Daily Archives: 01/02/2012

Chianti Nipozzano Riserva 2004 foi além da pontuação obtida no Top 100 WS 2007 – 91/100 pts.

Isso mesmo, o delicioso Chianti Nipozzano Riserva 2004 (safra indisponível, adquirida anos atrás no Duty Free) foi além da pontuação obtida no Top 100 2007 – Wine Spectator, quando alcançou 91/100 pts e integrou a lista do melhores vinhos de 2007. Não custa lembrar que o nome Frescobaldi representa tradição não só na elaboração de vinhos, mas também nas áreas de arte, da cultura e da história da Toscana, que remonta a mais de 700 anos.  A história começa com Frescobaldi Berto que adquiriu para seus filhos, propriedades rurais, entre elas casas, moinhos, vinhas, pomares e fazendas. Nos séculos XV e XVI a família florentina era uma fornecedora de vinhos que vendia para o inglês Royal Court e muitos outros estabelecimentos da família real em toda Europa, incluindo a corte papal.

Chianti Nipozzano 2004 - apresentou ótima evolução na garrafa. Importado por Ravin.

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2004 – uva: Sangiovese (90%) e Malvasia Nera, Cabernet e Merlot – álcool: 13,5% – R$ 115 (safra 2007) – região: Toscana – Vermelho rubi intenso, brilhante, profundo com discreto halo granada em formação. Aromas complexos  com notas de alcaçuz, frutas negras, fumo-de-corda, sous-bois, especiarias, mentol  sobre notas terrosas com ampla sustentação na taça. Na boca exibiu toda característica da  Sangiovese  com taninos presentes de excelente qualidade, integração do álcool, fruta, madeira formando um conjunto solidamente estruturado, que está no auge da evolução e que por isso se caracteriza por sua suavidade e elegância. Acidez que provoca intensa salivação. Vinho emblemático de excelente tipicidade. Avaliação: 92/100 pts.

Guado Al Tasso 2007 – DOC Bolgheri Superiore

“O nome Antinori está presente na história do vinho desde 1293, com a fundação na Toscana da “Corporazione dei Vinattieri”, ou seja, o Brasil ainda não existia no mapa da humanidade e já se produzia vinho nos Antinori. A família, que vive no Palazzo Antinori desde 1506, uma jóia arquitetônica do renascimento, com 50 cômodos que servem de residência e escritório para a família em Florença, desde 1966 tem no comando seu patriarca Piero Antinori, hoje com 70 anos. Seu site www.antinori.it é uma aula de história e merece uma visita para que se possa ter a dimensão dessa família e de seu envolvimento com a cultura, a arte, a gastronomia e o turismo na vida italiana. Hoje, as terras de Antinori encontram-se também na Umbria, Puglia, Lombardia e Piemonte, na Itália, e também na Hungria, Chile, Malta e Estados Unidos, onde no ano passado a família Antinori adquiriu, em parceria com o Château Ste. Michelle, o lendário Stag’s Leap, que em 1976 venceu a famosa Prova de Paris de Steven Spurrier, ficando à frente de Mouton-Rothschild, Haut-Brion e Château Montrose e confirmando definitivamente o novo mundo na história do vinho. Piero Antinori promoveu grande impulso aos negócios da família. Foi sob seu comando, por exemplo, que na década de 70 nasceu o Tignanello, ícone “supertoscano” (vinhos produzidos com uvas francesas e envelhecidos em barricas de carvalho francês), como também o Guado al Tasso e o Solaia. Seu pai, Niccolò, já havia escandalizado a região do Chianti, quando em 1924 introduziu um tipo de Chianti com uvas de Bordeaux.” – informção colhida no site do importador oficial no Brasil – Winebrands - “Marchesi Antinori”
 
 
 
 
 
 
 
 
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Degustação
Guado Al Tasso 2007 – álcool: 14% – uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot – região: Castagneto Carducci, Livorno, Toscana – preço: R$ 394 – importador: Winebrands  -   Vermelho rubi intenso, profundo com reflexo púrpura. Aroma elegante, com sugestões balsâmicas e mentoladas mescladas a frutas negras frescas sobre notas tostadas e de chocolate com um pouco de licor de cassis. Leve alcaçuz. Na boca a sua entrada é envolvente e salivante. Seus taninos estão presentes mas são de excelente qualidade assim como sua acidez. A fruta está presente assim como a madeira com toques de côco queimado (barrica francesa). Termina lácteo com longa persistência deixando uma sensação aveludada no palato. Avaliação: 92,5/100 pts.++
 

Mensagem do contrarrótulo: "Prodotto soprattutto con uve Cabernet Sauvignon, una parte di Merlot e Cabernet Franc ed una piccola aggiunta di Petit Verdot nella Tenuta di Guado al Tasso a Bolgheri. Il vino viene affinato per cerca di 18 mesis in piccole botti di rovere e per almeno altri 10 mesi in bottiglia. Non filtrato."

 
 
 

Guidalberto IGT Toscana 2008

Tenuta San Guido está estabelecida em Bolgheri, Toscana e produz um dos vinhos mais destacados  de toda Bota:  Sassicaia. Fundada em 1968, seu proprietário é o Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983)  e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca. Já Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região. O  Supertoscano Sassicaia é considerado um verdadeiro Bordeaux italiano, porque em 1978 venceu uma degustação histórica dos melhores Cabernet Sauvignon do mundo, em Londres. Desde então sempre ocupou lugar de destaque na constelação dos bons vinhos italianos, principalmente por sua classe e longevidade. A propriedade também produz um segundo vinho, o  Guidalberto  e recentemente lançou o também Le Difese, verdadeiro “entry–level”, que sistematicamente obtém elevadas notas da crítica especializada italiana e estrangeira.

Também cabe destacar que a Tenuta San Guido, cultiva uvas de várias parcelas espalhadas em  Bolgheri num total de 75 hectares, com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc. A produção anual é de cerca de 180.000 garrafas. No segundo vinho  Guidalberto, introduzido em 2000, as uvas que compõem o corte são (desde 2004) Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%), com produção anual de 150.000 garrafas.

 Degustação

Guidalberto IGT Toscana 2008 – 14% álcool – uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%) – preço: R$ 289,00 – Como supramencionado,  a Tenuta San Guido, fundada em 1968,  tem por proprietário  Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983) e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca. Já Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região. O vinho Guidalberto  amadurece doze meses em barricas novas de carvalho americano (20%) e francês (10%) e o restante das barricas são oriundas do SassicaiaAnálise organoléptica: vermelho rubi violáceo intenso e profundo. Paleta aromática complexa, fruta em evidência com notas balsâmicas sobre um fundo de frutas negras e chocolate. Na boca é um vinho expansivo e solidamente estruturado com uma impressionante massa de taninos de ótima qualidade. Sem conflito entre fruta e madeira. Necessita de tempo para evoluir na garrafa, contudo, já dá mostras do que será daqui alguns anos: um vinho de estilo francês com acento italiano. Fim de prova persistente, intenso, profundo e sem arestas. Vinho reconhecidamente longevo, produzido com uvas da safra 2008 considerada excelente na Toscana, para ser bebido nos próximos dez anos. Obteve 90/100 pts. de  RP (31.10.2010) e da Wine Expectator (30.09.2010), Gambero Rosso – Tre Bicchieri. Avaliação: 90/100 pts.++

Petresco Chianti Classico Riserva DOCG 2007

O Petresco Riserva DOC 2007, é um Chianti Classico que integra o Consórcio do “Galo Nero”, produzido em Florença (Panzano) em “Greve in Chianti”, elaborado com uvas de um vinhedo “orgânico” denominado “Le Cinciole”. Neste vinhedo é cultivada com exclusividade a Sangiovese. O tipo de solo é argiloso de ardósia “Pietraforte” (um tipo de arenito). A exposição dos vinhedos é Sudeste. A propriedade tem uma extensão de 30 hectares a uma altitude entre 400 e 450 mts e está localizada próxima à cidade de Panzano in Chianti,  coração da região do Chianti Classico. Além das vinhas,  olivais também são cultivados na propriedade. O nome “Le Cinciole” indica uma localidade que  assim tem sido chamada por séculos e, aparentemente, é a banalização da “Le terre di Quíntio” (terras de Quíntio). A propriedade é gerida pessoalmente pelos proprietários  Valeria Viganò e Luca Orsini. A propriedade inclui atualmente treze hectares  de vinhedos, dos quais onze são realmente produtivos e cinco hectares de oliveiras com cerca de 1.000 plantas.

O objetivo principal da vinícola sempre foi a busca de qualidade sem perder de vista as tradições da região. O que a caracteriza em particular, é a escolha da uva Sangiovese para produzir Chianti Classico, com uso moderado de madeira para respeitar o caráter varietal da cepa.

Dois vinhos são tradicionalmente produzidos: “Le Cinciole” Chianti Classico e “Petresco,” Riserva. O primeiro é produzido com Sangiovese e uma porcentagem muito pequena de  Canaiolo, amadurecido em barris de carvalho de média capacidade. O objetivo é exaltar as características da uva e a conservação, tanto quanto possível das fragrâncias da natureza  agradável de um vinho jovem. O Petresco Chianti Classico Riserva DOCG, que é o vinho que nos interessa no momento,  representa a seleção das melhores uvas Sangiovese das melhores vinhas, com amadurecimento em barrica, a fim de obter a relação correta entre a madeira e o vinho, a fim de expressar, na sequência de um longo amadureciemnto em garrafa, a complexidade essencial de vinhos feitos para envelhecer. Extremo cuidado tem sido dado aos aspectos agronômicos e enológicos da produção deste vinho. Por fim, cabe destacar que atualmente, Podere Le Cinciole produz 35.000 garrafas de Le Cinciole Chianti Classico, 4.000 de Petresco Chianti Riserva e 3.000 do Supertoscano “Camalaione” IGT Toscana.

 

 

Os produtores Luca e Valeria supervisionam pessoalmente a seleção cuidadosa dos cachos de Sangiovese utilizados na elaboração deste vinho. As uvas são selecionadas nos vinhedos que mostram o melhor de amadurecimento e que “expressa” o caráter da safra atual da melhor forma. A vinificação é realizada em tanques de cimento “piletas”  e de vidro. Durante a fermentação do mosto existe uma continua verificação para que a temperatura não ultrapasse 28 graus Celsius. Realiza-se a fermentação  maloláctica e também batonnage. O vinho foi amadurecido  em barrica de carvalho oval por 18 meses e afina na garrafa por mais 12 meses antes de sua liberação a mercado. Produção média / ano: 4.000 garrafas.

A melhor definição para o Petresco Chianti Riserva 2007 é a de um vinho produzido numa excelente safra na região, que está num ótimo momento para ser bebido e que se trata de um vinho muito gostoso!!
Degustação
Petresco Chianti Classico Riserva DOCG 2007 – álcool: 13,5% – uva: Sangiovese – região: Greve in Chianti – importador: MS Import – preço: R$ 189 – vermelho rubi de média concentração com reflexo violáceo. Aromas abertos com notas de frutas vermelhas, sous-bois, tabaco, alcaçuz sobre um fundo defumado com sustentação na taça. Na boca revelou taninos macios, redondos e de boa qualidade. Bom equilíbrio entre acidez, fruta, madeira com uma leve ponta de álcool. Largo, expansivo e salivante, é um vinho gostoso,  amplo, fino  com notas que lembram chocolate amargo. Persistente, longo, maduro e sem arestas. Cresceu à mesa como acompanhamento de entrecôte.  Avaliação: 89/100 pts.+

Sub-região de Bolgheri – Toscana e notas de degustação dos Supertoscanos Ornellaia 2006, Tignanello 2004 e Sassicaia 2006

A REGIÃO

No coração da Itália, na pulsante região da Toscana, província de Livorno, Bolgheri é a região mais famosa próxima da costa marítima local.

Esta DOC é marcada por pequenas cadeias de montanhas, que ajudam a proteger os vinhedos de ventos gelados do norte, porém recebendo ares mais frescos de verão vindos dos vales ao longo dos rios Cecina e Cornia e ventos marítimos que podem ser favoráveis também.

Há uma diversidade de solos grande, como alvionais repletos de seixos rolados pelos rios e também solos argilosos, arenosos e vulcânicos.

A REVOLUÇÃO: SUPERTOSCANOS

Bolgheri foi um potente catalisador de mudanças na enologia italiana desde os anos 60, graças sobretudo à genialidade de um grande enólogo, Giacomo Tachis, que supervisionando a produção do Marchese Mario Incisa della Rocchetta, na sua Tenuta San Guido, permitiu o nascimento, em 1968, de um Cabernet Sauvignon (e 15% deCabernet Franc) que deu uma reviravolta na península itálica: o Sassicaia!

Pela primeira vez se criou na Itália um vinho de moldes franceses, com tamanha grandeza e à margens do Tirreno, numa região que não tinha quase nenhuma tradição vinícola quando comparada à rica e antiqüíssima história vinícola de outras áreas consagradas.

Só que isso foi o primeiro passo para que a região começasse a ser notada, pois outras “aziendas” deram início a um processo de elaboração contínua de outros supertoscanos de altíssimo nível também: Tenuta dell’Ornelaia do Marchese Lodovico Antinori e seus igualmente “mega-vinhos” Ornellaia (Cabernet-Merlot) e o Massetto (Merlot), Tenuta Del Terriccio e seu Lupicaia (Cabernet-Merlot), Tua Rita e os incríveis Redigaffi (Merlot) e Giusto di Notri (Cabernet-Merlot ).

São muitos cortes “super”, sendo que alguns ao invés de privilegiar as castas internacionais valorizam a Sangiovese, caso dos excepcionais vinhos abaixo:

  • Tignanello de 1971, o primeiro supertoscano de Antinori com quantidades majoritárias de Sangiovese e um pouco de Cabernet Sauvignon
  • Solaia de Antinori também, mas com mais Cabernet que Sangiovese
  • Le Pergole Torte é 100% Sangiovese (Montevergine)

E por fim, há os 100% feitos das castas francesas internacionais: Maestro Raro (Cabernet), Vigna L’Apparita (Merlot), Collezione de Marchi (Syrah ou Cabernet).

A região de Bolgheri se tornou uma DOC em 1994, para que se acomodassem os novos vinhos que ao liderarem as preferências mundiais não poderiam mais ser marginalizados pela própria legislação vinícola italiana.

ALGUMAS NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

 

TENUTA DELL’ORNELLAIA 2006

Típico corte bordalês com 56% de Cabernet, 27% de Merlot, 12% de Cab Franc e 5% de Petit Verdot. Um grandioso ano na Toscana.

Rubi denso e concentrado, violáceo, brilhante, lágrimas, numerosas, espessas e lentas. Aromas de boa intensidade, abrindo com notas de chocolate em meio à frutas vermelhas e escuras, ameixas, leve tostado que se intensifica durante a prova e por fim, especiarias (cravo). Seco, macio, bom corpo, boa acidez, álcool bastante saliente no início e se dissipando depois. Taninos bem presentes e um bocado adstringentes, deixando uma secura razoável na lingua. Retrogosto herbáceo (ervas secas) e notas de alcaçuz, com ótima persistência. NOTA: 92/100 pts.

R$1.090,00 – Álcool: 14%

 

ANTINORI TIGNANELLO 2004

Composto de 80% de Sangiovese, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Cabernet Franc. Barricas de carvalho francesas e húngaras (esta última porque se casa muito bem com a Sangiovese de acordo com o enólogo Renzo Cotarella).

Rubi muito denso, impenetrável à luz, de reflexos violáceos que tingem a taça, límpido, brilhante, lágrimas numerosas, finas e rápidas. Boa intensidade e complexidade aromáticas com geléia de frutas silvestres (vermelhas e negras), ameixas pretas, tostado (café finamente torrado), especiarias picantes e também algo de alcaçuz, terroso, vegetal (feno) e toques animais de fundo, lembrando estrebaria. Seco, acidez ótima, álcool equilibrado, bom corpo, taninos presentes, de ótima qualidade e macios. Expansivo com notas frutadas, empireumáticas e condimentadas com longa persistência. Nota: 93/100 pts.

R$480,00 – Álcool: 13,5%

 

TENUTA SAN GUIDO SASSICAIA BOLGHERI 2006

Composição à base de 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc.

Cor: rubi. Nariz: conjunto de aroma único com destaque para um herbáceo fino (folhas de amoreira), açúcar mascavo. Palato: seco, o grande diferencial deste vinho está no flavor (frutado, floral, especiarias, chocolate), toque mineral, taninos finíssimos, final longo e complexo. Textura e equilíbrio em destaque. Nota: 96/100 pts.
(Degustação feita por Ikuyo Kiyuna)

R$1.200,00 – Álcool: 13,5%

 

Texto e Avaliações de André Logaldi