Prezado leitor, uma das novidades deste blogueiro em retribuição aos acessos honestos que recebemos no mês que ora se encerra e nos meses anteriores, é que todo dia primeiro de cada mês será temático. P. ex. Amanhã, dia 01.02.2012, todos os posts serão dedicados a uma região vinícola (ou a uma cepa em especial). O nosso colaborador André Logaldi, Diretor da ABS-SP, preparou um texto especial e empolgante sobre a “Sub-região de Bolgheri” e os posts que seguirão serão todos dessa importante região vinícola mundial que é a Toscana. Essa é mais uma iniciativa exclusiva do blogueiro que tem por lema “criar”, nunca pura e simplesmente “copiar” o que os outros escrevem sem dar o devido crédito. Estamos atentos!
Nicolas Catena revolucionou e posicionou os vinhos argentinos em nível mundial. Obsessivo, preocupa-se em elaborar minuciosamente vinhos modernos com sutileza, elegância e a complexidade dos vinhos do “Velho Mundo”. A bodega foi criada com inspiração num templo Maia em Agrelo e está rodeada por vinhedos. E o principal é que se trata de uma bodega que não dorme sobre seus louros: experimenta novas cepas, elabora blends de terroirs diferentes segundo tendência contemporânea. Enfim, sempre está inovando. Fonte: “Los Buenos Vinos Argentinos – E. Checa e M. Cuccorese”.
Degustação
D.V. Catena Cabernet – Cabernet – safra: 2007 – álcool: 13% – regiões: Agrelo (940 mts.) e Gualtallary (1480 mts.) – uva: Cabernet Sauvignon -preço: R$ 93,09 – importador: Mistral - amadurecido durante 24 meses em barrica de carvalho francês 80% novas. Exibiu cor vermelho rubi brilhante, límpido com nítido halo granada. Logo no início, surgem notas de frutas negras e vermelhas em profusão sobre um fundo defumado. Na boca, a sua entrada revela um vinho que se destaca por seu frescor, maciez de seus taninos maduros que revelam um vinho de grande concentração de sabor sem perder de vista a delicadeza e a elegância, atributo essencial de qualquer Catena. Um de seus maiores destaques é a textura de seus taninos presentes, mas sedosos, com leve austeridade que se dissipará com mais algum tempo na garrafa. A madeira aporta uma discreta nota de chocolate no fim-de-boca. Álcool integrado. Avaliação: 88/100 pts.+
Em 1976, o comerciante de vinhos britânico Steven Spurrier organizou uma degustação às cegas que confrontou os melhores vinhos californianos e os grande Bordeaux e Borgonha e os jurados, na maioria franceses, preferiram um Cabernet da Stag’s Leap Wine Cellars e um Chardonnay do ChâteauMontelena. Os franceses ficaram arrasados quando o feito chegou à imprensa internacional. A competição ficou comprometida pelo fato de só ter incluído safras recentes e os vinhos franceses são menos expressivos quando jovens do que os californianos. Ainda assim, o julgamento provou que a produção de Napa tem relevância no mundo do vinho. – Fonte – Adega Veja do Vinho – volume 12
A Viña Cono Sur foi fundada em 1993 com o objetivo de produzir vinhos premium, expressivos e inovadores que transmitem o espírito do Novo Mundo. Seu nome se refere à origem geográfica, vinhos do Cone Sul da América, cujo extremo ocidental são o Chile e seus privilegiados vales vitivinícolas. O logotipo sugere a silhueta da América do Sul e o lema “sem árvores genealógicas, sem garrafas empoeiradas, apenas vinho de qualidade” é o que inspira a qualidade, inovação, estilo e criatividade. Além destes pilares, a vinha é caracterizada por um trabalho sempre ligado ao empenho e respeito ao meio ambiente, sendo uma das principais bodegas em questões da sustentabilidade. Sua sede está localizada no Vale de Colchágua. Importador: Brown-Forman
Este Gewürztraminer exemplar estava conservado em adega climatizada. Por sua cor clara, não dava para imaginar que era da safra 2006!! Sua cor não indicava evolução e seu frescor estava quase intacto.
Degustação
Cono Sur Limited Release Gewürztraminer 2006 – álcool: 13,5% – região: Bio Bio – importador: Fabrizio Fasano (atual importador – Brown-Forman) – preço: R$ 17 – este vinho dotado de tampa de rosca foi adquirido numa promoção da Enoteca Fasano quando da troca de importador e desde então conservado na adega climatizada. Análise organoléptica – Palha claro com reflexo esverdeado. Aromas de média intensidade mas ostentando boa complexidade com as tradicionais notas de lichia, jasmim e petalas de rosa. Na boca é um vinho de bom corpo, macio, médio frescor (característica da casta) com toques de especiarias e fruta madura. Acompanhou comida chinesa e demonstrou vocação gastronômica. Destacou-se por sua tipicidade. Em nenhum momento mostrou o peso dos anos. Avaliação: 88/100 pts.
A vinícola-boutique Lídio Carraro nasceu em 1998, todavia contando já com uma história de cinco gerações de viticultores, que desde então passaram a contar com vinhedos próprios, escolhidos após estudos minuciosos de solos disponíveis tanto na Serra Gaúcha com em outras regiões como Encruzilhada doSul.
Já os visitei, provei diversos vinhos (tintos), comprei outros tantos mas fugindo um pouco dos vinhos, confesso que um inesquecível momento foi o que degustei as geléias de figo da Sra. Isabel Carraro!
A vinícola sustenta posições polêmicas, como a aversão ao uso de madeira, o que pode comprometer a longevidade de vinhos tintos da linha premium, mas estou sempre aberto a aceitar estas ideologias desde que comprovadas pelo tempo, o senhor implacável que julga imparcialmente todas as correntes filosóficas derivadas da mente humana!
No dia em que eu resolver postar sobre o uso do carvalho, espero que num futuro muito próximo, eu explico! Prometo!
Mas voltando aos vinhos, à época provei toda a gama de tintos mas ainda não tinha descoberto os brancos e sobretudo o estilo que mais amo, os espumantes.
No site, não há informações sobre o vinho!! Apenas uma nota de degustação, dizendo apenas que os vinhedos são de Encruzilhada do Sul, sem mencionar as uvas e a metodologia. Na internet mesmo, um outro site, de vendas, diz que é um blend de Chardonnay e Pinot Noir, de método Charmat.
Enquanto o degusto, exerço também uma de minhas harmonizações favoritas com espumantes frescos e jovens, acompanhando-o de um simples e tradicional hot-dog! Claro que estes espumantes vão bem como aperitivos, à beira da piscina, com saladas, entradas frias, canapés etc etc mas daí estaria escrevendo obviedades.
O VINHO
Provei-o em duas etapas: uma em taça ISO para tentar captar os aromas e sabores do vinho-base, outra em taça flûte, para observar melhor o desenvolvimento da espumatização.
Preço: varia de R$41 a R$52, dependendo de onde se compra. Álcool: 12%
A coloração é um amarelo-palha clarinho, com bolhas bem pequeninas, numerosas e persistentes, embora o cordão se dissipe rapidamente. Os aromas são “gordos”, mostrando alguma fruta amarela, como damascos mas tendem a sobressair algo adocicado, uma nota relativamente intensa de caramelo, quase um doce-de-leite (isso pode se dever à Chardonnay, que pode ter notas empireumáticas, mesmo sem uso de madeira). Na boca é macio, beirando o off-dry, algo adocicado, acidez correta, álcool bem integrado, corpo médio, uma razoável formação de mousse (espuma) dando-lhe certa cremosidade e um final relativamente curto, porém com notas agradáveis de chocolate branco e caramelo. Nota: 85/100 pts.
96-100 pts. Espetacular
90-95 pts. Excelente
85-89 pts. Muito Bom
80-84 pts. Bom
75-79 pts. Regular
50-74 pts. Fraco
símbolo + após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 0-5 anos
símbolo ++ após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 5-10 anos ou mais