
Tinto exuberante, com sugestão de ameixa
ORIGEM Brasil
ONDE Beale Bebidas tel. 0/xx/11/2538-2000
QUANTO R$ 241,90

Château Bouscassé Vieilles Vignes 2004
Fruta negra e notas de couro envolvem o olfato
ORIGEM Madiran, França
ONDE Decanter tel. 0/xx/11/3073-0500
QUANTO R$ 190

Miolo Reserva Tannat 2009
Fruta negra tanto no nariz como no paladar
ORIGEM Brasil
ONDE Empório Vinhares tel. 0/xx/11/3129-3105
QUANTO R$ 28,90

 

Publicado no caderno comida da Folha de S. Paulo, coluna “Vinhos – o prazer de beber sem alta viagens”, de Patrícia Jota – página F5, 04.01.2012

Mercado receberá vinho com e sem selo

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Liminar obtida por parte das importadoras suspende exigência determinada pela Receita para coibir contrabando. Para entidade, efeito suspensivo se estende aos clientes, como restaurante, bares e supermercados

Camila Fusco, de São Paulo, B6 Mercado, Folha de S. Paulo, 04.01.2012

 

 

O selo de controle fiscal para vinhos vendidos em restaurantes e supermercados já é obrigatório no Brasil desde o dia 1º, mas dificilmente o consumidor verá todas as garrafas adaptadas à regra.

O motivo está nos movimentos de associações de importadores e comerciantes que recorrem à Justiça para derrubar o selo, determinado pela Receita Federal para aumentar o controle sobre o contrabando. A medida é tida como uma dificuldade adicional à importação.

Uma das beneficiadas com decisão judicial em primeira instância é a Abba (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas), que conseguiu que suas 130 importadoras vendam vinho sem o selo.

A decisão também se aplica aos clientes dos sócios da entidade, como restaurantes e varejistas. Com isso, a mercadoria não é apreendida.

A grande questão sobre o selo é que o consumidor poderá ficar ainda mais confuso ao comprar a bebida.

Se um supermercado ou restaurante é cliente da importadora que conseguiu liminar e compra vinhos de outras empresas que não conseguiram decisão judicial, o estabelecimento terá garrafa com e sem o selo. Não será possível ter certeza sobre a procedência, diz o setor.

“O vinho já foi fiscalizado na importação; esse segundo controle ao qual se propõe o selo é desnecessário”, diz Raquel Salgado, da Abba.

Na esteira da conquista da Abba, grupos como Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) e Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) estudam recurso judicial para também pedir a eliminação do selo.

“Historicamente outros países que pediram o selo, como Argentina ou Chile, voltaram atrás porque perceberam que controlar venda ou contrabando com selo é argumento muito fraco”, diz Ciro Lilla, da importadora Mistral e vice-presidente da Abrabe.

Segundo Rodrigo Lanari, da importadora Inovini, o impasse sobre o selo está trazendo insegurança ao setor, já que diversos varejistas frearam as compras de vinhos.

SOLUÇÃO PARCIAL

Associações do setor comemoram o documento emitido na última quinta pela Receita que regulamenta que todos os vinhos adquiridos antes de janeiro de 2011 poderão ser vendidos sem selo, acompanhados de decisão judicial ou documento fiscal.

Havia preocupação sobre os estoques antigos. A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) conseguiu liminar para assegurar os estoques e a nova determinação estende a conquista para outras empresas.

“Estavam tratando os vinhos como mercadoria perecível, de alto giro, o que não é o caso de vinhos mais caros”, diz Sussumu Honda, presidente da Abras.

 

Sommelier de água mostra como ela influencia o sabor dos alimentos e do vinho

” No já complexo universo de especialistas em combinações de bebidas como vinho, cerveja, cachaça e saquê, ganha espaço uma categoria de sommelier ainda pouco conhecida e inusitada: a de água.

Florian Bolk/Divulgação
O sommelier de água Arno Stegutweit
O sommelier de água Arno Stegutweit

Gás e sais minerais influenciam o paladar e podem desviar o sabor da comida e do vinho que a acompanha.

Por isso, é preciso saber quando beber água natural com pouco sabor (leve, não amarga e menos salgada) e quando tomar uma água bem gaseificada e com mais sabor (pesada, com mais minerais e mais salgada).

“Se a água tiver sabor ou cheiro tem alguma coisa errada com ela”, diz Arno Steguweit, 33, sommelier em Berlim e autor do livro “Wasser” (água, em alemão).

A orientação dos sommeliers é que não existe uma água perfeita, cada um a sente de uma maneira diferente, de acordo com a preferência individual do paladar.

“Uma pessoa que bebe muito vinho branco não é tão sensível à acidez quanto uma pessoa que consome muito doce”, afirma Steguweit.

HARMONIZAÇÃO

Para acompanhar a alimentação é aconselhável uma água mais leve.

Um prato fino requer uma água com teor baixo de minerais, que seja leve e neutra, como uma água glacial ou água de chuva.

Já a carne vermelha pede uma água mais robusta que tenha uma concentração alta de minerais.

Massas e pizzas caem bem com uma água que tenha uma concentração média de sais minerais e baixa de gás.

Vinhos com uma concentração ácida elevada não combinam com águas extremamente gaseificas e altamente mineralizadas, as duas substâncias intensificam a acidez do vinho.

O mesmo é válido para os vinhos tintos, o melhor é uma água com pouco gás ou mesmo sem. Já as uvas chardonnay ou semelhantes harmonizam-se bem com águas pouco gaseificadas.

No Brasil, os sommeliers de água ainda não estão no mercado, mas marcas famosas no exterior têm chegado cada vez mais às importadoras, como a norueguesa Voss, pouco mineralizada e com baixo teor de sódio “.

De Berlim, matéria de Wilgen Arone em  colaboração para a Folha de S. Paulo, 04.01.2012